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  • Então, estas são as Filipinas!
    Despertai! — 1974 | 8 de fevereiro
    • A coisa a lembrar é que todos querem apenas ser amigáveis. Há muito pouco do sentimento contra os estrangeiros que se sente em alguns dos outros países. As crianças talvez até lhe toquem no braço, porque gostam de sentir os pelos macios de sua pele. As pessoas não podem ser muito mais amigáveis do que isso, podem? Se compreender o espírito por trás disso, apreciará a informalidade, a falta de tensão, e a amabilidade características daqui.

      Caso visite as Filipinas, por que não sai da ‘zona turística! Viaje pelo característico jeepney, ou o distintivo sistema de ônibus. Veja como o filipino vive — não tendo em vista criticar — mas, antes, de simplesmente aceitar que é assim que são as coisas aqui. São diferentes, naturalmente, mas se estiver disposto a aceitá-las como elas são, pode ter certeza de ter calorosa acolhida nas Filipinas ensolaradas.

  • De soldado do Kaiser para soldado de Cristo
    Despertai! — 1974 | 8 de fevereiro
    • De soldado do Kaiser para soldado de Cristo

      POR VOLTA do início do século, num certo povoado alemão no sudoeste da Rússia, as pessoas estavam em pé, paradas pacientemente, em duas fileiras, do lado de fora duma igreja modesta, nas manhãs dominicais. Somente depois de um cavaleiro idoso barbudo e sua esposa passarem entre as fileiras de pessoas e entrarem na igreja é que os outros entravam.

      O casal idoso eram os meus avós. Recebiam o respeito semanal da congregação por causa de a sua devoção religiosa ser tão grande a ponto de os mover a construir a igreja com seus próprios fundos. Papai era seu filho mais velho, e ele por sua vez, fez o que pôde para transmitir a mesma devoção a seus sete filhos.

      Meu Treinamento Religioso Inicial

      De manhã cedo, antes de começar o trabalho na lavoura, papai chamava a família toda e todos os ajudantes para se porem ao redor de nossa grande mesa a fim de lermos a Bíblia. A bênção de Deus era humildemente invocada, e mostrava-se apreço pelo novo dia e o cuidado amoroso do Criador.

      Tal era a atmosfera de minha infância — talvez não fosse o que esperaria de alguém que passaria a maior parte de sua vida como soldado.

      Quando veio o tempo de os filhos cursarem a escola, papai emigrou para a Alemanha, de modo a sermos educados ali. Para mim era um prazer aprender, exceto quando se tratava de instrução religiosa. Acho que se poderia dizer que não conseguia ‘atingir nem a grande área’, falando-se religiosamente.

      Não que não tivesse fé; o que me desviava da religião era o modo de nos ensinarem sobre Deus e seus propósitos. Até mesmo a instrução para ser confirmado na Igreja Luterana me era amolante. O pastor só parecia estar cumprindo um dever. Quer nós, as crianças, entendêssemos quer não era algo que não lhe parecia interessar. Embora confirmado como membro da igreja, jamais freqüentei os ofícios. No entanto, guardava no coração aquilo que meu pai me ensinara.

      Primeira Guerra Mundial

      Durante esses anos livres de preocupações, houve uma mudança que me fez seguir a carreira militar. Quando tinha onze anos, a Alemanha entrou em guerra. Como nós, garotos, ficávamos emocionados de ver os primeiros soldados marcharem com seus fuzis decorados de flores!

      Logo depois, papai se tornou soldado, deixando a mamãe cuidando de sete filhos pequenos. Sua saúde não era muito forte, de modo que grande parte do trabalho árduo recaiu sobre meus ombros, como o morgado.

      Passou-se ano após outro, e meu pai ainda não voltara do Exército. Amiúde eu faltava as aulas para ajudar a família. Eu perguntava a mim mesmo com constância: Que posso fazer para aliviar nossa vida dura?

      Dirigi-me ao conselheiro militar distrital e solicitei servir como soldado em lugar de meu pai. O conselheiro rejeitou meu pedido, visto que eu só tinha quinze anos. Todavia, desejava tanto substituir meu pai que escrevi uma carta ao Kaiser alemão, Guilherme II, com minha solicitação. Quão feliz fiquei quando me foi dada permissão! E, assim, na primavera de 1918, tornei-me o soldado mais jovem do exército alemão.

      Quando acabou a guerra, em novembro daquele ano, ainda era jovem demais para calcular seus danos ou para ver com clareza as feridas que deixara em tantas famílias. Para mim, aqueles poucos meses como soldado me transformaram de garoto em homem. Era o início da minha carreira militar.

      Seguir a Carreira Militar

      Perdemos a guerra e o Exército foi dissolvido. Comecei a ser treinado como maquinista, determinado a ser um mestre na profissão. No entanto, as condições difíceis dos anos do após-guerra tornaram-no um alvo difícil de alcançar. Daí chegaram notícias de que se permitiria que a Alemanha tivesse um exército de 100.000 homens. Eis a oportunidade de dominar minha profissão; podia continuar meu treinamento e, ao mesmo tempo, ser soldado.

      Mais uma vez alistei-me na infantaria. Ao passo que a ordem e a disciplina me encantavam, o comparecimento compulsório a igreja nos domingos não o fazia. Que ridículo, parecia-me, que ficássemos unidos como soldados até domingo, quando nos separávamos, os católicos indo pata cá e os protestantes para lá!

      Não tínhamos um só Deus? Não líamos a mesma Bíblia? Por que nos separar por uma hora especial em nome do serviço a Deus? Até as cerimônias me pareciam infantis, sem nada de valor nos sermões.

      Interrompo a Carreira Militar

      Um ferimento no joelho obrigou-me a interromper minha carreira militar. Ao invés de voltar à igreja, contudo, tive duas experiências nesse período que me afastaram ainda mais dela.

      Em circunstâncias muito tristes, eu e minha esposa perdemos nosso primeiro filho com seis meses de vida. O pastor perguntou se devia dar um sermão de 20 marcos ou de 25 marcos. Explicou que por cinco marcos extras ele tocaria os sinos e faria um sermão melhor. “Então, o que quer é dinheiro”, pensei eu. Que tristeza, realmente!

      Tal conclusão foi confirmada pela segunda experiência, que envolvia meu vizinho. Sofria grande necessidade devido a grave desemprego no país. Por mais que tentasse, não conseguia pagar as taxas da igreja. Apesar de apelar ao pastor para ser compreensível, apoderaram-se de sua mobília como pagamento das taxas. Isso foi demais para mim. De imediato dirigi-me ao tribunal para cancelar legalmente todos os vínculos com a igreja, um passo necessário na Alemanha, onde a Igreja e o Estado são estreitamente vinculados. Isto se deu em 1931.

      Soldado de Novo

      Em 1934, fui de novo aceito no Exército, continuando minha carreira militar. Pouco tempo depois, tornei-me oficial. Não foi senão em 1936, quando transferido para a Espanha, ao irromper a guerra civil ali, que entrei de novo em contato com a religião da cristandade — os mosteiros da Espanha se tornaram fortalezas e depósitos de armas!

      Quando a segunda guerra mundial começou, em 1939, fui encarregado de inspecionar aviões que eram preparados para a força aérea alemã. Certo dia, no início da guerra, uma grande tribuna ornamentada foi erguida em um dos aeroportos militares. Tremulavam as bandeiras, havia aviões e armas em exibição, e o inteiro batalhão desfilava. Uma limusine chegou com os convidados de honra — um sacerdote católico e um clérigo protestante!

      Quão impressionantes foram seus discursos! Asseguraram-nos de que lutávamos por uma causa justa. No fim da cerimônia, abençoaram todas as armas.

      Finda a Segunda Guerra Mundial

      Passaram-se seis longos anos antes de acabar a guerra. O deus para o qual tais clérigos oraram pelo que parece não ouvira, pois perdemos de novo. Junto com meus companheiros, eu era prisioneiro de guerra.

      Depois de minha libertação, contemplei minha terra, que recebera os melhores anos de minha vida. Embora alcançasse o posto de major, quando solicitava emprego, era posto de lado como velho demais. Meus bens tinham sumido e perdera meu cônjuge na morte. Sem lugar para viver, decidi ir para a França, procurar emprego.

      Em França, trabalhei numa cidade que possuía uma biblioteca para prisioneiros alemães e qualquer pessoa que desejasse usá-la. Certo dia, meus olhos percorreram prateleira por prateleira até que pousaram num canto em que havia algumas Bíblias. Enfiei uma debaixo do meu casaco de trabalho e fui para casa, não desejando que ninguém a visse e zombasse de mim.

      Por vários dias, li-a vez após vez sem entender. Nas horas de trabalho, verifiquei que orava num momento e praguejava no outro. Jamais perdi a fé em Deus, mas, agora, procurava o conhecimento que não conseguia encontrar.

      Aprendi a Verdade Bíblica

      Depois de três anos solitários, casei de novo e mudei-me de volta para a Alemanha. Certa linda manhã dominical, eu e minha esposa notamos pequeno grupo de homens e mulheres que vieram duma cidade vizinha de bicicleta. Logo alguém batia à nossa porta, e convidamos o rapaz a entrar.

      Ele tinha uma Bíblia e falou sobre coisas que jamais ouvíramos antes, nem mesmo minha esposa, que tinha sido freqüentadora fiel da igreja. Tínhamos muitas perguntas, e o rapaz respondeu a todas elas à base da Bíblia. Ofereceu-nos um livro que disse nos ajudaria a entender a Palavra de Deus. Declinamos sua oferta, mas ficamos tão impressionados com aquilo que aprendemos, que jamais olvidamos sua visita.

      Passou-se um inverno. Certo dia, tive de tratar dum negócio na mesma cidade da qual viera o rapaz para visitar-nos no verão passado. Já era meio-dia quando me dirigi para casa, de bicicleta. Ao ir pedalando, notei um senhor em pé num lugar público, erguendo duas revistas à vista de todos. Dei a volta como se alguém me estivesse guiando.

      As revistas eram A Sentinela e Despertai!. Jamais as vira antes. Custavam 25 pfennig (Cr$ 0,70), a quantia exata que tinha comigo. Obtive ambas as revistas do senhor, que ficou tão surpreso com minha determinação que se ofereceu para ir visitar-me. Duas horas depois, chegou à nossa casa.

      Antes de ele chegar, eu e minha esposa só tivemos tempo de comer ligeira refeição e arrumar nosso quartinho. Minha esposa não lera nada mais do que o título de uma das revistas “‘A Sentinela’ Anunciando o Reino de Jeová” — quando o senhor bateu à porta.

      Ela quase que caiu sobre ele com as perguntas: “Quem é Jeová? Não é o Deus dos Judeus?”

      Ao invés de apresentar longa explicação, nosso visitante tirou da pasta um livro. Ora, era o mesmo livro que declináramos no verão passado — “Seja Deus Verdadeiro”, publicado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados!

      Sentamo-nos à mesa e lemos juntos o capítulo intitulado “Quem É Jeová?” Aprendemos que Ele é o Deus que fez o céu e a terra.

      Semana após semana, o senhor voltou para estudar a Bíblia conosco, usando como nosso guia o livro “Seja Deus Verdadeiro”. Ao progredir nosso estudo, chegamos a sentir quase como o apóstolo Paulo quando as escamas da cegueira caíram de seus olhos. (Atos 9:17-19) As escamas da cegueira espiritual também caíam de nossos olhos.

      Tornei-me um Soldado Diferente

      Nosso instrutor tornou-se querido amigo. Era materialmente pobre, talvez ainda mais do que nós, mas era espiritualmente rico com as boas coisas da Palavra de Deus, que partilhava generosamente. Já era proclamador das boas novas do reino de Deus por tempo integral desde o fim da primeira guerra mundial, sustentando-se pelo trabalho de tempo parcial. Todavia, quando progredimos ao ponto de dedicar nossa vida a Jeová Deus, ele bondosamente nos deu 10 marcos, de modo que pudéssemos ir a um congresso das testemunhas de Jeová, onde simbolizaríamos nossa dedicação pelo batismo.

      Assim, mais uma vez tornei-me soldado, mas, desta feita, soldado de Cristo, conforme descrito em 2 Timóteo 2:3. Desde então, empenhei todo o meu coração em travar uma ‘luta excelente’ contra as trevas espirituais e para ajudar os que buscam a Jeová e desejam servi-lo. Depois de aposentar-me, mudamos para o Canadá, e aqui minha esposa e minha filha continuam a ser ‘pioneiras’, gastando seu tempo todo em pregar a outros os maravilhosos propósitos de Jeová de uma terra paradísica no futuro próximo.

      Embora minha saúde não seja tão boa quanto certa vez era, continuo a fazer o que posso no serviço de Jeová. Quando era soldado do Kaiser e de seus sucessores, servia de todo o coração e me sacrificava muito. Deveria ser diferente agora?

      Como militar, achei que aprendera muita coisa e me tornara um homem. Mas, não obtive a verdadeira sabedoria até que estudei a Palavra de Deus, a Bíblia. Agora sirvo visando verdadeira recompensa: a vida eterna na justa nova ordem de Deus. — Contribuído.

  • Será verdade?
    Despertai! — 1974 | 8 de fevereiro
    • Será verdade?

      ● Ouvir a verdade e não a aceitar não transforma a verdade em erro.

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