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A bolekaja — a jardineira da África OcidentalDespertai! — 1972 | 8 de setembro
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outra, coloquei um pé no degrau, de modo a espreitar lá dentro e ver se ainda havia algum lugar. Naquele instante, o veículo começou a andar. Quando me dei conta de que não havia lugar vago lá dentro, o motorista já corria a uns 80 ou 90 km/h numa estrada bem acidentada!
Minha gravata voava no ar e meu paletó desabotoado estava todo virado para um lado. Todavia, o cobrador nem pensava em meus apuros. Exigia que eu pagasse a passagem, embora pudesse ver, achava eu, que se eu soltasse a mão da porta, isso significaria queda instantânea e minha morte! Sem embargo, tive o cuidado de não dizer nada que talvez provocasse uma briga. Simplesmente orei para não cair. Depois de alguns quilômetros, paramos para deixar alguns passageiros, e tive oportunidade de sentar lá dentro e pagar minha passagem.
A um senhor, que acabara de entrar e se sentara bem em frente a mim, foi cobrada a passagem. No entanto, teimosamente recusou-se a pará-la até chegar ao seu destino. Não sei porque ele se recusou, mas talvez tenha sido por ter tomado recentemente uma bolekaja que quebrou antes de chegar ao destino e, segundo o costume, não lhe devolveram o dinheiro da passagem.
De qualquer modo, o cobrador insiste agora que pague ali mesmo. Depois de trocarem algumas palavras nada lisonjeiras, começaram a dar empurrões um no outro, e outros na jardineira tomaram lados. Dentro em pouco, o veículo parou, e o motorista foi lá atrás. Juntou-se em exigir que a passagem fosse paga, ou o homem fosse posto fora. O motorista e o cobrador tentaram arrastá-lo para fora, e então sucedeu o costumeiro. Houve uma briga. Todos nós tivemos de esperar enquanto algumas pessoas que passavam por ali ajudaram a acabar com a disputa. A passagem foi por fim paga, e partimos de novo. Mas, fiquei uma hora atrasado ao chegar ao escritório naquele dia.
Há algum tempo, a bolekaja e o mauler foram banidos de rodarem em Lagos por causa do congestionamento na ponte e por causa da hora de maior movimento de manhã bem cedo, mas esta lei foi abertamente desafiada e nunca foi realmente posta em vigor.
Estou certo de que, se visitar os países da África Ocidental, e especialmente a Nigéria, ainda encontrará as bolekajas e os maulers em operação. Enquanto houver pessoas pobres no país, e os outros meios de transporte forem inadequados, a jardineira da África Ocidental sem dúvida continuará a florescer.
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Trabalhadores ‘bichos da terra’ limpam o arDespertai! — 1972 | 8 de setembro
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Trabalhadores ‘bichos da terra’ limpam o ar
● Os cientistas no Instituto de Pesquisas de Stanford, EUA, concluíram que os microrganismos no solo realizem incalculável serviço em remover o mortífero monóxido de carbono da atmosfera. Dos 200 organismos diferentes até agora já isolados dos solos, pelo menos dezesseis removem ativamente este gás. A cada ano são produzidas, nos EUA continentais, cerca de 200 milhões de toneladas de monóxido de carbono “produzido pelo homem”. Todavia, o chefe do laboratório de biologia vegetal do instituto calculou que o solo no país pode remover mais de 500 milhões de toneladas. E as pessoas derivam os maiores benefícios deste serviço nas áreas em que as árvores não foram quase que inteiramente dizimadas e o solo coberto de concreto. Assim, parece que tais microrganismos do solo são grandemente responsáveis pelo fato de que a quantidade deste gás na atmosfera permaneceu quase que constante na ‘última década.
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