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Estudo número 7 — A Bíblia nos tempos modernos“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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Sociedade Torre de Vigia, dos EUA, entraram diretamente no campo de publicar e distribuir a Bíblia. Já se haviam adquirido os direitos de impressão de Joseph B. Rotherham, tradutor britânico da Bíblia, para editar nos Estados Unidos a segunda edição de seu Novo Testamento. No frontispício dos exemplares dessa Bíblia aparecia o nome da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, Allegheny, Pensilvânia, sendo que a sede mundial da Sociedade se localizava ali naquela época. Em 1901, fizeram-se arranjos para uma impressão especial da Holman Linear Bible, contendo notas explanatórias marginais, colhidas das publicações da Sociedade de 1895 a 1901. O próprio texto bíblico apresentava a Versão Rei Jaime e a Versão Revisada das Escrituras Hebraicas e Gregas. Até 1903, a edição inteira de 5.000 exemplares tinha sido distribuída.
10. De que versão das Escrituras Gregas a Sociedade se tornou editora em 1902?
10 The Emphatic Diaglott. Em 1902, a Sociedade Torre de Vigia, dos EUA, veio a ser detentora dos direitos autorais, a única a editar e distribuir a The Emphatic Diaglott. Essa versão das Escrituras Gregas Cristãs foi preparada por Benjamin Wilson, tradutor da Bíblia, nascido na Inglaterra, radicado em Geneva, Illinois, EUA. Foi terminada em 1864. Usou-se o texto grego de J. J. Griesbach, com uma tradução interlinear literal em inglês e a versão do próprio Wilson à direita, usando sinais especiais de ênfase.
11. Quando publicou a Sociedade a “Edição dos Estudantes da Bíblia”, e o que essa continha?
11 A Edição dos Estudantes da Bíblia. Em 1907, a Sociedade Torre de Vigia, dos EUA, publicou uma versão intitulada “Edição dos Estudantes da Bíblia”. Essa obra continha um texto bem legível da Versão Rei Jaime da Bíblia e incluía excelentes notas marginais, junto com um valioso apêndice elaborado pelas Testemunhas de Jeová. O apêndice, que posteriormente foi ampliado para mais de 550 páginas, foi chamado de “Manual dos Instrutores Bereanos da Bíblia” e foi publicado também em forma de livro separado. Esse continha breves comentários sobre muitos versículos da Bíblia, com referências à revista A Sentinela e aos compêndios da Sociedade, e um resumo de tópicos doutrinais com textos básicos para facilitar as apresentações a outros. Isso era similar em forma à publicação posterior da Sociedade, “Certificai-vos de Todas as Coisas”. Achavam-se incluídos também um índice de tópicos, explicação de textos difíceis, uma lista de passagens espúrias, um índice bíblico, uma cronologia comparativa e 12 mapas. Essa excelente Bíblia foi útil às Testemunhas de Jeová por décadas em sua obra de pregação pública.
UMA SOCIEDADE IMPRESSORA DA BÍBLIA
12. Quando entrou a Sociedade no campo de impressão da Bíblia?
12 Por 30 anos, a Sociedade Torre de Vigia dos EUA contratara firmas de fora para imprimir suas Bíblias. Contudo, em dezembro de 1926, The Emphatic Diaglott tornou-se a primeira versão da Bíblia a ser impressa nas prensas da Sociedade em Brooklyn, Nova Iorque. A impressão dessa edição das Escrituras Gregas Cristãs estimulou a esperança de que a Bíblia completa seria algum dia impressa nas prensas da Sociedade.
13. (a) Qual foi a primeira Bíblia completa impressa pela Sociedade, e quando foi lançada? (b) Que ajudas continha essa?
13 A Versão Rei Jaime. A Segunda Guerra Mundial sublinhou a necessidade de se publicar independentemente a Bíblia. Enquanto o conflito global estava no seu apogeu, a Sociedade conseguiu comprar chapas da inteira Versão Rei Jaime da Bíblia. Foi em 18 de setembro de 1942, na Assembléia Teocrática do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová, tendo como cidade-chave Cleveland, Ohio, que o presidente da Sociedade falou sob o tema: “Apresentando ‘a Espada do Espírito’.” Como clímax desse discurso, ele lançou a primeira Bíblia completa impressa na gráfica da Sociedade Torre de Vigia de Brooklyn. Em seu apêndice, fornecia uma lista de nomes próprios com seus significados, uma “Concordância de Palavras e Expressões Bíblicas” especialmente elaborada, e outras ajudas. Colocaram-se títulos corridos apropriados no alto de cada página. Por exemplo, “Voto fervoroso de Jefté” substituiu o tradicional “Voto precipitado de Jefté”, em Juízes 11, e “Existência pré-humana e nascimento humano da Palavra de Deus” aparecia em João, capítulo 1.
14. Que tradução aprimorada da Bíblia foi impressa pela Sociedade em 1944, e que características contém esta Bíblia?
14 A Versão Padrão Americana. Outra importante tradução da Bíblia é a Versão Padrão Americana, de 1901. Esta tem a mui elogiável característica de verter o nome de Deus como “Jeová” aproximadamente 7.000 vezes nas Escrituras Hebraicas. Após longas negociações, a Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) conseguiu comprar, em 1944, o uso de chapas da inteira Versão Padrão Americana da Bíblia para imprimir em suas próprias prensas. Em 10 de agosto de 1944, em Búfalo, Nova Iorque, a cidade-chave das 17 assembléias simultâneas das Testemunhas de Jeová, ligadas por meio de linhas telefônicas particulares, o presidente da Sociedade deleitou a grande assistência ao lançar a edição da Torre de Vigia da Versão Padrão Americana. O apêndice inclui a utilíssima e ampliada “Concordância de Palavras, Nomes e Expressões Bíblicos”. Uma edição de bolso da mesma Bíblia foi publicada em 1958.
15. Que tradução foi produzida pela Sociedade em 1972?
15 The Bible in Living English. Em 1972, a Sociedade Torre de Vigia dos EUA produziu a versão The Bible in Living English, do falecido Steven T. Byington. Ela verte uniformemente o nome divino como “Jehovah” (“Jeová”).
16. Em que obra dupla estão assim empenhadas as Testemunhas de Jeová?
16 Assim, as Testemunhas de Jeová não estão apenas pregando as boas novas do Reino estabelecido de Deus em mais de 200 países e ilhas ao redor da terra, mas elas se tornaram também uma sociedade impressora e editora, em grande escala, do inestimável Livro que contém a mensagem do Reino, as Escrituras Sagradas inspiradas por Jeová Deus.
A TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO DAS ESCRITURAS SAGRADAS
17. (a) Como têm sido úteis as muitas versões da Bíblia, e, contudo, que falhas contêm? (b) O que vinha procurando, desde 1946, o presidente da Sociedade Torre de Vigia?
17 As Testemunhas de Jeová reconhecem a sua dívida para com todas as muitas versões da Bíblia que elas têm usado no estudo da verdade da Palavra de Deus. Entretanto, todas essas traduções, mesmo as mais recentes, têm suas falhas. Existem incoerências ou trechos insatisfatórios, que estão contaminados por tradições sectárias ou filosofias mundanas, e, portanto, não estão em plena harmonia com as verdades sagradas que Jeová registrou em sua Palavra. Especialmente desde 1946, o presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados estava à procura de uma tradução fiel das Escrituras, feita a partir dos idiomas originais — uma tradução tão compreensível aos leitores modernos como os escritos originais o eram às pessoas comuns e inteligentes da própria época da escrita da Bíblia.
18. Como a Sociedade veio a ser a editora e a impressora da Tradução do Novo Mundo?
18 Em 3 de setembro de 1949, na sede da Sociedade em Brooklyn, o presidente anunciou ao Conselho de Diretores a existência da Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia, e que ela havia concluído uma tradução moderna das Escrituras Gregas Cristãs, em inglês. Leu-se o documento da comissão, pelo qual essa cedia a posse, controle e publicação do manuscrito da tradução à Sociedade, em reconhecimento do trabalho não-sectário da Sociedade na obra de promoção da educação bíblica em toda a terra. Leram-se também trechos do manuscrito, como amostra da natureza e da qualidade da tradução. Os diretores aceitaram unanimemente a doação dessa tradução, e fizeram-se arranjos para a sua imediata impressão. A composição tipográfica começou em 29 de setembro de 1949, e em meados de 1950, dezenas de milhares de exemplares encadernados estavam prontos.
19. (a) Em que etapas foi publicada a Tradução do Novo Mundo? (b) Que esforços foram feitos para se preparar esses volumes?
19 Lançamento por Etapas da Tradução do Novo Mundo. Foi na quarta-feira, 2 de agosto de 1950, no quarto dia da assembléia internacional no Estádio Ianque, Nova Iorque, que uma assistência totalmente surpreendida de 82.075 Testemunhas de Jeová acolheu entusiasticamente o lançamento da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, em inglês. Encorajada pela recepção entusiástica inicial, bem como por expressões posteriores de apreço pelos méritos da tradução, a Comissão empreendeu a seguir a extensiva obra de traduzir as Escrituras Hebraicas. Estas foram publicadas em cinco volumes adicionais, lançados sucessivamente de 1953 a 1960. O conjunto de seis volumes formava uma coleção da Bíblia inteira, em inglês moderno. Cada volume continha também ajudas valiosas para o estudo da Bíblia. Um vasto depósito de informação bíblica estava assim disponível para o estudante contemporâneo da Bíblia. Fez-se diligente esforço de recorrer a toda fonte confiável de informação textual, a fim de que a Tradução do Novo Mundo expressasse clara e acuradamente a poderosa mensagem das inspiradas Escrituras originais.
20. Que valiosas ajudas continha a primeira edição da Tradução do Novo Mundo (em inglês) (a) nas suas notas, (b) nas referências marginais e (c) nos prefácios e apêndices?
20 Entre as ajudas ao estudo da Bíblia que apareciam na primeira edição da Tradução do Novo Mundo (em inglês), em seis volumes, estava a inestimável coleção de notas textuais, que davam a base para a maneira de se verter textos específicos. Tornaram-se disponíveis poderosos argumentos em defesa das Escrituras, por meio dessas notas. Incluiu-se também um valioso sistema de referências remissivas. Estas referências de importantes palavras doutrinais foram elaboradas para conduzir o estudante a uma série de textos-chaves sobre o assunto. Havia numerosas referências cruzadas nas margens das páginas. Essas dirigiam o leitor a: (a) palavras paralelas, (b) pensamentos, idéias e eventos paralelos, (c) informações biográficas, (d) informações geográficas, (e) cumprimento de profecias e (f) citações diretas que apareciam em outras partes, ou tiradas de outras partes, da Bíblia. Havia também nos volumes importantes prefácios, ilustrações de alguns manuscritos antigos, apêndices e índices úteis e mapas de terras e localidades bíblicas. A primeira edição da Tradução do Novo Mundo fornecia uma mina de ouro para o estudo pessoal da Bíblia, bem como para as Testemunhas de Jeová ensinarem de forma proveitosa as pessoas sinceras. Uma edição especial do estudante, publicada em um único volume, foi lançada mais tarde, com uma tiragem de 150.000 exemplares, em 30 de junho de 1963, na abertura do Congresso “Boas Novas Eternas” das Testemunhas de Jeová em Milwaukee, Wisconsin, EUA.
21. (a) Quais foram as circunstâncias do lançamento da Tradução do Novo Mundo revisada? (b) Quais eram algumas de suas características?
21 Edição Revisada de um Único Volume. Em meados de 1961, em uma série de assembléias das Testemunhas de Jeová, realizadas nos Estados Unidos e na Europa, lançou-se para distribuição uma edição revisada, de fácil manuseio, em um só volume, da completa Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (em inglês; em português, 1967). Foi aceita com alegria pelas centenas de milhares que assistiram a essas assembléias. Encadernada com capa verde, continha 1.472 páginas e possuía uma excelente concordância, um apêndice de tópicos bíblicos e mapas.
22, 23. Que edições adicionais foram lançadas, e quais são algumas de suas características?
22 Edições Posteriores. Em 1969 foi lançada A Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas, sendo que uma segunda edição foi publicada em 1985. Essa obra contém uma tradução literal para o inglês do texto grego editado por Westcott e Hort, bem como a versão para o inglês contemporâneo da edição de 1984 da Tradução do Novo Mundo. Revela-se assim ao estudante sério da Bíblia o que o grego original básica ou literalmente diz.
23 Lançou-se uma segunda revisão da Tradução do Novo Mundo em 1970, e, em seguida, uma terceira, com notas, em 1971 (em inglês). Nos Congressos de Distrito das Testemunhas de Jeová “Aumento do Reino”, realizados em 1984, foi lançada uma revisão da edição com referências, em inglês. Esta inclui uma atualização e revisão completas das notas marginais (cruzadas) que foram inicialmente apresentadas, em inglês, de 1950 a 1960. Elaborada para o estudante sério da Bíblia, contém mais de 125.000 referências marginais, mais de 11.000 notas, uma concordância extensiva, mapas, e 43 artigos no apêndice. Tornou-se disponível em 1984 (em inglês; 1987, em português), também, uma edição de tamanho normal da revisão de 1984 (em inglês; 1986, em português), com referências marginais mas sem as notas.
24. (a) Quais são algumas das vantagens tanto da edição normal como da com referências? (b) Ilustre o uso dos títulos corridos.
24 Algumas Vantagens. A fim de ajudar o leitor na rápida localização de qualquer matéria desejada, tanto a edição de tamanho normal como a com referências contêm títulos corridos, cuidadosamente preparados, no alto de cada página. Esses títulos corridos descrevem a matéria logo abaixo, e são especialmente elaborados para ajudar o publicador do Reino a localizar, rapidamente, textos para responder perguntas que lhe possam ser propostas. Por exemplo, ele talvez esteja procurando conselhos sobre o treinamento de filhos. Abrindo na página 864 (edição normal), em Provérbios, vê a primeira frase-chave, “Bom nome”. Visto que essa é a primeira frase do título, isso indica que o assunto aparecerá logo no início da página, e é onde ele o encontra, em Provérbios 22:1. O texto identificado pela segunda parte do título, “Educar rapaz”, ele encontra pouco depois do meio da primeira coluna, no versículo 6. O próximo elemento do título corrido reza: “Não poupar vara.” Essa matéria se acha próximo ao meio da segunda coluna, no versículo 15. Esses títulos corridos no alto das páginas podem ser de grande ajuda ao publicador do Reino que conhece a localização geral de textos que esteja procurando. Eles podem franquear a Bíblia para pronto uso.
25. Que concordância é fornecida, e para que fins práticos pode ser usada?
25 Na parte final dessa Bíblia, tanto da edição normal como da de referências, há uma seção chamada “Índice de Palavras Bíblicas”. Ali são encontradas milhares de palavras bíblicas importantes, junto com linhas do contexto. Tornou-se disponível, assim, uma concordância, que inclui um amplo leque de palavras novas, descritivas, usadas no texto. Para os acostumados com a forma de traduzir da versão Almeida, fornece-se ajuda por se fazer transições de palavras bíblicas do português antigo para os termos bíblicos mais modernos. Tome, por exemplo, a palavra “graça” na versão Almeida. Ela é alistada no índice, remetendo o estudante para “benignidade imerecida”, a expressão atualizada usada na nova tradução. O índice de palavras torna possível localizar textos bíblicos sobre os principais assuntos doutrinais, tais como “alma” ou “resgate”, fornecendo base para estudo pormenorizado diretamente de textos da Bíblia. O publicador do Reino a quem se pedir para falar sobre qualquer um desses assuntos importantes poderá de imediato usar os trechos do contexto, fornecidos nessa concordância. Adicionalmente, as principais citações de destacados nomes próprios são alistadas, o que inclui lugares geográficos bem como personagens bíblicos preeminentes. Presta-se, assim, inestimável ajuda a todos os estudantes da Bíblia que usam essa tradução.
26. Ilustre uma das maneiras em que o apêndice da Tradução do Novo Mundo é de ajuda.
26 Um apêndice erudito oferece informações adicionais precisas, úteis para o ensino. Os artigos do apêndice estão ordenados de uma maneira tal que podem ser usados como ajuda na explicação de doutrinas bíblicas básicas e assuntos relacionados. Por exemplo, ao tratar de “alma”, o apêndice, debaixo de oito subtópicos diferentes, alista textos bíblicos que mostram as várias maneiras em que a palavra “alma” (em hebraico, né·fesh) é usada. Forneceram-se, também, diagramas e mapas nos artigos do apêndice. A Bíblia com Referências contém um apêndice mais extensivo bem como valiosas notas, que suprem importantes informações textuais de maneira simples. Assim, a Tradução do Novo Mundo é notável pelo leque de vantagens que fornece ao colocar o conhecimento exato à pronta disposição de seus leitores.
27. É a Tradução do Novo Mundo simplesmente uma revisão de traduções anteriores, e que aspectos dela apóiam sua resposta?
27 Uma Tradução Nova. A Tradução do Novo Mundo é uma tradução nova dos idiomas bíblicos originais, hebraico, aramaico e grego. Não é de forma alguma uma revisão de outra tradução, tampouco imita outra versão qualquer quanto a estilo, vocabulário ou ritmo. Para a seção hebraico-aramaica, usou-se o aprimorado e universalmente aceito texto da Biblia Hebraica, de Rudolf Kittel, 7.ª, 8.ª e 9.ª edições (1951-55). Uma nova edição do texto hebraico conhecido como Biblia Hebraica Stuttgartensia, de 1977, foi usada para atualizar as informações apresentadas nas notas da Tradução do Novo Mundo — Com Referências. A seção grega foi traduzida principalmente do texto padrão grego preparado por Westcott e Hort, publicado em 1881. Contudo, a Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia consultou também outros textos em grego, o que inclui o texto de Nestle (1948). Apresentam-se, nos Estudos 5 e 6 desse livro, descrições desses excelentes textos padrões. A comissão de tradução fez uma tradução vigorosa e precisa da Bíblia, e isso resultou num texto claro e vivo, abrindo o caminho para um entendimento mais profundo e satisfatório da Palavra de Deus.
28. Qual a avaliação de um crítico sobre essa tradução?
28 Note a avaliação de certo crítico sobre esta tradução: “São pouquíssimas as traduções das Escrituras Hebraicas vertidas do idioma original para o inglês. Portanto, dá-nos muita satisfação acolher a publicação da primeira parte da Tradução do Novo Mundo [das Escrituras Hebraicas], de Gênesis a Rute. . . . Esta versão fez evidentemente esforço especial de ser muitíssimo fácil de ler. Ninguém poderia dizer que é deficiente na sua novidade e originalidade. A sua terminologia não se baseia de forma alguma na de versões anteriores.”b
29. Como avaliou um hebraísta a Tradução do Novo Mundo?
29 Em uma entrevista com um representante da Sociedade Torre de Vigia, o hebraísta e professor universitário Dr. Benjamin Kedar, de Israel, avaliou a Tradução do Novo Mundo da seguinte maneira: “Em minha pesquisa lingüística em conexão com a Bíblia hebraica e suas traduções, não raro eu consulto a edição em inglês do que é conhecido como Tradução do Novo Mundo. Ao fazer assim, confirmo repetidamente meu conceito de que essa obra reflete um esforço honesto de obter uma compreensão do texto tão precisa quanto é possível. Dando evidência de amplo domínio da língua original, verte inteligivelmente as palavras originais para um segundo idioma sem se desviar desnecessariamente da estrutura específica do hebraico. . . . Toda declaração lingüística permite certa latitude de interpretação ou de tradução. Assim, a solução lingüística em qualquer dado caso pode ser discutida. Mas, eu nunca descobri na Tradução do Novo Mundo intento preconceituoso de dar ao texto uma interpretação que este não contenha.”c
30. Até que ponto é literal a Tradução do Novo Mundo, e com que benefício?
30 Uma Tradução Literal. Sendo literal, demonstra-se também fidelidade no que diz respeito à tradução. Isso exige uma correspondência quase palavra por palavra entre a forma de traduzir para o inglês e os textos hebraico e grego, onde o idioma inglês moderno permita. Na apresentação do texto no idioma para o qual está sendo traduzido, deve-se ser tão literal quanto a estrutura do idioma do tradutor permita. Ademais, ser literal requer que se dê atenção à ordem das palavras do hebraico e do grego, preservando assim a ênfase original. Mediante a tradução literal, pode-se transmitir de forma precisa o sabor, o colorido e o ritmo dos escritos originais.
31. Como devem ser considerados ocasionais desvios da tradução literal do texto?
31 Houve desvios ocasionais do texto literal com o fim de transmitir, em termos inteligíveis, as difíceis expressões idiomáticas do hebraico ou do grego. Contudo, na edição com referências da Tradução do Novo Mundo, chama-se a atenção do leitor a esses desvios por meio de notas que dão a tradução literal.
32. (a) O que resultou de se abandonar a tradução literal? (b) Ilustre isso.
32 Muitos tradutores da Bíblia abandonaram a tradução literal em favor do que eles consideram linguagem e forma elegantes. Argumentam que a forma literal de tradução é inexpressiva, rígida e restrita. Contudo, abandonarem a tradução literal ocasionou, pela introdução de paráfrases e interpretações, muitos desvios das precisas declarações originais da verdade. Eles têm, na realidade, diluído os próprios pensamentos de Deus. Por exemplo, o decano emérito de uma grande universidade americana certa vez acusou as Testemunhas de Jeová de destruir a beleza e a elegância da Bíblia. Por Bíblia ele se referia à Versão Rei Jaime, que há muito era venerada como modelo de beleza do idioma inglês. Ele disse: ‘Olhem o que os senhores fizeram ao Salmo 23. Destruíram o seu ritmo e a sua beleza por verterem “Je/ho/vah is/ my/ shep/herd” (“Jeová é o meu pastor”). Sete sílabas em vez de seis. É chocante. Fica desequilibrado. Não há ritmo. A Rei Jaime faz o certo com suas seis sílabas em equilíbrio — “The/ Lord/ is/ my/ shep/herd” (“O Senhor é o meu pastor”).’ Asseverou-se ao professor que era mais importante expressá-lo do modo como Davi, o escritor bíblico, havia feito. Usou Davi o termo genérico “Senhor” ou o nome divino? O professor admitiu que Davi usou o nome divino, mas ele ainda argumentou que, a bem da beleza e da elegância, a palavra “Senhor” estaria justificada. Que pretexto pouco convincente para remover o nome ilustre de Jeová desse salmo, composto para o Seu louvor!
33. Por que motivo devemos agradecer a Deus, e qual é a nossa esperança e oração?
33 Milhares de expressões traduzidas foram sacrificadas dessa maneira, no altar do conceito humano de beleza de linguagem, resultando em inexatidões em muitas versões da Bíblia. Os agradecimentos vão para Deus pela provisão da Tradução do Novo Mundo, com o seu texto bíblico claro e exato! Que seu grandioso nome, Jeová, seja santificado no coração de todos que a lêem!
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Estudo número 8 — Vantagens da “Tradução do Novo Mundo”“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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Estudos das Escrituras Inspiradas e de Seu Fundo Histórico
Estudo número 8 — Vantagens da “Tradução do Novo Mundo”
Consideração de sua linguagem moderna, uniformidade, cuidadosa tradução dos verbos e expressão dinâmica da inspirada Palavra de Deus.
1. (a) Que tendência corrige a Tradução do Novo Mundo, e como? (b) Em português, por que se usa Jeová em vez de Iavé ou alguma outra forma do nome?
NOS anos recentes, foram publicadas várias traduções modernas da Bíblia que muito contribuíram para ajudar os amantes da Palavra de Deus a entender prontamente o sentido dos escritos originais. Entretanto, muitas traduções eliminaram o nome divino do registro sagrado. Por outro lado, a Tradução do Novo Mundo glorifica e honra o digno nome do Deus Altíssimo reintegrando-o em seu devido lugar no texto. O nome aparece agora em 6.973 lugares na seção das Escrituras Hebraicas, bem como em 237 lugares na seção das Escrituras Gregas, um total de 7.210 ocorrências. A forma Iavé é geralmente preferida pelos hebraístas, mas não é possível saber atualmente a pronúncia correta. Assim, a forma latinizada Jeová continua a ser empregada por estar em uso há séculos e por ser a forma mais comumente aceita da tradução em português do Tetragrama, ou nome hebraico composto das quatro letras יהוה. O hebraísta R. H. Pfeiffer observou: “O que quer que possa ser dito sobre a sua duvidosa origem, ‘Jehovah’ (Jeová) é, e deve continuar sendo, a tradução correta em inglês de Iavé.”a
2. (a) Há precedentes para reintegrar o nome divino nas Escrituras Gregas Cristãs? (b) Que dúvida é assim removida?
2 A Tradução do Novo Mundo não é a primeira versão a reintegrar o nome divino nas Escrituras Gregas Cristãs. A partir de pelo menos o século 14, muitos tradutores sentiram-se obrigados a reintegrar o nome de Deus no texto, especialmente nos lugares onde os escritores das Escrituras Gregas Cristãs citam textos das Escrituras Hebraicas que contêm o nome divino. Diversas traduções das Escrituras Gregas em linguagem moderna usadas por missionários, incluindo versões africanas, asiáticas, americanas e de ilhas do Pacífico, usam o nome Jeová liberalmente, assim como fazem algumas versões de língua européia.
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