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Fui operado a coração abertoDespertai! — 1977 | 8 de maio
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finalmente de viver sob a regência de Deus é que ele “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”. (Rev. 21:4) — Contribuído.
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A minhoca — um servo muito proveitosoDespertai! — 1977 | 8 de maio
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A minhoca — um servo muito proveitoso
A MINHOCA com certeza teria muita dificuldade em ganhar um concurso de popularidade. Por milhares de anos, o termo “minhoca” tem sido um termo de desprezo. Um antigo compositor disse certa vez: “Eu sou verme, e não homem, vitupério para os homens e desprezível para o povo.” (Sal. 22:6) No entanto, apesar da baixa estima em que é tida, a minhoca desempenha um papel altamente proveitoso na manutenção da vida neste planeta.
Há mais de 1.800 diferentes variedades de minhocas. Algumas ficam à vontade nos Andes, numa altitude de cerca de 4.500 metros ou mais. Outras seguem sua rotina diária na lama que jaz até a 55 metros abaixo da superfície dum lago. Tais criaturas podem ser encontradas em montes de adubos compostos.
As minhocas variam consideravelmente de tamanho. Uma espécie, quando contraída, mede cerca de 2,5 centímetros. Mas, daí há uma variedade australiana que, quando plenamente contraída, pode ter de 90 centímetros a 1,20 metros de comprimento. E, quando estendida, uma dessas enormes minhocas pode medir de 3 a 3,70 metros.
Que dizer da cor? Talvez esteja bem familiarizado com a minhoca comum, de cor castanho-avermelhada. Mas, há também variedades verdes, púrpuras e branco-acinzentadas.
Exame de Perto Duma Variedade Comum
A minhoca comum mede cerca de 25 centímetros. Consiste em cerca de 120 (ou até 150) segmentos cilíndricos. Se perderem alguns destes segmentos, talvez por serem apanhados por uma ave, eles se regeneram. No entanto, tal regeneração tem limites. Assim, cortar a minhoca ao meio não resulta em duas minhocas separadas. Cada segmento, com a exceção do primeiro e do último, acha-se equipado de oito pêlos rijos conhecidos como “cerdas”. Por meio dessas cerdas a minhoca consegue agarrar-se bem ao solo através do qual se arrasta. Os músculos longitudinais dessa criatura a habilitam a contrair-se ou esticar-se. Com os músculos circulares, pode fazer seu corpo tubular encolher-se ou expandir-se. Cinco pares de corações fazem parte do sistema circulatório da minhoca.
Diferente de muitas outras criaturas, as minhocas não têm olhos, nem ouvidos, e nem pulmões ou branquias. Como conseguem passar sem tais aparelhos valiosos? A pele acha-se suprida de células sensíveis à luz. Assim, quando exposta à luz brilhante, a minhoca rapidamente se enfia na escuridão de seu domínio subterrâneo. Dotada de vívido senso de tato, pode detectar as mais leves vibrações, inclusive o movimento dum camundongo ou duma ave. Tal criatura realiza toda sua respiração através da pele.
A reprodução das minhocas difere da de muitos outros animais. Cada minhoca é tanto macho como fêmea. Ainda assim, precisa de outra minhoca para ocorrer a fecundação. O acasalamento demora entre três a quatro horas, tempo em que há troca de espermatozóide. Descrevendo o que ocorre depois disso, afirma a Encyclopœdia Britannica: “As minhocas se separam e formam casulos; o casulo avança, pegando ovos no 14.º segmento; no 9.º e 10.º segmentos, pega o espermatozóide depositado pela outra minhoca. O casulo desliza sobre a cabeça, e então ocorre a fecundação. Dentro de 24 horas, depois que as minhocas se acasalam, o casulo é depositado no solo.”
O principal alimento da minhoca é matéria vegetal morta. Grande parte dela provém do que encontra perto da abertura de sua toca. Ela obtém outros alimentos do solo ingerido, durante o processo de cavar um túnel. A boca serve como bomba de sucção, ingerindo tudo que está no caminho dessa criatura. Terra e areia passam pela faringe até a moela revestida de pele dura. A areia na moela, junto com os sucos digestivos, transforma o que é ingerido numa pasta. As substâncias orgânicas são digeridas e o resto passa pela minhoca e é largado de baixo da terra ou lançado na superfície.
De que proveito é a atividade da minhoca? Seus buracos melhoram a aeração do solo e tornam mais fácil a penetração da água pela terra. Seus dejetos prontamente se misturam com restos orgânicos para formar o húmus e tornar mais fértil o solo. A respeito da constituição dos dejetos das minhocas, Organic Gardening and Farming (Horticultura e Agricultura Orgânicas) relata: Quando os dejetos das minhocas são comparados com a camada superior de quinze centímetros de solo (como seu solo arável), verificamos que eles são: Cinco vezes mais ricos em nitrato de nitrogênio, duas vezes mais ricos em cálcio permutável, duas vezes e meia mais ricos em magnésio permutável, sete vezes mais ricos em fósforo disponível, e 11 vezes mais ricos em potássio permutável.”
Experiências com minhocas demonstram que sua presença, definitivamente aumenta as colheitas. Diariamente, a minhoca elimina o equivalente de seu próprio peso, através de seu tubo digestivo. Quando consideramos que muitos milhares de minhocas estão fazendo isto em apenas um hectare de solo cultivado, tremendo trabalho de melhoramento do solo está sendo feito. Afirma The Encyclopedia Americana: “Tem-se calculado que até 10 ou 15 toneladas de solo por acre, cada ano, e amiúde mais, são trazidas à superfície em ricas campinas, por meio dos dejetos das minhocas.”
Projetos demonstrativos revelaram que as minhocas podem produzir maravilhas com áreas ou materiais que, de outra forma, permaneceriam inúteis. As minhocas têm convertido o lixo municipal em valiosos fertilizantes, e tornado produtivos alguns milharais exauridos. O Times de Nova Iorque, de 30 de julho de 1976, cita um cultivador de minhocas como tendo dito: “Podemos tomar algumas toneladas de lixo picado, espalhá-lo sobre solo exaurido, soltar minhocas sobre ele, numa taxa de cinco ou 10 minhocas por pé quadrado [0,0929 m2], e, em questão de três a quatro meses, teremos vários centímetros do solo arável mais rico e mais preto que já se viu.”
Na verdade, a minhoca é um servo muitíssimo proveitoso. Quão gratos devemos ser a seu Criador, Deus, por nos prover tão eficaz melhoradora do solo!
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Ajuda ao Entendimento da BíbliaDespertai! — 1977 | 8 de maio
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Ajuda ao Entendimento da Bíblia
(Matéria selecionada de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.)
AGEU [festivo]. Um profeta hebreu de Judá e Jerusalém durante a governança de Zorobabel no reinado do rei persa, Dario Histaspes. (Ageu 1:1; 2:1, 10, 20; Esd. 5:1, 2) “Ageu” pode ser uma forma abreviada de “Haggiah”, que significa “festividade de Já (Jeová)”.
A tradição judaica sustenta que Ageu era membro da Grande Sinagoga. À base de Ageu 2:10-19, tem-se sugerido que ele pode ter sido sacerdote. Seu nome aparece junto com o do profeta Zacarias nos cabeçalhos do Salmo 111 (112) na Vulgata latina, dos Salmos 125 e 126 na Versão Peshita siríaca, do Salmo 137 na Versão dos Setenta, do 145 na Versão dos Setenta, na Peshita e na Vulgata, e dos Salmos 146, 147 e 148 na Versão dos Setenta e na Peshita. É provável que Ageu tenha nascido em Babilônia e que tenha voltado a Jerusalém junto com Zorobabel e o restante judaico em 537 A. E. C. Mas, pouco realmente se sabe sobre Ageu, pois as Escrituras não revelam a ascendência, a tribo do profeta, etc.
Ageu, o primeiro profeta depois do exílio, a quem se juntou, dois meses depois, Zacarias (Ageu 1:1; Zac. 1:1) avivou o zelo dos exilados judeus repatriados para que continuassem a construção do templo, depois de uma paralisação de alguns anos, motivada pela oposição inimiga, mas prolongada pela apatia judaica e pela busca egoísta dos interesses pessoais. (Esd. 3:10-13; 4:1-24; Ageu 1:4) Quatro mensagens dadas por Deus, proferidas por Ageu durante um período de cerca de quatro meses, no segundo ano de Dario Histaspes (520-519 A. E. C.) e registradas pelo profeta no livro bíblico de Ageu, foram especialmente eficazes em inicialmente mover os judeus a reiniciar a obra de construção do templo. (Ageu 1:1; 2:1, 10, 20; veja AGEU, LIVRO DE.) Ageu e Zacarias continuaram a instar com eles a executar tal obra até que o templo foi concluído no sexto ano de Dario, em 515 A. E. C. — Esd. 5:1, 2; 6:14, 15.
AGEU, LIVRO DE. Um livro inspirado das Escrituras Hebraicas, alistado entre os chamados “Profetas Menores”. Consiste em quatro mensagens de Jeová para os judeus que retornaram do exílio babilônico instando com eles a concluir a reconstrução do templo em Jerusalém. Sendo também profético, o livro predisse tais coisas como o enchimento da casa de Jeová de glória e a derrubada de reinos humanos. — Ageu 2:6, 7, 21, 22; compare com Isaías 2:2-4.
AUTORIA E CANONICIDADE
Ageu, o profeta, foi o escritor, tendo primeiro proferido pessoalmente cada mensagem encontrada no livro. (Ageu 1:1; 2:1, 10, 20; veja AGEU.) Ao passo que a maioria dos catálogos antigos das Escrituras não alistam nominalmente o livro de Ageu, este é evidentemente incluído em suas referências aos ‘doze profetas menores’, o número doze sendo assim completo. Os judeus jamais questionaram seu direito a um lugar entre as Escrituras Hebraicas, e a canonicidade do livro é definitivamente estabelecida pela citação de Ageu 2:6, que aparece em Hebreus 12:26. — Compare com Ageu 2:21.
ESTILO
A linguagem é simples e o seu significado se torna plenamente claro. Suscitam-se às vezes perguntas que nos fazem pensar. (Ageu 1:4, 9; 2:3, 12, 13, 19) O livro de Ageu contém censuras, encorajamento e profecias que inspiram esperança. O nome divino, Jeová, aparece trinta e cinco vezes nos seus trinta e oito versículos, e mostra-se claramente que as mensagens procediam de Deus, Ageu servindo como Seu mensageiro comissionado. — Ageu 1:13.
DATA E CIRCUNSTÂNCIAS
As quatro mensagens registradas por Ageu foram proferidas em Jerusalém em questão dum período de cerca de quatro meses, no segundo ano do rei persa, Dario Histaspes (520/519 A. E. C.), o livro, pelo que parece, sendo terminado em 520 A.E.C. (Ageu 1:1; 2:1, 10, 20) Zacarias estava profetizando com o mesmo propósito durante a atividade profética de Ageu. — Esd. 5:1, 2; 6:14.
MENSAGENS DE BENEFÍCIO DURADOURO
Entre outras coisas, o livro de Ageu suscita fé em Jeová, essencial aos servos de Deus. Mostra que Deus está com seu povo (Ageu 1:13; 2:4, 5) e também insta com eles a colocar em primeiro lugar na vida os Seus interesses. (Ageu 1:2-8; Mat. 6:33) O livro torna claro que a mera adoração formalística não agrada a Jeová (Ageu 2:10-17; compare com Isaías 29:13, 14; Mateus 15:7-9), mas que as ações fiéis que se harmonizam com a vontade divina resultam em bênção. (Ageu 2:18, 19; compare com Provérbios 10:22). O escritor do livro bíblico de Hebreus aplica Ageu 2:6 como tendo cumprimento maior em conexão com o reino de Deus às mãos de Jesus Cristo. — Heb. 12:26-29.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Primeira mensagem, no Segundo ano de Dario Histaspes, no primeiro dia do sexto mês (Ageu 1:1-15)
A. Repreensão por deixarem de reconstruir templo (Ageu 1:1-12)
1. Povo mais interessado em suas próprias casas, comer e beber, enquanto casa de Deus permanecia desolada (Ageu 1:3-8)
2. Removida a bênção de Deus sobre suas colheitas e labuta. (Ageu 1:9-11)
B. Zorobabel e Josué lideram; povo estimulado a reiniciar reconstrução no vigésimo quarto dia do sexto mês (Ageu 1:12-15)
II. Segunda mensagem, no vigésimo primeiro dia do sétimo mês (Ageu 2:1-9)
A. Os que viram templo construído por Salomão consideram insignificante a reconstrução, pelo que parece desanimam outros (Compare com Zacarias 4:10.) (Ageu 2:1-3)
B. Jeová reassegura-lhes que está com eles, relembrando Seu pacto com Israel; ele encherá esta casa de glória (Ageu 2:4-9)
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