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Vivemos no “tempo do fim”?A Sentinela — 1986 | 1.° de novembro
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apropriadas para descrever a situação mundial, a respeito da qual os atuais programas de televisão falam tanto? — Lucas 21:10, 11, 25, 26.
Esta forte evidência circunstancial, de que vivemos no “tempo do fim”, não é tudo o que temos. Conforme já observamos acima, encontramos evidência corroborativa por remontar outros 500 anos, aos dias do profeta judeu Daniel. Jesus mencionou-o por nome e apontou para o cumprimento da sua profecia. (Compare Mateus 24:3, 15, 21, com Daniel 11:31; 12:1, 4.) Com isso, Jesus mostrou que não achava que as palavras do Daniel do “Velho Testamento” fossem obsoletas ou insignificantes. Nós tampouco devemos pensar assim.
Note a similaridade entre as palavras de Daniel e as de Jesus, conforme acima apresentadas. Daí, pergunte-se: ‘Não falam da mesma coisa?’
É óbvio que tanto Daniel como Jesus predisseram a mesma coisa, “o tempo do fim”, durante o qual Cristo estaria presente em poder régio. No fim deste período, ele aniquilaria todos os seus inimigos aqui na terra, numa grande tribulação. Mas o povo de Deus sobreviveria.
Deseja estar entre esses sobreviventes? Então considere a evidência que Daniel apresenta sobre “o tempo do fim”. Ela nos ajuda a saber exatamente onde nos encontramos no cronograma divino.
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Um sonho revela quão tarde éA Sentinela — 1986 | 1.° de novembro
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Um sonho revela quão tarde é
“JEOVÁ é. . . o Deus vivente e o Rei por tempo indefinido.” (Jeremias 10:10) Ele nunca renunciou ao controle do seu universo, fato que o Rei Nabucodonosor, da antiga Babilônia, deixou de reconhecer. Para incutir naquele rei pagão que “o Altíssimo é Governante no reino da humanidade”, Deus fez com que tivesse um sonho, e ele habilitou Seu servo Daniel a interpretar o significado dele. — Daniel 4:17, 18.
O sonho envolvia uma enorme árvore. “A própria altura dela por fim atingiu os céus, e ela era visível até a extremidade da terra inteira.” A uma ordem divina, a árvore foi derrubada, mas o seu toco foi enfaixado com bandas de ferro e de cobre. Estas ficariam ali até que tivessem passado “sete tempos” para esse toco, após o que a árvore cresceria novamente. — Daniel 4:10-17.
“A árvore que viste”, explicou Daniel, “és tu, ó rei,. . . e teu domínio”. Nabucodonosor seria derrubado. Perderia seu reino, sim, até mesmo sua sanidade, ficando condenado a percorrer por “sete tempos” os campos, como se fosse um animal selvático. Só depois de esgotado o período fixado seriam removidas as bandas simbólicas, permitindo que o rei recuperasse tanto a sanidade como o trono. — Daniel 4:20-27.
Conforme predito, “tudo isso sobreveio a Nabucodonosor, o rei”. (Daniel 4:28) A tradução do Lexicon Linguae Aramaicae Veteris Testamenti diz que os “sete tempos” do sonho de Nabucodonosor foram sete anos literais. Visto que Nabucodonosor reinou por 43 anos (624-581 AEC), esta conclusão é razoável.
Que Significa Isso Para Nós?
Jeová sempre exerceu sua soberania universal conforme acha que deve ser. Por algum tempo, fez isso na terra por meio da nação de Israel, de cujos governantes terrenos se dizia apropriadamente que ‘se sentavam no trono de Jeová’. (1 Crônicas 29:23) Quando Israel apostatou, porém, Jeová permitiu que sua dinastia de reis da descendência do Rei Davi fosse derrubada.
Portanto, quão apropriado é que, pouco depois, Deus desse ao Rei Nabucodonosor — o mesmo a quem se permitira destruir Seu reino típico — alguma indicação de que isso de maneira alguma significava que a soberania legítima de Deus havia chegado ao fim. Quão importante era incutir nele e em todas as nações gentias que posteriormente pisariam o reino representativo de Deus, que se tratava apenas duma situação temporária!
De modo que a questão do tempo em que se deu o sonho, a pessoa a quem foi dado, e o tema da soberania que se enfatizou, argumentavam a favor dum significado muito além do que tinha para Nabucodonosor. Sugerem que, igual a uma árvore derrubada, enfaixada com bandas, o então destruído domínio divino, conforme expresso em Jerusalém, só seria restabelecido quando essas bandas de restrição fossem removidas após “sete tempos”. Neste tempo, o Governante representativo de Deus, “o mais humilde dos homens”, que é uma referência ao prometido Messias, seria estabelecido no seu Reino. Os discípulos de Jesus pediram um sinal a respeito de quando Deus faria isso. — Daniel 4:17; Mateus 24:3.
Há também outros indícios, mostrando ser correta esta aplicação de longo alcance do sonho de Nabucodonosor. A profecia registrada em Daniel 9:24-27 fixou o ano exato da chegada do Messias mais de 500 anos depois.a Então, se o tempo da vinda do Messias como humano foi predito com tanta precisão, não é razoável concluir que o tempo de sua mais significativa volta invisível no poder do Reino fosse predito com igual precisão? Quem poderia fazer isso mais apropriadamente do que Daniel? Lembre-se também de que, depois de Daniel registrar suas visões e seus sonhos proféticos, inclusive o sonho de Nabucodonosor sobre a árvore, foi-lhe dito: “Guarda em segredo as palavras e sela o livro até o tempo do fim.” Por que até então? Porque durante esse tempo “o verdadeiro conhecimento se tornará abundante”. Se aquilo que Daniel escreveu havia de permanecer selado, sem ser compreendido, até “o tempo do fim”, não indicaria isso que seus escritos teriam importância profética durante este período? — Daniel 12:4.
Os “Sete Tempos” — De Quando a Quando?
Quando Jesus apresentou o seu sinal, ele falou dos “sete tempos”, chamando-os de “os
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