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  • Sujeição às “autoridades superiores” — por quê?
    A Sentinela — 1963 | 15 de junho
    • Sujeição às “Autoridades Superiores” — Por Quê?

      “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.” — Rom. 13:1, ALA.

      1. Como foi que a sujeição de José e Maria aos poderes políticos do mundo operou em harmonia com a vontade de Deus e a profecia?

      NO ANO 2 A. E. C., José, filho de Jacó, e sua esposa grávida, Maria, filha de Heli, sujeitaram-se ao decreto do imperador romano, César Augusto. Eles foram registrar-se na sua cidade natal, na Judéia. De modo que seu filho, Jesus Cristo, nasceu em Belém. Isto estava em harmonia com a vontade do Pai celestial de Jesus, Jeová Deus, que havia predito mediante o profeta Miquéias sete séculos antes que o seu Filho nasceria ali. (Miq. 5:2; Mat. 1:1, 16, 18; Luc. 2:1-17; 3:23) Por conseguinte, a sujeição aos poderes políticos neste respeito não operou contra a vontade e propósito de Deus, embora os judeus na Palestina ainda estivessem sujeitos aos Dez Mandamentos e a outras leis que Jeová Deus lhes dera mediante o seu profeta Moisés.

      2. Em que dois sistemas de leis tinham de se ajustar os judeus e que regra perfeita declarou Jesus quanto a isto?

      2 Estando os judeus sob a lei superior de Deus, tinham de se ajustar à lei do governo imperial que controlava então a terra de Judá e da Galiléia, mantendo a ordem e cobrando impostos e tributos. A regra perfeita para se fazer tal ajuste foi declarada por Jesus Cristo a um grupo de judeus, alguns dos quais eram a favor do Império Romano e outros, contra. Jesus disse-lhes: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (Mat. 22:15-22, ALA) Nem os judeus que eram a favor do Império nem os que eram contra podiam achar falta nesta regra.

      3. Por que ainda têm os cristãos que obedecer àquela regra perfeita apesar do significado de 1914?

      3 Os césares e o Império Romano pereceram há muito tempo atrás, mas o que foi representado por César nas palavras de Jesus há dezenove séculos atrás ainda permanece — não simplesmente o imperialismo e o colonialismo, mas os governos políticos deste mundo. Isto se aplica até mesmo a partir de 1914 E. C., quando terminaram os Tempos dos Gentios ou “tempos designados das nações”, conforme Jesus predisse na sua profecia sobre o fim deste sistema mundano de coisas. (Luc. 21:5-7, 24) Portanto, a regra orientadora, segundo declarada por Jesus, ainda precisa ser respeitada e obedecida hoje, especialmente pelos cristãos dedicados e batizados, tais como as testemunhas de Jeová. Não só as nações ainda existem, mas também Deus ainda existe, e todas as nações na terra estão em julgamento perante ele desde 1914. As pessoas semelhantes a ovelhas na disposição para com Deus seguirão a regra de pagar á César só as coisas de César, mas a Deus todas as coisas de Deus. Como apóstolos cristãos, Paulo e Pedro se apegaram a esta regra e escreveram em apoio dela. — Mat. 25:31-40.

      4. (a) Quando e a quem escreveu Paulo referente a este ponto em questão e, portanto, com referência a que dominadores? (b) Os que receberam a carta de Paulo, entenderam-na, e o que dizer dos cristãos hodiernos?

      4 Por volta do ano 56, Paulo escreveu à congregação cristã na própria capital do Império Romano. No capítulo treze de sua carta, ele tratou especialmente deste ponto em questão. Isto se deu mais de duzentos anos antes de a chamada cristandade vir a existir (no quarto século). Paulo escreveu bem no meio do Império Romano pagão, antes de haver os chamados reis cristãos que afirmaram reger por direito divino e “pela graça de Deus”. Portanto, Paulo escreveu aos cristãos em Roma, não acerca dos dominadores políticos da cristandade, mas acerca dos dominadores pagãos, tais como César e seus governadores e os reis das nações individuais. Especialmente em Roma os cristãos tinham de estar bem informados sobre esta questão: Os dominadores mundanos não eram cristãos e não estavam dedicados a Jeová Deus, contudo deviam os cristãos alguma coisa aos dominadores que controlavam o país, sim, até a Palestina e a cidade de Jerusalém? Por amor do cristianismo a congregação romana tinha de estar bem informada sobre esta questão controversial e agir com uma consciência esclarecida. Paulo, na sua carta dirigida a eles; tratou refletidamente do assunto. Certamente, ele lhes foi explícito e os cristãos entenderam o que ele escreveu. Hoje, contudo, dezenove séculos mais tarde, há controvérsia sobre o que Paulo queria dizer, conforme chegou forçosamente à atenção do mundo mediante um acontecimento religioso na Alemanha dividida.a

      5, 6. (a) Em benefício de quem escreveu Paulo Romanos 13:1-7, mas que questão surge neste sentido? (b) O que nos ajudará a obter a resposta correta sobre esta pergunta e o que fazemos agora?

      5 Paulo escreveu “a todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos”, e escreveu, portanto, em benefício da congregação cristã. (Rom. 1:7, ALA) Mas nem todas as coisas que ele considerou nesta são coisas de dentro da congregação. A pergunta capital hoje é:São as coisas, sobre as quais Paulo escreveu em Romanas, capítulo treze, versículos 1 a 7, de dentro ou de fora da congregação Por exemplo, os versículos que precedem o capítulo treze nos ajudarão a determinar isto. Precisamos lembrar-nos de que Paulo não dividiu a sua carta em versículos ó capítulos; ele a escreveu em forma de carta, não de livro moderno ou da Bíblia de estilo moderno. Não há prova de que ele tenha separado O que é hoje capítulo 13:1-7 do que o precede. Portanto, a fim de obtermos o contexto introdutório, leiamos, sem interrupção, aquilo que constituí hoje o capítulo 12:17 até capítulo 13:7, como segue:

      6 “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor [Jeová]. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministre de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” — ALA.

      7. Segundo o contexto introdutório, onde situam-se logicamente as “autoridades superiores”?

      7 Da leitura acima é evidente que, nos últimos cinco versículos do capítulo doze, Paulo disse aos santos de Deus como deviam portar-se entre os homens de fora da congregação cristã, “todos os homens”, inclusive até mesmo um inimigo que fizesse mal aos cristãos, por conseguinte,.uma pessoa de fora não de dentro da congregação. Logo depois, Paulo passou a considerar as “autoridades superiores”, de modo que estava com os olhos fixos, não no que estava dentro da congregação, mas fora dela. Portanto, as “autoridades superiores” situam-se logicamente no mundo, fora da congregação.b Certamente, não podemos fechar os olhos ao fato de que há autoridades fora da congregação cristã.

      8. (a) Qual foi a palavra original que Paulo escreveu para “autoridade” e a quem se aplicava também esta palavra? (b) Como foi esta palavra usada por Satanás, o Diabo, e por um centurião romano em Cafarnaum?

      8 Embora a congregação estivesse em Roma, Paulo escreveu a ela em grego, não em latim. A palavra grega que Paulo empregou para “autoridade” foi exousía. Os leitores da antiga tradução grega dos Setenta das Escrituras Hebraicas estavam bem familiarizados com á palavra exousía que se aplicava à regência ou domínio dos pagãos. (Veja-se Daniel 7:6, 14, 17; 11:5.) Até mesmo Satanás, o Diabo, reivindicou autoridade. Quando procurou tentar a Jesus Cristo, com a regência e domínio do mundo, ele disse a Jesus: “Dar-te-ei toda esta autoridade [exousía] e a glória destes reinos, porque ela me foi. entregue, e a dou a quem eu quiser.” Mas Jesus recusou fazer negociações sobre a autoridade mundana ‘com o principal inimigo de Deus. (Luc. 4:6-8, ALA) Mais tarde, quando um centurião romano, em. Cafarnaum, implorou a Jesus que curasse o seu servo, também empregou palavras que se acham em Romanos 13:1, e disse: “Apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai.” — Mat. 8:5-9; Luc. 7:8, ALA.

      AUTORIDADES DO MUNDO

      9. Como foi que tanto Jesus como seus inimigos usaram esta palavra, referindo-se às autoridades do mundo?

      9 Avisando de antemão seus discípulos acerca dá, perseguição da parte dos inimigos do cristianismo, Jesus disse: “Quando vos levarem às sinagogas e perante os governadores e as autoridades, não vos preocupeis quanto ao modo por que respondereis, nem quanto às causas que tiverdes de falar.” (Luc. 12:11, ALA) Conforme diz Lucas 20:20 (ALA) os líderes religiosos judaicos enviaram homens que pretendiam ser justos para falar a Jesus, “para verem se o apanhavam em alguma palavra, a fim de entregá-lo à jurisdição e à autoridade do governador”. Quando Jesus se deixou prender no jardim de Getsêmani, ele disse a seus inimigos:, “Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas.” (Luc. 22:53; Col. 1:13, ALA) O que o Governador Pôncio Pilatos fez com Jesus? “Ao saber que era da jurisdição [exousía] de Herodes, . . . lho remeteu.” (Luc. 23:7, ALA) Em harmonia com esta autoridade dos governadores mundanos, Jesus dissera anteriormente a seus apóstolos:“Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim.” (Luc. 22:25, 26, ALA) E o último livro da Bíblia, predizendo eventos dos nossos dias, fala de dez reis simbólicos e diz: “Recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora. Têm estes um só pensamento, e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem.” (Apo. 17:12, 13, ALA) Portanto, todos estes são “autoridades” do mundo.

      10. Será que o adjetivo “superiores”, aplicado àquelas “autoridades”, as eleva acima deste mundo e o que determina a nossa resposta nesta questão?

      10 Todavia, alguém talvez objete, dizendo que em Romanos 13:1 Paulo chamou as autoridades de “superiores”, e será que esta expressão não elevou aquelas autoridades acima deste mundo? Podem quaisquer autoridades ser “superiores” a Deus? Não; mas Paulo nos faz lembrar que essas “autoridades” a despeito de serem “superiores”, estavam sujeitas a Deus. Como se, dá isso? Paulo disse: “Não há autoridade que não proceda de Deus; e ás autoridades que existem foram [por quem] por ele [Deus] instituídas.” Se Deus as colocou numa posição relativa a si próprio e umas às outras, então tais “autoridades superiores” precisam estar sujeitas a Deus, que é o Altíssimo. (Luc. 6:35; Atos 7:48; Heb. 7:1) “Superior”, segundo o particípio verbal grego, empregado por Paulo, significa “estar acima; estar mais alto (ou melhor); estar no cume; estar proeminentemente acima”, e não ser necessariamente supremo. Notemos outros empregos deste verbo grego.

      11. Que empregos do mesmo verbo grego são feitos em 1 Timóteo 2:1, 2; 1 Pedro 2:13 e Filipenses 2:3?

      11 Em 1 Timóteo 2:1, 2, Paulo, ao considerar orações que envolvem toda espécie de homens, disse que as orações deviam ser oferecidas “em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se achavam investidos de autoridade”. A expressão “investidos de autoridade” é tradução do substantivo grego hyperokhé, derivado do verbo hyperékhein, o particípio do verbo que Paulo emprega em Romanos 13:1. Pedro empregou o mesmo verbo grego em 1 Pedro 2:13 e falou do rei como sendo “soberano”. ‘Também, em Filipenses 2:3, o apóstolo Paulo disse aos cristãos na congregação cristã como deviam considerar-se mutuamente, dizendo: ”Por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”, não, naturalmente, supremos como Jeová Deus.

      “SUPERIORES” A QUEM?

      12. Há no mundo homens em posição mais elevada do que os cristãos e de que se lembram os cristãos neste sentido?

      12 Entretanto, lá no mundo, onde os cristãos se encontram, embora não façam parte do mundo, há homens que são superiores em posição e em autoridade aos verdadeiros cristãos. Isto se dá nos governos políticos, porque os cristãos verdadeiramente dedicados, como as testemunhas de Jeová, não se metem na política nem correm atrás de cargos políticos. Mas lembram-se das palavras do Rei Salomão, em Eclesiastes 5:8 (ALA), referindo-se a Jeová Deus como superior aos mais elevados terrestres, dizendo: “Se vires em alguma província opressão de pobres, e o, roubo em lugar do direito e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que esta. alto tem acima de si outro mais alto que o explora, e sobre estes há ainda outros mais elevados que também exploram.”

      13. Por que deve “toda a alma” estar em sujeição e como se pode ver que isto não se aplica aos anjos celestiais?

      13 Visto que os cristãos não podiam evitar os tratos com os governos do mundo, Paulo disse aos cristãos em Roma: “Toda alma esteja em sujeição às autoridades superiores.” Ele lhes fez lembrar que eram almas, e que a vida deles como almas se achava envolvida. Toda alma, todo indivíduo, da congregação tem obrigação de render tal sujeição. Ninguém está isento; e a carreira de Paulo provou que ele não estava isento. Mas até onde deverá ir a sujeição dos cristãos? Até o limite? De forma alguma. Lembre-se de que Romanos 13:1 não se dirige aos anos no céu, que se sujeitam apenas a Deus e a seu Filho glorificado, Jesus Cristo. (Heb. 1:5, 6; 1 Ped. 3:21, 22) Os anjos celestiais pelejaram em tempos passados contra os governos políticos humanos e ainda vão lutar contra eles na “guerra do grande dia do Deus Todo-poderoso”. (Apo. 16:14-16; 19:14-20, VB) Romanos 13:1 não se dirige a eles, mas aos cristãos aqui na terra, onde ainda existem os governos políticos deste sistema de coisas.

      14. Quais são algumas das áreas limitadas de sujeição que os cristãos precisam observar?

      14 Aqui na terra há muitas áreas limitadas de sujeição que os cristãos precisam observar segundo a Palavra escrita de Deus. Até mesmo Jesus, como menino em Nazaré, ‘estava sujeito’ aos seus tutores terrestres, José e Maria. (Luc. 2:51, 52; Gál. 4:1-5, VB) De modo que se ordena a sujeição dos filhos aos pais cristãos em 1 Timóteo 3:4; Efésios 6:1-4; os cristãos mais jovens precisam sujeitar-se aos mais velhos (1 Ped. 5:5); os escravos ou servos, aos seus senhores ou amos (Tito 2:9; 1 Ped. 2:18; Efé. 6:5-8); as esposas, aos maridos (Col. 3:18; Tito 2:5; 1 Ped. 3:1, 5; Efé. 5:22-24); as mulheres, aos irmãos na congregação (1 Cor. 14:33, 34); e os membros de congregação, aos irmãos que lhes ministram fielmente. (1 Cor. 16:16) Todos esses são casos de sujeição relativa, limitados; pois, acima de tudo, precisamos fazer conforme Tiago 4:7 (NTR) diz aos cristãos: “Sujeita-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vos.”

      15. Concordemente, que espécie de sujeição é preciso render às “autoridades superiores” e por quê?

      15 Assim também, a sujeição que os cristãos precisam render às “autoridades superiores” deste velho mundo é meramente relativa, pois não desconsidera a Deus e à consciência. Por exemplo, o apóstolo Paulo disse que uma das razões pelas quais toda alma devia estar sujeita é que “não há autoridade exceto por Deus”.

      COM A PERMISSÃO DE DEUS

      16. Como veio Satanás, o Diabo, a possuir autoridade e o que tem ele feito com ela?

      16 O poder de Satanás, o Diabo, foi obtido originalmente de Deus. Entretanto, não devemos sujeitar-nos ao Diabo nem por um momento, mas precisamos opor-nos a ele. Foi-lhe permitido ter autoridade invisível sobre este velho mundo; de outra forma, ele não poderia ter oferecido a Jesus ‘a autoridade do mundo inteiro quando procurou fazê-lo pecar. A pessoa que tem poder e autoridade pode transmiti-lo ou dar um pouco a outros. Satanás, “o grande dragão”, tem procedido assim como a sua organização visível na terra. Apocalipse 13:1, 2 (NTR) representa esta organização como uma besta selvagem e diz: “E o dragão deu [à besta] o seu poder e o .seu trono e grande autoridade.”

      17. Ao se sujeitarem aos governos políticos, estão os cristãos sujeitando-se a Satanás ou qual é a diferença?

      17 Naturalmente, tudo isto só pôde acontecer com a permissão de Deus, e resultou nos governos e domínios políticos de hoje. Todavia, Satanás, o Diabo, não é uma autoridade visível, terrestre, a quem os cristãos estejam ordenados a se sujeitar. Quando os cristãos se sujeitam aos governos ou “autoridades superiores” humanos, terrestres e visíveis, eles não se estão sujeitando a Satanás, o Diabo, o Dragão. Estão obedecendo à ordem de Deus.

      18, 19. (a) Por causa de que propósito declarado não destruiu Deus a Satanás? (b) O que se comprometeu Deus a provar com referência à “Semente” prometida?

      18 Desde antes do dilúvio dos dias de Noé até agora, Satanás, o Dragão só tem exercido poder e autoridade com a permissão de Deus. Deus não destruiu Satanás só por causa daquilo que dissera a Satanás no jardim do Éden depois que Adão e Eva pecaram. Deus disse: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” — Gên. 3:15, VB.

      19 Tinha de se permitir tempo e liberdade ao Diabo, a fim de resolver a recém-surgida questão em litígio: Quem possui a soberania universal, Jeová Deus ou Satanás, o Diabo? Também, já que a Semente ou a Descendência da “mulher” de Deus ficou envolvida na questão, Deus se comprometeu a provar o seguinte ponto: A despeito da queda do primeiro homem perfeito no pecado sob a pressão de Satanás, o Diabo, Jeová Deus era capaz de colocar na terra, no meio do mundo do Diabo, uma Semente ou Descendência que permaneceria fiel a Deus. A sujeição desta Semente às “autoridades superiores,” terrestres não faria com que esta Semente ou Descendência fosse desleal a Deus nem com que quebrasse; a integridade para com Deus.

      20. O que foi ilustrado no caso de Jó da terra de Uz e o que foi prefigurado mediante ele?

      20 A permissão de Deus a Satanás para usar o seu poder contra os homens piedosos e íntegros se acha ilustrada no caso do paciente Jó da terra de Uz. Sendo desafiado por Satanás, o Diabo, Jeová Deus disse-lhe relativo ao fiel Jó: “Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão.” Quando o mal-sucedido Satanás desafiou a Deus pela segunda vez, Deus disse acerca de Jó:“Eis que ele está em teu poder; mas poupa-lhe a vida.” Jó provou que. Satanás, o Diabo, é mentiroso. Isto prefigurou como Satanás falharia completamente quando se lhe permitisse o uso de seus poderes contra a Semente ou Descendência da “mulher” de Deus. — Jó 1:12; 2:6, ALA.

      21, 22. (a) Por conseguinte, como é que as “autoridades superiores” têm podido exercer autoridade? (b) Como foi que Jesus tornou isto claro perante o governador romano?

      21 Como foi no caso de Satanás, assim é no caso das visíveis “autoridades superiores.” humanas. Estas não podem exercer autoridade exceto com a permissão de Deus, por causa da questão envolvida. Concordemente, quando o Principal da Semente da “mulher” de Deus, a saber, Jesus Cristo, esteve perante a autoridade superior terrena na Judéia, o governador romano Pôncio Pilatos, Jesus disse-lhe algo muito esclarecedor. A vida humana de Jesus estava então em julgamento.

      22 Quando Jesus não quis falar ao governador romano sobre à sua origem celestial, “Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar, e autoridade para te crucificar? Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada”. (João 19:9-11, ALA) Foi só por concessão de Deus que Pilatos pôde ter autoridade terrestre para matar Jesus.

      23. O que, portanto, é veraz no caso de ação contra os outros membros da semente da mulher e como Uma Tradução Americana concorda com isto em Romanos 13:1?

      23 A mesma coisa se aplica no caso de todas as “autoridades superiores” políticas, quando processam os outros membros fiéis da semente ou descendência da “mulher” de Deus, quando, por exemplo, processam hoje em dia os “restantes da sua descendência”. (Apo. 12:13, 17, ALA) Portanto, as palavras de Paulo, em Romanos 13:1, referem-se à autoridade permitida a essas “autoridades superiores”.. Em harmonia com isto, Uma Tradução Americana da Bíblia verte Romanos 13:1 como segue: “Toda pessoa precisa obedecer às autoridades que estão sobre ela, pois nenhuma autoridade pode existir sem a permissão de Deus.”

      24. Opera esta autoridade concedida para causar dano ao povo de Deus e rege a autoridade por direito divino?

      24 Não importa como seja usada pelos imperfeitos e pecaminosos dominadores humanos, esta autoridade concedida não causará dano eterno no povo fiel de Deus; resultará antes no eterno bem dele. Deus observa como os homens investidos de autoridade a usam. O seu bom uso ou mau uso não lhe passa desapercebido, conforme revela a sua própria Palavra escrita. Portanto, tal uso é forçosamente permitido de Deus, e não porque as “autoridades superiores” regem “por direito divino”.

      “AUTORIDADES EXISTENTES” SEGUNDO COLOCADAS

      25. Em que sentido permanecem as “autoridades que existem”?

      25 Continuando o pensamento sobre a permissão de Deus, Romanos 13:1, (ALA) passa a dizer: “As autoridades que existem foram por ele [Deus] instituídas.” O verbo grego que Paulo empregou aqui, a saber, tasso, significa “ordenar; colocar em certa ordem”, como em Lucas 7:8, onde tem o significado de colocar sob as ordens de outrem. Portanto, refere-se a organizar as coisas. (Mat. 28:16; Atos 28:23; 15:2) Não devemos deixar de notar que Romanos 13:1 não diz que as autoridades que existem foram criadas por Deus. Ele não é o Criador delas. Ele permitiu que viessem a existir. Ele até previu que chegariam a existir. Ele as predisse porque estava determinado a permitir que existissem. Ele sempre teve presente a relação destas “autoridades superiores” na terra para com a Semente ou Descendência de sua “mulher”.

      26. Com relação a que fixou Deus os termos dos povos do mundo e por quê?

      26 Vemos isto no caso da antiga nação judaica de Israel, ou Jacó. O profeta de Deus, Moisés, conduziu a nação de Israel (ou Jacó) para fora do Egito e passou por várias nações mundanas até às fronteiras da Terra Prometida, Canaã. Ali, nas fronteiras, Moisés compôs um cântico profético antes de morrer, no qual disse: “Quando o Altíssimo [Jeová Deus] distribuía as heranças às nações, quando separava os filhos dos homens uns dos outros, fixou os termos dos povos, segundo o número dos filhos de Israel. Porque a porão do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança. Assim só o SENHOR O guiou, e não havia com ele deus estranho.” (Deu. 32:8, 9, 12, ALA) Desta nação e em cumprimento dá profecia bíblica veio o Principal da Semente da “mulher” de Deus, e também milhares de outros membros da semente dela. Podemos, então, entender por que Jeová fixou os termos dos povos do mundo “segundo o número dos filhos de Israel”. Ele estava interessado em produzir esta Semente.

      27. Com pensamento similar, o que disse Paulo no supremo tribunal de Atenas e como foi isto ilustrado no caso de Abraão, Isaque e Jacó?

      27 Com pensamento similar, o apóstolo Paulo disse no supremo tribunal em Atenas, na Grécia: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. . . . de um só fez toda raça humana para. habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos prèviamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós.” (Atos 17:24, 26, 27, ALA) Na história bíblica se pode ver como Deus decretou os tempos designados para a sua existência e colocou limites à sua habitação. Quando Abraão, Isaque e Jacó peregrinavam na Terra Prometida de Canaã, Jeová permitiu aos cananeus pagãos que ocupassem a terra e exercessem ali a sua autoridade; e Abraão, Isaque e Jacó tinham de reconhecê-la. “Andavam de nação em nação, dum reino para outro reino. A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas.” — Sal. 105:13-15, ALA.

      28, 29. (a) Quando a “iniqüidade dos amorreus” chegou ao auge, o que fez Deus com seu povo, os descendentes de Abraão? (b) Na marcha para a terra, de Canaã, o que não permitiu Deus que a nação de Israel fizesse?

      28 Centenas de anos mais tarde, quando a “iniqüidade dos amorreus” em Canaã chegou ao auge e veio o tempo designado de Jeová desterra-los da Terra Prometida, ele conduziu os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó para fora do Egito pela mão de Moisés. Fê-los marchar através do deserto e além ou através das nações até as margens orientais do Rio Jordão. — Gên. 15:13-21; Sal. 105:26-45, ALA.

      29 Na marcha para a terra de Canaã, Deus não permitiu que a sua nação de Israel molestasse, dominasse ou desterrasse as nações de Edom (ou Esaú; Monte Seir), Moabe e Amom. Por que não? “Pois”, disse Jeová, “a Esaú dei por possessão a montanha de Seir”. “Não molestes a Moabe e não contendas com eles em peleja, porque te não darei possessão da sua terra; pois dei Ar em possessão aos filhos de Ló. . . . Da terra dos filhos de Amom te não darei possessão, porquanto aos filhos de Ló a tenho dado por possessão.” — Deu. 2:5, 9, 19, ALA.

      30. Como tratou Deus as outras nações por intermédio da nação de Israel e por que permaneceram na terra de Canaã algumas nações inimigas?

      30 Outras nações, tais como os amorreus sob o Rei Seom; também os amorreus sob o Rei Ogue de Basã, e os cananeus ao leste do Rio Jordão, Jeová condenou à destruição pelo seu povo escolhido, Israel. (Deu. 2:31 a 3:13) Mas quando a nação invasora de Israel perdeu o seu zelo piedoso e deixou de destruir ou subjugar os cananeus, tais como os filisteus, os sidônios, os heteus, os heveus, os amorreus, os pereseus e os jebuseus, então Jeová declarou que deixaria estes inimigos permanecer para servir de vexação e de laço para os israelitas. — Juí. 2:20 a 3:6.

      31. O que dizer referente a Deus e às outras nações arredor de Israel tanto antes como durante os “tempos dos gentios”?

      31 Jeová Deus estava ciente das outras nações pagãs arredor do seu povo escolhido, tais como Babel (Babilônia), Assíria, Síria e também o Egito, ao qual enviará pragas, mas permitira que subsistisse. Isto foi antes do início dos Tempos dos Gentios em 607 A. E. C. O próprio Jeová Deus predissera esses “tempos dos gentios”, e o Seu Filho Jesus Cristo também os. mencionou na sua profecia sobre o fim deste sistema mundano de coisas. (Luc. 21:24, ALA; Jer. 25:8-29; Deu. 28:64-68; Lev. 26:31-41) Jeová predissera também, mediante os seus profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, a ordem em que as potências mundiais, a começar com Babilônia, sé sucederiam durante Asses Tempos dos Gentios até que findassem em 1914 (E. C.).c

      32. O que predisse Deus referente a grupos ou associações nacionais desde 1914 em diante, e durante que tempo escreveu Paulo a sua carta acerca das “autoridades superiores”?

      32 O último livro da Bíblia, em surpreendentes simbolismos predisse os grupos ou associações nacionais que existiriam durante este “tempo do fim”, desde 1914 em diante; por exemplo, a organização terrestre visível do Diabo, também a potência dupla anglo-americana, a Liga das Nações e as Nações Unidas. (Apo. 13:1 a 19:20) Jeová Deus também predisse a destruição .dessas “autoridades superiores” na “guerra do grande dia do Deus Todo-Poderoso”. O apóstolo Paulo escreveu a sua carta relativa às “autoridades superiores” durante os Tempos dos Gentios nos dias do Império Romano. A Sentinela está publicando este artigo relativo a elas quarenta o oito anos depois do término dos Tempos dos Gentios em 1914.

      33. Terminou em 1914 a aplicabilidade de Romanos 13:1 ou quando não mais será aplicável?

      33 A aplicação de Romanos 13:1, porém, não terminou em 1914. O fim “dos tempos dos gentios” naquele ano ainda deixou as “autoridades superiores” gentias existir na terra, mas sob o julgamento pelo reino de Deus estabelecido nos céus em 1914, com a entronização de Seu Filho Jesus Cristo à sua destra. Essas “autoridades superiores” gentias ainda existem, embora estejam sofrendo muitas mudanças e reajustes. O Deus Todo-poderoso continuará a permitir isto até. que termine a sua obra de ajuntar as pessoas semelhantes a ovelhas dentre as nações, segundo a sua vontade. Daí, ele começará a guerra universal chamada Armagedon, a fim de as destruir.

      DIFERENÇA NAS LEIS

      34. Por que tem havido mudanças ou leis diferentes e isto tem acontecido só nas nações gentias?

      34 Ao passo que uma após outra as potências mundiais iam tomando posição de controle nos assuntos mundiais durante os Tempos dos Gentios, ocorriam, naturalmente, mudanças de tempos a tempos nas leis às quais os súditos tinham de obedecer. Também, as leis locais de um país diferiram das de outros países, segundo as idéias jurídicas das autoridades governamentais locais. As leis num lugar podem ser contrárias às de outro lugar. Até mesmo as leis de Deus para o seu povo às vezes diferiram. Por exemplo, a nação de Israel estava sob as leis do antigo pacto que Moisés mediara com Jeová; ao passo que a “nação santa” do Israel espiritual, desde 33 E. C., está sob as leis cristãs do novo pacto de Deus mediado pelo Filho Jesus Cristo. Deus proibiu que os judeus comessem gordura animal, porco e animais impuros, mas as Suas leis atuais permitem que os cristãos comam estas coisas. Contudo, Deus não se contradiz nisto.

      35. Por que acontece que muitas leis gentias estão em harmonia com à consciência cristã?

      35 As leis humanas diferem de país em país e de tempos em tempos e podem até ser contraditorias, porém nem todas essas leis gentias são contra a consciência do povo de Deus: Muitas delas estão em harmonia com a consciência cristã, embora os legisladores gentios não sejam influenciados pelo judaísmo nem pelo cristianismo. Como se dá isso? Muito fácil, pois todas as nações e povos descendem de um só homem original, Adão e sua esposa Eva, nos quais Deus implantou o senso do bem e do mal, chamado a “consciência”. Além do início comum, todos os povos tiveram início mais recente ‘de antepassados justos, dos sobreviventes do dilúvio global, há quarenta e três séculos atrás, isto é, do consciencioso Noé, dos seus três filhos, e as suas esposas, ou sejam, oito pessoas ao todo.

      36, 37. Segundo explicou Paulo, tais revelam o efeito de quê?

      36 A consciência é inerente no homem, sendo que Deus a fez parte do homem. Já decorreram milhares ‘de anos desde o Dilúvio, mas, mesmo assim, nem toda a consciência desapareceu, nem mesmo dos que não são o povo escolhido e dedicado de Deus. Por isso, muitas leis revelam o efeito da consciência dada por Deus que ainda subsiste até certo ponto. Sobre este ponto Paulo disse aos cristãos em Roma:

      37 “Os que praticam a lei hão de ser justificados. Quando, pois, os gentios que não têm lei, procedem por natureza de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos [De que maneira?]. Estes mostram a norma da lei, gravada nos seus corações, testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos mutuamente acusando-se ou defendendo-se.” — Rom. 2:13-16, ALA.

      38, 39. (a) Quando os cristãos se sujeitam, o que fazem referente às leis das “autoridades superiores”? (b) O que mostram referente à obediência os casos de Daniel, na Medo-Pérsia, e dos seus três companheiros sob o Imperador Nabucodonosor, e como mostram os cristãos hodiernos que não estão sem lei para com Deus?

      38 Portanto, quando os cristãos se sujeitam às “autoridades superiores” gentias, com seus sistemas diferentes de governo e de leis, êles se conformam às leis que revelam o efeito da consciência, segundo aquilo que Deus escreveu originalmente no coração do homem. Uma vez que a sujeição às “autoridades superiores” mundanas é apenas relativa, os cristãos não estão obrigados a obedecer a uma lei mundana que estiver em oposição às leis do Supremo Legislador, Jeová Deus. Mesmo durante os Tempos dos Gentios, o profeta Daniel recusou obedecer à lei medo-persa que lhe proibia orar constante e diariamente a Jeová. A libertação milagrosa de Daniel da cova dos leões provou que ele fizera bem em não se sujeitar ao Rei Dario ao ponto de violar a lei de Deus. — Dan. 6:1-23.

      39 Os três companheiros de Daniel, apesar de estarem no cativeiro em Babilônia, não obedeceram à lei do imperador que os obrigava a prostrar-se em adoração diante dum ídolo de ouro. Quando saíram vivos, sem nem mesmo ficar chamuscados, da fornalha de fogo superaquecida, isto provou que haviam agido corretamente, recusando conscienciosamente obedecer ao imperador e violar a lei do Deus Altíssimo relativa à idolatria. (Dan. 3:1-30) Semelhantes àquelas testemunhas de Jeová de outrora, as de hoje recusam obedecer às leis humanas que estejam contra a lei de Deus. Não são infratoras da lei de Deus; por conseguinte, obedecem a todas as leis das “autoridades superiores” gentias que não estiverem em conflito com a lei de Deus. De modo que podem estar em sujeição como cidadãos que acatam a lei.

      40. (a) Sendo instituídas por Deus, em que relação estão para com o próprio Deus as “autoridades que existem”? (b) Possuem essas autoridades superioridade na terra e por que os cristãos nada podem fazer a não ser sujeitar-se a elas?

      40 Mediante a consideração da história bíblica e o estudo das profecias cumpridas nas nações gentias, notamos que Romanos 13:1 diz corretamente que “as autoridades que existem foram por ele [Deus] instituídas.” Jeová, o Altíssimo, não é o Deus das nações mundanas nem das suas “autoridades superiores”, apesar disto, ele as controla. Ao organizá-las ou colocá-las nas suas posições relativas e ao determinar a sua sucessão na potência mundial, Jeová não as tornou superiores a si mesmo ou a Cristo. Entretanto, possuem elas superioridade relativa na terra? Sim, até para com os cristãos. Foi-lhes permitida uma autoridade que os verdadeiros cristãos não possuem. Como assim? Porque os cristãos não fazem parte da política e não buscam nenhuma autoridade mundana como imperadores, reis, governadores, prefeitos, e assim por diante. As atuais autoridades são uma parte ativa deste mundo que em breve será destruído no Armagedon; e os cristãos não são parte desse mundo condenado. Todavia, enquanto existirem as autoridades com a permissão de Deus, os cristãos precisam sujeitar-se a elas em grau relativo.d

  • Os benefícios da sujeição às autoridades
    A Sentinela — 1963 | 15 de junho
    • Os Benefícios da Sujeição às Autoridades

      1. Como pode uma pessoa colocar-se contra o arranjo divino referente às autoridades e o que não impede Deus que aconteça à pessoa que faz isto?

      QUEM deseja se por voluntariamente contra os arranjos de Deus? Uma pessoa pode fazer isto; colocando-se contra a autoridade que Deus permite aos homens em altos postos na terra. A oposição não avantaja a pessoa. O apóstolo Paulo escreveu em Romanos 13:2 (ALA): “De modo que [segundo o que Paulo tinha dito no primeiro versículo, conforme explicado acima] aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.” Visto que tal oposição significa colocar-se contra o próprio arranjo divino, Deus não impede que a pessoa que se opõe seja punida atualmente às mãos dá autoridade.

      2. Por que não se opôs Jesus às autoridades terrestres e como foi recompensado por isto?

      2 Jesus conhecia perfeitamente o arranjo de Deus. Portanto, Jesus não se opôs às autoridades terrestres, embora isto lhe custasse a vida. Ele não se opôs à autoridade que Deus permitiu que o governador romano de Jerusalém tivesse para matá-lo. A autoridade do governador era limitada, segundo o próprio Jesus lhe disse, porque a autoridade de Deus é suprema e absoluta. (João 19:10, 11; Luc. 20:20) Por isso Jesus não apelou para César. Submeteu-se como um cordeiro manso ao arranjo de Deus, para que se cumprisse a profecia de Isaías 53:6, 7. (Atos 8:32, 33) Mas o julgamento de morte que Jesus sofreu não foi por se opor às “autoridades”; foi porque os seus acusadores falsos prevaleceram sobre o governador, e este queria impedir um conflito religioso. Jesus foi recompensado, visto não se ter colocado contra o arranjo de Deus quanto às “autoridades superiores”. Ele foi ressuscitado dos mortos para uma vida celestial e recebeu uma posição real à própria destra de Deus.

      3. (a) Por que foi que mataram Jesus, todavia, o que mandou ele mais tarde que seus discípulos fizessem? (b) Por que é que a pregação da Bíblia não constitui uma oposição ao arranjo de Deus?

      3 Jesus pregava as boas novas do reino de Deus e foi morto por causa disto. Jesus sabia que isto era correto, embora a “autoridade” romana o matasse por pregar o reino de Deus. Foi por isso que ele, depois de ter sido ressuscitado, apareceu aos seus discípulos e disse-lhes que continuassem pregando as mesmas boas novas do reino. A pregação que lhe tinha custado a vida humana não era recusa de se submeter às “autoridades superiores” deste mundo. Estas “autoridades superiores” não podem anular o mandamento que Deus deu por intermédio de Cristo, o mandamento de que as boas novas da salvação sejam pregadas. Portanto, a sujeição às autoridades do mundo não significa silenciar a pregação da Palavra de Deus. Esta pregação não constitui uma oposição ao arranjo de Deus no tocante a autoridades para este mundo. A pregação é uma obediência apropriada a Deus, de quem procede toda a autoridade.

      4. Por que permite Deus que sejamos levados perante governadores e reis por causa da pregação do Reino?

      4 Se formos perseguidos por pregar a Palavra de Deus, isto não significa que opomos às autoridades do mundo. Quando nós, pregadores, somos levados perante reis, governadores e juízes por pregar as boas novas, é pela permissão de Deus para que lhes demos testemunho e também para que nós, se possível, aproveitemo-nos da ajuda destas autoridades. Por isso Jesus não disse aos seus seguidores que parassem quando fossem levados perante os governadores. (Luc. 12:11, 12) Ele disse-nos que aproveitássemos desta oportunidade para estender o testemunho do Reino até às “autoridades superiores”, dando-lhes testemunho sem fosse. Devemos transformar a ocasião em oportunidade de dar-lhes testemunho. Disse Jesus: “Por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios.” — Mat. 10:18, ALA.

      5. Como explicaram os apóstolos por que não tinham obedecido ao tribunal judaico e com quem então concordavam eles?

      5 Pedro e os outros apóstolos de Cristo explicaram por que não tinham obedecido à ordem do Supremo Tribunal judaico em Jerusalém, dizendo: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens. Não era um caso de opor-se erroneamente ao tribunal judaico, que ainda existia com a permissão do governo romano. (Atos 5:29, ALA) Os apóstolos sabiam que o próprio Deus destruiria aquele tribunal. Por isso eles não conspiraram ou trabalharam contra ele, nem mesmo na congregação cristã. Não instigaram ação política contra o tribunal, nem mesmo entre o povo. Nos dois pontos eles concordavam com Deus: (1) Estarem sujeitos às autoridades que Deus permitia que existissem e (2) obedecerem ao mandamento de Deus para pregar.

      6, 7. (a) Como é que as organizações religiosas da cristandade têm sido culpadas de opor-se ao arranjo de Deus? (b) Como é que a Igreja Católica Romana tem sido culpada disto, e a despeito de que pretensão dela’.

      6 As organizações religiosas da cristandade têm sido culpadas de opor-se ao arranjo de Deus. Como? Opondo-se às autoridades permitidas em vez de se sujeitarem a elas. Como? Metendo-se na política e tentando subir à cúpula estatal para dominá-la.

      7 Todo aquele que lê a história sabe que os católicos romanos, desde o papa para baixo, têm tentado estar acima das “autoridades superiores” ou dos “poderes superiores” na terra. (So; RJ) Têm tentado dominar as “autoridades superiores” políticas, em vez de, como verdadeiros cristãos, estarem sujeitos a elas. Tem sido furiosa a luta secular entre a Igreja Católica Romana e os estados da cristandade. Ela tem imposto a sua lei canônica a alguns estados e os tem forçado a executar os hereges para ela. Tem suscitado revoltas contra os estados não-católicos e tem liderado a queda de governos que não têm a aprovação da igreja. Tem casado a Igreja com o Estado. E nesta união, ela se esforça para ser o marido, o cabeça, e não a mulher, que deve estar sujeita ao marido. Apesar disto, a Igreja Católica Romana pretende ser a Noiva de Cristo e estar sujeita às suas ordens, ordens tais como as dadas por intermédio de Paulo em Romanos 13:1, 2, e por intermédio de Pedro em 1 Pedro 2:13-17, 21-24. A Igreja Católica Romana está agora sob o seu devido julgamento.

      8. Qual foi a palavra grega que Paulo usou então para “julgamento” e o que mostra se a palavra se restringe a um dia futuro de julgamento?

      8 O julgamento que recebe todo aquele que se opuser às autoridades não é o futuro julgamento sob o reino milenar de Cristo. O julgamento dele é executado agora pelas “autoridades” em poder neste mundo. Para “julgamento” Paulo usou a palavra krima, que não é uma palavra usada uniformemente na expressão “dia de julgamento”, sendo que a palavra usada nesta expressão é krisis. A palavra krima pode significar qualquer julgamento individual, em qualquer tempo e de qualquer origem, quer humana quer divina. Ela não se restringe corretamente ao juízo de um dia futuro de julgamento, depois do Armagedon. Por isso Lucas 24:20 fala de krima ou de “sentença de morte” executada sobre Jesus pelo governador romano. Em 1 Coríntios 6:7 fala de haver krimata, isto é, “julgamentos” ou “demandas” de uns contra outros. — Yg; Ro; ALA.

      9. Sabre quem as autoridades do mundo executam o julgamento de culpa e o que deve a congregação fazer referente a qualquer membro culpado?

      9 As autoridades do mundo julgam ou punem as pessoas, quer estejam dentro ou fora da congregação, se violarem as leis da decência e da boa ordem. Os violadores não podem queixar-se contra tal julgamento conforme mostram as palavras de Paulo à magistratura de César. (Atos 25:11) Portanto, a congregação cristã não pode proteger qualquer membro que roubar, contrabandear, cometer bigamia, matar, perjurar, defraudar, e assim por diante. A congregação precisa entregar o culpado para ser punido pelas autoridades do mundo. Quando o culpado viola as leis do país é opõe-se assina à “autoridade”, ele se coloca contra o arranjo de Deus.

      10. Até que ponto pode a congregação agir referente aos membros que violem as leis e por quê?

      10 A congregação cristã não tem mandamento de Deus e nem direito de proteger os que se opõem e violam as leis contra as punições devidas das “autoridades” do país. Não podemos impedir, opor e nem condenar a execução do krima ou julgamento, ajudando ou abrigando os violadores da lei. Fazer isto, coloca a congregação cristã também em oposição ao arranjo de Deus. A congregação, além de permitir que o krima ou “julgamento” se processe sobre os membros violadores, que trazem vitupérios sobre o povo de Deus, pode também desassociá-los. Ela não deseja merecer um krima ou “julgamento” junto com os violadores da lei, ajudando-os e cooperando com eles, opondo-se à “autoridade” do mundo. Ela não quer ser vituperada.

      UMA ENTIDADE DE TEMOR PARA O MAL

      11. Quem são os magistrados mencionados em Romanos 13:3 e qual é o “bem” para o qual eles não são para temor?

      11 Prosseguindo no pensamento acima, Romanos 13:3 continua dizendo: “Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela.” Os magistrados aqui referidos não são os magistrados invisíveis deste mundo, a saber; Satanás, o Diabo, e os seus demônios, conforme João 12:31; 14:30; Efésios 2:2; 6:12. Os que são chamados de “magistrados” são visíveis, terrestres, humanos. Estes magistrados não são para temor do “bem”. Isto não se refere à pregação das boas novas do reino de Deus, embora isto seja o melhor bem que podemos fazer. “O bem” significa as boas obras que as leis das “autoridades superiores” exigem de todo o mundo e que o povo em geral pratica.

      12. Como é que o apelo que Paulo fez no Tribunal de Cesaréia mostra se os imperadores romanos até então eram “para temor” quanto à pregação?

      12 Quando Paulo escreveu esta carta aos cristãos romanos no ano 56, o Imperador Nero ainda estava governando. Portanto, foi a este imperador romano que Paulo apelou. Por que apelou Paulo a este dominador com autoridade imperial pagã? Para manter a liberdade até mesmo no território judaico, a fim de que pregasse as boas novas do reino de Deus. (Atos 25:8-12; 26:1-7) Conseqüentemente, naquele tempo Nero não era “para temor” das boas obras da pregação do reino de Deus. O imperador anterior, Cláudio (41-54, E. C.), tinha banido os judeus naturais de Roma, inclusive Áquila e Priscila. Dias esta ação do Imperador Cláudio não foi contra os cristãos, muito embora os cristãos fossem confundidos com os judeus por causa da origem de sua religião. — Atos 11:28; 18:2; João 4:22.

      13. Até então, principalmente da parte de quem tinha vindo a perseguição sobre os cristos e a despeito de ser o que foi Paulo solto da prisão em Filipos?

      13 Ainda não tinha ocorrido o incêndio de Roma, que ocorreu em 64; este incêndio trouxe incidentalmente muita perseguição daí em diante aos cristãos, da parte dos gentios, de um modo organizado. Paulo estava então em condição de apelar para o Imperador Nero a favor do ministério cristão, que os judeus estavam obstruindo no seu caso. Até aquela ocasião a perseguição dos cristãos tinha sido principalmente da parte de judeus. O que tinha acontecido a Paulo e Silas em Filipos, na Macedônia, foi principalmente porque estes dois missionários foram acusados falsamente por exploradores perante os magistrados civis gentios, sendo que Paulo e Silas foram também estigmatizados de judeus. Neste caso, Paulo recorreu com êxito à sua cidadania romana e foi solto da prisão apesar de ser um cristão ativo. — Atos 16:19-21, 37-39.

      14. Por que então não receava Paulo de apelar para César e como confirma isto o que ele tinha dito ‘em Romanos 13:3 referente aos magistrados?

      14 Assim, quando se apresentou ao Governador Festo, Paulo não tinha receio de apelar para César, pois não tinha feito nada de mal na pregação da Palavra de Deus. Ele apelou ao maior tribunal romano, a fim de defender o seu direito de continuar pregando. Paulo escreveu a sua carta aos romanos muitos anos antes de ter sido preso em Jerusalém e em Cesaréia, e antes de ser transferido para Roma, a fim de apelar perante a pessoa de César Nero. Paulo chegou a Roma pela primeira vez cerca de 59 E. C. ou cinco anos antes do incêndio acidental de Roma. Paulo podia escrever corretamente, em Romanos 13:3; que os magistrados nos altos postos do mundo não eram para temor, até mesmo quando se pregava o Reno.

      15. Qual é o propósito legal da autoridade e como o indica o código de Hamurabi?

      15 “Os magistrados . . . são para temor . . . quando se faz o mal.” Isto se dá por causa da “autoridade” exercida por estes magistrados. O propósito legal do governo é desencorajar e reprimir o mal. A autoridade deve agir contra o mal segundo a lei do país. Qualquer justiça da lei mostra o resultado da consciência que Deus implantou no primeiro homem, sendo que ainda se encontra um pouco disto nos legisladores humanos. Mediante um proceder justo, a autoridade deve inspirar um temor restritivo nas pessoas inclinadas à prática do mal. Até mesmo o preâmbulo do código de lei do rei pagão Hamurabi da antiga Babilônia, indicava isto. Na coluna um diz: “. . . naquele tempo me chamavam de Hamurabi, o príncipe excelso, o reverenciador de deuses, para fazer prevalecer a justiça no país, para demolir a iniqüidade e o mal, para libertar o fraco da opressão do forte, . . . para iluminar o país, e para promover o bem-estar dos homens.a

      16. O que espera o povo dos seus magistrados, por que Deus lhes permite ter autoridade e é o abuso de autoridade ordenado por Deus?

      16 Os magistrados como temor para o mal é uma distinção não só dos homens em autoridade dentro da organização de Jeová, mas também das “autoridades superiores” deste mundo. Este é o propósito declarado de todos os magistrados humanos; e, isto é o que o povo, os súditos, esperam dos seus magistrados. A temível autoridade dos magistrados serve para manter a maldade suprimida. Desde que Deus permite os magistrados mundanos a ter autoridade sobre a terra, é para que vejam quanto bem ou quão pouco bem eles podem fazer com ela em comparação com o reino prometido de Deus. O abuso de autoridade na terra não é ordenado por Deus; é demoníaco. O exercício correto de autoridade foi provido para que resulte em benefícios, restringindo a anarquia e desordem.

      17. (a) Por que os cristãos não ‘temem a autoridade’ quando estão pregando? (b) Qual é o bem que Romanos 13:3 manda aos cristãos fazer, a fim de terem o louvor da autoridade?

      17 Os malfeitores têm razão para “temer a autoridade”, visto que as leis e os decretos desta são geralmente publicados e se tornam conhecidos. Os pregadores e instrutores das boas novas do reino de Deus não temem, pois não estão fazendo nada errado, mas estão fazendo o maior dos bens. Todavia, quando Romanos 13:3 (ALA) diz: “Faze o bem, e terás louvor dela [da autoridade]”, não se refere à pregação do Reino. Isto refere-se à obediência às leis do país, assim como, até mesmo as pessoas que não pregam o reino de Deus obedecem. Louvando os cidadãos ou as pessoas sujeitas às leis, a autoridade promove a boa ordem, a decência e a justiça em geral. Contudo, quando falava ao Rei Herodes Agripa II, o governador romano, Festo, falou favoravelmente com referência ao apóstolo Paulo. — Atos 25:24-27.

      18. E, portanto, incomum as testemunhas de Jeová receberem louvor das autoridades civis?

      18 Assim, Paulo não temia a autoridade por causa da pregação da Palavra de Deus. Ele estava contente em poder fazer a sua defesa tanto perante o Rei Agripa como perante o Governador Festo. (Atos 26:1-3; 25:8-11) Hoje em dia, não é incomum as testemunhas cristãs de Jeová receberem louvor de autoridades civis. Durante a Segunda Guerra Mundial, o procurador geral dos Estados Unidos, Francis Biddle, falou a favor das testemunhas de Jeová, a fim de se acalmarem os motins em quarenta e quatro estados americanos, por parte do povo mal-informado, fanático e cheio de preconceito.b Isto foi benéfico.

      (Para a continuação desta série, veja-se a próxima edição.)

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja-se Babylonian Life and History, por Sir E. A. Wallis Budge, K. T., página 124, edição de 1925. Também, Israel and Babylon, de W. Lansdell Wardle, M. A., B. D., páginas 253, 254, edição de 1925; e Freedom in the Ancient World, de Herbert J. Muller, edição de Nova Iorque de 1961.

      b Veja-se As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino, em inglês, páginas 181, 182, edição de 1959.

  • Brasil
    A Sentinela — 1963 | 15 de junho
    • Brasil

      Do Anuário de 1983

      O evento de maior destaque em 1962 foi a assembléia nacional. 48.094 assistiram ao discurso público, 1.269 foram batizados ali e 3.782 durante o ano. A obra expande rapidamente. Durante os últimos cinco anos dobrou-se o total de publicadores que se empenham no serviço de campo e no ano de serviço inteiro de 1962 houve, em média, 24.664 publicadores no Brasil. Não é de se admirar, então, que se achou necessário construir um novo lar de Betel na propriedade da Sociedade no Rio de Janeiro. O novo edifício tem um ótimo Salão do Reino. Os novos quartos junto com a atual oficina gráfica e escritório possibilitarão a expansão da organização da filial, em dia com o grande progresso feito no campo. Entre muitas experiências interessantes, o servo da filial relata as seguintes:

      Vale a pena escrever cartas a parentes e amigos distantes. Uma testemunha no Estado da Bahia escreveu à sua irmã carnal no Rio de Janeiro explicando-lhe a obra das Testemunhas. E em carta separada pediu que uma Testemunha a visitasse. A publicadora que fez a visita escreveu: “Na primeira visita achei esta senhora disposta e ansiosa a estudar. As cartas recebidas da irmã lhe estimularam o interesse na Bíblia e criaram expectativa pela visita. Logo se começou um estudo. Com a continuação, seu marido passou a persegui-la severamente, chegando até espancá-la para que deixasse de estudar a Bíblia, mas ela continuou. Quatro meses depois sala no serviço de campo. A perseverança cristã produziu frutos, pois o marido se tornou tolerante, até amigável paira com as Testemunhas. Um ano depois do primeiro estudo ela foi batizada, e agora dirige seus próprios estudos bíblicos, cumpre designações na escola do ministério teocrático e desfruta a associação do Novo Mundo. Que recompensa maravilhosa para sua irmã carnal que escreveu algumas cartas!”

      Certo novato escreve: “Eu e a minha esposa progredíamos firmes no conhecimento acurado adquirido do estudo bíblico semanal em nosso lar. Oferecemos nosso apartamento por centro de serviço. Quatro dias depois de sermos batizados o síndico nos escreveu uma carta proibindo o estudo bíblico, se não seguir-se-ia ação legal. Embora novatos na verdade, relembramo-nos do texto do ano e tivemos coragem em Jeová visto que a questão envolvia o Nome divino e a adoração pura. Respondemos à carta e recebemos outra pedindo minha presença numa reunião com todos os donos de apartamento. Nesta reunião minha carta foi lida e denunciada. Todavia, em vez de apoiar o sindico, muitos dos presentes ficaram escandalizados e surpresos com tal queixa. Outros nem sabiam quê se realizava uma reunião particular no apartamento. Durante a palestra tornou-se claro que o preconceito religioso estava nos bastidores. Por fim, convidaram-me a falar e com jeito e coragem defendi o nosso direito de reunirmo-nos para estudar á Bíblia. Na conclusão certo dono disse que era bem louvável alguém no edifício interessar-se em estudar a Bíblia. Outro comentou que era muito melhor que gastar tempo no jogo, bebendo ou jogando baralho. Não se envolveu desrespeito nem violação dos regulamentos. Para nossa surpresa, o sindico nos ofereceu então a ‘sala social’ do edifício para, nosso estudo semanal de livro de congregação. Quão gratos ficamos em poder partilhar nesta vitória da adoração verdadeira!”

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