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AnaniasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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dele, Safira, por tentar sustentar a mesma falsidade. — Atos 5:1-10.
2.Um discípulo cristão de Damasco. Depois da conversão de Saulo, Ananias recebeu uma visão em que Jesus lhe forneceu o nome e o endereço de Saulo, com instruções de visitá-lo. Embora de início hesitasse, por saber da ardente perseguição movida por Saulo aos cristãos, Ananias, depois disso, acatou a ordem e dirigiu-se a Saulo, fê-lo recuperar a visão, informou-o de sua comissão de ser testemunha de Deus, e fez arranjos para o batismo dele. Saulo (Paulo), numa defesa posterior perante os judeus opositores, referiu-se a Ananias como um homem “reverente segundo a Lei, de boa reputação entre todos os judeus que moravam ali [em Damasco]”. Em vista de ser cristão, tais encômios judaicos eram deveras notável testemunho de sua conduta correta. — Atos 9:10-18; 22:12-16.
3.Um sumo sacerdote judaico de cerca de 48 a 58 E.C. Era filho de Nebedo, e fora designado para tal cargo por Herodes, o rei de Cálcis, irmão de Herodes Agripa I. (Antiguidades Judaicas, em inglês, Livro XIX, cap. V, par. 1; Livro XX, cap. V, par. 2) Foi mandado a Roma, em 52 E.C., para ser julgado por causa de certas dificuldades surgidas entre os judeus e os samaritanos, mas foi absolvido por Cláudio César.
Em 56 E.C., quando presidia ao julgamento de Paulo perante o Sinédrio, Ananias ordenou que Paulo fosse espancado no rosto. Paulo reagiu a isto, predizendo que Deus retribuiria tal ação errada, e referiu-se a Ananias como “parede caiada”. Quando lhe chamaram a atenção por isso, Paulo desculpou-se como não estando cônscio de que a fonte da ordem para espancá-lo fosse o sumo sacerdote, e citou Êxodo 22:28, em reconhecimento de sua obrigação de mostrar devido respeito no tribunal. Alguns sugerem que a alegação de ignorância, por parte de Paulo, se devia a que a posição de Ananias como sumo sacerdote não estava legalmente confirmada, depois de sua volta de Roma, mas a prova disso não é substancial. Poderia simplesmente ser evidência adicional da visão ruim de Paulo, como parece indicada por outros textos. A ordem de Ananias talvez fosse bastante breve e suficientemente carregada de emoção de modo a tornar difícil que Paulo identificasse quem a dera. — Atos 23:2.
Depois do julgamento pelo Sinédrio, Ananias, acompanhado de certos anciãos e de um orador público, viajou para Cesaréia, a fim de manter as acusações contra Paulo perante o governador Félix. (Atos 24:1) Não se faz mais menção dele no registro bíblico. A história secular, contudo, apresenta-o como uma pessoa orgulhosa e cruel, cuja conduta, tanto durante seu sumo sacerdócio, como nos anos que se seguiram à sua remoção, foi marcada pela ganância. Perto do início da revolta judaica de 66-70 E.C., Ananias foi perseguido por elementos dentre a população judaica, por causa de sua colaboração com as autoridades romanas. Embora se ocultasse num aqueduto, foi descoberto e morto.
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AnaquinsAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ANAQUINS
Uma raça de pessoas de tamanho extraordinário e que habitavam as regiões montanhosas de Canaã, bem como algumas áreas costeiras, especialmente ao S destas. Três homens destacados dentre os anaquins, Aimã, Sesai e Talmai, moravam em Hébron. (Núm. 13:22) Foi aqui que os doze espias hebreus viram pela primeira vez os anaquins, e dez dos espias subseqüentemente fizeram um relato atemorizante dessa experiência, alegando que tais homens eram descendentes dos nefilins pré-diluvianos e que, em comparação com eles, os hebreus eram como “gafanhotos”. (Núm. 13:28-33; Deut. 1:28) Sua elevada estatura resultou em serem usados como padrão de comparação ao se descrever até mesmo os homens gigantescos dentre os emins e os refains. Sua força, evidentemente, motivou o dito proverbial: “Quem se pode manter firme diante dos filhos de Anaque?” — Deut. 2:10, 11, 20, 21; 9:1-3.
Na campanha relâmpago de Josué através de Canaã, ele obteve vitórias sobre os anaquins nas regiões montanhosas, destruindo as cidades deles, mas outros continuaram nas cidades filistéias de Gaza, Asdode e Gate. O registro não declara se os anaquins eram aparentados com os filisteus, como alguns sugerem, ou apenas se associavam com eles. (Jos. 11:21, 22) Mais tarde, Calebe solicitou a cidade de Hébron (ou Quiriate-Arba) e seu território, como Deus lhe prometera. (Jos. 14:12-15; Núm. 14:24) Parece que os anaquins se haviam restabelecido nessa área, talvez enquanto Josué e seu exército continuavam sua conquista nas partes setentrionais de Canaã, e, por isso, Calebe vira-se então obrigado a reconquistar tal território. — Juí. 1:10, 20.
Textos de Execração egípcios (de vasos em que os nomes dos inimigos do faraó eram inscritos e que eram então quebrados como maldição) fazem referência a uma tribo de Anaque, na Palestina.
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AnásAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ANÁS
[Abreviação grega do hebraico Hana-niah, significando “Jeová tem sido gracioso”].
Designado sumo sacerdote por volta de 6 ou 7 E.C. por Quirino, governador romano da Síria, serviu até o ano 15. (Luc. 2:2) Anás era, por conseguinte, sumo sacerdote quando Jesus, com 12 anos, surpreendeu os mestres rabínicos no templo. (Luc. 2:42-49) O procurador Valério Grato removeu Anás de sumo sacerdote por alegadamente ultrapassar sua jurisdição delineada pelos romanos. Embora não mais dispusesse do título oficial, todavia, era bem evidente que continuava a exercer grande poder e influência como sumo sacerdote emérito e como voz predominante da hierarquia judaica. Cinco de seus filhos, bem como seu genro, Caifás, serviram, cada um por sua vez, como sumo sacerdote. Jesus, quando preso, foi primeiro levado a Anás, para interrogatório, e então enviado a Caifás, para julgamento. (João 18:13)
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