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Nunca esqueci a verdade de Deus!A Sentinela — 1971 | 15 de fevereiro
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orações a ele, pedindo a honra de servi-lo mais plenamente, foram respondidas. Pude gastar as férias pregando por tempo integral a respeito de seu reino. Era maravilhoso demais para ser descrito! Pouco depois tornei-me pregadora regular de tempo integral da Palavra de Deus, e empenho-me nesta atividade satisfatória desde então.
Quando olho para os anos que se passaram, vejo que Jeová deveras tem sido meu pastor e que nada me faltou. Embora eu possa sofrer ainda mais perseguição, sei que enquanto mantiver minha integridade, Jeová estará sempre ao meu lado para me consolar e abençoar. Tenho visto que a bondade de Jeová Deus é incomparável. — Contribuído.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1971 | 15 de fevereiro
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Perguntas dos Leitores
● Falou Jeová Deus pessoalmente com Moisés ou o fez por meio dum representante angélico? — S. C., E. U. A.
Jeová comunicou-se com Moisés em mais de uma ocasião. Quando Moisés pastoreava o rabanho de seu sogro junto ao monte Horebe, ele viu um espinheiro ardendo sem se queimar. Conforme se relata em Êxodo 3:4-6, “quando Jeová viu que se desviara para inspecionar, Deus o chamou imediatamente do meio do espinheiro e disse: ‘Moisés! Moisés!’ . . . E prosseguiu, dizendo: ‘Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.’ Moisés escondeu então a sua face, porque estava com medo de olhar para o verdadeiro Deus.” Quem é que falava com Moisés nesta ocasião? O versículo 2 diz: “O anjo de Jeová apareceu-lhe então numa chama de fogo no meio dum espinheiro.” De modo que não foi o próprio Jeová que apareceu ali a Moisés e falou com ele, mas foi o anjo de Jeová, que, como representante de Deus, falou em Seu nome.
Sob a orientação de Jeová, Moisés foi ao Egito para comparecer perante faraó e guiar os israelitas para fora do país. Ali Jeová continuava a falar com Moisés, dando-lhe mensagens específicas para faraó e avisando de antemão sobre pragas que haviam de sobrevir ao país. É razoável concluir-se que neste tempo Jeová continuava a falar a Moisés, não de modo direto, mas por meio dum representante angélico, assim como Ele havia feito em Horebe.
Mais tarde, Moisés voltou para a vizinhança do lugar onde Jeová lhe dera as primeiras instruções, trazendo consigo os filhos libertos de Israel. Deus comunicou ali audivelmente os Dez Mandamentos à nação inteira reunida ao sopé do monte. (Êxo. 20:1-18, 22; Deu. 9:10) Vencidos pelo medo, os chefes das tribos e os homens mais maduros do povo rogaram que Jeová não falasse mais desta maneira espetacular, mas que se comunicasse com eles por meio de Moisés. De modo que o povo se retirou para as suas tendas e Jeová deu outras decisões judiciais a Moisés para a nação. — Deu. 5:4, 23-31.
Depois concedeu-se a Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta dos homens mais maduros de Israel “uma visão do verdadeiro Deus”, por ocasião da inauguração do pacto da Lei. (Êxo. 24:11) Mas a respeito da experiência particular de Moisés lemos: “A glória de Jeová continuava a residir no monte Sinai e a nuvem continuava a cobri-lo por seis dias. Por fim, no sétimo dia, ele chamou a Moisés do meio da nuvem. E, aos olhos dos filhos de Israel, o aspecto da glória de Jeová era como um fogo devorador no cume do monte. Moisés penetrou então no meio da nuvem e foi subir ao monte. E Moisés continuou no monte quarenta dias e quarenta noites. E Jeová passou a falar a Moisés . . . Ora, assim que acabou de falar com ele no monte Sinai, passou a dar a Moisés duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, inscritas pelo dedo de Deus.” (Êxo. 24:16-31:18) Foi o próprio Jeová quem proferiu pessoalmente os Dez Mandamentos a toda a nação, no monte Sinai, e quem mais tarde deu outras decisões judiciais e as tábuas inscritas do Testemunho a Moisés? Muitos dos que lêem o relato talvez concluam isso.
No entanto, quando o discípulo judeu-cristão Estêvão, movido pelo espírito de Deus, falou perante o Sinédrio judaico, ele explicou: “Este é o Moisés que . . . veio a estar entre a congregação no ermo, com o anjo que falou com ele no Monte Sinai e com os nossos antepassados, e ele recebeu proclamações sagradas, vivas, para dar a vós.” Estêvão passou então a referir-se aos homens perante os quais estava como “vós, os que recebestes a Lei, conforme transmitida por anjos”. (Atos 7:37, 38, 53) De pleno acordo com isso, o apóstolo Paulo chamou a lei mosaica de “palavra falada por intermédio de anjos”. (Heb. 2:2) E quando escreveu às congregações da Galácia, ele disse: “A Lei . . . foi transmitida por intermédio de anjos, pela mão dum mediador.” (Gál. 3:19) Portanto, é evidente que, em vez de falar pessoalmente à nação e novamente falar pessoalmente a Moisés, dando-lhe as duas tábuas do Testemunho, Jeová fez isso mediante representantes angélicos, autorizados a falar em Seu nome.
Algum tempo depois disso, Moisés pediu especialmente a Jeová: “Por favor, faze-me ver a tua glória.” Jeová respondeu: “Eu mesmo farei toda a minha bondade passar diante da tua face e vou declarar diante de ti o nome de Jeová; e vou favorecer ao que eu favorecer e vou ter misericórdia de quem eu tiver misericórdia.” E acrescentou: “Não podes ver a minha face, porque homem algum pode ver-me e continuar vivo.” E Jeová disse mais: “Eis um lugar junto a mim, e tens de postar-te sobre a rocha. E há de suceder que, quando a minha glória estiver passando, terei de colocar-te numa gruta na rocha e terei de por a palma da minha mão sobre ti como anteparo, até eu ter passado. Depois tereis de tirar a palma da minha mão e hás de ver-me pelas costas. Mas a minha face não se pode ver.” — Êxo. 33:18-23.
De manhã cedo, Moisés subiu ao monte Sinai. “E Jeová passou a descer na nuvem e a por-se ali junto dele, e passou a declarar o nome de Jeová. E Jeová ia passando diante da sua face e declarando: Jeová, Jeová, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade, preservando a benevolência para com milhares, perdoando o erro, e a transgressão, e o pecado, mas de modo algum isentará da punição, trazendo punição pelo erro dos pais sobre os filhos e sobre os netos, sobre a terceira geração e sobre a quarta geração.’ Moisés apressou-se imediatamente a inclinar-se para a terra e a prostrar-se.” (Êxo. 34:4-8) Encontrava-se Jeová pessoalmente ali no monte Sinai, naquela manhã, de modo que Moisés viu realmente as “costas” do próprio Deus?
Não se esqueça de que Jeová dissera a Moisés: “Homem algum pode ver-me e continuar vivo.” (Êxo. 33:20) E depois, o apóstolo João relatou como fato: “Nenhum homem jamais viu a Deus.” (João 1:18) É interessante, porém, que Lucas 2:9 relata a respeito do tempo em que se fez um anúncio angélico aos pastores tementes a Deus, sobre o nascimento de Jesus: “Repentinamente estava parado ao lado deles o anjo de Jeová, e a glória de Jeová reluzia em volta deles.” Mostra-se assim que as manifestações da glória de Jeová podiam estar relacionadas com anjos. Isto foi evidentemente o que aconteceu quando Jeová fez que sua glória aparecesse a Moisés. Todavia, não foi a plena força da glória de Jeová, que teria resultado na morte de Moisés, mas foi apenas o fulgor, como que as “costas” de Deus. Isto está em harmonia com a explicação de Estêvão, de que Moisés estava “com o anjo que falou com ele no Monte Sinai”. Depois disso, o poder divino escreveu os Dez Mandamentos em novas tábuas, que Moisés havia trazido para cima. — Êxo. 34:28.
Numa ocasião posterior, quando repreendeu Arão e Miriã por terem falado contra seu irmão Moisés, Jeová disse a Arão e Miriã: “Ouvi as minhas palavras, por favor. Se houver um profeta vosso para Jeová, seria numa visão que eu me daria a conhecer a ele. Falar-lhe-ia num sonho. Não assim com meu servo Moisés! Ele está sendo incumbido de toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, mostrando-lhe assim, e não por enigmas; e a aparência [semelhança, Almeida] de Jeová é o que ele contempla.” (Núm. 12:6-8) Esta foi uma boa repreensão para Arão e Miriã, porque se haviam gabado de que Jeová havia falado por meio deles, e que por isso eram profetas tanto quanto Moisés.
Em vista do que já se aprendeu, poderia perguntar: O que queria Jeová dizer quando falou a Arão e Miriã que havia falado com Moisés “boca a boca”? Em que sentido havia sido a sua comunicação com Moisés diferente da sua comunicação com outros profetas, também por meio de anjos?
Moisés fora escolhido por Jeová para ser mediador entre Ele e a nação de Israel. Foi a ele que Deus deu as instruções e o código de leis do pacto da Lei para a nação. Jeová incumbira-o ‘de toda a Sua casa’, usando Moisés como Seu representante íntimo na organização da nação. Os profetas posteriores simplesmente continuaram a edificar sobre o alicerce lançado mediante Moisés. Embora Deus no passado tivesse falado mediante anjos a homens fiéis tais como Noé e Abraão, e Ele tivesse transmitido audivelmente os Dez Mandamentos a toda a nação por meio de seu anjo, numa única ocasião, Jeová falava com Moisés “boca a boca” ou “face a face, assim como um homem fala a seu próximo”. (Êxo. 33:9-11) Jeová falou a Moisés não apenas em uma ou duas ocasiões, mas repetidas vezes, e Moisés, por sua vez, falava com Deus, apresentando problemas para ele dar orientação, e expressando seus próprios sentimentos, e Jeová lhe respondia por meio de seu anjo. Nenhum dos outros profetas gozava de tal comunicação conversante, bilateral, com Deus, como Moisés, na sua capacidade de mediador ou intermediário. — Deu. 34:10.
Jeová, por meio de seu anjo no monte Horebe, disse a Moisés: “Não podes ver a minha face, porque homem algum pode ver-me e continuar vivo “ (Êxo. 33:20) Portanto, quando Deuteronômio 34:10
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