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MinistroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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à mesa ou aquele que ministra? Não é aquele que se recosta à mesa?” Daí, usando seu próprio proceder e sua própria conduta à guisa de exemplo, prosseguiu dizendo: “Mas eu estou no vosso meio como quem ministra.” (Luc. 22:25-27) Nessa oportunidade, demonstrou vigorosamente tais princípios, incluindo o da humildade, por lavar os pés dos discípulos. — João 13:5.
Jesus indicou adicionalmente a seus discípulos que os verdadeiros ministros de Deus não aceitam títulos religiosos lisonjeiros para si, nem os aplicam a outros: “Vós, não sejais chamados Rabi, pois um só é o vosso instrutor, ao passo que todos vós sois irmãos. Além disso, não chameis a ninguém na terra de vosso pai, pois um só é o vosso Pai, o Celestial. Tampouco sejais chamados ‘líderes’, pois o vosso Líder é um só, o Cristo. Mas o maior dentre vós tem de ser o vosso ministro. Quem se enaltecer, será humilhado, e quem se humilhar, será enaltecido.” — Mat. 23:8-12.
Os seguidores ungidos do Senhor Jesus Cristo são mencionados como sendo ‘ministros das boas novas’, assim como Paulo foi (Col. 1:23); são também “ministros dum novo pacto”, estando naquela relação pactuada com Jeová Deus, tendo a Cristo qual Mediador. (2 Cor. 3:6; Heb. 9:14, 15) Desta forma, são ministros de Deus e de Cristo. (2 Cor. 6:4; 11:23) Sua habilitação provém de Deus, mediante Jesus Cristo, e não de algum homem ou organização. A evidência comprobatória de seu ministério não é algum documento ou certificado, tal como uma carta de recomendação ou de autorização. Sua “carta” de recomendação se encontra nas pessoas a quem ensinaram e a quem treinaram para ser, como eles próprios, ministros de Cristo. — 2 Cor. 3:1-3; veja Coração.
Assim, depois da ascensão de Cristo ao céu, ele deu “dádivas em homens” à congregação cristã. Entre estas achavam-se apóstolos, profetas, evangelizadores, pastores e instrutores, “visando o reajustamento dos santos para a obra ministerial, para a edificação do corpo de Cristo”. (Efé. 4:7-12) Deste modo, tais ministros são habilitados por Deus. — 2 Cor. 3:4-6.
A Revelação (Apocalipse) fornecida ao apóstolo João descreveu “uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. Estes não são mencionados como estando no novo pacto, e, portanto, como sendo ministros dele, como se dá com os irmãos ungidos de Jesus Cristo; entretanto, mostra-se que eles têm uma posição limpa perante Deus e “prestam- lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo”. Portanto, estão ministrando e podem ser chamados corretamente de ministros de Deus. Conforme tanto a visão de Revelação como o próprio Jesus mostraram (por ilustração), na ocasião da presença de Cristo em seu trono glorioso haveria pessoas que amorosamente ministrariam aos irmãos de Jesus Cristo, dando-lhes ajuda, atenção e assistência. — Rev. 7:9-15; Mat. 25:31-40.
OS SERVOS MINISTERIAIS NA CONGREGAÇÃO
Depois de alistar os requisitos para os que serviam como “superintendentes” (epískopoi) nas congregações, Paulo alista os requisitos para os designados como “servos ministeriais” (diákonoi). (1 Tim. 3:1-10, 12, 13) A palavra grega diákonos é traduzida, em certos lugares, simplesmente como “ministro” (Mat. 20:26) e como “servo”. (Mat. 22:13) Visto que todos os cristãos eram “ministros” (ou “servos”) de Deus, é evidente que o termo diákonoi assume aqui um sentido especial, relacionado à ordem e à estrutura congregacionais. Assim, havia dois grupos de homens que ocupavam posições de responsabilidade congregacional: os “superintendentes” ou “anciãos”, e os “servos ministeriais”. Conforme mostrado nos verbetes Ancião e Superintendente, havia, em geral, vários superintendentes, assim como ajudantes ministeriais, em cada congregação. — Compare com Filipenses 1:1; Atos 20:17, 28.
A lista dos requisitos para os servos ministeriais, quando comparada com a para os superintendentes, bem como as denominações para as duas posições, indicam que não se designou aos servos ministeriais a responsabilidade de ensinar ou de pastorear (um pastor sendo um superintendente de ovelhas). A habilidade de ensinar não era um pré-requisito para a designação deles. A denominação diákonos indica, em si, que tais homens serviam quais ajudantes do corpo de superintendentes da congregação, a sua responsabilidade básica sendo a de cuidar de assuntos de natureza não-pastoral, de modo que os superintendentes pudessem concentrar seu tempo e sua atenção na atividade de ensino e de pastoreio.
Um exemplo do princípio que governa este arranjo pode ser encontrado na ação empreendida pelos apóstolos, quando surgiram problemas relativos à distribuição (literalmente, o ministério [diakonía]) dos suprimentos alimentares feita cotidianamente para os cristãos necessitados em Jerusalém. Declarando que não lhes seria ‘agradável deixar a palavra de Deus’ para preocupar-se com problemas da administração de alimentos materiais, os apóstolos instruíram os discípulos: “Procurai vós mesmos, dentre vós, sete homens acreditados, cheios de espírito e de sabedoria, para que os possamos designar a esta incumbência necessária; mas, nós mesmos nos devotaremos à oração e ao ministério [diakonía] da palavra.” (Atos 6:1-6) Este era o princípio, mas não significa, necessariamente, que os sete homens escolhidos, neste caso, não estavam habilitados como “anciãos” (presby’teroi), pois esta não era uma situação normal ou regular, mas tinha surgido um problema especial, de natureza um tanto delicada, devido à impressão de que existia discriminação de nacionalidades. Visto que influía na inteira congregação cristã, era um assunto que exigia ‘espírito e sabedoria’, e, assim, os sete homens escolhidos podem ter sido, com efeito, “anciãos” em sentido espiritual, e acreditados como tais, mas que agora assumiam temporariamente uma designação de trabalho que, normalmente, seria cuidada por “servos ministeriais”. Era uma incumbência “necessária”, mas não tinha a mesma importância que o “ministério da palavra”.
Os apóstolos mostraram sua avaliação correta dos assuntos por tomarem tal medida, e poder-se-ia esperar que os corpos de superintendentes das congregações formadas fora de Jerusalém seguissem seu exemplo ao designar deveres para os “servos ministeriais”. Havia, sem dúvida, muitos assuntos de natureza mais material, rotineira ou mecânica, que exigiam atenção, talvez incluindo a compra de materiais para copiar as escrituras, ou até mesmo copiá-las.
As habilitações a serem satisfeitas pelos ajudantes ministeriais forneciam padrões que protegeriam a congregação de qualquer acusação legítima no que se referia à sua escolha de homens para determinados deveres, assim mantendo uma posição correta perante Deus e uma reputação ilibada perante as pessoas de fora. (Compare com 1 Timóteo 3:10) As habilitações que regiam a moral, a conduta e a espiritualidade, e, quando observadas, colocariam a serviço homens sensatos, honestos, conscienciosos e fidedignos. Os que ministravam de maneira excelente adquiriam para si mesmos “uma posição excelente e muita franqueza no falar na fé, em conexão com Cristo Jesus”. — 1 Tim. 3:13.
GOVERNANTES TERRESTRES
Deus tem permitido que os governos deste mundo operem até o seu devido tempo para terminá-los, após o que o reino de Cristo governará indisputavelmente a terra. (Dan. 2:44; Rev. 19:11-21) Durante o tempo de seu governo tolerado, realizam muitos serviços em favor do povo, tais como a construção de estradas, o funcionamento de escolas, da polícia e dos bombeiros, e outros serviços. Também dispõem de leis para punir ladrões, assassinos, etc. Assim, ao realizarem tais serviços, e ao fazerem cumprir com justiça tais leis, são ‘ministros’ (diákonoi) de Deus. Caso alguém, até mesmo um cristão, viole tais leis, a punição que recebe das mãos do governo provém, de modo indireto, de Deus, pois Deus se opõe a toda a iniqüidade. Também, se o governo protege o cristão dos violadores da lei, ele atua como ministro de Deus. Segue-se que, caso um governante utilize mal sua autoridade, e atue contra Deus, ele é responsável, e tem de responder por isso, perante Deus. Se tal governante iníquo tentar obrigar o cristão a agir em violação à lei de Deus, então esse governante não atua como ministro de Deus, e receberá a punição da parte de Deus. — Rom. 13:1-4.
FALSOS MINISTROS
Há homens que afirmam ser ministros de Deus, mas que são hipócritas, sendo realmente ministros de Satanás, e lutam contra Deus. O apóstolo Paulo teve de contender com pessoas assim, que criavam dificuldades na congregação de Corinto. — 2 Cor. 11:13-15; veja Homem que É Contra a Lei.
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MiotoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MIOTO
[Heb. , dayyáh]. O nome hebraico para tal ave ocorre na lista de aves impuras, em Deuteronômio 14:13, mas não aparece na lista correspondente em Levítico 11:14.
Sugere-se que o nome hebraico desta ave se deriva do verbo que significa “voar rapidamente”. É bem incerta a identificação desta ave; assim sendo, o nome em português, “mioto”, é, provavelmente, uma tradução tão apropriada quanto qualquer outra, uma vez que “mioto” (ou “milhafre”) é um nome aplicado variavelmente a qualquer uma dentre várias espécies de aves de rapina, embora o seja, especialmente, ao milhafre-real.
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MiquéiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MIQUÉIAS
[forma abreviada de “Micaías”, que significa “quem é semelhante a Jah (Jeová)?”]. Escritor do livro bíblico que leva seu nome, e um profeta de Jeová durante os reinados dos reis Jotão, Acaz e Ezequias, de Judá (777-716 AEC). Miquéias era contemporâneo dos profetas Oséias e Isaías. Não se tem certeza da duração exata de sua atividade profética. Pelo visto, parou de profetizar perto do fim do reinado de Ezequias, quando foi concluída a composição do livro deste profeta. — Miq. 1:1; Osé. 1:1; Isa. 1:1.
Miquéias era natural do povoado de Moresete, a SO de Jerusalém. (Jer. 26:18) Como residente da fértil Sefelá, o profeta estava bem familiarizado com a vida rural, da qual foi inspirado a tecer significativas ilustrações. (Miq. 2:12; 4:12, 13; 7:1, 4, 14) Miquéias profetizou durante épocas muito turbulentas, quando a adoração falsa e a corrupção moral floresciam em Israel e em Judá, e também quando o Rei Ezequias instituiu reformas religiosas. (2 Reis 15:32 a 20:21; 2 Crô., caps. 27-32) Com boa razão, “a palavra de Jeová que veio a haver para Miquéias” avisava que Deus tornaria Samaria “um montão de ruínas do campo” e foi profetizado que “Sião será arada como mero campo e a própria Jerusalém se tornará meros montões de ruínas”. (Miq. 1:1, 6; 3:12) Ao passo que a devastação de Judá e de Jerusalém em 607 AEC ocorreu muitos anos depois dos dias de Miquéias, ele provavelmente viveu para poder ver a predita destruição de Samaria. — 2 Reis 25:1-21; 17:5, 6.
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