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  • Há dois lados da história
    Despertai! — 1971 | 22 de novembro
    • hostilidade e do derramamento de sangue. Deveras, a história está repleta de lembranças repugnantes de tais desentendimentos e erros crassos sob a regência do homem. Quão óbvio é que o governo humano, por mais bem intencionado que seja, é simplesmente incapaz de prover um sistema que traga a verdadeira liberdade, justiça e igualdade para todos.

  • Vida comunitária entre as plantas
    Despertai! — 1971 | 22 de novembro
    • Vida comunitária entre as plantas

      SE JÁ visitou a Alemanha, talvez tenha notado, nos subúrbios das cidades, grandes lotes de terra subdivididos em muitas pequenas hortas. O inteiro lote talvez tenha de cinqüenta a duzentas hortas. Grande parte desta terra é de propriedade de associações, e somente os que pertencem a uma associação é que podem alugar uma horta. Outras são de propriedade particular. Muito se pode aprender aqui sobre horticultura, de modo que gostaríamos de levá-lo conosco ao visitarmos Hans. É membro da diretoria da associação local “Kleingarten” (pequena horta) e serve como conselheiro para horticultores individuais.

      Ultimamente os horticultores vêm passando por certas dificuldades. Parece que ouviram falar de “cultura mista”. Cheios de entusiasmo, foram à horta para experimentar as sugestões. E o resultado? Bem, foi um pouco decepcionante para se dizer o mínimo.

      “Alô, Hans!” Ele foi subitamente interrompido em seus pensamentos. “Bom dia, Werner!”, respondeu. “O que aconteceu para estar de pé tão cedo esta manhã?”

      “Oh, você sabe o quanto gosto de trabalhar na horta. Mas, você não me escapa hoje. Tenho diversas perguntas a lhe fazer. Sabe do meu fiasco com esta ‘horticultura mista’. O que gostaria de saber é exatamente o que saiu errado e o que deixei de levar em consideração.”

      “Ja, Werner, isto não é tão fácil de explicar. Isto se dá porque há muitas coisas a se considerar. Comecemos com a natureza do solo e a influência que as plantas exercem umas sobre as outras.

      Que Papel Desempenha a Qualidade do Solo

      “Sabia que não é o único a trabalhar em sua horta? Lagartas e minhocas, sim, e um exército de microrganismos em forma de algas, bactérias e fungos lhe são muito úteis. Todos os seus esforços seriam não raro inúteis se estes microrganismos não se ocupassem. Que adiantaria se se desgastasse tentando manter o solo fofo, e daí viesse a próxima chuvarada e os minúsculos grânulos afundassem e se juntassem de modo que o solo ficasse novamente duro e impenetrável?”

      “Mas, que papel desempenham estes organismos em manter o solo fofo, e em primeiro lugar como é que foram parar ali?”

      “Não procura sempre enriquecer o solo por misturar adubo composto, amadurecido, nele? Resulta numa luxuriante cultura de fungos, consistindo numa extensiva rede de fios fungosos. Estes pequenos fios, com curtíssima duração de vida, seguram as minúsculas partículas de colo para que não possam afundar-se e juntar-se. Mais tarde, as bactérias assumem o serviço, mas não são as últimas de seu tipo a trabalhar o solo.

      “Há uma cadeia contínua de vida em muitas formas prevalecentes no solo. Estas cuidam de que o solo seja mantido em boas condições de plantio, o que significa que as partículas de terra são preservadas para que o calor e a água possam penetrar no solo. Ao mesmo tempo estes microrganismos decompõem a matéria na terra de modo que o valor nutritivo no solo possa ser liberado e tornado disponível às plantas.”

      “Mas, o que tudo isso tem à ver com a ‘cultura mista de plantas’?”

      “Sua pergunta é boa, e espero poder dar-lhe uma resposta satisfatória. Talvez se lembre de que durante a palestra mostrou-se que se empreendeu muita pesquisa. Vez após vez comparou-se a natural vida comunitária das plantas com a cultura de um só tipo de planta. O Professor Sekera fez interessante descoberta. Descobriu que havia uma população muito menor de vários microrganismos no campo cultivado. Uma comunidade mista de plantas, por outro lado, pulula com uma alta população microrgânica no solo.

      “Dê uma olhada nas florestas naturais — carvalho, faia, arbustos e aquela congorsa ou pervinca trepadeira que cresce até sobre o luxuriante tapete de musgo. Cada cantinho e frestazinha é utilizado e contudo nenhum estorva os outros. Pelo contrário! Cada um ajuda o outro. E considere que cada árvore, sim, cada planta tem sua própria escolta de microrganismos. O resultado disto é que o solo nunca chega ao ponto em que poderia ficar ‘cansado’ ou improdutivo. Permanece em boa condição de plantio e saudável.

      “O ‘teto’ folhoso e as folhas caídas servem de ajuda para o solo. Protegem-no dos raios abrasadores do sol; impedem-no de secar-se com o vento e de ficar lamacento nos temporais. Isto também é uma provisão da floresta para manter o solo em boas condições de plantio.

      “Ora, poderá produzir tal condição em miniatura em sua horta. Por exemplo, digamos que plantasse um canteiro de favas européias. Logo veria os pés crescer bastante isolados, lado a lado. A razão é que não podem tolerar o tempo quente e possuem muito poucos ramos. Não haveria folhagem protetora para impedir que o sol abrasador secasse o solo. Aos poucos formaria uma crosta dura no solo. As últimas gotas de umidade escapariam do solo pelas rachaduras. O ácido carbônico, que o solo tem de liberar para as folhas, se acumularia na terra devido à crosta dura. E logo os microrganismos remanescestes, que não se refugiaram nas camadas mais fundas da terra por causa da falta de umidade, seriam envenenados pelo ácido carbônico. Sim, até as raízes ficariam condenadas à sufocação.

      “No entanto, se plantasse espinafre entre as fileiras, obteria resultados totalmente diferentes. O espinafre cresce rápido e protege o solo com suas folhas amplas. Sob este teto protetor o solo permanece úmido. O resultado será exatamente o oposto do exemplo anterior. E por quê? Por causa da cultura mista de plantas.

      “Isto faz sentido. Mas, veja que pouco consegui com minha cultura mista de plantas.”

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