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Socorros (Materiais)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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viúva merecedora fosse despercebida na distribuição diária. — Atos 6:1-6.
Anos depois, o apóstolo Paulo, em sua carta a Timóteo, indicou que o socorro material prestado pela congregação às viúvas devia limitar-se às que tivessem não menos de 60 anos. Tais viúvas deviam ser pessoas que tinham uma folha de serviços repleta de boas obras, na promoção do cristianismo. (1 Tim. 5:9, 10) No entanto, cuidar dos pais e avós idosos era obrigação primária dos filhos e netos de tais pessoas, e não da congregação. — 1 Tim. 5:4, 16.
Houve épocas em que as congregações cristãs compartilhavam na prestação de socorros materiais a favor de seus irmãos em outros lugares. Assim, quando o profeta Ágabo predisse que ocorreria uma grande fome, os discípulos na congregação de Antioquia, da Síria, “resolveram, cada um deles segundo o que podia, prover aos irmãos que moravam na Judéia uma subministração de socorros”. (Atos 11:28, 29) Outras medidas organizadas de envio de socorros materiais para os irmãos necessitados da Judéia foram, de modo idêntico, estritamente voluntárias. — Rom. 15:25-27; 1 Cor. 16:1-3; 2 Cor. 9:5, 7.
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SodomaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SODOMA
Esta cidade estava localizada ao longo do limite SE de Canaã. (Gên. 10:19; 13:12) Mencionada freqüentemente junto com Gomorra, parece que Sodoma era a mais destacada de cinco cidades, todas elas situadas, pelo visto, na baixada de Sidim. (Gên. 14:2, 3) Crê-se que esta planície tenha sido a área agora submersa na parte S do mar Morto, ao S do pontal chamado de Lisan, que se estende da sua margem oriental. — Veja MAR SALGADO.
Quando Abraão e Ló decidiram mudar-se para mais longe um do outro, a fim de evitar disputas entre seus pastores, Ló foi para o E, para o bem-regado distrito do Jordão, e armou sua tenda perto de Sodoma. Ali verificou Ló que “os homens de Sodoma eram maus e eram grandes pecadores contra Jeová”, para grande aflição dele. (Gên. 13:5-13; 2 Ped. 2:7, 8) Algum tempo depois, em seguida a doze anos de sujeição a Quedorlaomer, rei do Elão, os habitantes de Sodoma e de outras quatro cidades se rebelaram. No ano seguinte, Quedorlaomer e seus aliados derrotaram Bera, rei de Sodoma, e seus confederados. Além de se apossarem de bens e de gêneros alimentícios, os vitoriosos levaram cativos a Ló e a outros. — Gên. 14:1-12.
As forças de Abraão venceram Quedorlaomer e recuperaram os cativos e os despojos, incluindo a Ló e sua casa. O rei de Sodoma insistiu que Abraão ficasse com os bens recuperados, mas Abraão se recusou a isto, para que Bera não dissesse: “Fui eu que enriqueci a Abrão.” — Gên. 14:13-24.
Sodoma, contudo, persistiu num proceder em desafio a Jeová, tornando-se conhecida por práticas imorais, tal como o homossexualismo. “O clamor de queixa a respeito de Sodoma e Gomorra”, declarou Jeová, “sim, é alto, e seu pecado, sim, é muito grave”. Deus, portanto, enviou seus anjos para destruir Sodoma, com a certeza dada a Abraão de que, caso se pudesse achar dez pessoas justas naquele lugar, toda a cidade seria poupada. — Gên. 18:16, 20-33.
A cidade mostrou que merecia ser destruída, pois uma turba vil de sodomitas, incluindo rapazes e velhos, cercou a casa de Ló na tentativa de estuprar seus hóspedes angélicos. No dia seguinte, depois que Ló, a esposa e duas filhas dele, já tinham deixado a cidade, Sodoma e Gomorra foram destruídas com enxofre e fogo. (Gên. 19:1-29; Luc. 17:28, 29) Depois disso, Sodoma e Gomorra tornaram-se uma figura proverbial da completa destruição sofrida às mãos do Deus Onipotente (Deut. 29:23; Isa. 1:9; 13:19; Jer. 49:18; 50:40; Lam. 4:6; Amós 4:11; Sof. 2:9; Rom. 9:29) e de extrema iniqüidade. — Deut. 32:32; Isa. 1:10; 3:9; Jer. 23:14; Eze. 16:46-56; veja GOMORRA.
Judas menciona que “Sodoma e Gomorra . . . são postas diante de nós como exemplo de aviso por sofrerem a punição judicial do fogo eterno”. Isto não conflitaria com a declaração de Jesus a respeito duma cidade judaica que rejeitasse as boas novas: “No Dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma e Gomorra do que para essa cidade.” Sodoma e Gomorra foram destruídas sempiternamente como cidades, mas isto não excluiria uma ressurreição de pessoas de tais cidades. — Judas 7; Mat. 10:15; compare com Lucas 11:32; 2 Pedro 2:6.
“EM SENTIDO ESPIRITUAL”
Revelação 11:3, 8 afirma que os cadáveres das “duas testemunhas” de Deus jazem na rua larga da grande cidade ‘que se chama, em sentido espiritual, de Sodoma e Egito’. A profecia de Isaías (1:8-10) assemelha Sião ou Jerusalém a Sodoma, e chama os governantes dela de “ditadores de Sodoma”. No entanto, por volta de 96 EC, quando foi dada a João a visão de Revelação (Apocalipse) de eventos que ocorreriam no futuro, a cidade típica de Jerusalém tinha há muito sido destruída, em 70 EC. Por conseguinte, tal referência tem de aplicar-se à “grande cidade” ou organização — uma antitípica Jerusalém — representada pela Jerusalém infiel da antiguidade.
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SofoniasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SOFONIAS
[Jeová esconde ou entesoura]
1. Um profeta de Jeová que vivia em Judá durante a primeira parte do reinado de Josias e o escritor do livro que leva seu nome. Sofonias era, pelo visto, um trineto do Rei Ezequias. — Sof. 1:1; veja SOFONIAS, LIVRO DE.
2. Destacado sacerdote que viveu na última década do reino de Judá; filho de Maaséias. Zedequias enviou Sofonias duas vezes a Jeremias — primeiro para inquirir de Jeová sobre o futuro de Judá, e, mais tarde, para solicitar-lhe que orasse em favor deles. (Jer. 21:1-3; 37:3) Sofonias recebeu uma carta de um falso profeta em Babilônia, instando com ele para que censurasse Jeremias, mas, em vez de fazê-lo, Sofonias leu tal carta para Jeremias, que então escreveu a resposta de Jeová. (Jer. 29:24-32) Após a queda de Jerusalém, Sofonias, então um segundo sacerdote sob Seraías, foi levado até Nabucodonosor em Ribla, e morto. — Jer. 52:24, 26, 27; 2 Reis 25:18, 20, 21.
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Sofonias, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SOFONIAS, LIVRO DE
Este livro das Escrituras Hebraicas contém a palavra de Jeová, proferida por meio de seu profeta Sofonias. Foi nos dias do Rei Josias, de Judá (659- 629 AEC), que Sofonias executou sua obra profética. (Sof. 1:1) No décimo segundo ano do reinado de Josias, tendo ele c. 20 anos, o rei iniciou extensa campanha contra a idolatria, e, desde o décimo oitavo ano de sua regência até o seu término, seus súditos “não se desviaram de seguir a Jeová”. (2 Crô. 34: 3-8, 33) Por conseguinte, visto que o livro de Sofonias menciona a presença, em Judá, de sacerdotes de deuses estrangeiros e a adoração de Baal e dos corpos celestes, o tempo de sua composição pode ser fixado razoavelmente como antecedendo ao início das reformas de Josias, por volta de 648 AEC. — Sof. 1:4, 5.
Quando Sofonias começou a profetizar, a idolatria, a violência e o engano grassavam em Judá. Muitos afirmavam no coração: “Jeová não fará o que é bom e não fará o que é mau.” (Sof. 1:12) Mas a ação profética de Sofonias deixava claro que Jeová executaria vingança sobre os malfeitores impenitentes. (Sof. 1:3 a 2:3; 3:1-5) Seus julgamentos adversos recairiam, não só sobre Judá e Jerusalém, mas também sobre outros povos, os filisteus, os amonitas, os moabitas, os etíopes e os assírios. — Sof. 2:4-15.
A profecia de Sofonias teria sido especialmente confortadora para aqueles que se empenhavam em servir a Jeová e que tinham ficado muitíssimo angustiados com as práticas detestáveis dos habitantes de Jerusalém, inclusive seus príncipes, juízes e sacerdotes corruptos. (Sof. 3:1-7) Visto que as pessoas voltadas para a justiça teriam aguardado com expectativa a execução do julgamento divino sobre os iníquos, as seguintes palavras são, evidentemente, dirigidas a elas: ‘“Estai à espera de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘até o dia em que eu me levantar para o despojo, pois a minha decisão judicial é ajuntar nações, para que eu reúna reinos, a fim de derramar sobre elas a minha verberação, toda a minha ira ardente.’” (Sof. 3:8) Por fim, depois de extravasar sua ira sobre a “terra”, Jeová voltaria sua atenção favorável para o restante de Seu povo, Israel, restaurando-o do cativeiro e tornando-o um nome e um louvor entre todos os demais povos. — Sof. 3:10-20.
AUTENTICIDADE
A autenticidade do livro de Sofonias acha-se bem comprovada. Amiúde, as idéias expressas neste livro encontram paralelos em outras partes da Bíblia. (Compare Sofonias 1:3 com Oséias 4:3; Sofonias 1:7 com Habacuque 2:20 e Zacarias 2:13; Sofonias 1:13 com Deuteronômio 28:30, 39 e Amós 5:11; Sofonias 1:14 com Joel 1:15; e Sofonias 3:19 com Miquéias 4:6, 7.) O livro se harmoniza inteiramente com o restante das Escrituras ao sublinhar verdades vitais. Por exemplo: Jeová é um Deus de justiça. (Sof. 3:5; Deut. 32:4) Embora dê oportunidade para o arrependimento, ele não permite indefinidamente que a transgressão fique sem punição. (Sof. 2:1-3; Jer. 18:7-11; 2 Ped. 3:9, 10) Nem a prata nem o ouro podem livrar os iníquos no dia da fúria de Jeová. (Sof. 1:18; Pro. 11:4; Eze. 7:19) Para ser favorecida com a proteção divina, a pessoa precisa portar-se em harmonia com os julgamentos justos de Deus. — Sof. 2:3; Amós 5:15.
Outra evidência notável da canonicidade do livro é o cumprimento das profecias. A predita destruição sobreveio à capital assíria, Nínive, pelas mãos de Nabucodonosor, em 632 AEC (Sof. 2:13-15), e sobre Judá e Jerusalém, em 607 AEC. (Sof. 1:4-18; compare com 2 Reis 25:1-10.) Os etíopes, como aliados dos egípcios, evidentemente sofreram calamidade na época em que Nabucodonosor conquistou o Egito. (Sof. 2:12; compare com Ezequiel 30:4, 5.) E os amonitas, os moabitas e os filisteus deixaram finalmente de existir como povo. — Sof. 2:4-11.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Anúncio do julgamento de Jeová contra Judá e Jerusalém (1:1-18)
A. Atingidas tanto a criação animal como a humana; todos os praticantes de idolatria seriam destruídos (1:1-11)
B. Jerusalém seria vasculhada cuidadosamente; nenhuma escapatória para os que diziam: “Jeová não fará o que é bom e não fará o que é mau” (1:12, 13)
C. Descrição do dia de Jeová para a execução da vingança (1:14-18)
II. Admoestação de se buscar a Jeová antes da vinda do seu dia de executar a vingança (2:1-3)
III. Julgamento de Jeová contra várias nações que cercavam Judá (2:4-15)
A. A Filístia tornar-se-ia uma terra sem habitantes (2:4-7)
B. Moabe tornar-se-ia como Sodoma, e Amom como Gomorra (2:8-11)
C. Etíopes seriam mortos pela espada (2:12)
D. Assíria seria destruída, a sua capital, Nínive, tornando-se um baldio desolado (2:13-15)
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