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Continue a ser pacienteA Sentinela — 1977 | 1.° de agosto
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mas outros talvez consigam entender prontamente instruções pormenorizadas. Contudo, isso não transforma em inferiores aqueles que são vagarosos ou mais metódicos! É bem possível que se sobressaiam em outros aspectos da vida — bondade, amizade e generosidade. Por isso faremos bem em encarar as pessoas como um todo. É bem apropriado o conselho do apóstolo Paulo aos filipenses: ‘Considere os outros superiores a si mesmo.’ (Fil. 2:3) De fato, nenhum homem imperfeito possui todas as qualidades desejáveis. Se ele for humilde, verá prontamente que outros se sobressaem em campos em que ele é fraco, e que ele também, às vezes, pode pôr a paciência deles à prova.
13. O que prova que Jesus era paciente nos seus tratos com seus apóstolos?
13 Jesus Cristo, por certo, demonstrou exatamente o que significa ter a atitude correta para com os outros. Ele pacientemente suportou seus apóstolos — as rivalidades mesquinhas deles e sua lentidão em compreender. Nunca perdeu a paciência nos tratos com eles. Antes, ilustrou pacientemente as lições que quis que compreendessem. (Mar. 9:33-37; João 13:5-17) Não temos nenhum registro de que Jesus Cristo alguma vez passasse uma descompostura em seus companheiros. Quão excelente seria se imitássemos o perfeito exemplo dele!
A DISPOSIÇÃO DE ESPERAR
14. No que se refere a uma responsabilidade na congregação, por que talvez se impacientem alguns irmãos?
14 No entanto, não são apenas as faltas dos outros ou suas limitações que podem testar a nossa paciência. Muitas vezes é uma questão de querer esperar que aconteça o que é desejável. O caso é: Seremos impacientes, como uma criança, que quer tudo no mesmo instante, ou estamos dispostos a esperar pacientemente até a ocasião apropriada? Talvez você seja irmão na congregação cristã. Por não ser servo ministerial, acha difícil esperar até que tenha realmente sido ‘examinado quanto à aptidão’? (1 Tim. 3:10) Se tiver sido servo ministerial já por um ano ou mais, acha que já é tempo de que se considere a sua recomendação como ancião? Ou está disposto a esperar, usando bem o seu tempo para obter entendimento mais profundo e melhor da Palavra de Deus e para provar que é cooperador, fidedigno, atencioso e plenamente devotado ao serviço de Jeová?
15. (a) Por que o desejo de ser incumbido de responsabilidade exige também sóbrio exame de si mesmo? (Tia. 3:1, 2) (b) O que poderá perguntar a si mesmo o irmão que deseja participar no pastoreio do rebanho?
15 Naturalmente, é elogiável que irmãos ‘procurem alcançar’ maior responsabilidade. O apóstolo Paulo escreveu: “Esta declaração é fiel. Se algum homem procura alcançar o cargo de superintendente, está desejoso de uma obra excelente.” (1 Tim. 3:1) Não obstante, a responsabilidade vem acompanhada por maior prestação de contas. Jesus Cristo declarou a regra: “A quem encarregaram de muito, deste reclamarão mais do que o usual.” (Luc. 12:48) Portanto, se quiser ter maior responsabilidade, deverá examinar primeiro se sua vida como cristão poderia ser passível de maior escrutínio por parte dos outros membros da congregação, sem suscitar questões quanto a espécie de exemplo que está dando. Poderá também perguntar a si mesmo: Quero realmente servir meus irmãos? Tenho a sabedoria piedosa e a perspicácia necessárias para julgar questões que envolvem a vida de outros? Saberia dar sólido conselho bíblico, que ajudaria outros com seus problemas pessoais e familiares? Será que os outros me encaram realmente como “ancião”, em razão de minha experiência de vida cristã? Esse sóbrio exame de si mesmo talvez acalme qualquer tendência para a impaciência. Poderá fazê-lo entender a importância de esperar pacientemente até a ocasião em que realmente pode servir bem seus irmãos.
16. Como poderão ajudar a um irmão as palavras do apóstolo Paulo em 1 Timóteo 5:22, 24, 25, a esperar humilde e pacientemente até que os outros possam ver que ele está qualificado para maiores responsabilidades?
16 Talvez lhe ajude também considerar a pesada responsabilidade que recai sobre os anciãos que fazem as recomendações dos irmãos que deverão servir quais superintendentes. O apóstolo Paulo aconselhou a Timóteo: “Nunca ponhas as mãos apressadamente sobre nenhum homem; tampouco sejas partícipe dos pecados de outros; mantém-te casto.” (1 Tim. 5:22) Se Timóteo deixasse de se certificar de que alguém designado realmente estivesse à altura dos requisitos bíblicos, ele levaria certa responsabilidade pelos erros cometidos pelo homem que não está qualificado. O mesmo se aplica hoje. Assim, por que não esperar humilde e pacientemente a ocasião em que os outros podem ver suas obras excelentes? Lembre-se de que, assim como os erros finalmente vêm à luz, assim também as obras excelentes não permanecerão ocultas. O apóstolo Paulo salientou isso a Timóteo, quando escreveu: “Os pecados de alguns homens manifestam-se publicamente, conduzindo diretamente ao julgamento, mas, quanto a outros homens, os pecados deles também se tornam manifestos mais tarde. Do mesmo modo também se manifestam publicamente as obras excelentes, e as que são diferentes não podem ficar escondidas.” — 1 Tim. 5:24, 25.
17. Que atitude do profeta Miquéias devemos procurar cultivar, e em que setores da vida devemos querer ser pacientes?
17 Em todos os setores da vida, na realidade, devemos querer acatar a exortação bíblica de ‘esperar por Jeová, desde agora e por tempo indefinido’. (Sal. 131:3) Não nos impacientemos por ainda não ter chegado o grande dia de Deus para executar o julgamento. Antes, devemos querer demonstrar a espécie de confiança que Miquéias expressou: “Ficarei à espreita de Jeová. Mostrarei uma atitude de espera pelo Deus da minha salvação. Meu Deus me ouvirá.” (Miq. 7:7) Além disso, continuemos a mostrar-nos pacientes para com todos, perdoando as transgressões menores contra nós e tomando em consideração suas limitações e situações. Sim, nunca permitamos que a impaciência, junto com o orgulho, ponha em perigo nossa relação com nosso paciente Deus, Jeová.
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“Vale da sombra tenebrosa”A Sentinela — 1977 | 1.° de agosto
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“Vale da sombra tenebrosa”
● O salmista Davi declarou: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra tenebrosa, não temerei mal nenhum.” (Sal. 23:4) Quando Davi ainda era rapaz e pastor, ele ficou bem familiarizado com os perigos que confrontam as ovelhas. Pode haver feras de tocaia em vales tenebrosos ou ravinas. Ou pode haver bandidos à espreita. Também pode haver diversas covas fundas. Sem a atenção e o cuidado dum pastor, portanto, a ovelha pode estar em grave perigo. De modo similar, Davi veio a estar em situações perigosas. Mas, por causa de sua confiança em Jeová, o Grande Pastor, Davi se sentiu seguro.
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