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  • Lembrando-se do grandioso criador na mocidade
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1965
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1965
w65 1/12 pp. 725-728

Lembrando-se do grandioso criador na mocidade

Conforme Narrado por Ralph Leffler

“LEMBRA-TE, agora, do teu grandioso Criador nos dias da tua mocidade, antes que comecem a vir os dias calamitosos ou cheguem os anos em que dirás: ‘Não tenho deleite neles”, admoesta a Bíblia em Eclesiastes 12:1.

Quão grato sou de que, logo no começo da vida, aprendi a fazer exatamente isso, de lembrar-me do Grandioso Criador, Jeová Deus! Isto foi o resultado das influências cristãs em meu lar e também da leitura dos escritos de Charles T. Russell, conforme publicados pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.

INFLUÊNCIAS PRIMEVAS

Nasci em 1890 e me criei até à mocidade na fazenda do meu pai, no estado norte-americano de Ohio. Meus pais eram pessoas trabalhadeiras, tementes a Deus. Desde a mocidade, mamãe era bem versada nas Escrituras, e repetidas vezes as inculcava na mente dos filhos dela.

Começando com meus anos escolares e continuando por toda a minha mocidade, obtive também grande proveito dos muitos representantes viajantes da Sociedade Torre de Vigia que foram enviados à minha cidade natal, Tiffin, para dar discursos sobre a Bíblia. Eles muito contribuíram para fixar, em minha mente jovem, a sabedoria de lembrar-me do Criador.

Durante os anos de 1896 a 1900, grande mudança ocorreu nas convicções religiosas de meus pais. Embora tivessem sido devotos luteranos, não se sentiam satisfeitos com as doutrinas ensinadas por aquela igreja. Nesta ocasião, obtiveram exemplares de livros tais como O Plano Divino das Eras, O Tempo Está Próximo, e Venha o Teu Reino, junto com muitos tratados bíblicos, publicados pela Sociedade Torre de Vigia. Leram e releram tais publicações, ao mesmo tempo ouvindo os discursos bíblicos proferidos pelos representantes viajantes da Sociedade Torre de Vigia. Logo depois, meus pais se convenceram de que ali estava a verdade da Bíblia. As informações por eles recebidas eram sensatas, razoáveis, satisfazendo a alma. Não queriam mais nada que ver com as doutrinas falsas do fogo eterno do inferno para os iníquos, a imortalidade da alma humana e o mito de três em um só da trindade! Ao invés, aprenderam que Jeová Deus, o Criador, tem bênçãos maravilhosas em reserva para todas as pessoas que obtêm conhecimento exato da verdade da Bíblia e obedecem a ela. Naturalmente, abandonaram de imediato a Igreja Luterana.

Ambos os pais, a mamãe em especial, não puderam reter para si mesmos estas verdades maravilhosas. Eles falavam a todos que dessem ouvidos. Mas, sua primária preocupação foi a de ensinar estas grandiosas verdades a seus filhos. Eles realmente fizeram isso. Como resultado de seu ensino, de nossa leitura da revista A Sentinela e de publicações semelhantes, e de ouvirmos a discursos bíblicos, com o passar do tempo dois de meus três irmãos, todas as quatro irmãs e eu dedicamos nossa vida ao serviço de Deus. Cada um de nós foi batizado em água.

Lembrando-me do Grandioso Criador, Jeová Deus, nos dias de minha mocidade foi grandemente estimulado por associar-me com pessoas de fé igualmente preciosa. Em Tiffin, durante aqueles primeiros anos, reunia-se regularmente um pequeno grupo de cerca de quinze de nós, duas vezes cada domingo e uma noite durante a semana. Meus pais, ou alguns de meus irmãos ou irmãs, e eu, muitas vezes viajamos em nossa carruagem de dois cavalos, ou em nossa charrete de um só cavalo, saindo da fazenda e percorrendo a viagem de ida e volta de dezesseis quilômetros, no verão e no inverno, a fim de assistir às reuniões.

Durante os anos antes da passagem do século, e muitos anos depois disso, nossos três meios principais de darmos testemunho eram pela distribuição de tratados bíblicos em frente das portas das igrejas na manhã de domingo, pela pregação de tempo integral (chamada de serviço de colportor naqueles dias), e por discursos bíblicos e públicos em salões alugados. Acompanhados de membros mais velhos de nossa congregação, comecei a distribuir tratados em frente às igrejas em Tiffin. Ocasionalmente, um clérigo ficava irado por este proceder intrépido, e dizíamos: “Só estamos catando o trigo.” — Mat. 13:24-30.

Fortalecedores da fé para mim foram aqueles evangelistas viajantes da Sociedade Torre de Vigia designados a visitar Tiffin, alguns dos quais convidamos a hospedar-se em nosso lar. Eu me lembro particularmente muito bem das visitas de J. F. Rutherford, W. E. Van Amburgh, A. H. Macmillan e H. H. Riemer. Visitaram o nosso lar, também alguns colportores. Um deles, em especial, foi muito prestimoso, ajudando-me na preparação dos deveres escolares, contando-me histórias bíblicas, e ajudando a firmar a minha fé.

OS ANOS AGITADOS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

O inverno de 1913-1914 me apanhou empenhado na obra de colportor em Washington, D. C. Na véspera do Ano Novo, a congregação de Washington realizou uma reunião. Entoaram-se cânticos e foram proferidos discursos. O ano muito esperado de 1914 havia chegado. Expectativa e admiração se apossavam de nossa mente quanto ao que traria o ano, visto que o ano era definitivamente assinalado pela cronologia bíblica como ponto decisivo da história do mundo. O último ano normal foi 1913, visto que desde aquele ano as coisas na terra já não seriam as mesmas, segundo as inspiradas profecias da Bíblia.

Exatamente conforme se esperava da profecia de Jesus, em Mateus, capítulo 24, irrompeu a guerra, primeiro em escala pequena, mas logo todo o mundo estava em chamas. A primeira guerra mundial na história do gênero humano estava sendo travada. Portanto se deu que, em 1914, os “tempos dos gentios” ou nações findaram, e começara o “tempo do fim” para este velho sistema de coisas!

O ano de 1917 presenciou os Estados Unidos envolvidos no turbilhão desta guerra. Então, surgiu a conscrição militar, e a chamada às armas. Agora, sério problema precisava de solução: Como devia eu proceder no tocante à convocação às armas? Havia três possibilidades: obedecer à convocação e portar armas; ignorar a convocação e sofrer as conseqüências; ou recusar-me a portar armas, mas aceitar o serviço não-combatente.

Na ocasião de ter de fazer a decisão, não vi claramente o princípio cristão da estrita neutralidade quanto aos conflitos entre as nações do mundo, conforme vejo agora, quarenta e oito anos depois. Anos antes, contudo, resolvera no coração jamais pegar em armas contra meu próximo, houvesse ou não houvesse guerra. A lei de Deus sobre este ponto é clara: “Todo aquele que derramar o sangue humano, terá o seu próprio sangue derramado pelo homem.” (Gên. 9:6, CBC) E, novamente, o mandamento positivo “Não matarás.” (Deu. 5:17, CBC) Não, eu não podia e não iria pegar em armas em violação das leis de Deus.

Em julho de 1918, eu estava em Camp Jackson, Carolina do Sul, E. U. A. No campo, a grande pergunta que tinha em mente era: Será que reconhecerão minha recusa de pegar em armas, e, ao invés, me concederão serviço de não-combatente? Logo soube a resposta. Fui colocado em solitária, numa pequena cela. Ocasionalmente, o capelão do campo vinha à minha cela tentar persuadir-me a mudar de idéia. Quando tentava usar minha Bíblia para refutar seus argumentos, ele não me deixava usá-la. Seu argumento favorito era que a Bíblia relata muitas guerras, e por conseguinte, eu também devia pegar em armas. Era verdade, mas Deus dirigia aquelas guerras do antigo Israel. Não eram guerras do homem como o atual conflito. Em prova, pedi-lhe que observasse que os homens, entre os alemães e seus exércitos aliados, traziam inscrições que rezavam “Gott mit uns” (Deus está conosco), e os soldados dos exércitos opostos levavam moedas que traziam a inscrição “Em Deus Confiamos”. Está Deus dividido? Está Deus guerreando contra si mesmo? ‘Não, é bem claro que esta guerra é do homem e não de Deus; não vou pegar em armas’, disse eu.

Por volta de outubro de 1918, viram minha sinceridade na posição que tomei e foi-me dado trabalho de não-combatente. Em fins de outubro, eu estava a caminho de França, chegando ali um dia antes da assinatura do armistício, em 11 de novembro. No dia seguinte, ao meio-dia, tive o prazer de ouvir alguns franceses gritarem: “Finie la guerre” (Terminou a guerra).

Seguiu-se um período de espera. Para manter os homens ocupados enquanto esperavam navegar de volta para casa, foram abertas escolas no acampamento. Fui designado a ensinar a uma turma de homens a teoria de rádio e os princípios fundamentais da eletricidade. Esta experiência achei bastante proveitosa nos anos posteriores, em relação com a obra de pregação.

Maio de 1919 me encontrou em caminho para os E. U. A. e para casa. Que deleite era trabalhar e associar-me com a congregação de Tiffin mais uma vez!

PUBLICIDADE DO REINO PELO RÁDIO

Anos depois, em 1923, enquanto me empregava no ginásio de Alliance, Ohio, E. U. A., para ensinar a teoria de rádio a uma turma de estudantes de curso superior, tive a agradável surpresa de receber uma carta do escritório do presidente da Sociedade Torre de Vigia, em Brooklyn, N. I. Abri-a bem depressa. O que poderia significar isto? eu perguntava a mim mesmo. A carta declarava em parte: “Observando que é professor de rádio . . . será que consideraria dedicar todo o seu tempo ao serviço do Senhor neste sentido!” Claramente, para mim, a mão de Jeová estava nisso. Poderia eu recusar esta oportunidade? Jamais! Em meados de outubro cheguei ao Betel de Brooklyn. Ali, o primeiro serviço que me foi dado foi de lavar a louça. Já não tinha eu agüentado demais lavar a louça no exército, pensava eu. Então, lembrei-me do texto: “O Senhor, vosso Deus, vos põe à prova para ver se o amais de todo o vosso coração e de toda a vossa alma.” (Deu. 13:3, CBC) Sim, esta é outra prova, conclui.

Depois de um mês de lavagem de louça, finalmente comecei a trabalhar com rádio. A Sociedade já obtivera um local e levantara edifícios na Ilha Staten, na cidade de Nova Iorque, para uma estação de rádio. Um transmissor composto de rádio, de 500 watts, se localizava na cidade e fora comprado para a estação. Eu instalei rapidamente a este e tudo estava pronto para a primeira transmissão na noitinha de domingo, 24 de fevereiro de 1924. WBBR eram as suas letras de prefixo. Este foi o começo de trinta anos de transmissões contínuas de programas não comerciais, sem interrupção.

Certo dia, J. F. Rutherford, o presidente da Sociedade Tôrre de Vigia, veio ao meu quarto, trazendo um mapa dos Estados Unidos. Colocando o mapa sobre a mesa, apontou com o dedo e disse: “Tenho presente localizar estações transmissoras aqui, ali, e acolá. Está disposto a ser o engenheiro de construção destas estações?” “Eu ficarei contente de fazer isso”, respondi.

Quando chegou novembro de 1924, eu estava a caminho de Chicago para trabalhar na construção de outra estação transmissora de propriedade da Sociedade. Achou-se um local próximo de Batavia, Illinois, subúrbio de Chicago. Toda construção era feita nos fins-de-semana por trabalhadores voluntários das congregações vizinhas. Em certos fins-de-semana, tantas quantos cinqüenta homens trabalhavam, carpinteiros, pedreiros, bombeiros, eletricistas, todos trabalhando zelosamente, de manhã e de tarde, como muitos castores. Instalei um transmissor de 5.000 watts, e, por volta do princípio do verão de 1925, a estação estava no ar com a mensagem do Reino. WORD (Palavra) era o seu prefixo — muito apropriado.

Depois de cinco anos de operar WORD, fui enviado a outras estações de rádio para instalar transmissores. Estas estações não eram diretamente de propriedade da Sociedade, mas eram dirigidas pelos seus representantes. Em Cleveland, Ohio, para a estação WHK, instalei um transmissor de 5.000 watts; e um transmissor de 1.000 watts em cada uma das três outras estações: WAIU, em Columbus, Ohio; KROW, em Oakland, Califórnia, e CKCX, em Toronto, Canadá. No Canadá, as congregações de Saskatoon, Saskatchewan, e Edmonton, Alberta, operavam estações de rádio para transmitir as boas novas do reino de Deus. Eu fui enviado a estes lugares para ajudar em algo que pudesse; então, voltei à WBBR em 1935, onde permaneci por vinte e dois anos como engenheiro de rádio, até que a estação foi descontinuada em 1957.

Terminado meu trabalho de rádio, o presidente da Torre de Vigia, N. H. Knorr, chamou-me para Betel em Brooklyn, para trabalhar na gráfica da Sociedade, a fim de continuar a ter alguma parte na publicação das boas novas eternas em toda a terra. Aqui se pode ver cerca de 800 outros ministros dedicados, homens e mulheres, jovens e idosos, brancos e de cor, todos trabalhando harmoniosamente, e anunciando com zelo, através da terra, o nome e o propósito do Grandioso Criador, Jeová Deus. Embora minha visão física esteja falhando e eu esteja de licença de Betel no tempo atual, a coisa mais importante na minha vida continua a ser meu serviço a Jeová Deus.

Olhando para trás, aos anos desde minha juventude até o presente, jamais me arrependi por um momento sequer da minha decisão na juventude de evitar as vãs bagatelas deste velho mundo e de, ao invés, lembrar-me do Grandioso Criador, Jeová. Têm sido anos de paz, de contentamento e de felicidade. Jamais sofri carência das coisas necessárias da vida, mas Jeová tem suprido abundantemente todas as minhas necessidades. Naturalmente, nem tudo era um mar de rosas. As vezes havia provações, dificuldades, perplexidades e problemas. Mas, aceitando o conselho sábio da Palavra de Deus, em Provérbios 3:5, 6, verifiquei que estes gradualmente desapareciam, um por um: “Confia em Jeová de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Considera-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.”

Mas, o fim ainda não veio. “Quem tiver perseverado até o fim, é o que será salvo”, disse Jesus. (Mat. 24:13) Que experiência reserva o futuro, só o tempo dirá. Isto pelo menos é certo, vivemos nos últimos dias deste sistema de coisas e dentro em breve, agora, sofrerá violenta destruição na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Logo depois dessa destruição, o reino de Deus dominará em justiça sobre uma terra purificada, com bênçãos indizíveis para os sobreviventes do Armagedom e sua descendência, e, mais tarde, para os milhões de ressuscitados que agora dormem nos túmulos memoriais.

Quão contente estou de que vim a conhecer todas estas verdades maravilhosas desde a mocidade e de ter tido alguma parte em distribuí-las a outras durante os sessenta e cinco anos passados! Por certo, tenho sido grandemente abençoado porque me lembrei do Grandioso Criador nos dias da minha mocidade!

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