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SivãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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27:5; 2 Crô. 31:7) Corresponde a parte de maio e parte de junho. Não se tem certeza do significado deste nome.
Sivã ocorre no fim da primavera setentrional, quando o intenso calor do verão do hemisfério norte está-se aproximando; isto é mencionado por Josefo ao descrever uma matança de samaritanos, ocorrida naquele mês, por parte do exército romano. [Wars of the Jews (Guerras Judaicas), Livro III, cap. VII, par. 32] Isto se deu no tempo da colheita do trigo, e também na primeira parte da estação seca, que continuaria até outubro, ou o mês lunar de Bul. (Êxo. 34:22; Pro. 26:1) Foi sem dúvida neste mês que o profeta Samuel orou a Jeová e ocorreu uma chuvarada fora de época, causando grande temor entre o povo. (1 Sam. 12:16-19) Já então estavam plenamente amadurecidos os ’figos temporãos’ que apareciam nas árvores perto do fim dos meses hibernais. (Isa. 28:4; Jer. 24:2) Na área costeira do Mediterrâneo, esta também era a época das maçãs. — Cân. 2:3; compare com Joel 1:10-12.
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SôAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SÔ
Um rei egípcio, contemporâneo de Oséias, o último rei do reino de Israel, de dez tribos. Quando Oséias conspirou junto com Sô contra Salmaneser e deixou de pagar tributo à Assíria, Oséias foi encarcerado. (2 Reis 17:3, 4) As tentativas de identificar Sô com os governantes egípcios secularmente conhecidos deste período geral (tais como Osorkon IV ou Shabako) são muito incertas, especialmente em vista das incertezas da cronologia egípcia.
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SoberaniaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SOBERANIA
A supremacia no governo ou no poder; o domínio ou governo dum senhor, rei, imperador, ou semelhante; o poder que, em última análise, determina o governo dum Estado. Nas Escrituras Hebraicas, a palavra ‘Adhonay’ ocorre com freqüência, e a expressão ‘Adhonay’ Yehowíh ocorre mais de 200 vezes. ‘Adhonay’ é uma forma plural de ’adhóhn, “senhor”, “amo” (“dono”). A forma plural, ’adhonim, pode ser aplicada a homens como um plural simples, tal como “senhores”, “amos” (“donos”). O termo ‘Adhonay’, porém, é sempre empregado nas Escrituras com referência a Deus, sendo utilizado no plural para indicar excelência ou majestade. Os tradutores o vertem mais freqüentemente como “Senhor”. Quando ocorre junto com o nome de Deus (’Adhonay’ Yehowíh), como, para exemplificar, no Salmo 73:28, tal expressão é vertida “Senhor Deus” (ABV; Al; IBB; So [72:28]); “Senhor Deus” (BV); “Senhor Deus” (ALA); “Senhor Jeová” (VB; Young, em inglês), e “Soberano Senhor Jeová“ (NM). Nos Salmos 47:9; 138:5 e 150:2, Moffatt (A New Translation of the Bible) emprega o termo “soberano”, mas não para traduzir ’Adhonay’.
O vocábulo grego despótes significa alguém que possui suprema autoridade, ou absoluto senhorio e incontrolado poder. [Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de Vine, sob “Senhor” e “Amo”] O termo é traduzido “senhor”, “amo”, “dono”, e, quando empregado na linguagem dirigida diretamente a Deus, ele é traduzido diversamente, em Lucas 2:29, como “Senhor” (ABV; Al; ALA; BV; CBC, e outras) e “Soberano Senhor” (BJ; BMD; NM); em Atos 4:24, como “Senhor” (ABV; Al; BMD; BV; CBC, e outras), “Mestre” (BJ) e “Soberano Senhor” (ALA; NM); e, em Revelação (Apocalipse) 6: 10, como “Senhor” (BJ; BMD; BV; CBC; MC; So; VB, e outras), “Dominador” (Al), “Soberano” (CT; IBB) e “Soberano Senhor” (ABV; ALA; NM; e as versões, em inglês, de Knox, NEB, Moffatt e Revised Standard Version); a tradução de Young, em inglês, e a Tradução Interlinear do Reino (Int, greco-inglês), rezam “amo” (“dono”).
Assim, ao passo que os textos hebraicos e gregos não dispõem de uma palavra distinta e qualificativa para “soberano”, o sentido acha-se contido nas palavras ’Adhonay’ e despótes, quando são empregadas nas Escrituras como se aplicando a Jeová Deus, tal qualificativo indicando a excelência de seu domínio senhorial.
A SOBERANIA DE JEOVÁ
Jeová Deus é Soberano do universo (“soberano do mundo”, Salmo 47:9, Moffatt) em razão de ser o Criador, de sua Divindade e de Sua supremacia como o Todo-poderoso. (Gên. 17:1; Êxo. 6:3; Rev. 16:14) Ele é o Dono de todas as coisas e a Fonte de toda a autoridade e de todo o poder, o Supremo Governante no governo. (Sal. 24:1; Isa. 40: 21-23; Rev. 4:11; 11:15) O salmista cantou a respeito dele: “Jeová é que estabeleceu firmemente seu trono nos próprios céus; e seu próprio reinado tem mantido domínio sobre tudo.” (Sal. 103:19; 145:13) Os discípulos de Jesus oraram, dirigindo-se a Deus: “Soberano Senhor, tu és Aquele que fez o céu e a terra.” (Atos 4:24, NM; ALA) No caso da nação de Israel, o próprio Deus constituía todos os três poderes governamentais — o judiciário, o legislativo e o executivo. Disse o profeta Isaías: “Jeová é o nosso Juiz, Jeová é o nosso Legislador, Jeová é o nosso Rei; ele mesmo nos salvará.” (Isa. 33:22) Moisés forneceu notável descrição de Deus, como Soberano, em Deuteronômio 10:17.
Em sua posição soberana, Jeová tem o direito e a autoridade de delegar responsabilidades de governo. Davi foi constituído o rei de Israel, e as Escrituras falam do ‘reino de Davi’ como se fosse mesmo o reino dele. Davi, porém, reconheceu a Jeová como o grande Governante Soberano, dizendo: “Tuas, ó Jeová, são a grandeza, e a potência, e a beleza, e a excelência, e a dignidade; pois teu é tudo nos céus e na terra. Teu é o reino, ó Jeová, que te ergues como cabeça sobre todos.” — 1 Crô. 29:11.
GOVERNANTES TERRESTRES
Os governantes das nações da terra exercem seu domínio limitado por tolerância ou por permissão do Soberano Senhor Jeová. Que os governos políticos não recebem autoridade de Deus, isto é, que não atuam em razão de qualquer concessão de autoridade ou de poder da parte dele, é demonstrado em Revelação 13:1, 2, onde se diz que a fera de sete cabeças e dez chifres obteve “seu poder e seu trono, e grande autoridade” do dragão, Satanás, o Diabo. — Rev. 12:9; veja ANIMAIS SIMBÓLICOS; AUTORIDADES SUPERIORES.
O REINO DO FILHO DE DEUS
Após a derrubada do último rei que se sentava no “trono de Jeová” em Jerusalém (1 Crô. 29:23), o profeta Daniel recebeu uma visão que descrevia a designação futura do próprio Filho de Deus a fim de servir como Rei. A posição de Jeová se destaca de forma clara quando ele, como o Antigo de Dias, concede o domínio a seu Filho. Declara o relato: “Continuei observando nas visões da noite e eis que aconteceu que chegou com as nuvens dos céus alguém semelhante a um filho de homem; e ele obteve acesso ao Antigo de Dias, e fizeram-no chegar perto perante Este. E foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem. Seu domínio é um domínio de duração indefinida, que não passará, e seu reino é um que não será arruinado.” (Dan. 7:13, 14) Uma comparação deste texto com Mateus 26:63, 64 não deixa dúvidas de que o ‘Filho do homem’ da visão de Daniel é Jesus Cristo. Ele obtém acesso à presença de Jeová e recebe domínio. — Compare com Salmo 2:8, 9; Mateus 28:18.
DESAFIADA A SOBERANIA DE JEOVÁ
Nos cerca de 6.000 anos que a cronologia bíblica indica que o homem tem estado na Terra, tem existido a iniqüidade. Toda a humanidade vem morrendo, e se multiplicam os pecados e as transgressões contra Deus. (Rom. 5:12, 15, 16) Uma vez que a Bíblia indica que Deus forneceu um início perfeito ao homem, suscitam-se as questões: Como é que começaram o pecado, a imperfeição e a iniqüidade? Por que o Deus Todo-poderoso permitiu que tais coisas existissem durante séculos? As respostas se acham no desafio à soberania de Deus que resultou numa questão predominante que envolve a humanidade.
O que Deus deseja dos que o servem
Jeová Deus, por suas palavras e ações, tem provado no decorrer dos séculos que é um Deus de amor e de benignidade imerecida, que exerce perfeita justiça e juízo, e que concede misericórdia aos que procuram servi-lo. (Êxo. 34:6, 7; Sal. 89:14; veja JUSTIÇA; MISERICÓRDIA.) Ele tem demonstrado bondade mesmo para com os ingratos e os iníquos. (Mat. 5:45; Luc. 6:35; Rom. 5:8) Ele se deleita em administrar com amor Sua soberania. — Jer. 9:24.
Assim sendo, a espécie de pessoas que ele deseja em seu universo são as pessoas que o sirvam por amor a Ele e suas excelentes qualidades. Têm de amar primeiro a Deus, e, em segundo lugar, ao seu próximo. (Mat. 22:37-39) Têm de amar a soberania de Jeová; têm de desejá-la e preferi-la a qualquer outra. (Sal. 84:10) Têm de ser pessoas que, mesmo que lhes fosse possível se tornarem independentes, prefeririam a soberania Dele, porque sabem que sua regência é muito mais sábia, muito mais justa e muito melhor do que qualquer outra. (Isa. 55:8-11; Jer. 10:23; Rom. 7:18) Tais pessoas servem a Deus, não simplesmente por medo de Sua onipotência, nem por motivos egoístas, mas por amor à Sua retidão, justiça e sabedoria, e por terem conhecimento da grandeza e benevolência, ou benignidade amorosa, de Jeová. (Sal. 97:10; 119:104, 128, 163) Exclamam junto com o apóstolo Paulo: “ó profundidade das riquezas, e da sabedoria, e do conhecimento de Deus! Quão inescrutáveis são os seus julgamentos e além de pesquisa são os seus caminhos! Pois ‘quem veio a conhecer a mente de Jeová ou quem se tornou seu conselheiro’? Ou: ‘Quem primeiro lhe deu, de modo que se lhe tenha de pagar de volta?’ Porque todas as coisas são dele, e por ele, e para ele. Glória a ele para sempre. Amém.” — Rom. 11:33-36.
Tais pessoas vieram a conhecer a Deus, e, realmente, conhecê-lo significa amá-lo e apegar-se à soberania dele. (1 João 3:6; 4:8) Jesus conhecia seu Pai melhor do que ninguém. Ele disse: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece plenamente o Filho, exceto o Pai, tampouco há quem conheça plenamente o Pai, exceto o Filho e todo aquele a quem o Filho estiver disposto a revelá-lo.” — Mat. 11:27.
Uma falha em cultivar amor e apreço
Por conseguinte, quando se lançou o desafio contra a soberania de Jeová, isso partiu de alguém que, embora usufruísse os benefícios da soberania de Deus, não tinha apreço pelo conhecimento de Deus, nem o desenvolvera, desta forma aprofundando seu amor por Ele. Tal pessoa era uma criatura espiritual de Deus, um anjo. Quando o casal humano, Adão e Eva, foram colocados na terra, tal pessoa viu nisso uma oportunidade de lançar um ataque contra a soberania de Deus. Primeiro, faria uma tentativa (que se provou bem sucedida) de desviar a Eva, então a Adão, da sujeição à soberania de Deus. Ele esperava estabelecer uma soberania rival. — Veja PECADO.
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