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  • Tenha bem em mente a “terminação do sistema de coisas”

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  • Tenha bem em mente a “terminação do sistema de coisas”
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
w70 1/11 pp. 649-655

Tenha bem em mente a “terminação do sistema de coisas”

“Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — Mat. 24:3.

1, 2. (a) Que colheita traz tanto alegria como tristeza? (b) O que disse Jesus sobre “o tempo do fim”?

A COLHEITA costuma dar grande alegria ao se colherem os frutos de meses de trabalho e se recolherem os produtos para uso nos meses adiante. Todavia, há uma colheita, figurativa, que não só dá alegria a alguns, mas também tristeza e choro a outros. Esta colheita é mundial, sendo aquela a que Jesus se referiu, quando declarou: “O campo é o mundo . . . A colheita é a terminação dum sistema de coisas.” — Mat. 13:38, 39.

2 Quando ouve expressões tais como “o tempo do fim”, “consumação do século” ou “terminação do sistema de coisas”, qual é a sua impressão sobre o que vai acontecer? Jesus enfatizou bem que haveria um fim do atual sistema mundial com todas as suas dificuldades. Ele falou da colheita como sendo a terminação dum sistema de coisas. Falou de os anjos saírem para separar os iníquos dos justos. Mencionou que as boas novas do Reino seriam pregadas e que então viria o fim. Disse aos seus discípulos que continuassem a pregar todas as coisas que ele ordenara e que estaria com eles até a terminação do sistema de coisas. Mas, talvez pergunte: O que significa tudo isso? Como podemos identificar “o tempo do fim” e por que nos devia interessar isso agora? — Mat. 24:14; 28:19, 20.

3. Que mudanças trará o fim deste sistema?

3 Para muitos é difícil imaginar alguma mudança acentuada no atual sistema de coisas na terra. No entanto, foi exatamente disso que Jesus falou. Ele disse aos seus discípulos que orassem pela vinda do reino de Deus, para que se fizesse a Sua vontade na terra. A regência deste reino com poder e autoridade significará uma grande mudança. Neste respeito se predisse em Daniel 2:44, em sentido profético, que este reino esmiuçaria e poria termo a todos os outros reinos existentes em todo o mundo no “tempo do fim”, e que permaneceria para sempre.

4. Que ação tomará Deus contra os que o difamam?

4 Não nos deve surpreender o que a Bíblia diz sobre isso. Por que devemos pensar que Jeová Deus, o grande Criador, continuará a deixar que se arruíne e desfigure a terra, que seu nome seja insultado e caluniado, que as pessoas digam: “Por que não faz Deus alguma coisa? Talvez não haja Deus. Talvez ele esteja morto”? Por que deve o Criador do universo continuar a deixar Satanás desencaminhar as pessoas por meio duma multidão de religiões falsas que ensinam doutrinas que não estão em harmonia com a sua vontade e seu propósito? Em vez de permitir a continuação de tais condições, a Bíblia mostra definitivamente que Deus fixou um limite de tempo e que ele determinou a terminação deste sistema de coisas. Prometeu estabelecer depois disso, por meio de seu reino, um sistema melhor com indizíveis bênçãos para os homens de fé. — Eze. 6:10; 2 Ped. 3:9.

5. Como podemos ter a certeza de que as dificuldades que afligem o mundo terminarão em breve?

5 No ínterim, o que vemos em volta de nós no mundo? Dificuldades de toda espécie — cada vez mais crimes e desonestidade. Muitos países sofrem de seca, fome e pragas. As pessoas são afligidas por doenças, velhice e morte. A guerra assola muitas terras, com a sua resultante perda de vidas e de propriedades, órfãos lastimosos e viúvas tristes. As pessoas são atribuladas por impostos elevados, péssimas acomodações, desemprego, inflação e muitos outros problemas. Embora Jesus previsse tais dificuldades, orou confiantemente a seu Pai celestial e ensinou os cristãos a fazer o mesmo, dizendo: “Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” Como se realizará isto? Não pela conversão do mundo, mas, antes, conforme disse o apóstolo Pedro, pela terminação deste sistema de coisas e a introdução de “novos céus e uma nova terra”, em que há de morar a justiça. (Mat. 6:10; 2 Ped. 3:13) É de interesse notar que exatamente a mesma esperança foi registrada por escritores inspirados em Isaías 65:17 e Revelação 21:1. Todos estes três escritores bíblicos, Isaías, Pedro e João, foram inspirados por Deus; por isso temos a promessa definida de Deus, de que ele vai estabelecer novos céus e uma nova terra — um novo sistema de justiça por meio de seu reino — e Deus não mente.

PERSPECTIVAS QUANTO AO FUTURO

6. Que perspectivas temos diante de nós, e como se tornarão realidade?

6 Há bons motivos para se regozijar com a aproximação deste novo sistema, em vista das bênçãos e das mudanças benéficas que causará para a humanidade. Conforme diz Provérbios 12:7, 28: “Há um subvertimento dos iníquos e eles não são mais, mas a própria casa dos justos permanecerá de pé. Na vereda da justiça há vida, e a jornada na sua senda não significa morte.” Apenas Jeová Deus, a grande fonte de sabedoria e poder, pode realizar isso. Em Daniel 7:13, 14, ele é descrito como Antigo de Dias, o mais antigo no universo, o único sem princípio nem fim. Ele dá ao seu Filho Jesus “domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem. Seu domínio é um domínio de duração indefinida que não passará, e seu reino é um que não será arruinado.” Sendo que seu domínio se estenderá até os confins da terra, não haverá mais fronteiras entre países, nem divisões tribais ou nacionais. Todos os da humanidade serão súditos de seu Rei celestial. Não haverá mais guerra sob a regência do Príncipe da Paz. Não haverá mais péssimas condições de vida para fomentar revoluções ou mudanças de governo, visto que a sua regência será de “duração indefinida”, com segurança para o povo.

7. Quais são algumas das dificuldades que não existirão no novo sistema?

7 Entre os benefícios que seguirão ao estabelecimento do novo sistema de coisas haverá a erradicação de favelas e da pobreza. A profecia em Isaías 65:21, 22, conta que os que viverão no novo sistema construirão seus próprios lares e plantarão seus próprios jardins, não para outro se beneficiar de seu trabalho, mas para eles mesmos o usufruírem com as suas famílias. Todos gozarão de perfeita saúde. Os habitantes da terra não dirão mais: “Estou doente.” De fato, nem mesmo a morte ameaçará mais a humanidade fiel. Os que morreram serão ressuscitados para receberem instrução em justiça numa terra paradísica, visando a vida eterna. Não haverá falta de víveres no novo sistema. O Salmo 72:16 nos diz: “Virá a haver bastante cereal na terra.” E o Salmo 67:6 acrescenta: “A própria terra dará certamente a sua produção; Deus, nosso Deus, nos abençoará.” — Isa. 33:24; Rev. 21:4.

8. Que efeito terá o conhecimento de Jeová sobre toda a criação?

8 Até mesmo os animais serão pacíficos. Imagine o bezerro e o leão, ou a vaca e o urso pastarem juntos! Os pais não terão medo quando seu filho brincar com um leão ou um leopardo. De fato, o texto de Isaías 11:6-9 retrata o lobo e o cordeiro vivendo juntos em paz. Em vista destas bênçãos da parte de Deus, ninguém mais perguntará: “Quem é Jeová?” assim como perguntou o Faraó da antiguidade. Antes, o conhecimento de Jeová encherá a terra assim como as águas cobrem o mar, e todas as pessoas vivas virão curvar-se diante dele em adoração pura. — Isa. 66:23; Eze. 34:25-27.

COMO SABEMOS ISSO?

9. Que evidências temos duma mudança vindoura?

9 Mas, talvez pergunte: Como sabemos que estas coisas se hão de realizar, que realmente haverá uma terminação deste sistema de coisas? Há bastantes provas disso. A história registra diversos acontecimentos quando anteriores sistemas de coisas chegaram ao fim, acontecimentos que eram proféticos de nosso tempo. Temos também o testemunho de Jesus e de outros escritores inspirados quanto à terminação deste sistema. A cronologia bíblica indica a aproximação rápida do fim deste velho sistema sob o deus deste mundo, Satanás. A evidência adicional inclui profecias bíblicas agora em vias de se cumprirem e o testemunho dos líderes do mundo, que mostram cada vez mais preocupação com o atual sistema, visto que não vêem solução para os seus problemas. Por isso, hoje é especialmente apropriada a pergunta que os discípulos fizeram a Jesus: “Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — Mat. 24:3.

10. Que comparação e advertência forneceu Jesus com respeito à sua segunda presença?

10 Ao comentar isso, Jesus comparou a sua segunda presença e o fim deste sistema aos eventos nos dias de Noé, que terminaram com o dilúvio. (Mat. 24:36-39) Naqueles dias, as pessoas comiam, bebiam e se casavam, não fazendo caso do aviso de Noé, até que o dilúvio os arrasou a todos. Jesus comentou: “Assim será a presença do Filho do homem.” Por meio deste paralelo, Jesus indicou o fim do atual sistema de coisas que começou depois do dilúvio, quando a iniqüidade novamente penetrou na terra e que continuará até a “grande tribulação” e o lançamento de Satanás no abismo. Jesus advertiu que era muito importante estar atento a este tempo de mudança. Disse que haveria dois homens no campo, um dos quais seria levado e o outro abandonado. Por isso Jesus advertiu: “Mostrai-vos prontos, porque o Filho do homem vem numa hora em que não pensais.” — Mat. 24:44.

11. Que esperança nos dá o exemplo de Noé?

11 No entanto, visto que Noé e sua família sobreviveram ao fim cataclísmico daquele primitivo sistema de coisas, há também esperança de sobrevivência ao fim deste sistema. Jeová fixou um limite de tempo para o fim do sistema iníquo que prevalecia antes do Dilúvio, mas fez também provisões para a proteção dos que o serviam, por meio da construção duma arca. Noé achou favor aos olhos de Jeová. Criou seus filhos em justiça, separados da violência em volta deles, e em resultado disso foram poupados, junto com suas esposas, para sobreviverem ao fim daquele sistema.

12. Qual é a “arca” hodierna, e como podemos esperar entrar nela?

12 A fim de se sobreviver ao fim deste sistema de coisas, em nossos dias, precisamos ter em mente as palavras de advertência de Jesus e seguir o exemplo fiel de Noé. Ele serviu como pregador da justiça para a sua geração, e isto é o que o povo de Jeová precisa fazer hoje em dia. (2 Ped. 2:5) Precisamos entrar no sistema cristão de coisas, representado pela arca. Este sistema cristão está sendo edificado pelo Noé Maior, Cristo Jesus, e substitui o sistema mosaico de coisas, que terminou legalmente quando Jesus aplicou o valor de sua morte na estaca de tortura. (Col. 2:14) Este sistema cristão inclui a adoração pura de Jeová, seguindo as normas elevadas de conduta cristã estabelecidas por Jesus, tais como ser fiel a uma só esposa e mostrar os frutos do espírito de Deus. Significa cooperar na edificação deste sistema cristão, assim como os filhos de Noé ajudaram na construção da arca. Ninguém pode esperar ser preservado através do fim deste sistema a menos que demonstre ser submisso ao sistema cristão e promover os interesses dele. — 2 Ped. 3:7.

13. De que modo terminou um sistema de coisas no primeiro século?

13 Jesus profetizou também o fim do sistema judaico de coisas que existia no seu tempo. (Mat. 23:37, 38) Este teve seu início mais de quinze séculos antes, na ocasião em que Jeová deu a Lei aos israelitas, no monte Sinai. O sistema judaico incluía o Pacto da Lei com seu sacerdócio, seus sacrifícios, sua adoração no tabernáculo ou no templo e suas festividades, bem como um sistema nacional envolvendo um rei humano. Chegou ao seu fim legal em 33 E. C., quando o estabelecimento do novo pacto tornou o antigo obsoleto. (Heb. 8:13) Todavia, conforme mostra a história, os diversos arranjos sacerdotais e sacrificiais sob o Pacto da Lei continuaram a ser praticados por Israel até 70 E. C., quando os romanos por fim capturaram e destruíram Jerusalém.

14, 15. Como escaparam alguns da destruição de Jerusalém, e que significado tem isto para nós?

14 Este assunto é de interesse especial para nós, porque lá naquele tempo alguns judeus sobreviveram ao fim dum sistema de coisas, como cristãos. Haviam reconhecido o fim legal daquele sistema de coisas sob a Lei e que se tornara possível um novo arranjo ou sistema pela morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo ao céu. Reconheceram que tinham um novo mediador, um novo pacto e uma nova relação com Deus, como filhos espirituais. Acataram a advertência de Jesus, no sentido de que, quando vissem Jerusalém cercada por exércitos acampados, deviam fugir para os montes. (Luc. 21:20-22) Portanto, quando os romanos se retiraram depois de inicialmente cercarem a cidade em 66 E. C., os que tinham fé nas palavras de Jesus e que reconheciam que o sistema de coisas cristão estava em vigor, embora o judaico ainda operasse externamente, abandonaram Jerusalém e ficaram fora dela, mostrando fé e perseverança, até que Jerusalém foi arrasada na terrível matança do ano 70 E. C.

15 Sua fuga para os montes e permanência em Pela, na Peréia, até o cumprimento da profecia de Jesus, podem ser comparadas à fuga à segurança dos cristãos dedicados e gerados pelo espírito, deste atual sistema de coisas com a sua política e religiões falsas, para o lugar de proteção provido por Jeová. É no seu sistema espiritual de coisas sob a direção de Cristo que Jeová dirige e protege seus servos dedicados no curto tempo que resta antes de finalmente ser destruído o velho sistema.

“TEMPO DO FIM” NA PROFECIA

16. Quais são alguns dos sinais bíblicos que assinalam o “tempo do fim”?

16 Assim como as palavras proféticas de Jesus se cumpriram com respeito a Jerusalém, podemos ter a certeza de que também se cumprirá a sua profecia a respeito da “terminação do sistema de coisas”, visto que estas palavras “foram escritas como aviso para nós, para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas”. (1 Cor. 10:11) Portanto, considere agora como a resposta de Jesus à pergunta dos apóstolos sobre o sinal de sua presença nos ajuda a identificar com certeza a geração que assinala o fim deste sistema. Para salientar a sua importância, registraram-se na Bíblia diversas particularidades do sinal, em Mateus, capítulos 24 e 25, Marcos 13, Lucas 21, 2 Timóteo 3 e Revelação 6. O que disseram Jesus e seus apóstolos que devíamos aguardar? Mencionaram em especial uma geração durante a qual haveria aumento do que é contra a lei, com angústia de nações, guerra mundial, terremotos e pestilências. Jesus predisse a pregação intensa das boas novas do reino de Deus conjugada com o ódio contra os que o pregam, que o amor de muitos por Deus se esfriaria e que surgiriam falsos profetas. Avisou a respeito do estabelecimento de algo repugnante aos olhos de Deus, que causaria desolação. Salientou que haveria um tempo de tribulação maior do que qualquer outro, desde o princípio do mundo até aquele tempo, e que nunca mais ocorreria depois. — Mat. 24:6-21.

17. Quais são algumas das evidências que vemos cumpridas em nosso tempo?

17 Apesar de tudo isso, Jesus previu que Deus teria na terra a classe dum “escravo fiel e discreto” como seu canal de comunicação para prover alimento espiritual aos seus servos, conforme o necessitassem, e previu também que haveria o ajuntamento dos escolhidos, numa grande obra de colheita. Haveria espetáculos incomuns até mesmo desde o céu. Além disso, Paulo falou dos “últimos dias” como “tempos críticos, difíceis de manejar”, e advertiu que as pessoas viriam a ter falta de afeição natural, mostrando ter mais amor ao dinheiro, aos prazeres e aos interesses pessoais do que a Deus. Ele viu que teriam falta de autodomínio, não estariam dispostos a acordos e que isto se refletiria na desobediência dos filhos aos pais. Mas todas estas condições, conforme preditas nas Escrituras, não poderiam impedir a obra que Deus mandou fazer — dar aviso às pessoas para que algumas delas escapassem da destruição junto com este sistema e sobrevivessem para usufruir as bênçãos do novo sistema de justiça. Jesus comparou então a sua obra à separação das ovelhas dos cabritos.

18, 19. Há evidência do cumprimento de Revelação 6:4? Explique.

18 Temos visto o cumprimento destas profecias? Os fatos desde 1914 E. C. indicam que temos. Conforme Jesus predisse, a guerra internacional atingiu auges nunca antes alcançados, de modo que os historiadores chamaram os conflitos de Primeira e Segunda Guerra Mundial. (Rev. 6:4) Entretanto, as guerras desta geração continuam quase sem cessar. A revista Time alistou quarenta guerras só entre 1945 e 1965.

19 Não só se presenciou destruição sem precedentes em escala internacional, mas ela atingiu também os próprios bairros em que as pessoas moram ao passo que estas, da noite para o dia, se viraram contra os seus vizinhos, saqueando, incendiando e matando. Calcula-se que na Indonésia foram mortos mais de 400.000 no expurgo sanguinário contra os comunistas, em 1966. A violência racial e as matanças exigiram seu tributo em países tão afastados entre si como os Estados Unidos e Maurício. Deveras, os distúrbios e o derramamento de sangue em toda a terra nos fazem lembrar de quão próximos estamos do cumprimento das palavras de Zacarias 14:13 (Al), de que a mão de cada um se levantaria contra o seu próximo. — Eze. 38:21.

20, 21. Qual é a evidência da escassez de víveres conforme predita em Revelação 6:5?

20 O cavalo preto de Revelação 6:5, tendo por cavaleiro um homem com uma balança, pode ser visto cada vez mais em todo o mundo, em resultado da falta de víveres predita por Jesus. Não é mais apenas uma questão de a fome seguir a guerra, mas, conforme disse Science News: “Alguns peritos dizem que a Grande Fome Mundial já começou.” Cada trinta e cinco anos, a humanidade multiplica atualmente a sua população por dois. Já se calculou que pelo menos três milhões de pessoas morrem cada ano por falta de alimento proteínico. O Dr. Ewell, perito em produção de alimentos, calculou que dentro de dez ou quinze anos haverá inanição em massa.

21 A revista Time noticiou que nos cinco anos anteriores à sua edição a população do mundo havia aumentado duas vezes mais do que a sua produção de alimentos. Calculou-se que levou desde o princípio da história humana até o ano de 1800 para a população da terra atingir um bilhão, mais 130 anos para atingir 2 bilhões e apenas 36 anos depois a população havia aumentado vertiginosamente a 3,28 bilhões. Nos anos recentes, os Estados Unidos têm alimentado uma pessoa em vinte na África, na América Latina e em partes da Ásia. Noticiou-se que a Índia consumiu um quarto da safra de trigo dos Estados Unidos em 1966, em comparação com um quinto no ano anterior e um oitavo cinco anos antes. Não é de se admirar que o livro Famine — 1975! (Fome — 1975!) relatasse que haverá “uma fome que ocorrerá não importa o que se faça”. Certamente é preciso um novo sistema de coisas para vencer o espectro da inanição em massa, ao passo que o “cavalo preto” continua no seu rumo que causa fome.

22. Até que ponto foi esta geração afetada por terremotos?

22 Aumentando as dificuldades, os terremotos continuam a abalar a terra, assim como Jesus previu para esta geração. Entre os mais mortíferos houve o terremoto na China em 1920, quando se perderam 180.000 vidas, seguido pelo matador de Tóquio em 1923, que exigiu a vida de 143.000. Duas mil e quinhentas pessoas morreram na Turquia em terremotos em 1966, e as estatísticas oficiais calculam o número de mortos naquele país, devido a terremotos, durante o século vinte, em 40.000. Em 1967, a Colômbia teve o seu pior terremoto, com 75 mortos e 300 feridos; na França, 1.100 ficaram ao desabrigo devido a um terremoto; na Indonésia, 41 morreram, 370 ficaram feridos e 2.000 lares foram destruídos. A Sicília, a Grécia e o Irã sofreram terremotos nos primeiros meses de 1968. Relata-se que a severidade e a fatalidade dos terremotos têm aumentado acentuadamente desde que começou o “tempo do fim” deste velho sistema de coisas em 1914. De fato, mais de 900.000 pessoas morreram por causa de terremotos, neste século, incluindo os perto de 1.250 mortos nos Estados Unidos.

23. Que evidência há do “aumento do que é contra a lei”?

23 Que dizer das outras evidências preditas pelas Escrituras: o aumento do que é contra a lei, a falta de afeição natural e de autodomínio? O que mostram os fatos nos anos recentes? O Diretor Hoover, do FBI dos Estados Unidos, relatou: “O crime durante a década de 1960 ultrapassou o crescimento da população em 11 por 1.” Em todas as categorias de crimes houve um aumento acentuado, encabeçando a lista o estupro, a agressão criminosa e o roubo. Não é de se admirar que o nosso tempo seja chamado de “era da anarquia”. O ex-Secretário da Defesa dos E. U. A., R. S. McNamara, comentou: “Só nos últimos oito anos houve nada menos do que 164 incidentes significativos de violência internacionais.” Deveras, nenhum lugar da terra está a salvo deste “aumento do que é contra a lei”.

24. Que outros indícios temos de que vivemos na “terminação do sistema de coisas”?

24 Lemos diariamente nos jornais a respeito de prostituição, divórcio, abortos, fornicação e homossexualidade. Cada vez é maior o número das mulheres que recorrem ao aborto como solução para os filhos não desejados, o que é contrário à Palavra de Deus. Uma notícia da Índia calcula que em um só ano morreram 180.000 mulheres de abortos praticados em casa. Um recente relatório procedente do Japão mostra que os abortos registrados ascendem em média a 3.000 por dia. Nos primeiros nove meses de 1967, 70.000 mulheres na Tchecoslováquia pediram abortos. Mas não predisseram as Escrituras que especialmente nesta geração haveria falta de autodomínio, ao passo que as pessoas mostram ser amantes dos prazeres, sem amor à bondade e sem afeição natural?

25, 26. Que atitude adotam muitos para com as profecias bíblicas, mas qual é o proceder sábio a seguir? Por quê?

25 Os fatos mostram que nunca antes estiveram as condições tão críticas. Portanto, não se coloque entre os que zombam da significância dos acontecimentos dos nossos tempos, que ocorrem em cumprimento tão exato da profecia bíblica. O mero fato de que são tantos os que perdem a fé em Deus e no que as Escrituras dizem sobre o fim deste sistema e o estabelecimento do novo sistema justo de Jeová só confirma a profecia de Pedro, de que “nos últimos dias virão ridicularizadores com os seus escárnios, . . . dizendo: ‘Onde está essa prometida presença dele?’” Apesar de tais escárnios, os fatos indicam que esta é a geração que presenciará o fim deste sistema de coisas e o estabelecimento dum sistema terrestre inteiramente novo, sob o reino de justiça de Jeová. — 2 Ped. 3:3, 4.

26 Já que sabemos que há mudanças drásticas que aguardam a humanidade, é agora o tempo de nos mostrarmos atentos e despertos ao que ocorre. É o tempo de participarmos na obra de colheita antes de ela se completar, para que estejamos entre os felizes aos quais a “terminação do sistema de coisas” não traz choro, mas alegria, como os que sobreviveram para a nova terra de justiça de Jeová. — Rom. 13:11.

[Fotos na página 652]

Para sobrevivermos ao fim deste sistema, temos de seguir o exemplo de Noé. Temos de entrar no que foi representado pela arca — o sistema cristão de coisas.

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