Observando o Mundo
Risco não Compensa
◆ Os motoristas que tentam “poupar tempo” por correr e assumir outros riscos no trânsito não levam grande vantagem, e podem até sair perdendo. Na República Federal da Alemanha, num teste que abrangia cerca de 1.600 quilômetros, dois carros idênticos foram adaptados com instrumentos que registravam cada pormenor da sua condução. Um motorista recebeu instruções de dirigir no limite de sua capacidade e fazer o percurso tão rápido quanto possível. O segundo motorista recebeu instruções de fazer a viagem em estilo descontraído evitando qualquer risco e só avançando tão rápido quanto o fluxo de trânsito permitisse. O motorista “rápido” só chegou 31 minutos na frente do outro. Teve de usar seus freios 1.339 vezes, inclusive quatro freadas de emergência. O motorista “lento” só freou 652 vezes, não tendo de fazer freadas de emergência. O motorista mais rápido utilizou 38 litros de gasolina a mais, e seu carro sofreu maior desgaste, nas lonas dos freios, suspensão, motor e transmissão. Sem dúvida sentiu maior desgaste e cansaço em seu próprio sistema nervoso também. Concluiu um observador: “Estará fazendo bem a si mesmo e ao seu veículo por reduzir a velocidade. E apenas perderá alguns minutos ou segundos, no fim das contas.” Além disso visto que a velocidade excessiva e uma das principais causas de mortes e ferimentos no trânsito, a tentativa de “poupar tempo” poderá, deveras, resultar muito custosa.
Tratamento Incomum Para Cálculos Renais
◆ Médicos da Clínica Universitária de Munique, República Federal da Alemanha, afirmam que os pacientes com cálculos renais ou pedras nos rins logo conseguirão eliminá-los sem dor e sem cirurgia, com o auxílio do ultra-som. Aperfeiçoou se um aparelho que focaliza ondas ultra-sônicas nos cálculos renais, por meio dum refletor especial. O som esmaga os cálculos em diminutas partículas em um milésimo de segundo. Afirma-se que isto não prejudica os tecidos moles vizinhos. O paciente é então submetido ao raio X, e quaisquer partículas grandes restantes do cálculo são dispersadas por um segundo tratamento. Espera-se que o aparelho seja adequado para tratamento de cerca da metade dos que possuem cálculos renais.
Mais Violentas as Brigas nas Estradas
◆ Discussões entre motoristas irados há muito marcaram o dirigir veículos, em muitos países. Mas, nos últimos anos, tomaram uma direção ominosa. Exemplificamos com o seguinte relatório dos EUA: “Os motoristas da zona de Denver têm atacado uns aos outros, recentemente, em números recordes, às vezes provocados por nada mais do que a omissão dum sinal de virada para o lado ou lenta aceleração a partir dum sinal de parada. Cinqüenta tiroteios, esfaqueamentos, espancamentos e outros atos violentos entre motoristas foram registrados somente no mês passado, segundo a polícia de Denver, que afirma que o total provavelmente represente apenas um terço das agressões realmente ocorridas durante tal período.” (Rocky Mountain News, de Denver) A Polícia acha perturbador que tais agressões sejam cometidas por ‘cidadãos apenas comuns, que de outros modos acatam a lei’. “Mas começam a atirar uns nos outros e é isso que nos deixa preocupados”, declarou um oficial de polícia. Em Chicago, EUA, afirmou um policial: “Isto está-se tornando mais comum. Parece que todo o mundo está ficando impaciente.” Nem estão imunes os policiais. Na Califórnia, EUA, em 1977, 413 policiais foram agredidos e feridos por motoristas cujos carros eles fizeram desviar para o acostamento, em comparação com 244, em 1973. Por que esta tendência ominosa? Citam-se as tensões crescentes da sociedade, trânsito mais congestionado, bem como o avolumante abuso do álcool e dos tóxicos.
Perigos da Maconha
◆ “A maconha apresenta substancial risco. Qualquer pessoa que utilize esse tóxico e imagine que nada acontece a seu corpo está louco varrido. A maconha é poderoso tóxico que influencia seu corpo inteiro.” Tal avaliação provém do Dr. Robert Dupont Jr., presidente da seção de toxicomania da Associação Psiquiátrica Mundial. Também afirmou: “Um dos fatos mais perturbadores, para mim, tem sido a dificuldade de transmitir os riscos da dependência da maconha.” Observou que “a maconha deveras influencia os níveis hormonais do corpo, a resposta imunizadora do corpo, a forma de pensarmos e os tecidos dos pulmões. A bronquite, por exemplo, é comum entre pessoas que fumam cigarros de maconha. Ademais, há evidência laboratorial que indica que a maconha apresenta maior probabilidade de provocar lesões semelhantes ao câncer do que a fumaça dos cigarros.”
Aprender dos Pirilampos
◆ O que faz um pirilampo reluzir? Isto acontece quando, dentro de seu corpo, uma enzima chamada luciferase entra em contato com outra substância chamada luciferina. As moléculas de luciferina ficam estimuladas, liberando excessos de energia como luz. Esta luz é chamada ‘luz fria’ porque não produz calor, como o fazem o fogo e a eletricidade. Os cientistas tentam imitar tal processo, embora, na atualidade, a luciferase seja complicada demais para ser sintetizada. Um produto resultou num acendedor que produz uma luz fria amarelo-esverdeada. Trata-se dum tubo plástico que contém líquidos, um dos quais está num frasquinho interno de vidro. Quando se inclina o bastante o tubo, o frasquinho se rompe, permitindo que seu líquido se misture com o outro líquido no restante do tubo. As substâncias químicas reagem e produzem moléculas estimuladas que produzem luz visível. Mas apenas 16 por cento das moléculas químicas produzem luz, em comparação com 88 por cento no caso do vaga-lume. Todavia, o bastão de luz é bastante luminoso para se ler junto dele por três horas, e pode ser usado como marco ou luz de aviso por cerca de 12 horas.
Subempregados
◆ A Agência de Estatísticas do Trabalho, nos EUA, indica que cerca de um quarto dos bacharelandos de universidades que procurarem trabalho, em 1985, terão de aceitar um trabalho que, tradicionalmente, não exigia um diploma ou nível universitário. Em outras palavras, cerca de 10,4 milhões de bacharelandos estarão competindo para cerca de 7,7 milhões de empregos que usualmente exigem nível universitário. Isso deixa 2,7 milhões à procura de outros serviços.
Ais Recreativos
◆ Milhões de estadunidenses se tornaram ‘atletas de fim-de-semana’, tentando reduzir o peso e ficar em forma física por se empenharem em diversas atividades, tais como a corrida a passos curtos (jogging). No entanto, muitas delas são pessoas mais idosas que exigem demais, rápido demais, de seu corpo que não está em boas condições. O resultado é que os ferimentos resultantes do atletismo recreativo aumentaram continuamente: em 1963, houve cerca de 12 milhões de ferimentos; em 1971, houve 17 milhões; em 1977, houve cerca de 20 milhões, muitos deles exigindo hospitalização. Alguns morreram devido a ataques cardíacos. Afirma o ortopedista B. Berson, de Nova Iorque, EUA: “As pessoas devem compreender que simplesmente não podem exigir que seu corpo faça tanto, com 30, 40 anos ou mais, como fazia com 20 anos.” Completo exame físico é recomendado para qualquer pessoa com mais de 35 anos, antes de iniciar um programa de exercícios.
‘Melhores Vacas’ Pelo Computador
◆ A Associação de Gado Holstein-Friesian dos Estados Unidos utiliza um computador para “construir uma vaca melhor”, afirmou um porta-voz. As identidades de mais de 10 milhões de cabeças de gado Holstein registradas, que remontam a quase 100 anos, são estocadas em microfilme ou em bancos de memória do computador da organização. O sistema permite que os pais, o pedigree e as caraterísticas de quaisquer vacas ou touros registrados sejam imediatamente determinados. As autoridades afirmam que o cruzamento, pelo computador, resultou num aprimoramento dramático da produção leiteira de Holsteins, a raça produtora de leite mais popular daquele país.
Eletricidade da Luz Solar
◆ A geração de energia elétrica diretamente da luz solar está fazendo progresso. New Scientist fala de células solares que agora convertem em eletricidade cerca de 11 por cento da luz solar que incide sobre elas. Há dois anos, a eficiência da célula solar era de apenas cerca de 4 por cento, e, no ano passado, de cerca de 8 por cento. Continua-se a trabalhar no sentido de tornar ainda mais eficazes tais células.