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Lembra-se?A Sentinela — 1973 | 1.° de novembro
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Lembra-se?
Leu cuidadosamente os números recentes de A Sentinela? Em caso afirmativo, sem dúvida se lembra dos seguintes pontos:
● Por que não insistiu Jesus em permanecer no país dos gadarenos (gerasenos) quando se tornou claro que ele era indesejável? — Luc. 8:37-39.
Havia pessoas meritórias em outra parte, às quais Jesus podia ministrar. Deixara também atrás um homem crente, a quem havia liberto da obsessão pelos demônios, e este homem podia dar testemunho aos seus parentes e a outros que moravam em Decápolis. — P. 301.a
● De que modo é o novo pacto superior ao antigo pacto da Lei?
Sob o arranjo do novo pacto, Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote imortal, não precisando de sucessores. Seu perfeito sacrifício humano não precisa ser repetido e torna possível o verdadeiro perdão de pecados. No caso dos que estão sob o novo pacto, Jeová pôs as suas leis no coração e na mente deles; não há extenso código escrito de leis. — P. 431.
● De que modo podem o excesso no comer e no beber, e as ansiedades da vida, ‘sobrecarregar o coração’? — Luc. 21:34.
Os excessos no comer e no beber sobrecarregam o coração com o sentimento de culpa e eliminam as motivações boas. Ficar-se preocupado demais em ganhar o sustento pode fazer com que as motivações do coração se concentrem em coisas materiais. Priva-se assim o coração da garantia de que Jeová Deus cuidará de seus servos. — Págs. 441, 442.
● O que representa o “nome” de Jesus?
Não só representa a pessoa que leva este nome, mas também a sua autoridade de cumprir e executar a vontade de Deus. Esta autoridade abrange a posição de Jesus como Rei e como “Agente Principal da vida” da parte de Deus. — Págs. 486-488.
● Por que adotam as testemunhas de Jeová uma atitude definida quanto ao mau uso de drogas?
Embora não mencionado por nome na Bíblia, o mau uso das drogas coloca em perigo a relação da pessoa com Jeová Deus. Não só pode causar dano físico, mas pode também entorpecer a faculdade de raciocínio, impedindo que a pessoa se aproxime de Deus com a plena “faculdade de raciocínio”. (Rom. 12:1) Os que usam entorpecentes amiúde ficam envolvidos em práticas espíritas. Segundo Gálatas 5:19-21, a “prática de espiritismo” é obra da “carne”, impedindo que se obtenha a aprovação de Deus e a vida. — Págs. 562-565.
● O que quer dizer Provérbios 10:7 com as palavras de que “o próprio nome dos iníquos apodrecerá”?
O nome ou a reputação dos iníquos não se torna uma lembrança agradável, mas algo nojento e pútrido. Isto é evidente do contraste da declaração na primeira parte do versículo: “A recordação do justo está para ser abençoada.” — P. 594.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1973 | 1.° de novembro
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Perguntas dos Leitores
● É compatível com a consciência cristã aceitar alguém um emprego que requer que se ande armado, quer com uma arma de fogo, quer com um cacete?
O próprio Jeová Deus permitiu que os governos humanos exercessem autoridade para fazer cumprir a lei, se necessário, por meio das armas. Lemos a respeito de tal autoridade governamental: “Não é sem objetivo que leva a espada; pois é ministro de Deus, vingador para expressar furor para com o que pratica o que é mau.” (Rom. 13:4) Por isso não se pode levantar nenhuma objeção bíblica à existência de agentes armados da lei, nem a que o governo autorize certos homens a andar armados para proteger propriedades e/ou pessoas.
Entretanto, escolher o cristão um emprego, tal como o de policial, guarda ou vigia noturno, em que é preciso andar armado duma arma de fogo ou outra, é algo que ele mesmo terá de decidir. Ele desejará considerar o seguinte: Quero assumir a responsabilidade de fazer decisões rápidas e difíceis numa situação crítica, em que está envolvida uma vida humana? Estou disposto a me envolver em circunstâncias em que se poderia exigir que eu usasse duma arma, talvez dum modo que envolvesse culpa de sangue perante Jeová?
Além disso, o objetivo principal do cristão é ajudar outros a obter um conhecimento exato da verdade. Ele quer ensinar aos outros a ser “pacíficos para com todos os homens”. (Rom. 12:18) Em vista disso, poderá perguntar-se: Será que usar eu uma arma no meu emprego parecerá aos outros ser uma contradição do ensino cristão? Há motivos para se crer que poderá fazer alguém tropeçar? O cristão precisa fazer a sua própria decisão baseada na Palavra de Deus e no seu conhecimento das circunstâncias existentes. Se ele achar que tal emprego em que terá de carregar uma arma seria prejudicial para a divulgação da verdade bíblica, o cristão escolheria sabiamente outro emprego. O conselho bíblico é de ‘não se fazer outros tropeçar’. — Fil. 1:10.
Qualquer que seja a decisão cristã, deve estar em harmonia com sua consciência treinada pela Bíblia. Mas ele nunca deve ser pressionado pela preocupação com a falta das necessidades da vida. A Palavra de Deus garante: “Jeová ama a justiça e ele não abandonará aqueles que lhe são leais.” (Sal. 37:28) “De modo algum te deixarei e de modo algum te abandonarei.” — Heb. 13:5.
● Há algum tempo atrás, publicou-se a notícia a respeito duma decisão judicial, determinando que a copulação oral por parte de adultos não era mais punível por lei em certo estado dos Estados Unidos. Portanto, seria tal prática uma questão exclusiva da consciência individual no caso de um casal cristão, dentro do arranjo marital?
Não é o objetivo desta revista considerar todos os aspectos íntimos das relações maritais. Não obstante, práticas tais como as envolvidas neste caso em julgamento tornaram-se muito comuns e receberam muita publicidade. Até mesmo crianças menores, em certas escolas, estão sendo informadas a respeito destas coisas nos cursos de educação sexual. Portanto, seriamos remissos na nossa responsabilidade se nos refreássemos de dar o conselho bíblico que poderia ajudar cristãos sinceros no seu empenho de seguir um proceder de pureza que resulta na bênção do Criador. Práticas sexuais incomuns já existiam nos dias do apóstolo Paulo e ele não permaneceu calado a respeito delas, conforme se pode ver na leitura de Romanos 1:18-27. Por isso, estamos apenas seguindo seu bom exemplo ao considerar aqui esta questão.
Na consideração de práticas sexuais, o apóstolo nos fornece um princípio que nos ajuda a chegar à conclusão certa. Ele fala do “uso natural da fêmea”, que alguns estavam abandonando a favor do que é “contrário à natureza”, satisfazendo assim “ignominiosos apetites sexuais” e “praticando o que é obsceno”. O apóstolo trata especificamente das práticas homossexuais, condenando-as. Mas o princípio declarado — que a satisfação dos desejos sexuais pode ser “natural” ou ‘contrária à natureza’ — aplica-se do mesmo modo à questão em consideração. — Veja também Levítico 18:22, 23.
O modo natural de um casal ter relações sexuais é bastante evidente da própria constituição dos seus respectivos órgãos por parte do Criador, e não deve ser necessário descrever como estes órgãos se complementam mutuamente nas relações sexuais normais. Cremos que, fora dos que foram doutrinados pelo conceito de que ‘no matrimônio tudo vale’, a grande maioria das pessoas rejeita normalmente como repugnante a prática da copulação oral, bem como a copulação anal. Se estas formas de relações não são ‘contrárias à natureza’, então o que é? Que os que praticam tais atos o fazem por consentimento mútuo como casados não torna tais atos naturais, nem faz com que não sejam ‘obscenos’. É este nosso modo de pensar ‘tacanho’ ou ‘extremo’?
Não, conforme se vê no fato de que diversos estados dos Estados Unidos já por muito tempo têm leis exatamente contra tais práticas, classificando-as como formas de “sodomia” — mesmo que os que se entregam a elas sejam casados. Por causa deste uso legal do termo “sodomia”, o Third New International Dictionary de Webster inclui na sua definição o seguinte: “copulação carnal com um membro do mesmo sexo, ou com um animal, ou copulação carnal desnatural com um membro do sexo oposto; especif.: a penetração do órgão masculino na boca ou no ânus de outra pessoa”. Naturalmente, os dicionários e as leis estatais diferem; mas a nossa atitude baseia-se principalmente na Palavra de Deus, a Bíblia. Contudo, tal evidência mundana serve certo fim, correspondendo em princípio com o que o apóstolo disse em 1 Coríntios 5:1. Ele mostrou ali que as relações sexuais de certo membro da congregação coríntia eram da espécie condenada até mesmo pelas nações pagãs. Portanto, a aplicação do termo “sodomia” nos tempos modernos às formas mencionadas de copulação mostra que não somos desarrazoados ao dizer que não só são ‘desnaturais’, mas o são flagrantemente.
Entretanto, visto que o casamento é de origem divina, nossa atitude conscienciosa para com as relações maritais não se funda em conceitos mundanos, nem é governada por eles. Portanto, a anulação de alguma lei estadual e declarar-se ‘legal’ a copulação oral (ou outra copulação desnatural similar) não altera a nossa atitude baseada na Bíblia. Num mundo de moral decadente podemos esperar que alguns tribunais sucumbam em diversos graus à crescente tendência para com a perversão sexual, assim como fizeram alguns clérigos e médicos.
Não temos por objetivo tentar demarcar os limites precisos onde termina o que é “natural” e começa o que é “desnatural”. Mas, achamos que, por meditar nos princípios bíblicos, o cristão deve pelo menos poder discernir o que é flagrantemente desnatural. Em outros pontos, a consciência do cristão Individual terá de prover a orientação, e estes incluem as questões a respeito das caricias e do ‘jogo de amor’ antes das relações. (Veja Provérbios
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