-
Apreço por Jeová Deus e Jesus Cristo e pelo que fizeram por nósA Sentinela — 1971 | 1.° de novembro
-
-
além das coisas que estão escritas.” Se nos apegarmos a isto e trabalharmos dentro da estrutura delineada pela Bíblia para a congregação cristã, ajudaremos outros a conhecer a Deus e a Cristo, e a não olharem para nós como pessoas. (1 Cor. 4:6) Não queremos que alguém se estribe em nos, mas somente em Jeová. Queremos que se dêem conta de que toda a congregação cristã expressa as qualidades de Deus através de seus diversos membros. (1 Cor. 12:4, 5, 24, 25) No momento, nossas próprias idéias talvez pareçam boas, mas com o tempo elas não chegam a cumprir seu objetivo, porque, se nossos irmãos não chegaram a conhecer a Deus e a Jesus Cristo, bem como as qualidades deles, estão perdendo a coisa mais importante.
10. Que ensino nos ajudará a conhecermos a Deus melhor?
10 Uma das coisas que melhor nos familiarizara com as qualidades maravilhosas de Deus é a compreensão do ensino bíblico sobre o resgate. Se nos dermos plenamente conta do que Deus e seu Filho fizeram por nós ao nos darem assim ajuda imerecida, não poderemos senão corresponder com expressões de amor e apreço para com nosso próximo.
A QUESTÃO
11. De que modo suscitou Satanás uma questão ou controvérsia com Deus?
11 A necessidade do resgate surgiu em conexão com a questão suscitada entre Deus e Satanás. Em Gênesis, capítulo três, verificamos como surgiu esta questão. Foi o Diabo, usando um animal, quem falou a Eva. Mas observe o que ele falou. Isto nos ajuda a compreender de que trata a questão — o que está envolvido. Ele disse a Eva: “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?” Ou, ele disse, em outras palavras: ‘Você me quer dizer que Deus lhe disse uma coisa dessas? Que ele faria isso a você e que te negaria algo?’ O Diabo não saiu logo dizendo que Deus estava errado, porque talvez tivesse encontrado forte resistência. Não, primeiro ele colocou este pensamento egoísta, esta dúvida, na mente de Eva; depois passou a caluniar a Deus, dizendo: ‘Deus sabe que isto não está direito. Ele sabe que, se você comer da árvore proibida, você obterá mais conhecimento.’ — Gên. 3:1-5.
12. Envolvia a questão a supremacia de Deus? Explique isso.
12 Satanás levantou assim a questão. Qual era a questão? Desafiava a supremacia de Deus? Podemos dizer Não a isso, pois, quando alguém é supremo em poder, quem o pode desafiar neste ponto com qualquer esperança de ser bem sucedido? Note que, mais tarde, o Diabo não desafiou a restrição imposta pelo Deus Todo-poderoso para proteger a vida de Jó. — Jó 2:6, 7.
13. O que é soberania, e foi desafiado o fato da existência da soberania de Deus?
13 Pois bem, tratava-se então da soberania de Deus? Soberania significa o direito de reger e de delegar autoridade no governo. Desafiou Satanás a soberania de Deus? Sim, mas não o fato — a existência — da soberania de Deus, porque, novamente, quando alguém é supremo e todo-poderoso, ele pode governar não importa o que outro diga. Portanto, a soberania de Deus nunca esteve em perigo.
14. O que, a respeito da soberania de Deus, foi desafiado, e de que modo?
14 Por isso não se desafiou o fato da soberania de Jeová. Então, o que se desafiou? Tinha algo que ver com a soberania de Deus. Podemos ver, à base do que o Diabo disse, que se tratava do merecimento, da legitimidade e da justiça da soberania de Jeová, que foram postas em dúvida. Deus certamente era soberano, mas era esta soberania exercida dum modo que realmente beneficiava as suas criaturas? Ou negava-lhes ele alguma coisa? Quando o Diabo falou a Deus sobre Jó, ele astutamente inverteu o argumento e disse: ‘Vê quanta coisa Jó possui. Vê o que lhe tens dado. É claro que te servirá, porque recebe tudo de tua mão.’ Portanto, olhado de outro ponto de vista, ele repetiu o seu desafio do merecimento ou da legitimidade da soberania de Deus. — Jó 1:8-12.
ENVOLVIDO O HOMEM
15. Como se envolveu o homem na questão?
15 Além disso, o homem foi envolvido na questão. Envolveu o caso da integridade do homem a Deus. O Diabo dizia que a soberania de Jeová sobre suas criaturas não era boa; não era nada merecida nem direita. Por isso se suscitou a questão: Reconheceriam as criaturas a soberania de Jeová como inteiramente meritória e por isso justa? Amariam a soberania de Deus mais do que qualquer outra coisa? Prefeririam viver sob esta soberania mais do que sob qualquer outra? Prefeririam isto realmente, de coração? E mesmo que tivessem a oportunidade de sair da influência da soberania de Deus e de serem completamente independentes, desejariam isso? Ou prefeririam permanecer com ele em lealdade, apesar de tudo que talvez surgisse para desafiar a Ele?a Estes últimos são do tipo dos que Deus quer que o sirvam. Porque os outros não seriam leais; só causariam dificuldades no universo. É isto o que a questão vai provar a respeito de todas as criaturas. Vai eliminar a todos os que têm um conceito egoísta.
16. Tinha Deus dúvida sobre a sua soberania ou sobre o apego de sua organização a ele?
16 Poderia ser feita a pergunta: ‘Tinha Deus dúvida de sua soberania? Perguntou-se ele: Errei no modo em que tenho governado o universo?’ Não, ele estava satisfeito com a sua própria soberania. Sabia o que havia no seu íntimo e sabia o que as suas criaturas inteligentes precisavam. (Êxo. 34:6, 7; Sal. 136:1-9) Sabia que o seu modo de reger era para o bem e a felicidade eterna de suas criaturas. Não havia, porém, alguma probabilidade de que a organização de criaturas de Deus, no céu e na terra, pensasse toda assim e se retirasse em massa dele? Não. Jeová deixou que se testasse a questão, o que prova que ele não temia perder a sua organização.
17. Por que tinha Deus confiança de que sua organização não o abandonaria em massa?
17 Jeová sabia que a sua soberania era meritória e direita, e que as suas criaturas a amavam e apreciavam. Havia dado livre arbítrio às suas criaturas; portanto, poderia haver alguns que se retirariam se quisessem adotar tal proceder, mas Deus sabia que isto não ocorreria em massa. Por que não? Por causa da qualidade que havia criado nelas e por ele lhes ter dado o potencial de desenvolver esta qualidade num grau maior. Esta qualidade era o AMOR. A Bíblia diz que o amor é “o perfeito vínculo de união” e que “o amor nunca falha”. (Col. 3:14; 1 Cor. 13:8) É o mais forte poder unificador no universo. É uma das próprias qualidades de Jeová, e não lhe pode falhar. Ele tinha plena confiança em que sua organização se apegaria a ele. Sabia também que haveria os que viriam a conhecê-lo, algo que Adão nunca chegou a fazer por causa de sua falta de lealdade. Os que o fariam o amariam e permaneceriam inquebrantável e alegremente sob a sua soberania.
POR QUE DEUS PERMITIU QUE SE TESTASSE A QUESTÃO
18. Permitiu Deus a continuação da questão por seis mil anos para o seu próprio benefício, ou por que motivo?
18 Então, por que permitiu Deus que o teste do desafio se tornasse uma questão através dos últimos 6.000 anos? Fazia isso egoistamente para o seu próprio bem? Ninguém pode dar nada a Deus em sentido material ou de propriedade, nem aumentar sua riqueza ou seu poder nem o seu conhecimento. (Rom. 11:34-36) E ele não precisou que se lhe provasse alguma coisa. Não, mas fez isso por causa de seu nome, e ao mesmo tempo em benefício de suas criaturas.
19. Quem foi caluniado pelo desafio do Diabo?
19 Poderemos ver que é assim se analisaremos o assunto. Jeová foi caluniado — caluniado seriamente sobre como ele administrava o universo. Mas não envolvia apenas a Jeová. Toda criatura no universo foi caluniada, porque o Diabo dizia, com efeito: ‘O único motivo de se apegarem a ti é que lhes tens dado tudo.’ Por isso, o Diabo lançou uma mancha ou mácula sobre a reputação de cada criatura inteligente que já viveu.
20. Por que permitiu Deus que outros participassem com ele na eliminação do vitupério?
20 Jeová sabia que tinha filhos que estariam ansiosos de ter a oportunidade de remover do nome Dele a mancha de vitupério. Esta era a coisa primária a ser feita por eles. Mas, ao mesmo tempo, poderiam remover a mancha da calúnia de seu próprio nome e do de seus irmãos. Qual o filho, de algum valor, que não desejaria sair e defender a família, limpando o nome do pai? Esta seria uma vindicação mais cabal de Deus do que se Jeová fizesse tudo sozinho. Com vistas à leitura do próximo artigo, perguntamos: Quem seria escolhido como vindicador primário, e por quê?
-
-
O resgate, expressão maravilhosa de amor e justiçaA Sentinela — 1971 | 1.° de novembro
-
-
O resgate, expressão maravilhosa de amor e justiça
1, 2. (a) Quando se suscitou a questão, que promessa fez Jeová, levantando que pergunta? (b) Por que se selecionou o Filho unigênito como aquele que seria o vindicador principal de Deus?
JEOVÁ, em harmonia com a dignidade de sua soberania universal, resolve problemas aparentemente impossíveis dum modo que nos deixa maravilhados. E depois dizemos: ‘Simplesmente não poderia ter sido feito de outro modo para ser tão cabal, justo e inteiramente bom.’ (Isa. 55:9) Portanto, na própria ocasião em que suscitou a questão, Deus anunciou, no seu preconhecimento exato do que feria: “Ele [o descendente] te machucará a cabeça [Satanás].” — Gên. 3:15.
2 Quem seria designado por Deus para ser o “descendente”, cujo calcanhar seria machucado? O Filho unigênito de Jeová! Ele foi escolhido para ser aquele que serviria para a solução primária da questão quanto ao merecimento e à justiça da soberania de Jeová. Por que este grande, tão achegado ao coração de Jeová? Ora, quando Satanás lançou o seu desafio, lançou uma mancha sobre a reputação de toda criatura. Atingiria até mesmo este Filho.a Além disso, afetaria mais a ele do que a qualquer outra das criaturas de Deus, porque, em primeiro lugar, para Jeová ele era a principal delas, próximo a Ele no universo. Era ele quem sempre tinha o comando dos outros anjos. Havia sido colaborador de Deus na criação do universo. (Col. 1:15-17) O desafiador de Deus poderia dizer: Dentre todas as criaturas que seriam fiéis em servir a Deus deveria ser ele o tal. Por isso, o desafio de Satanás pós em destaque este poderoso Filho de Deus.
3. Que significado tinha o nome do Filho na sua existência pré-humana?
3 Também tem que ver com a situação o nome do Filho unigênito, na sua existência pré-humana — seu nome Miguel.
-