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    Despertai! — 1977 | 8 de abril
    • Sobreviver no interior

      Do correspondente de “Despertai!” na Rodésia

      UM HOMEM se perdeu numa parte desolada do deserto do Arizona, sem comida nem água. Levaria dias até conseguir ajuda. Conseguiria ele sobreviver? Conseguiria o leitor, se se perdesse ali, ou em outra região árida?

      Ele levou oito dias para conseguir ajuda. Percorreu cerca de 241 quilômetros, na maior parte no período mais quente do dia, com temperaturas que chegavam a atingir até 49° C. Nos últimos quilômetros, ele se arrastou pelo chão, inteiramente nu. O calor e a falta de água o desidrataram de tal forma que perdeu 25 por cento de seu peso, embora uma perda de 10 por cento amiúde seja fatal. Quando salvo, seu sangue era tão grosso que as lacerações de suas mãos e joelhos nem sequer sangravam, até que tomou muita água.

      O que conclui desta experiência? Mostra-lhe que, se tiver ‘vontade de viver’ poderá sobreviver a quase tudo? Bem, depois de relatá-la, um livro de treinamento para sobrevivência comentou: “Ele não fez nada certo, não fora treinado para sobreviver. Mas, queria sobreviver e deveras sobreviveu . . . Talvez encontre outras histórias de experiências igualmente atormentadoras . . . Não as aceite como conselho.” Por que não? Porque os exemplos dos que sobreviveram à base de nada, exceto de força de vontade, devem ser medidos à luz de todas as pessoas que não conseguiram sobreviver, mas que poderiam ter sobrevivido, caso agissem de modo diferente.

      ‘Mas, por que devo incomodar-me com tais assuntos?’, talvez pergunte.

      Qualquer de Nós

      A maioria das pessoas que vivem nas cidades não avaliam que há amplas regiões da terra em que um simples defeito de automóvel, um pequeno acidente ou uma direção errada pode significar a morte. Isto poderia acontecer nas selvas amazônicas ou nas tundras congeladas do Alasca, mas, às vezes, acontece em países bem povoados.

      Tome, por exemplo, a Rodésia. Se nunca esteve aqui, talvez imagine a Rodésia como uma terra esparsamente habitada, de selva ininterrupta. Mas, na realidade, a maior parte da Rodésia se acha situada num platô alto e ondulante. E dispõe duma população de bem mais de seis milhões de pessoas. Assim, é mais densamente povoada do que a Noruega ou o Chile.

      Ainda assim, de tempos a tempos, houve pessoas que se perderam no interior e morreram. O que usualmente faz com que tais pessoas morram é a ignorância de como sobreviver no interior. Caso tivessem seguido alguns princípios básicos de sobrevivência, é provável que estivessem vivas hoje. Observe bem! Trata-se dum assunto que envolve o leitor e sua família. Por quê? Porque é bem provável que tais mortes desnecessárias também aconteçam em seu país, talvez até mesmo em regiões para onde vai de férias.

      Perder-se a Pé

      Já foi passear alguma vez pelo campo e se perdeu por algum tempo? Ou apresentou defeito o seu carro e o deixou perdido numa estrada desértica, muito longe da civilização? Se isso ainda não lhe aconteceu, tem de encarar o fato de que pode acontecer. O que deveria fazer? A primeira coisa é não entrar em pânico. A sensação de estar perdido é real, e pode deixá-lo com medo. Controle-a, e então sente-se e pense sobre sua situação. Definitivamente não saia correndo por aí. Somente gastará suas energias e seu tempo, sendo ambos vitais para sua sobrevivência.

      Vê-se confrontado com a decisão de permanecer onde está ou caminhar. Se fazer decisões importantes normalmente já é difícil, isso é ainda mais difícil quando sua vida depende do que decidir. Mas, se há alguma ocasião em que tem de fazer uma decisão correta, esta é ela. Quando se trata de manter-se vivo, a sobrevivência é algo que deseja fazer certo logo na primeira vez, não é?

      Considere só, está num local em que se acha razoavelmente seguro de que será logo encontrado, talvez por um motorista que passe? Se assim for, é melhor permanecer onde está, ao invés de enfiar-se pelo interior, onde ninguém sequer esperaria que estivesse.

      Talvez conclua, porém, que definitivamente não será encontrado nem sobreviverá se ficar onde está. Mas, antes de tentar ‘sair dali’, pergunte a si mesmo: ‘Estou seguro do local exato onde estou? E estou certo quanto a onde e como posso conseguir alimento, água, abrigo e ajuda?’ Tal reflexão ajudará a impedir que parta em alguma direção qualquer.

      Também, reflita sobre os seguintes fatores: Que dizer do alimento e da água enquanto caminho? Em que período do dia caminharei, e o que dizer do descanso? Existe alguma ferramenta que posso levar sem me sobrecarregar demais? Esta última questão é importante, pois talvez esteja carregando ou tenha no carro algumas coisas, tais como pequeno canivete, um pouco de corda ou panos para fazer um abrigo, fósforos para acender uma fogueira, que possam ajudá-lo a permanecer vivo no interior. Não tire a roupa; usada corretamente, pode mantê-lo quente ou refrescado, bem como protegê-lo do vento, do sol e dos insetos. E, antes de partir, deixe indicações de quando foi que partiu e em que direção; se por acaso forem encontradas, ajudarão os socorristas a localizá-lo.

      Em Que Direção?

      Se puder determinar através dum mapa do seu carro com defeito ou se souber por experiência ou através de marcos exatamente onde está, então a questão é para onde quer ir? Tente determinar o local mais próximo de socorro ou o local onde possa obter ajuda. Assim, em que direção geral irá? Talvez deva ser para o oeste, ou talvez para o noroeste, isto é, a meia distância entre o oeste e o norte.

      Agora, oriente-se. Ao passo que há métodos mais exatos, envolvendo a latitude, a forma mais elementar é descobrir os quatro pontos cardeais por usar o sol. Nasce no oriente e se põe no ocidente. À noite, poderá usar a lua como guia. Basicamente nasce no oriente e se põe no ocidente, variando apenas alguns pontos da bússola segundo o tempo da estação. Assim, poderá usá-la como guia rústico para conseguir orientações relativas.

      Poderá também usar as estrelas à noite. No hemisfério austral, tal como na África meridional, o Cruzeiro do Sul aponta do sul verdadeiro. Se estiver no hemisfério setentrional, localize a Ursa Maior. Observe as duas estrelas na periferia. Por traçar uma linha imaginária através delas, localizará a Estrela Polar, também chamada de Estrela do Norte. Poderá calcular que ela está ao norte, e orientar-se concordemente.

      Uma vez tenha fixado firmemente os pontos cardeais, saberá em que direção partir para alcançar a estrada principal, a cidade ou a linha férrea.

      Mas, tenha presente o seguinte: Alguns homens que morreram perto de Ghanzi, no Deserto de Kalahari, sabiam que havia uma estrada principal por perto; também sabiam em que direção estava a cidade de Ghanzi, mas deixaram de localizar a ambas. Por quê? Porque não conseguiram andar em linha reta. Está seguro de que conseguirá?

      Andar em Linha Reta

      Isto é sempre difícil porque, usualmente, uma de suas pernas é mais curta do que a outra e estará inclinado a desviar-se de seu curso sem perceber. Em muitos casos, os que desconhecem o interior andaram em completos círculos, em questão de alguns quilômetros.

      Por conseguinte, ajuda divisar um objeto destacado à distância, tal como uma grande árvore ou montanha. Até mesmo no país mais plano é provável que haja algum objeto à distância que se destaque. Poderia subir numa árvore ou (em África) num formigueiro para achar um. (Se caminhar à noite, use uma estrela brilhante, próxima ao horizonte.) Ande com os olhos voltados para o objeto. A cada determinado número de quilômetros, verifique sua direção para certificar-se de que ainda caminha na direção correta.

      Tentará andar numa linha absolutamente reta? Isso não é necessariamente o melhor. Ao passo que é verdade que o objeto para o qual se dirige deve estar em linha reta pela bússola, e deva mantê-lo em vista, é bom seguir o caminho mais fácil para alcançá-lo. O trajeto em linha reta pode ser através de enorme pantanal ou de uma série de charcos. Assim, desviar-se de obstáculos poderá fazer com que atinja o alvo mais rápido e menos cansado. Seguir uma pista de animais é amiúde sábio, se o levar um tanto em direção ao seu alvo. Se puder manter em vista o objeto, enquanto segue o caminho curvo mais fácil, poderá corrigir seu curso ao se aproximar mais dele.

      Poupe Energia

      Quando atravessar o interior for uma viagem longa e difícil, deve ter presente poupar energia. De que valerá saber exatamente onde irá se desmaiar antes de chegar lá? Como regra geral, se não dispuser de abundante água, nunca caminhe no período quente do dia, a menos que seja absolutamente essencial. Ao invés, passe esse tempo descansando, se houver sombra. Caminhe pela manhã e em fins da tarde, quando o tempo é mais fresco. Se o dia for extremamente quente, e puder manter-se na direção correta, caminhe à noite. Por ficar inativo durante o calor do dia, conservará energia e umidade. A desidratação poderá significar a morte, e é sentida mais rápido no calor do dia. Chupe uma pedrinha ou mastigue uma folha para manter úmida a boca. E, em extremo calor ou frio, é bom conselho ‘Manter a boca fechada’. Quando fala consigo mesmo, canta ou respira pela boca, utiliza mais a umidade preciosa do que quando respira pelo nariz. Se for reduzida sua reserva de água, é sensato reduzir a ingestão de alimentos, pois seu corpo precisa usar água extra para eliminar os resíduos alimentares.

      Achar Água

      Embora consiga sobreviver alguns dias e semanas sem alimento, não poderá viver por muito tempo sem água. Assim, a água talvez seja sua primeira e mais vital necessidade. Leve o que puder, bem como um recipiente para quando encontrar água. Vários sinais indicam a proximidade de água. O vôo duma abelha, a presença de pombas e tecelões, ou uma faixa verde de árvores à distância provavelmente indicarão um rio ou lagoa. Se o terreno for seco, cave a areia próximo da vegetação e encontrará água. Selecione a maior faixa de areia corrente acima, a partir dum dique natural, como um conjunto de rochas, e encontrará água represada na areia embaixo. Mas, não desperdice tempo e energia cavando à procura de água a menos que haja algum sinal de que ela existe.

      Encontre Comunidades Nativas

      No interior, onde está perdido, talvez consiga encontrar as casas das pessoas locais nas proximidades. Isto pode ser feito por se seguir quaisquer trilhas bem batidas; sempre levam a algum lugar, tal como para a água, campos ou casas. A gente rural é usualmente bondosa e humilde e fornecerá água e alguma comida a um estranho. E talvez possam ajudá-lo a comunicar-se com sua família, ou com as autoridades que lhe possam ajudar.

      Dormir à Noite no Interior

      Se se perder no interior sem abrigo, e houver animais selvagens por perto, o lugar mais seguro para dormir talvez seja numa árvore. Isto poderá ser mais confortável do que espera.

      Descontraia-se e esteja determinado a aproveitar o máximo sua situação. Está perdido. Está andando na direção certa. Mas, agora, já escureceu e há animais selvagens por perto. Assim, escolha uma árvore e construa nela um tablado. Poderá fazer com os ramos de árvores menores, usando a casca para ligá-los e enchendo o tablado de raminhos ou com bastantes folhas para torná-lo confortável.

      Onde não houver árvores poderá, se dispuser de fósforos, acender uma fogueira. A fogueira deve afastar os animais selvagens; também poderá ser vista pelos socorristas, e, pelo menos, o manterá aquecido. Outro meio de manter-se aquecido e protegido do vento é dormir num buraco vazio. Ou, poderia construir no chão uma cabana ou abrigo em forma de cone, feito de ramos e arbustos. Isto amiúde é feito pelos africanos que percorrem o interior.

      O Critério Principal

      Há muitos perigos potenciais no interior, dependendo do local em que se perca. É verdade que a experiência pode ensinar-lhe melhor como sobreviver até que chegue alguma ajuda. Mas, apenas ler e pensar sobre as técnicas básicas de sobrevivência podem ser de verdadeira ajuda. A coisa principal, quando a pessoa está perdida ou insulada é permanecer calma e controlada. Orar a Deus pedindo orientação também ajudará. Compreenderá assim que não está sozinho, e, desta forma, é provável que fique mais controlado e razoável no que fizer. Daí, observe as cercanias e se movimente segundo estas observações e o bom senso.

  • “A seiva da minha vida”
    Despertai! — 1977 | 8 de abril
    • “A seiva da minha vida”

      Quando o Rei Davi, em certa ocasião, restringiu-se de confessar seu pecado a Deus, sentiu maus efeitos mentais e físicos. “A seiva da minha vida”, disse Davi, “se transformou como no calor seco do verão”. (Sal. 32:4) Durante uma seca de verão, uma árvore perde considerável umidade. Semelhantemente, a tentativa de Davi de reprimir a consciência culpada e sua resultante angústia produziram tremenda tensão sobre ele, minando sua força e energia. — Sal. 32:3.

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