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    A Sentinela — 1969 | 1.° de fevereiro
    • O desafio da colheita na América do Sul

      “POIS bem, João, esta reunião de serviço foi mesmo muito edificante.”

      “Tem toda a razão, Alberto, e eu estou todo entusiasmado e ansioso de fazer mais do que tenho feito. Sabe, estou constantemente pensando em nossos missionários em terras longínquas. Irene e eu ainda estamos recebendo cartas da América do Sul, e, cada vez que recebemos uma, estamos falando em arrumar as nossas coisas e ir para o sul.”

      “Mas você e Irene estão fazendo bastante mesmo agora. Você é servo de estudo de livro e ela chega a ser pioneira de férias cada dois meses. E ambos estão dirigindo estudos bíblicos com pessoas interessadas. Que mais podem fazer?”

      “É verdade, mantemo-nos ocupados, e o mesmo fazem você e a Inês. Mas, estivemos pensando na necessidade muito maior que há em alguns destes outros países. Ora, em alguns lugares a situação é como um campo de cereal bem maduro a ser ceifado sem demora!”

      “Mas, não existe esta situação aqui mesmo em nossa terra? Certamente se precisa fazer ainda muito trabalho aqui mesmo.”

      “Não, o caso não é bem o mesmo. Quase todo o mundo aqui conhece a Sociedade Torre de Vigia e as testemunhas de Jeová, e a maioria das pessoas tem acesso à Bíblia. Tentar interessá-las nos propósitos de Deus é como induzir uma criança a comer algo nutritivo quando há abundância. Entenda bem, a obra aqui precisa ser feita, mas, parece-me que surgem bastantes trabalhadores novos, ano após ano, para cuidar dela.”

      “Você quer dizer, então, que nos países sul-americanos a situação é bastante diferente?”

      ORAÇÃO POR MAIS TRABALHADORES NO BRASIL

      “É isso o que quero dizer. Tome, por exemplo, o Brasil. Por muitos anos antes de 1945, o número de Testemunhas ficou em aproximadamente 250, muitas delas imigrantes da Polônia e da Ucrânia. A Sociedade começou então a enviar para lá missionários treinados na Escola de Gileade, e as coisas começaram a mexer-se. Os próximos vinte anos testemunharam um crescimento fenomenal. Por volta de 1965, já havia mais de 36.000 Testemunhas. De fato, o último relatório, tanto quanto me lembro, falou de mais de 50.000 Testemunhas ativas.”

      “Mas, isto simplesmente prova que a obra do Reino também está ficando bem conhecida por lá.”

      “Bem, até certo ponto, Alberto. Mas, você deve também tomar em consideração a vastidão do território e a enorme população envolvida. Lembre-se de que o Brasil tem uma população de 85.000.000 de habitantes, e ela está aumentando rapidamente. Está-se dando conta de que isso representa um verdadeiro desafio para as Testemunhas que agora estão ativas por lá? Cada Testemunha é responsável por aproximadamente 1.700 da população. Só isto já é uma grande responsabilidade. Mas então, por outro lado, a população está espalhada numa área quase tão grande como a parte continental dos Estados Unidos. O Brasil, de fato, ocupa aproximadamente a metade de toda a superfície da América do Sul.”

      “Preciso admitir que você conhece todos os fatos e algarismos. Acho que está recebendo muita informação por sua correspondência com os missionários.”

      “Tem razão. E eles me contam que a maior parte do trabalho, no Brasil, até agora, tem sido feito nas grandes cidades, e que ainda há bastantes cidades e povoações que nunca receberam um testemunho cabal a respeito do Reino. Depois, há também muitas congregações que progrediriam mais rapidamente se tivessem a ajuda de ministros experientes.”

      “Mas o que me diz do problema com a língua? Já pensou nisso, João?”

      “Sim, pensei nisso. Para alguns pode parecer um obstáculo bastante grande, mas, da maneira como eu o encaro, alguns dos missionários que foram para o Brasil, no passado, tinham mais idade do que nós, e ainda assim venceram este obstáculo e estão acomodados nas suas designações como se estivessem inteiramente em casa. Acho que, quando a gente estabelece realmente um horário regular para estudar o português, tem-se em pouco tempo um bom conhecimento prático, e depois, praticar lá mesmo, diariamente, entre o povo do Brasil produziria logo a fluência.”

      “O que me diz da religião local? A maioria não é de católicos convictos?”

      “São católicos, sim, mas uma carta recente de lá nos contou que o forte controle da igreja está enfraquecendo e que o povo, na maior parte, é amigável e escuta quando as Testemunhas chegam às suas portas. Como exemplo da mudança citou-se a cidade de São João del Rei, um lugar onde católicos fanáticos costumavam apedrejar as Testemunhas. Por fim, um dos sacerdotes locais ficou impressionado com a perseverança das Testemunhas e pediu que se dirigisse um estudo bíblico com ele. Outros também ficaram impressionados favoravelmente, tanto assim que agora há naquela cidade uma congregação ativa das Testemunhas.”

      “Você quase me está persuadindo a ir servir onde a necessidade é maior. Mas, não sei se Inês e eu poderíamos suportar a mudança de clima e de costumes.”

      “Lá vem você outra vez com essa conversa, como se já fossem velhinhos. Ora, vocês nem chegaram ainda aos quarenta, e sua saúde é bastante boa. Além disso, não se espera que trabalhem na selva e morem numa choupana, como alguns missionários tiveram de fazer. Precisa-se de ajuda em muitas cidades boas, modernas, de 100.000 ou mais habitantes. O clima talvez seja um pouco mais quente do que estão acostumados, mas os missionários acham que podem viver lá, e as recompensas espirituais, são grandes. Imagine trabalhar num território onde você pode ter quantos estudos bíblicos domiciliares, animados, queira dirigir!”

      “Parece formidável! Mas, tem certeza de que as coisas ainda estão progredindo no Brasil?”

      “Bem, escute este trecho duma carta recente duma missionária que foi para lá em 1949: ‘Quão feliz me sinto de ter feito a escolha certa e de ter entrado no serviço de pioneiro há vinte e três anos atrás. Aqui estou sendo usada por Jeová em Belém, uma cidade no norte, com mais de 450.000 habitantes. Quando chegamos, em 1958, havia apenas 60 Testemunhas aqui. Atualmente, o número tem aumentado a quase 400, em várias congregações. Quão gratas somos de que Jeová nos pôde usar para ensinar a verdade a tantos e a ajudá-los a crescer à madureza cristã!’ Além disso, fiquei sabendo que no Brasil, no ano passado, 126.520 assistiram ao Memorial. Pense só no potencial para aumento!”

      “Maravilhoso! Acho que a Inês e eu devemos falar seriamente sobre nos mudarmos para o sul.”

      “É exatamente o que Irene e eu vamos fazer. Por que deixá-lo só no desejo de ir para tal designação? Precisa-se fazer alguma coisa a respeito. E especialmente quando a gente lê e relê, como eu faço, as palavras finais de uma das prezadas cartas: ‘Nós, os que somos felizes em servir no Brasil, continuamos a rogar ao Senhor da colheita que mande mais trabalhadores para a sua colheita: E o Brasil é apenas uma parcela do grande campo que exige atenção, nestas palavras citadas de Mateus 9:38.”

      “Agora me deixou realmente interessado. Conte-me mais.”

      UMA COLHEITA SELETA NA ARGENTINA

      “Bem, recebemos também cartas da Argentina. E é emocionante ficar sabendo do progresso da obra do Reino lá, desde o pequeno início em 1924. De fato, lá também houve um aumento espetacular, logo após a chegada de missionários treinados em Gileade. A partir de 1946, o progresso tem sido excelente, e agora há ali mais de 14.000 Testemunhas servindo uma população de 23.000.000. Sabe o que isso significa? Significa cerca de 1.650 habitantes para cada Testemunha, e aqui também a população está espalhada sobre uma terra que vai desde os trópicos quentes, no norte, até os ventos frios, no extremo sul.”

      “Quer dizer, a gente pode escolher o clima.”

      “Exato. Mas, quero que você escute algumas das descrições maravilhosas que os missionários fazem das suas designações. Esta é duma missionária em Tucumán: ‘Isto aqui se chama de jardim da República, tão verde é tudo e tão cheio de vegetação tropical. Durante os meses de verão, de dezembro, janeiro e fevereiro, há noites em que não refresca o suficiente para se dormir confortavelmente. Portanto, quando se volta para casa, depois das reuniões ou dos estudos bíblicos, é comum ver as pessoas sentadas diante das suas casas ou nos cafés ao ar livre. Naturalmente, por causa do calor, o ritmo da vida é um pouco mais vagaroso aqui do que em outras partes do país.’”

      “De qualquer modo, provavelmente seria mais fácil suportar três meses quentes do que os cinco ou seis meses frios que nós nortistas temos de suportar.”

      “Tem razão, Alberto. E escute esta outra missionária, que descreve a sua chegada a uma nova designação: ‘Partindo da capital chilena de Santiago, aninhada no lado ocidental da Cordilheira, nosso avião sobe em espiral para ganhar a necessária altitude para cruzar a cordilheira mais alta das duas Américas. Afivelam-se os cintos, que costumam ser deixados assim até o término do curto vôo balançante em Mendoza, nas faldas orientais dos Andes. Mas os poucos minutos por cima destas majestosas rochas e do gelo deixam uma impressão duradoura. Nossos olhos contemplam com deleite a grandiosidade da mão-de-obra de Jeová.’ Os missionários realmente chegam a visitar lugares, não é?”

      “É mesmo, e deve ser maravilhoso ver as coisas como realmente são, em vez de olhar apenas para retratos. Mas, que espécie de designação resultou ser Mendoza?”

      “A carta diz o seguinte: ‘Mendoza, embora tão perto dos Andes cobertos de neve, é uma terra de sol e de campos férteis. Seus vinhedos e olivais são abundantes. As ruas cheias de árvores são tão frescas e repousantes. E a cidade é imaculadamente limpa. As donas de casa se orgulham especialmente de manter brilhantes as calçadas ladrilhadas diante das suas casas. Entre a calçada e o meio-fio há um canal estreito — um rego que torna possível haver árvores numa região onde cai pouca chuva. E as pessoas tiram água do canal e molham as ruas. Mendoza tem o ritmo de uma cidade moderna, ativa, com cidadãos diligentes e bem instruídos. Quando pessoas desta classe se dedicam a Jeová Deus, mostram a mesma espécie de diligência no ministério cristão.’”

      “Parece ser uma designação ideal, João.”

      “Sim, e há muitas outras assim. Aqui há uma expressão de uma missionária da primeira classe de Gileade: ‘Agora já faz mais de dezenove anos desde que vim para a Argentina, e tenho residência permanente desde o começo de 1950. Tenho vivido neste país quase um terço da minha vida, e, especialmente desde o falecimento de minha mãe, este é realmente meu lar. Tenho amigos muito queridos aqui. De fato, muitos aqui em Tucumán me tratam como membro da família. Sou grata a Jeová pelo privilégio de servir nesta terra.’”

      “De modo que há muitos lugares pequenos onde há necessidade de mais ajudadores maduros, segundo parece.”

      “Não só isso, mas eu soube que ainda há grande necessidade em Buenos Aires, a capital federal, bem como em muitas outras cidades. Não há dúvida sobre isso, há uma colheita colossal naquelas terras sulinas, que pode usar todas as mãos e os corações que puderem ser recrutados. Que tal se ambos os nossos casais fizéssemos alguma coisa neste respeito?”

      “Estou de acordo, mas, por onde começamos?”

      “Bem, podemos escrever ao Escritório do Presidente, na Watch Tower Bible and Tract Society, e pedir informações quanto à nossa elegibilidade e às coisas que teremos de tomar em consideração com respeito a uma mudança assim.”

      “Que tal se você fizesse isso para nós quatro, e no ínterim eu posso escrever uma carta à filial da Sociedade num destes países, para saber quais as perspectivas de entrar no país e de obter uma designação.”

      “Muito bem. E há ainda outra questão. A língua, lembra-se? Teremos de decidir a que país nos vamos dirigir, antes de podermos fazer algo sobre isso, pois a língua de um é o português e a língua do outro é o espanhol. Mas, quando realmente nos decidirmos, poderemos estudar a língua como grupo, uma noite por semana, enquanto completamos todos os outros arranjos, e ao mesmo tempo podemos desincumbir-nos de nossas responsabilidades teocráticas aqui.”

      “Então temos de cuidar de mais uma questão imediata. Temos de falar com as nossas boas ajudadoras, nossas esposas. Acho que seria bom que cada casal tivesse primeiro uma palestra em particular, e depois podemos planejar reunir-nos, todos os quatro, e ter uma palestra mais ampla.”

      “Excelente. E podemos trazer a correspondência mais recente que tivermos recebido dos missionários, e assim podemos aumentar nosso conhecimento básico sobre o campo sul-americano. Será interessante, na próxima reunião, aqui no Salão do Reino, ver que progresso temos feito e o que nós podemos fazer para enfrentar o desafio da colheita abundante nas terras do sul. Até breve.”

  • Uso sábio de tratados bíblicos
    A Sentinela — 1969 | 1.° de fevereiro
    • Uso sábio de tratados bíblicos

      Nos Estados Unidos, uma mulher tirou proveito do uso sábio de tratados bíblicos. Uma de suas colegas de trabalho, no lugar onde trabalhavam, em Maryland, era testemunha de Jeová. Certo dia ela fez perguntas à Testemunha sobre as diversas religiões. Podiam todas elas ser certas? Visto que o tempo era limitado, no lugar de trabalho, a Testemunha deu-lhe os tratados bíblicos Qual É a Religião Certa? e O Que as Testemunhas de Jeová Crêem? animando-a a lê-los. Depois de lê-los, ela queria mais informação; e iniciou-se um estudo bíblico domiciliar. Quatro meses após receber os tratados bíblicos, esta mulher freqüentava as reuniões no Salão do Reino e participava no ministério do Reino.

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