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SonoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Salmo 132:3-5, onde se faz referência, não ao sono real, mas ao descanso, à cessação de atividades.) Entretanto, eles não precisam preocupar-se desnecessariamente com os bens materiais, perdendo o sono em resultado disso. (Ecl. 5:12; compare com Mateus 6:25-34.) Por outro lado, o erro serve para deixar contentes os iníquos. “Eles não dormem a menos que façam alguma maldade, e o sono lhes é arrebatado a menos que façam alguém tropeçar.” — Pro. 4:16.
Ao passo que o sono é importante, a pessoa não deve tornar-se amante do sono. (Pro. 20:13) “A preguiça causa profundo sono”, tornando inativo um indivíduo quando ele deveria estar realizando algo. (Pro. 19:15) Preferir alguém dormir ou ficar inativo quando devia estar trabalhando significa escolher um proceder que, por fim, leva à pobreza. — Pro. 6:9-11; 10:5; 24:33, 34.
Diferente dos homens, Jeová Deus não se torna sonolento e nem precisa dormir. Seus servos, portanto, podem ficar tranqüilos que Ele lhes pode suprir sempre a necessária ajuda. (Sal. 121:3, 4) Apenas quando, por Seus próprios motivos justos, ele se delonga ou se refreia de agir, como no caso dos que professam ser Seu povo mas que se provam infiéis, é que Jeová é comparado a alguém que está adormecido. — Sal. 44:23; 78:65.
A VIGÍLIA ESPIRITUAL
Ao encorajar os cristãos em Roma a não ficarem adormecidos ou inativos e insensíveis para com suas responsabilidades, o apóstolo Paulo escreveu: “Já é hora de despertardes do sono, pois agora a nossa salvação está mais próxima do que quando nos tornamos crentes. A noite está bem avançada; o dia já se tem aproximado. Portanto, ponhamos de lado as obras pertencentes à escuridão e revistamo-nos das armas da luz. Andemos decentemente, como em pleno dia, não em festanças e em bebedeiras, nem em relações ilícitas e em conduta desenfreada, nem em rixa e ciúme.” (Rom. 13:11-13; compare com Efésios 5:6-14; 1 Tessalonicenses 5:6-8; Revelação 16:15.) Aqueles que se empenham em práticas erradas ou promovem ensinos falsos estão adormecidos quanto à justiça e precisam despertar, se hão de ganhar a aprovação de Deus.
A MORTE É COMO O SONO
Há evidência de que a pessoa dorme em ciclos. Cada ciclo se compõe de um sono profundo, seguido por um sono mais leve. Nos períodos de sono profundo, é muito difícil acordar uma pessoa. Ela fica inteiramente inconsciente de seu ambiente e das coisas que estejam ocorrendo em volta dela. Não existe nenhuma atividade consciente. Similarmente, os mortos “não estão cônscios de absolutamente nada”. (Ecl. 9:5, 10; Sal. 146:4) Por conseguinte a morte, seja a dum homem seja a dum animal, é como o sono. (Sal. 13:3; João 11:11-14; Atos 7:60; 1 Cor. 7:39; 15:51; 1 Tes. 4:13) Escreveu o salmista: “Diante da tua censura, ó Deus de Jacó, adormeceram profundamente tanto o condutor de carro como o cavalo.” (Sal. 76:6; compare com Isaías 43:17.) Se não fosse o propósito de Deus, de despertar as pessoas do sono da morte, elas jamais despertariam. — Compare com Jó 14:10-15; Jeremias 51:39, 57; veja Ressurreição.
No entanto, a “morte” e o “sono” podem também ser contrastados. A respeito duma jovem morta, Cristo Jesus disse: “A menina não morreu, mas está dormindo.” (Mat. 9:24; Mar. 5:39; Luc. 8:52) Visto que ele iria ressuscitá-la da morte, Jesus talvez quisesse dizer que a menina não tinha deixado de existir para sempre, mas que seria como alguém que despertara do sono. Também, esta menina não tinha sido sepultada, nem tinha havido tempo para que o corpo dela começasse a decompor-se, como acontecera com o corpo de Lázaro. (João 11:39, 43, 44) À base da autoridade que foi concedida a ele pelo seu Pai, Jesus podia afirmar isto, assim como afirma o Pai dele, “que vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se fossem”. — Rom. 4:17; compare com Mateus 22:32.
Deve-se observar que o termo ‘adormecer’ é aplicado, nas Escrituras, aos que falecem por causa da morte transmitida por Adão. Os que sofrem a “segunda morte” não são mencionados como adormecidos. Antes, mostra-se que são inteiramente aniquilados, deixando de existir, sendo queimados como que por um fogo inextinguível. — Rev. 20:14, 15.
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Soreque, Vale Da Torrente DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SOREQUE, VALE DA TORRENTE DE
[vinho tinto seleto].
Local da casa de Dalila, onde Sansão foi seduzido a revelar o segredo de sua força, o que resultou em sua captura, em ser cegado e aprisionado pelos filisteus. (Juí. 16:4-21) O nome Soreque parece ter sido preservado no de Khirbet Suriq, a c. 26 km a O de Jerusalém, situado do lado N do uádi es-Sarar, e do lado oposto à localidade proposta de Bete-Semes. Este uádi, a c. 5 km a O do Suriq, unindo-se a outros, torna-se um amplo vale fértil. Esta seção específica do uádi es-Sarar, atravessando a Sefelá do O, em direção ao mar Mediterrâneo, é pelo visto o vale bíblico de Soreque. Grande parte desta região naquele tempo, como atualmente, era bem provavelmente apropriada para vinhedos (possível razão de seu nome). A carroça filistéia que devolveu a Arca do pacto aos israelitas trilhou, evidentemente, o vale da torrente de Soreque, desde Ecrom, a caminho de Bete-Semes. (1 Sam. 5:10; 6:10-12) A ferrovia Jerusalém-Jafa utiliza atualmente esta rota.
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SorgoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SORGO
Veja PAINÇO (SORGO).
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SorteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SORTE
[Heb., gohrál, seixo, sorte, porção].
O lançamento de sortes é um antigo costume para se decidir uma questão em debate. O método utilizado era lançar seixos ou pedacinhos de madeira ou pedrinhas nas dobras juntadas duma veste, “o colo”, ou num vaso, e então sacudi-los. A pessoa para quem caía a sorte era a escolhida, ou, às vezes, a sorte era tirada do colo ou regaço, ou de algum receptáculo. A sorte, como o juramento, subentendia uma oração acompanhante. A oração era expressa ou ficava subentendida, e procurava-se e aguardava-se a intervenção de Jeová. O termo sorte é empregado em Isaías 57:6 e em Jeremias 13:25 com a idéia de “quinhão” ou “porção”. — Veja URIM E TUMIM.
Provérbios 16:33 afirma: “A sorte se lança no colo, mas toda decisão por ela é da parte de Jeová.” Em Israel, o emprego correto duma sorte era para findar uma controvérsia: “A sorte lançada faz repousar até mesmo contendas e separa até os fortes um do outro.” (Pro. 18:18) Não era usada por esporte, como brinquedo ou para jogos de azar. Não havia quaisquer apostas, paradas ou palpites, nenhum perdedor nem ganhador. Não era empregada para enriquecer o templo ou os sacerdotes, ou para fins de caridade. Ao contrário disso, os soldados romanos deveras tinham em mente o lucro egoísta quando lançaram sortes para ficar com as roupas de Jesus, conforme predito em Salmo 22:18. — Mat. 27:35.
A primeira menção na Bíblia sobre o tirar sortes se relaciona com a seleção dos bodes para Jeová e para Azazel no Dia da Expiação. (Lev. 16:7-10) Na época de Jesus, isto era feito no templo de Herodes pelo sumo sacerdote, que tirava dum receptáculo duas sortes feitas, segundo se diz, de buxo ou de ouro. As sortes, respectivamente marcadas como sendo “Para Jeová” ou “Para Azazel”, eram então colocadas nas cabeças dos bodes.
Jeová ordenou que a divisão da Terra Prometida entre as doze tribos fosse feita por sortes. (Núm. 26:55, 56) O livro de Josué fornece um estudo pormenorizado disto, a palavra “sorte(s)” ocorrendo mais de vinte vezes nos capítulos 14-21. As sortes eram lançadas perante Jeová na tenda de reunião em Silo, e sob a supervisão de Josué e do sumo sacerdote Eleazar. (Jos. 17:4; 18:6, 8) As cidades levitas também foram escolhidas por sorte. (Jos. 21:8) Jeová obviamente fez com que a sorte fosse lançada em harmonia com sua profecia prévia a respeito da localização geral das tribos. — Gên., cap. 49.
Tiraram-se sortes para determinar a ordem de serviço no templo por parte das vinte e quatro divisões do sacerdócio. (1 Crô. 24:5-18) Neste caso, o secretário dos levitas escreveu os nomes dos cabeças das casas paternas, e estes foram evidentemente retirados em seqüência. Também, desta maneira, consignaram-se os levitas ao templo como cantores, porteiros, tesoureiros, etc. (1 Crô. 24:31; caps. 25, 26; Luc. 1:8, 9) Empregou-se a sorte na escolha dos homens para o serviço militar contra Gibeá. (Juí. 20:9) Após o retorno do exílio, utilizaram-se sortes para providenciar o suprimento de madeira para o serviço do templo e para designar quem devia mudar-se para Jerusalém. — Nee. 10:34; 11:1.
Empregavam-se sortes para indicar ofensores. No caso de Jonas, os marujos lançaram sortes para descobrir quem era o culpado pela tempestade que desabara sobre eles. (Jonas 1:7, 8) Pela utilização de sortes, Jonatã foi indicado como aquele que violara o juramento tolo de Saul. — 1 Sam. 14:41, 42.
Os inimigos de Israel utilizavam sortes para dividir os despojos e os cativos de guerra. (Joel 3:3; Obd. 11) Hamã fez com que se lançasse “Pur, isto é, a Sorte” como uma forma de adivinhação a fim de determinar o dia auspicioso para o extermínio dos judeus por todo o Império Persa. (Ester 3:7) O plural é purim, do qual a Festa de Purim, também chamada de Festividade das Sortes, obtém seu nome. — Ester 9:24-26.
Na época dos apóstolos
Os discípulos de Jesus utilizaram sortes, junto com oração, a fim de determinar quem preencheria o lugar de Judas Iscariotes como um dos doze que tinham sido testemunhas das atividades de Jesus e de sua ressurreição, e foi escolhido Matias. (Atos 1:21-26) A palavra grega aqui empregada é kléros, e relaciona-se com o termo kleronomía, herança. O termo kléros é empregado em Colossenses 1:12 e 1 Pedro 5:3 com respeito à concessão ou herança que Deus dera aos cristãos.
Mas, não lemos a respeito de serem lançadas sortes depois de Pentecostes de 33 EC para a escolha de superintendentes e seus auxiliares, ou para decidir questões de importância. A escolha de superintendentes e de seus auxiliares devia basear-se na evidência dos frutos do espírito santo na vida deles (1 Tim., cap. 3; Tito 1), enquanto que outras decisões se respaldavam no cumprimento das profecias, na orientação angélica, nos princípios da Palavra de Deus e nos ensinos de Jesus, e na orientação do espírito santo. (Atos 5:19-21; 13:2, 3; 14:23; 15:15-19, 28) Declara o apóstolo Paulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa . . . para endireitar as coisas.” — 2 Tim. 3:16.
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Sortes, Festividade DasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SORTES, FESTIVIDADE DAS
Veja PURIM.
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SóstenesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SÓSTENES
O oficial-presidente da sinagoga coríntia durante a visita de Paulo a Corinto; possivelmente, o sucessor de Crispo, que se tornara cristão. Quando o procônsul Gálio não quis ouvir as acusações dos judeus contra o ensino religioso de Paulo, a multidão agarrou Sóstenes e o espancou. Certos manuscritos dizem que a multidão era composta de “gregos” anti-judaicos; outros rezam “judeus”. Contudo, ambas são interpolações, uma vez
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