-
Vivendo agora para um novo mundoA Sentinela — 1960 | 1.° de novembro
-
-
outras formas de desonestidade. — 1 Cor. 4:5; 1 Tes. 2:4; Atos 5:3-5; Miq. 6:8; 1 João 4:18; Mat. 22:37-39; Pro. 16:5.
A HONESTIDADE NAS DIVERSAS RELAÇÕES
20. Embora haja confiança e confidência entre as testemunhas de Jeová, contra que é correto que se protejam?
20 Entre os que agora estão sendo ajuntados dentre as nações do mundo para o um só “rebanho” das ovelhas de Jeová substituem-se assim a desconfiança e a suspeita da sociedade do velho mundo pela confiança e confidência. Sim, mesmo agora, os princípios da Palavra de Deus estão mudando as vidas das pessoas para que possam usufruir a associação cristã sem os temores que afetam a associação dos que estão no velho mundo. Isto não significa que as testemunhas de Jeová sejam, por exemplo, um povo crédulo, facilmente enganado, confiando como que em qualquer um. Usam de precaução sensata e estão alertas a lidar com qualquer pessoa de maquinações iníquas que procure infiltrar-se na sua associação por razões de lucro pessoal, para aproveitar-se da bondade e da confiança existentes na sociedade do Novo Mundo. Tais mal-intencionados mostram prontamente pelas suas obras que não amam a verdade e a justiça, no íntimo, e os cristãos maduros logo percebem o seu disfarce hipócrita. — Mat. 7:20.
21. Como se aplicaria o principio da honestidade nos negócios dum cristão?
21 Que se pode dizer daquele que é dono e administrador dum negócio? Pode ele, como cristão, usar corretamente de meios enganosos para fazer competição aos outros e aumentar seu lucro? O seguinte princípio bíblico é muito pertinente em resposta a essa pergunta: “Não cometereis injustiça no juízo, . . . nem no peso, nem na medida. Balanças justas, pesos justos.” Portanto, o comerciante cristão não enganaria os seus fregueses por não lhes dar a medida pelo seu dinheiro ou por trabalho inferior, a fim de ter um lucro desonesto. Igualmente, ele lidará justa e honestamente com os seus empregados. — Sal.19:35, 36; Col. 4:1, ALA.
22. Com que objetivo se apresenta esta informação neste artigo?
22 Isto não significa que o cristão tem o direito de ir falar aos outros como eles devem manejar os seus negócios, como se fosse juiz de tais questões. O propósito do que se escreve aqui não é tentar dizer às pessoas do mundo como devem cuidar de suas vidas. O que se apresenta aqui são simplesmente princípios que governam a vida cristã, para que os que desejam cessar de viver do modo como as nações fazem e viver em harmonia com a justiça do Novo Mundo, possam ser ajudados a fazer isso.
23. Como pode uma pessoa ser desonesta no seu trabalho, e por que razão de máxima importância deve o cristão ser trabalhador diligente?
23 O mesmo princípio de honestidade aplica-se também aos empregados em relação a seus patrões. Quando alguém entra num acordo de trabalhar para outro por determinado ordenado, então tal acordo deve ser cumprido. Se a pessoa não o cumprir, por preguiça de fazer o trabalho designado, isso seria realmente uma forma de desonestidade, não é verdade? Seria igualmente desonesto se a pessoa usasse o tempo em que concordou trabalhar para o patrão, e pelo qual recebe ordenado, para outros objetivos, mesmo que ache que tal outro objetivo seja mais interessante ou mesmo mais proveitoso para si própria ou para os outros. Usar assim o tempo do patrão sem o seu conhecimento e sua permissão é ser infiel ao acordo. O trabalhador honesto e diligente ganha respeito e uma reputação honrosa. (1 Tes. 4:11, 12) O empregado ou servo cristão faz bem o seu trabalho, não apenas para agradar aos homens ou ganhar a aprovação dos homens, mas por que é direito fazer isso, é ser honesto, e ele reconhece que é um proceder que agrada a Jeová e lhe traz uma recompensa dele. Paulo escreveu em Efésios 6:5-8 (NM): “Vós, escravos, sede obedientes aos que são vossos senhores em sentido carnal, com temor e tremor, na sinceridade de vossos corações, como ao Cristo, não de modo ostentoso como para agradar a homens, mas como escravos de Cristo, fazendo a vontade de Deus de toda a alma. Sede escravos com boas inclinações, como a Jeová, e não como a homens, pois sabeis que cada um, qualquer que seja o bem que fizer, receberá isto de volta de Jeová.” — Compare-se com Colossenses 3:22-25.
24. Que principio adicional do modo de vida do Novo Mundo é declarado em Efésios 4:28?
24 Continuando no capítulo 4 de Efésios (versículo 28, NM), o apóstolo especificou outra regra do modo de vida do Novo Mundo: “Que o ladrão não roube mais, antes, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos o que é boa obra, a fim do que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.” Roubar significa tirar algo a que não se tem direito, secretamente, sem ser visto. É fácil de compreender que arrombar uma casa, à noite, quando o proprietário não está ali, e tirar dinheiro ou outros bens, tais como roupa, seja roubo. Mas, o que se pode dizer quando alguém lida com alimentos ou materiais, ou equipamento, no decorrer do seu emprego como empregado doméstico, ou num escritório ou numa fábrica? Tem-se a liberdade de se servir de tais coisas?
25. Que perguntas podem ser feitas, para se guardar contra o roubo?
25 Em certas comunidades aldeanas, em alguns países, é costume que o viajante em trânsito pela aldeia pode servir-se de um pouco de alimento, para que possa prosseguir na sua viagem revigorado. Este costume mostra consideração e louvável hospitalidade. Todos os da comunidade compreendem este costume onde é praticado, e não é de modo algum considerado roubo, mesmo que o viajante use o alimento na ausência do seu dono. Tal costume faz-nos lembrar da provisão feita para o estranho, para o viajante ou o pobre, debaixo da lei judaica. (Veja-se Levítico 19:9, 10.) Mas, os costumes mudam, e, embora tal costume seja ainda praticado em algumas comunidades rurais, não é mais comum nas grandes cidades, sob as condições da civilização moderna. Portanto, é preciso ajustar-se à situação onde quer que se esteja. Um guia seguro para se saber o que é roubo e o que não é roubo é perguntar-se: “Tenho o direito de tomar isso?” Quer dizer: “Tenho a permissão do proprietário deste alimento ou deste material para usá-lo ou tirá-lo?” Caso se tratar de algo que é propriedade do patrão, poderá perguntar-se: “Tiraria eu isto se o meu patrão estivesse presente e me visse?” Se achar que a resposta é “não” a qualquer uma destas perguntas, então sabe que seria roubo tomar o objeto em questão.
26. Que poderá fazer o trabalhador honesto e diligente?
26 Em harmonia com o conselho do apóstolo, o cristão deve trabalhar arduamente, fazendo com as mãos o que é bom, não o que é mau; deve ser honesto e diligente, não precisando roubar a fim de ter o suficiente para comer. Antes, não só proverá para as suas próprias necessidades e para as necessidades de sua esposa e seus filhos, se estiver casado, mas estará também em situação de ajudar a qualquer um de seus companheiros cristãos na congregação, que talvez não sejam tão afortunados, tendo possivelmente sofrido alguma perda ou desastre inesperado. E ele estará também em condições de contribuir para os fundos da congregação local, a fim de ajudar a arcar com as despesas e promover a obra da pregação das boas novas do reino .de Deus na sua vizinhança.
27, 28. (a) De que modo são as pessoas muitas vezes desonestas quando tomam dinheiro emprestado? (b) Que diz a Bíblia sobre os que não restituem o que tomaram emprestado? (c) Que boas qualidades deve o cristão cultivar e que más qualidades deve abandonar?
27 Este velho sistema de coisas está cheio de egoísmo. As pessoas mostram isso na sua atitude para com a vida, procurando ganhar o máximo pelo mínimo que possam dar em troca. Os líderes políticos e religiosos apelam para este egoísmo a fim de tentar ganhar apoio para as suas respectivas organizações. Isto se vê do modo como as pessoas estão prontas para tomar emprestado dinheiro de quem puderem, mas estão vagarosas para devolvê-lo, e muitas vezes acontece que nem têm a intenção de devolvê-lo. Alguns tentarão até justificar isso por dizer que tomar emprestado dum rico e não lhe pagar de volta não está realmente errado, visto que o rico não precisa do dinheiro para si mesmo. Quantas vezes surgem brigas e lutas por causa de dívidas não pagas! Por isso diz Salmo 37:21 que “o iníquo toma emprestado e não paga”.
28 Jeová não abençoa os iníquos. Ele não abençoa os que são egoístas, gananciosos, apenas, interessados no que podem tirar da vida, ao passo que, em troca, fazem o mínimo possível pelos outros. Os que desejam a vida no novo mundo precisam cultivar amor, em vez de egoísmo, o espírito de dar, em vez de ganância. Em vez de endividar-se para aumentar os bens materiais, o cristão aprende a estar satisfeito com as coisas necessárias, trabalhando diligentemente para ganhar tais coisas com o trabalho honesto. O apóstolo Paulo exercia cuidado para não impor um fardo desnecessário aos seus irmãos. Ele não usou a sua condição para obter lucro material de seus companheiros cristãos, só porque era apóstolo. Não cobiçou deles nem “prata nem ouro”. Como apóstolo de tempo integral ele apreciava a ajuda das congregações, para que pudesse dedicar todo o seu tempo ao ministério, mas quando esta ajuda voluntária não era prestada, ele estava pronto para trabalhar com as suas próprias mãos na fabricação de tendas, pára cuidar de suas necessidades materiais. — Atos 20:33, 34; 18:3; 1 Tes. 2:9.
-
-
O proveito de se viver para o novo mundo de DeusA Sentinela — 1960 | 1.° de novembro
-
-
O proveito de se viver para o novo mundo de Deus
1. O que disseram Tiago e Paulo sobre a Ira, a contenda e o uso errado da língua?
NÃO é verdade que hoje em dia, neste mundo, as pessoas ficam prontamente iradas, perdendo o controle sobre o seu gênio? Isto leva muitas vezes a linguagem ríspida e abusiva, e mesmo a palavras impróprias e sujas. Tal linguagem mostra falta de bondade e de consideração para com os outros, e é apenas evidência de que a amargura, o ciúme e a contenda são parte das más condições em volta de nós. Tiago, o escritor bíblico, pergunta por isso: “Quem dentre vós é sábio e entendido? Que mostre ele, pela sua conduta correta, suas obras, com mansidão que é própria da sabedoria. Mas, se tendes ciúme amargo e contenda em vossos corações, não vos jacteis, nem estejais mentindo contra a verdade. Esta não é a sabedoria que vem de cima . . . Pois onde há ciúme e contenda, ali há também desordem e toda coisa vil.” (Tia. 3:13-16, NM) É por isso que Paulo disse corretamente, em Efésios 4:29-32 (NM):“Não proceda da vossa boca nenhuma declaração torpe, mas toda a declaração que é boa para a edificação, conforme haja necessidade, para que transmita aos ouvintes o que é favorável. . . . Sejam tiradas dentre vós toda a amargura maliciosa, e ira, e cólera, e gritaria, e linguagem abusiva, junto com tudo o que é injurioso. Mas, tornai-vos bondosos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos livremente uns aos outros, assim como também Deus, mediante Cristo, vos perdoou livremente.”
2. Que conselho se deve seguir quando se fica temporàriamente vencido pela ira?
2 Mesmo quando se torne necessário dar correção ou repreensão, como no caso de pais aos filhos, ou um superintendente cristão a alguém na congregação, a linguagem não deve refletir um espírito descontrolado. Quando alguém se sente momentaneamente vencido pelo calor da ira, é o tempo de ficar calado até que a ira se tenha acalmado e se possa falar sobre o assunto com o devido equilíbrio. Sob tais circunstâncias, é preciso ser “vagaroso para falar”, antes lembrando-se que “um homem irado suscita briga”. Para obtermos a aprovação de Deus, precisamos aprender a viver em paz, ser pacíficos, pois “felizes são os pacíficos, porque serão chamados ‘filhos de Deus”. — Tia. 1:19; Pro. 15:18; Mat. 5:9, NM.
3, 4. Que outras coisas não podem existir na sociedade do Novo Mundo?
3 Há ocasiões em que talvez se seja corretamente movido pela justa indignação contra o que é errado e mau. Mas, ser movido à indignação contra o que é errado, por causa do amor a Jeová e ao que é direito, e por se estar incomodado de ver o Seu nome e povo ser vituperado, é diferente de ser movido à ira devido ao orgulho ferido ou ao ódio a outra pessoa, ou para encobrir o temor de ficar exposto em algum proceder errado.
4 Tudo o que obrar contra a paz e a ordem do arranjo de Deus para a vida de seu povo não pode existir na sua já formada sociedade do Novo Mundo. Isto significa que tais coisas como a briga ou a bebedeira (que muitas vezes leva à luta) não são parte do modo de vida do Novo Mundo. — Rom. 13:13.
PRINCÍPIOS PARA O MATRIMÔNIO E PARA O COMPORTAMENTO MORAL
5. Para que fim fez Deus os dois sexos, e que limitação impas ao privilégio da união sexual?
5 Quando Deus, originalmente, colocou o homem e a mulher no jardim paradísico do Éden, era Seu propósito que se reproduzissem e multiplicassem, para se tornarem uma sociedade de pessoas que por fim povoariam a terra inteira com uma raça justa. A fim de que se pudessem multiplicar, Deus os criou com a capacidade de se reproduzirem, e foi por isso que ele criou os dois sexos, o masculino e o feminino. Pela união sexual entre homem e mulher gerariam filhos segundo a sua espécie. Isto seria direito e correto para eles, não havendo nada para se envergonhar por isso, e se intencionava, por isso, que fosse para eles uma experiência agradável. Mas, Deus impôs certas limitações ao exercício do privilégio da união sexual. Esta era licita apenas dentro do arranjo marital — o marido com a sua própria esposa, e a esposa com o seu próprio marido.
6. (a) Era o propósito de Deus que se praticasse a poligamia em Israel? (b) Que disse Jesus sobre o casamento e o divórcio, em Mateus 19:4-9?
6 Embora Deus permitisse por certo tempo que os israelitas praticassem a poligamia, não era esta o propósito de Deus para eles, nem lhes ordenou que adotassem esta prática. Quando primeiro instituiu o matrimônio, Deus deu a Adão apenas uma esposa. E por isso foi que Jesus disse trais tarde a respeito do costume judaico da poligamia e do divórcio: ‘Não lestes que quem os criou fê-los no princípio macho e fêmea, e disse: “Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e serão os dois uma só carne”? Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus juntou, não o separe o homem.’ Disseram-lhe: ‘Por que, então, prescreveu Moisés que se desse certificado de repúdio e que se divorciasse dela’ Ele lhes disse: ‘Moisés, em consideração da dureza de vossos corações, vos fez a concessão de vos divorciardes de vossas esposas, mas não foi assim desde o princípio. Eu vos digo que qualquer que se divorciar de sua esposa, a não ser por motivo de fornicação, e casar com outra, comete adultério.’ — Mat. 19:4-9, NM.
7. (a) Com quem somente pode o homem ou a mulher ter relações sexuais? (b) Qual é a única base para o divórcio que permite um novo casamento?
7 Os princípios bíblicos em relação ao matrimônio são realmente muito simples. O cristão pode ter apenas uma esposa viva, e a cristã pode ter apenas um marido vivo. O homem pode ter relações sexuais apenas com sua esposa e não com outra mulher; a esposa pode ter relações sexuais apenas com seu marido e não com outro homem. Os dois tornaram-se uma só carne. Quando um dos cônjuges morre, então, naturalmente, termina o matrimônio, e o cônjuge sobrevivente pode casar-se novamente. (Rom. 7:2, 3) Mas, enquanto ambos vivem, a única base bíblica para o divórcio que admite um novo casamento é a violação das limitações do matrimônio quer pelo homem, quer pela mulher, por causa de relações sexuais com outra pessoa, tornando-se assim uma só carne com aquela outra pessoa, cometendo adultério. Quando a pessoa casada tem relações sexuais com outra pessoa que não seja seu cônjuge, viola e profana a lei de Deus referente ao matrimônio. (Heb. 13:4) A Bíblia não permite que o matrimônio seja terminado por um divórcio por qualquer outra razão, tal como a incapacidade de ter filhos, a diferença de religião, doença ou enfermidade crônica, crueldade, e assim por diante. Quando alguém obtém um divórcio por quaisquer destas razões mencionadas, não está biblicamente livre para se casar de novo e estaria cometendo adultério se o fizesse.
8. Que proceder deve ser seguido por pessoas não casadas ou pelos noivos?
8 Visto que as relações sexuais são permitidas apenas no estado casado, significa que as pessoas não casadas não as podem ter. Os que concordaram em casar-se, isto é, os que são noivos, precisam, portanto, cuidar de sua conduta e exercer a devida restrição, esperando até depois do casamento para entrarem na relação íntima que cabe de direito apenas aos casados. Qualquer relação sexual imprópria da parte de pessoas não casadas ou solteiras é fornicação e é condenado por Jeová Deus. Foi por isso que Paulo escreveu aos efésios que deram as costas ao velho mundo e ao proceder dele: “Não sejam nem mencionadas entre vós fornicação e impureza de toda espécie . . . Pois sabeis isto, . . . que nenhum fornicário, nem pessoa impura, nem pessoa gananciosa — o que significa ser idólatra — tem qualquer herança no reino do Cristo e de Deus.” — Efé. 5:3-5, NM.
9. Qual tem sido o resultado da falta de respeito que há neste mundo pelos princípios de Deus quanto ao matrimônio? Como se mantém a sociedade do Novo Mundo Isenta de práticas erradas?
9 A falta de respeito mostrada por este velho mundo para com os princípios justos de Deus, que governam o matrimônio, tem levado a toda espécie de dificuldades: matrimônios rompidos, lares desfeitos e filhos tornando-se maus por causa da falta de cuidado, do treinamento e do exemplo por parte dos pais. Os que desejam ver a vida no novo mundo de Deus, onde o matrimônio existirá apenas em harmonia com a lei divina, não podem copiar o proceder pervertido deste mundo em tais assuntos. Mesmo agora, enquanto ainda vivem neste mundo, os que vivem para o novo mundo precisam seguir os princípios de Jeová referentes ao matrimônio e ao comportamento moral. Por isso é direito e correto que as congregações cristãs estejam alertas para manter limpa a associação, expulsando do seu meio os que deliberadamente praticam tais atos errados. — 1 Cor. 5:11, 13; 6:9, 10.
10. Por que é correto registrar legalmente o matrimônio?
10 Por causa da seriedade do matrimônio e para protegê-lo contra qualquer abuso dos seus direitos e privilégios, é correto que o casamento entre homem e mulher seja devidamente registrado e reconhecido pela comunidade. Na maioria dos países, o casamento precisa ser registrado junto às autoridades locais do governo e se torna assim oficialmente reconhecido, recebendo o casal uma certidão de casamento.
11. Qual é a base para um matrimônio bem sucedido, e que mudanças podem tornar-se necessárias se a família há de viver junta em harmonia com os princípios bíblicos?
11 A base para um matrimônio bem sucedido é o amor e não a satisfação egoísta da paixão carnal. Em algumas comunidades tem sido costume os homens desprezarem as mulheres como sendo muito inferiores a eles, mesmo ao ponto de se considerar a mulher como alguma propriedade, em vez de como ajudadora e companheira. Em tais circunstâncias não há participação comum na vida, assim como Deus intencionou o casamento. Conformar-se aos requisitos da vida do Novo Mundo significa uma mudança completa na atitude para com o matrimônio e as responsabilidades para com o cônjuge. O marido precisa reconhecer que sua esposa não é apenas uma escrava ou criada. Ela também pode receber de Jeová Deus as mesmas bênçãos de vida que ele, e a adoração e o serviço dela são igualmente aceitáveis e agradáveis a Jeová. Quando tanto o homem como sua mulher começam a aprender a esperança do Novo Mundo, eles têm algo para partilhar, algo em que podem cooperar juntos. O homem animará a sua mulher, falará com ela sobre as suas esperanças e sua obra cristã. Em vez de negligenciar a sua esposa, para estar com seus amigos mundanos, o homem verá a necessidade de aprender a conviver com sua esposa e seus filhos como família, treinando-os em casa a estudar a Bíblia e na adoração verdadeira de Deus. A mulher, por outro lado, mostrará amor e o devido respeito por seu marido, cooperando com ele na criação dos filhos na “disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”. Deste modo, o marido, a esposa e os filhos sentem-se atraídos em amor e compreensão, em bondade e espontaneidade, vivendo e trabalhando juntos para o novo mundo. — Efé. 5:22, 23, 28, 33; 6:l-4, NM.
12. Por que é necessário que os cristãos, hoje, travem “uma luta árdua pela fé”?
12 Hoje em dia praticam-se toda espécie de imoralidades neste mundo iníquo: relações sexuais licenciosas entre jovens solteiros, homens e mulheres casados tendo relações sexuais com outros, e há casos em que os casados até concordam em trocar de esposa e de marido para saciar seus desejos egoístas. As mentes de alguns são tão pervertidas, que procuram induzir os outros a tais práticas erradas sob o manto de falso ensino religioso. Todas estas coisas são perversas e violam os princípios divinos do matrimônio. Não é de admirar-se, então, que o apóstolo escrevesse que tais “estão mentalmente em escuridão e alienados da vida que pertence a Deus . . . Tendo ficado além de qualquer senso moral, entregaram-se a conduta desenfreada, para cometerem com avidez toda espécie de imundície”. (Efé. 4:18, 19, NM) E o discípulo Judas avisou o povo de Deus de que tais homens até se ‘introduziriam furtivamente’, “homens ímpios, que convertem a benignidade imerecida de nosso Deus em desculpa para conduta desenfreada”. E, por isso, Judas admoestou os cristãos a quem escreveu a que travassem “uma luta árdua pela fé. — Jud. 3, 4.
13. Descreva as condições existentes na terra quando a iniqüidade tiver sido completamente eliminada.
13 Quão bendito será o tempo quando a terra estiver de uma vez para sempre livre de tais transgressões; quando a honestidade, a integridade e a retidão estiverem florescendo, e quando não houver mais o mentir, o roubar e o enganar; quando as pessoas tratarem entre si com confiança, não com dúvida e suspeita; quando, em vez dos sons ríspidos da ira, da briga e da linguagem abusiva houver um ambiente calmo e feliz de amor, bondade e consideração; quando a vida em família florescer em pureza moral e os filhos forem criados com afeição e treinamento sadio, para usufruírem as bênçãos duma terra paradísica! Que mudança isto será, em contraste com o mundo atual! Descrevendo esse tempo, Apocalipse 21:3, 4 (ALA) declara: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras cousas passaram.”
14, 15. (a) Por que é sábio escolher viver agora para o novo mundo da promessa de Deus? (b) Se desejarmos viver para o novo mundo, a que ordens devemos obedecer, conforme declaradas por Pedro e Paulo?
14 Não deseja viver em tal mundo? Se desejar, então desejará também começar agora a viver para este novo mundo. Que proveito há em dedicarmos todo o nosso tempo e energias às coisas deste velho mundo? O sábio Salomão respondeu àquela pergunta: “Que mais tem o homem de todo o seu trabalho, e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol? Porque todos os seus dias são dores, e a sua ocupação é desgosto; até de noite não descansa o seu coração: também isto é vaidade.” (Ecl. 2:22, 23, Al) Viver para o novo mundo não resulta em vaidade, mas traz a recompensa da vida eterna em verdadeiro contentamento e felicidade.
15 O tempo que nos sobra para nos desviarmos do modo de vida das nações e vivermos em harmonia com os princípios justos do novo mundo é muito curto. Quanto àquele que deseja adotar tal proceder, o apóstolo Pedro escreve que deve viver, “no tempo que ainda lhe resta na carne, não mais para os desejos dos homens, mas para a vontade de Deus”. Esta é uma ordem bem positiva, mas quantos a cumprem? Pergunte-se a si mesmo: Cumpro eu esta ordem? O apóstolo dá ênfase adicional à sua ordem por dizer: “Porque já basta o tempo passado em que tendes feito a vontade das nações.” Este é exatamente o argumento que Paulo apresentou na sua carta aos efésios: “Mantende estrita vigilância quanto a como andais, para que não sejais como pessoas insensatas, mas como sábias, comprando o tempo oportuno para vós mesmos, porque os dias são iníquos. Por esta razão, deixai de ser desarrazoados, mas continuai a perceber qual é a vontade de Jeová.” — 1 Ped. 4:2, 3; Efé. 5:15-17, NM.
COMO FAZER A MUDANÇA PARA A VIDA DO NOVO MUNDO
16. Como somente podemos aprender a viver para o novo mundo e continuar a fazer isso?
16 Não podemos em nossas próprias forças fazer esta mudança da vida do velho mundo para a vida do Novo Mundo. O apóstolo avisa que temos um grande adversário, Satanás, o Diabo, o qual, junto com os seus iníquos espíritos demoníacos, engana as nações e se esforça em fazer que todos façam o mal, não o que é bom. Para vencermos todos os seus enganos e laços, precisamos mais do que apenas um desejo, da nossa parte, de fazer o que é direito. Precisamos da ajuda de Jeová, e esta ele fornece gratuitamente aos que realmente desejam adorá-lo e servir-lhe: Ele provê conhecimento acurado por meio de sua Palavra, a Bíblia, e por estudarmos a Bíblia, chegamos a compreender a Sua vontade e o seu propósito. Por intermédio do seu espírito santo, que é a invisível força ativa de Deus, ele nos fortalece e nos dá o poder para fazermos a sua vontade. Por meio da sua organização visível entre as sua fiéis testemunhas na terra; ele nos orienta e dirige no uso prático do conhecimento adquirido e nos une com outros que agora vivem para o novo mundo. Pelo estudo diligente da Palavra de Deus, buscando a ajuda do espírito santo e de Sua organização, podemos revestir-nos “da completa armadura de Deus”, resistindo assim à influência perversa de Satanás e do seu mundo mau. — Efé. 6:10-18, NM.
17. (a) Isenta-nos de todas as obrigações para com o atual sistema de coisas o fato de vivermos agora para o novo mundo? (b) Quais são algumas das maneiras em que cumprimos a ordem de Jesus, em Mateus 22:21, de ‘pagar de volta a César as coisas de César’? (c) Como damos “a Deus as coisas de Deus”?
17 Nosso viver para o novo mundo não significa que estejamos automaticamente livres de quaisquer obrigações para com o atual arranjo dos homens neste mundo. O cristão recebe muitos benefícios dos serviços prestados pelos governos humanos. Por exemplo, há leis para impedir que os perversos prejudiquem os outros e causem dano à sua propriedade, e a polícia está aí para aplicar estas leis e proteger o povo contra os criminosos e manter de outro modo a ordem na comunidade. Provêem-se hospitais, escolas e outros serviços que beneficiam a todos. Por causa de tais serviços, os governos exigem o pagamento de impostos. Os cristãos são pacíficos, obedientes às leis, e pagam seus impostos. Não procuram enganar os governos deste mundo no que é do direito deles. Seguem o princípio especificado em Mateus 22:21 (NM): “Pagai, pois, de volta a César as coisas de César.” Em harmonia com este princípio, por exemplo, as testemunhas de Jeová cumprem as leis que regulam a adquisição de propriedade para a construção de Salões do Reino, ou para a realização de assembléias grandes e ordeiras. No entanto, não transigem por pagar a César aquilo que realmente pertence a Deus, mas pagam de volta “a Deus as coisas de Deus”. É por isso que se apegam à ordem bíblica de pregar as boas novas do reino de Deus mesmo quando os governos comunistas ou totalitários procuram proibir-lhes isso, e não violam a sua neutralidade cristã, não se envolvendo, por isso, nas disputas internacionais ou inter-raciais deste velho mundo. Acima de tudo, dão a sua adoração exclusivamente a Deus,
-
-
Vindicado o registro bíblico da criaçãoA Sentinela — 1960 | 1.° de novembro
-
-
Vindicado o registro bíblico da criação
No periódico Förkunnaren, que significa Publicador, isto é, publicador da Palavra de Deus, o astrônomo Arvid Ljunghall, doutor em filosofia, publicou um artigo interessante sobre a ciência natural e o registro bíblico da criação. Ele conclui: “Pode-se dizer, então, que o evento novo, que marca época dum ponto de vista cristão, é que se encontrou evidência praticamente irrefutável de que o nosso mundo é de idade limitada, que houve um tempo em que o universo e a matéria não existiram, e que por esta razão deve ter havido uma criação. Vemo-nos assim confrontados pelo fato notável de que o relato bíblico da criação, que costumava ser tão anticientifico, tão estranho para o pensamento cientifico, no inicio de nosso século, está agora plenamente em harmonia com a idéia moderna do universo.” “Quem quiser ser sincero para com o cristianismo e começar na base de que há um Deus, que é o Criador de tudo, não precisa crer contrário a toda a razão, contrário a todo o bom senso e à investigação cientifica. Sua crença está plenamente de acordo com a idéia que a ciência tem hoje sobre o universo.” — Svenska Dagbladet, 16 de dezembro de 1958.
-
-
A queima de seu fetiche converte um africanoA Sentinela — 1960 | 1.° de novembro
-
-
A queima de seu fetiche converte um africano
● Foi em fevereiro que alguns ministros cristãos visitaram certa pessoa de boa vontade que é chefe duma sociedade de “juju” (fetiches) e ardoroso crente no poder dos fetiches. Chamaram-lhe a atenção ao que a Bíblia registra sobre os adoradores de Baal nos tempos passados e o que ela diz sobre Jeová ser o único Dador de vida. Depois de prestar bem atenção a tudo o que as testemunhas tinham a dizer, este adorador de fetiches disse que, se os ministros pudessem provar que tinham poder sobre o seu “juju”, ele chegaria a crer. Portanto, numa data marcada, as testemunhas reuniram-se e convidaram todos os aldeanos a ver o que aconteceria. Primeiro fez-se uma conferência bíblica e depois se queimou publicamente o ídolo “juju”. Pela benignidade imerecida de Jeová, não só aquele líder do culto de fetiches tornou-se testemunha de Jeová, mas ele conseguiu interessar também outra pessoa de boa vontade na verdadeira adoração. Ambos foram recentemente batizados numa assembléia das testemunhas de Jeová.
-