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DaviAjuda ao Entendimento da Bíblia
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a Bate-Seba logo morreu, embora Davi jejuas- se e chorasse sete dias por causa do filho doente. (2 Sam. 12:15-23) Em seguida, o filho primogênito de Davi, Amnom, violentou sua própria meia-irmã Tamar e foi posteriormente assassinado pelo irmão dela, para tristeza de seu pai. (2 Sam. 13:1-33) Mais tarde, Absalão, o terceiro e amado filho de Davi, não apenas tentou usurpar o trono, mas desprezou de forma aberta e desonrou publicamente a seu pai, por coabitar com as concubinas de Davi. (2 Sam. 15:1 a 16:22) Por fim, a humilhação chegou ao clímax quando a guerra civil mergulhou o país numa disputa de filho contra pai, que resultou na morte de Absalão, contrário aos desejos e para grande tristeza do pai dele. (2 Sam. 17:1 a 18:33) Ao fugir de Absalão, Davi compôs o Salmo 3, no qual diz: “A salvação pertence a Jeová.” — V. 8.
Mas, apesar de todas as suas falhas e pecados graves, Davi sempre mostrou a condição correta de coração por arrepender-se e implorar o perdão de Jeová. Isto foi demonstrado no caso que envolveu Bate-Seba, depois do qual Davi escreveu o Salmo 51, declarando: “Em erro fui dado à luz . . . em pecado me concebeu minha mãe.” (V. 5) Outro exemplo em que Davi humildemente confessou seus pecados foi quando Satanás o incitou a fazer um censo dos homens habilitados para as forças militares. — 2 Sam. 24:1-17; 1 Crô. 21:1-17; 27:24; veja Registro.
A compra do local para o templo
Quando terminou a pestilência que resultou do erro do rei nesse último exemplo, Davi comprou a eira de Ornã e, como sacrifício a Jeová, ofereceu o gado bovino com o trenó usado na debulha. Foi neste local que Salomão mais tarde construiu o magnífico templo. (2 Sam. 24:18-25; 1 Crô. 21:18-30; 2 Crô. 3:1) Davi sempre acalentou o desejo de construir esse templo, e, embora isso não lhe fosse permitido, foi-lhe concedido constituir uma grande força-tarefa para talhar pedras e reunir materiais que incluíam cem mil talentos de ouro e um milhão de talentos de prata, e cobre e ferro em quantidade impossível de se calcular. (1 Crô. 22:2-16) De sua fortuna pessoal, Davi contribuiu ouro de Ofir e prata refinada. Davi também forneceu as plantas arquitetônicas, recebidas por inspiração, e organizou as dezenas de milhares de levitas em suas muitas divisões de serviço, incluindo um grande coro de cantores e de músicos. — 1 Crô. 23:1–29:19; 2 Crô. 8:14; 23:18; 29:25; Esd 3:10.
Fim do reinado
Nos dias finais da vida de Davi, o rei, já com 70 anos, confinado ao leito, continuou a colher a calamidade na sua família. Seu quarto filho, Adonías, sem o conhecimento ou consentimento de seu pai, e, pior, sem a aprovação de Jeová, tentou constituir-se rei. Quando esta notícia chegou a Davi, ele agiu rapidamente para que seu filho Salomão, o escolhido de Jeová, fosse empossado oficialmente qual rei e se sentasse no trono. (1 Reis 1:5-48; 1 Crô. 28:5; 29:20-25; 2 Crô. 1:8) Davi em seguida aconselhou Salomão a andar nos caminhos de Jeová, a guardar os seus estatutos e os seus mandamentos, a agir com circunspeção em tudo, pois assim havería de prosperar. — 1 Reis 2:1-9.
Após um reinado de 40 anos, Davi morreu e foi sepultado na cidade de Davi, tendo-se provado digno de ser incluido na lista honrosa, feita por Paulo, de testemunhas que se notabilizaram pela fé. (1 Reis 2:10, 11; 1 Crô. 29: 26-30; Atos 13:36; Heb. 11:32) Ao citar o Salmo 110, Jesus disse que Davi o escrevera “por inspiração”. (Mat. 22:43, 44; Mar. 12:36) Os apóstolos e outros escritores bíblicos frequentemente reconheceram Davi como profeta inspirado de Deus. —Compare Salmo 16:8 com Atos 2:25; Salmo 32:1, 2 com Romanos 4:6-8; Salmo 41:9 com João 13:18; Salmo 69:22, 23 com Romanos 11:9, 10; Salmos 69:25 e 109:8 com Atos 1:20.
PICTORICO
Os profetas amiúde se referiram a Davi e à sua casa real, às vezes em conexão com os últimos reis de Israel que sentaram no “trono de Davi” (Jer. 13:13; 22:2, 30; 29:16; 36:30), e às vezes num sentido profético. (Jer. 17:25; 22:4; Amós 9:11; Zac. 12:7-12) Em certas profecias messiânicas focaliza-se a atenção no pacto do reino de Jeová com Davi. Por exemplo, Isaias diz que aquele chamado “Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz” será firmemente estabelecido no “trono de Davi” por tempo indefinido. (Isa. 9:6, 7; compare também com 16:5.) Jeremias assemelhou o Messias a “um renovo justo” que Jeová ‘suscitará a Davi’. (Jer. 23:5, 6; 33:15-17) Por meio de Ezequiel, Jeová fala do Pastor messiânico como “meu servo Davi.” — Eze. 34:23, 24; 37:24, 25.
Ao informar Maria de que ela teria um filho chamado Jesus, o anjo declarou que “Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai“. (Luc. 1:32) Segundo os historiadores Mateus e Lucas, “Jesus Cristo, filho de Davi”, era o herdeiro tanto legal como natural do trono de Davi. (Mat. 1:1,17; Luc. 3:23-31) Paulo disse que Jesus era o descendente de Davi segundo a carne. (Rom. 1:3; 2 Tim. 2:8) O povo comum também identificou Jesus como o “Filho de Davi”. (Mat. 9:27; 12:23; 15:22; 21:9, 15; Mar. 10:47, 48; Luc. 18:38, 39) Era importante estabelecer isso, pois, conforme os fariseus admitiram, o Messias seria filho de Davi. (Mat. 22: 42) O próprio Jesus ressuscitado também deu testemunho, dizendo: “Eu, Jesus, . . . sou a raiz e a descendência de Davi.” (Rev. 22:16) Jesus é aquele “que tem a chave de Davi” e é “a raiz de Davi.” — Rev. 3:7; 5:5.
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Davi, Cidade DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DAVI, CIDADE DE
Nome dado à “fortaleza de Sião” após ter sido capturada dos jebuseus. (2 Sam. 5:6-9) Entende-se que este lugar seja o contraforte ou elevação longa e estreita que se estende para o S, desde o monte Moriá. De modo que se localiza ao S do local onde mais tarde foi construído o templo de Salomão. Atualmente este estreito planalto sulino é bem mais baixo do que o monte Moriá. Josefo afirma que os macabeus (ou asmoneus) removeram a crista da elevação no segundo século A.E.C., de modo a não dar a impressão de rivalizar com a altura da área do templo. Assim, é possível que, nos tempos antigos, a sua altura, embora ainda inferior, fosse mais comparável à da área onde se localizava o templo.
Este local era muito apropriado para uma “fortaleza” visto que era protegido em três lados por vales profundos, a O pelo vale de Tiropeom e a E pelo vale do Cédron, que se une ao vale de Hinom, na extremidade S do contraforte. (1 Crô. 11:7) A cidade exigia mais proteção apenas ao N, e ali a elevação estreitava-se cada vez mais, fazendo com que um ataque fosse extremamente difícil. O limite N desta “cidade de Davi” ainda não foi definitivamente estabelecido, embora alguns peritos sugiram como provável o acima mencionado estreitamento. Com o passar dos séculos, grandes quantidades de entulho foram depositadas nos vales, a ponto de tornar menos evidentes a posição estratégica e a solidez deste local. Calcula-se que a área total da antiga cidade de Davi não tenha sido maior do que 3 ou 4 hectares. O nome “cidade de Davi” foi dado porque Davi estabeleceu ali a sua residência real, depois de ter reinado por sete anos e meio em Hébron.
[Mapa na página 423]
CIDADE DE DAVI
MTE. SIÃO
MT. MORIÁ
Templo
Vale de Tiropeom
Vale de Cédron
Vale de Hinom
Giom
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DebirAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DEBIR
[quarto mais interno ou santuário interior]. Cidade real cananéia (Jos. 10:38, 39), também conhecida como Quiriate-Sefer e Quiriate-Sana. (Jos. 15:15, 49; Juí. 1:11) Localizava-se na herança que cabia a Judá, mas tornou-se uma cidade levítica dos coatitas. (Jos. 21:9, 15; 1 Crô. 6:54, 58) A maioria dos peritos bíblicos associam a antiga Debir a Tel Beit-Mirsin, a uns 20 km a O-SO de Hébron.
Existem aparentemente dois relatos a respeito da primeira conquista de Debir por Israel, como parte das operações militares de Josué. O primeiro relato registra simplesmente a aniquilação da população de Debir. (Jos. 10:38, 39) O segundo, em Josué 11:21-23, é provavelmente uma recapitulação da mesma conquista (visto que o V. 18 refere-se aos “muitos dias que Josué travou guerra com todos estes reis”), ao mesmo tempo fornecendo a informação adicional de que Josué “decepou os anaquins . . . de Debir” e de outras cidades. Esta informação suplementar talvez tenha sido acrescentada para mostrar que mesmo os anaquins, de elevada estatura, que haviam infundido tanto medo no coração dos espias israelitas mais de 40 anos antes (Núm. 13:28, 31-33; Deut. 9:2), não se provaram invulneráveis.
Não obstante, parece que os anaquins se restabeleceram na cidade de Debir, talvez vindo da costa filistéia (Jos. 11:22), enquanto Israel estava temporariamente no seu campo em Gilgal ou enquanto guerreava no N. (Jos. 10:43 a 11:15) Embora as campanhas iniciais de Josué tivessem servido para subjugar a resistência unificada das forças inimigas na terra de Canaã, arrasando rapidamente todas as maiores fortalezas, aparentemente este tipo de campanha militar não permitia o estabelecimento de guarnições para garantir a posse de todas as cidades destruídas. Assim, foi efetuada uma segunda conquista ou “operação de limpeza” em Debir, por Otniel, a quem, por ter-se distinguido na conquista da cidade, foi dada como esposa Acsa, a filha do veterano guerreiro Calebe. — Jos. 15:13-19; Juí. 1:11-15.
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