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  • Precisamos dum sacerdócio?
    A Sentinela — 1974 | 1.° de setembro
    • podem trazer paz e felicidade aos seus súditos. O antigo Israel teve um bom governo, um governo estabelecido por Deus, e as leis de Deus vigoraram quando houve reis bons no governo. Não obstante, Deus proveu-lhes também um sacerdócio. Por quê?

      Se não houvesse pecados contra o Deus vivente, não haveria necessidade dum sacerdote. O perfeito homem Adão, no Éden, não precisou dum sacerdote, pois foi criado sem pecado por Jeová Deus. (Gên. 2:7, 8; Ecl. 7:29) Mas todos nós, hoje, herdamos a pecaminosidade por causa do pecado deliberado de Adão, e somos seus descendentes. ‘Não atingimos a glória de Deus’, que deve ser refletida pelos homens. (Rom. 3:23) O pecado é também a transgressão contra a lei de Deus. (1 João 3:4) Portanto, o sacerdote é necessário para oferecer um sacrifício que expie ou cubra tal pecado e também para ajudar o errante a ser restabelecido no rumo certo e no favor de Deus. — Heb. 5:1.

      O SACERDÓCIO DE ISRAEL

      Em Israel, o sumo sacerdote era a figura principal do sacerdócio. Era ele quem fazia expiação pela nação inteira, uma vez por ano, no dia da expiação. (Lev. cap. 16) Era ele quem suplicava a Deus a favor da nação, e as questões de importância nacional eram apresentadas a Deus pelo sumo sacerdote. A resposta era dada por Deus por meio das sortes sagradas, o Urim e o Tumim (significando “luzes”, quer dizer, “a luz”, e “perfeições”, quer dizer, “a perfeição”). Era também o instrutor principal da lei de Deus. — Êxo. 28:30; Núm. 27:21; Nee. 7:65.

      Embora o sumo sacerdote do antigo Israel fosse de grande ajuda para o povo, ele mesmo não era perfeito ou sem pecado. A Bíblia diz a respeito dele, em Hebreus 5:1-3: “Pois todo sumo sacerdote tomado dentre os homens é designado a favor dos homens sobre as coisas referentes a Deus, a fim de oferecer dádivas e sacrifícios pelos pecados. Ele é capaz de lidar moderadamente com os ignorantes e com os que erram, visto que ele também esta cercado pela sua própria fraqueza, e por causa dela está obrigado a fazer ofertas pelos pecados, tanto por si mesmo como pelo povo.”

      UM SACERDÓCIO MELHOR

      Portanto, os sumos sacerdotes que serviram Israel no decorrer dos anos precisavam eles mesmos de ajuda. Deus, porém, providenciou um sacerdócio que fará coisas tanto em sentido espiritual como no físico, que nenhum sacerdócio ainda pôde fazer. A Bíblia diz que estes sacerdotes terão um período ininterrupto de mil anos para restabelecer a perfeição da humanidade. Lemos a respeito deste corpo sacerdotal: “Serão sacerdotes de Deus e do Cristo, e reinarão com ele por mil anos.” (Rev. 20:6) Dentre quem constituirá Deus este corpo sacerdotal e que benefícios serão trazidos por tal sacerdócio?

      Como no caso do antigo Israel, aquele que nos interessa principalmente é o grande Sumo Sacerdote, junto a quem os outros servem quais subsacerdotes, cumprindo suas ordens e administrando os benefícios valiosos de seu sacrifício. Como foi ele escolhido e que qualificações teve de satisfazer para ser digno deste cargo enaltecido e mostrar-se fidedigno para com a humanidade?

      Este Sumo Sacerdote não é outro senão Jesus Cristo. Ele é chamado de “último Adão”, porque pode produzir “filhos” da raça humana pecadora por purificá-los e regenerá-los, dando-lhes vida à base de seu sacrifício. Nasceu numa raça de pecadores, mas ele mesmo não tinha pecado, e, dessemelhante de outros sacerdotes, não precisava dum sacerdote para ajudá-lo. Isto se deu porque teve um nascimento virgem mediante Maria e porque sua vida procedeu diretamente de Deus. Permaneceu sem pecado até o tempo de sua morte sacrificial. — 1 Cor. 15:45-47; Heb. 7:26; 1 Ped. 2:21-24.

      Jesus Cristo teve uma existência pré humana como Filho unigênito de Jeová, tendo estado envolvido na criação de todas as outras coisas. (João 1:3; Col. 1:15, 16) Seu Pai Jeová Deus transferiu-lhe a vida ao ventre de Maria, fazendo-o assim nascer como homem. Deus assim lhe ‘preparou um corpo’. Isto lhe deu algo para sacrificar — uma vida humana perfeita, assim como a que Adão teve, mas que este perdeu pelo pecado. (Heb. 10:5; 8:3) Portanto, quando sacrificou a sua vida, este valor pôde comprar os descendentes de Adão. Quando ele, qual Sumo Sacerdote, ofereceu um sacrifício pelo pecado, este não era um animal em substituição, mas era a sua própria vida humana. É por isso que sua oferta só precisava ser feita uma vez. — Heb. 7:26, 27.

      “À MANEIRA DE MELQUISEDEQUE”

      Mas Jesus não era da tribo de Levi, a tribo sacerdotal, nem da família de Arão, de cuja linhagem procedia o sacerdócio. Então, como podia ser sacerdote? Designou-se a si mesmo? Não, não podia fazer isso. Isto é explicado em Hebreus 5:4-6: “Também, o homem não se arroga esta honra por si mesmo, mas apenas quando é chamado por Deus, assim como também Arão foi. Assim, também, o Cristo não se glorificou a si mesmo por se tornar sumo sacerdote, mas foi glorificado por aquele que falou com referência a ele: ‘Tu és meu filho; hoje eu me tornei teu pai.’ Assim como ele diz também em outro lugar: ‘Tu és sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.’”

      Por ressuscitar a Jesus Cristo dentre os mortos, o Deus Todo-Poderoso cumpriu tais palavras citadas do Salmo 2:7, escritas por Davi. Deus tornou-se assim Pai eterno para o ressuscitado Jesus Cristo, e este, por ser ressuscitado incorrutível, tornou-se Filho eterno de seu celestial Dador da vida, Jeová Deus. Sendo então Filho incorrutível, podia ser constituído em “sacerdote para sempre”, sem precisar de sucessor, e podia assim ser sacerdote “à maneira de Melquisedeque”! — Atos 13:33-37; Sal. 110:4.

      Cristo, sendo ressuscitado e recompensado com a vida incorrutível nos céus, podia então fazer algo que nenhum outro sacerdote jamais pôde fazer, a saber, comparecer na própria presença de Deus. Teve de fazer isso para pagar a Deus o preço de compra da raça humana — a saber, o valor de sua vida humana, que havia voluntariamente deposto na sua perfeição. — Heb. 9:24; 4:14; 1 Cor. 7:23.

      Na Bíblia há apenas um breve relato sobre Melquisedeque. Não era hebreu, israelita ou levita. O servo de Deus, “Abrão, o hebreu”, encontrou-se com ele ao retornar duma guerra na qual Abrão havia recuperado seu sobrinho Ló das mãos de incursores. Isto aconteceu entre os anos 1943 e 1933 A. E. C., muito antes de se constituir a nação de Israel com seu sacerdócio. A narrativa reza:

      “O rei de Sodoma saiu-lhe então ao encontro [i. e., a Abrão], depois de ele ter voltado de derrotar Quedorlaomer e os reis que havia com ele, à Baixada de Savé, isto é, à Baixada do rei. E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe para fora pão e vinho; e ele era sacerdote do Deus Altíssimo. Abençoou-o então e disse: ‘Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, produtor do céu e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus opressores na tua mão!’ Então, Abrão deu-lhe um décimo de tudo.” — Gên. 14:17-20.

      A Bíblia não fornece a genealogia de Melquisedeque, num registra sua morte. Sem dúvida, isto tinha por fim prefigurar que Jesus Cristo, grande Rei e Sumo Sacerdote de Deus, recebeu seu sacerdócio, não por descendência carnal, assim como os sacerdotes irônicos, mas por designação direta por Jeová. Além disso, Cristo vive para sempre e não tem sucessores. Portanto, Cristo é Sumo Sacerdote, não por suceder a Melquisedeque, mas seu sacerdócio é apenas “à maneira” do daquele rei-sacerdote de Salém. — Heb. 7:1-3, 15-17.

      O QUE O SACERDÓCIO DE CRISTO SIGNIFICA PARA NÓS

      Por conseguinte, no nosso Sumo Sacerdote Jesus Cristo, temos a perfeição. Visto que todos somos humanos imperfeitos, pecadores, precisamos do Sumo Sacerdote perfeito. Isto é o que se explica em Hebreus 7:11-14: “Se, pois, a perfeição fosse realmente por intermédio do sacerdócio levítico, (porque o povo recebeu a Lei com ele por particularidade,) que necessidade adicional haveria de surgir outro sacerdote à maneira de Melquisedeque e de quem não se diz que seja à maneira de Arão? Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente há também mudança da lei. Porque o homem de quem se dizem estas coisas tem sido membro de outra tribo, da qual ninguém oficiou junto ao altar. Pois é bastante claro que o nosso Senhor procedeu de Judá.”

      Este Sumo Sacerdote perfeito pode trazer a perfeição aos seus subsacerdotes. O escritor do livro de Hebreus prossegue; “Porque a Lei não fez nada perfeito, mas a introdução adicional duma melhor esperança o fez, sendo por intermédio dela que nos chegamos a Deus.” Daí se fala de Jesus como tornando-se “aquele que foi dado em penhor dum pacto melhor”. Este é o novo pacto, pelo qual o corpo do sacerdócio Junto com ele pode alcançar a perfeição. — Heb. 7:19-22.

      O que significa isso para a grande maioria das pessoas na terra e para os que morreram! Significa a oportunidade de ter perfeição humana. Jesus, dono da raça humana, considera cada vida como preciosa, tanto assim que sacrificou sua vida humana para comprá-la. Concordemente, ele tratará estas vidas com amor e cuidado, destruindo apenas aqueles que se recusam a aceitar seus serviços sacerdotais e obedecer aos princípios de Deus em amor a Deus e ao próximo, e em amor ao que é direito. Não precisamos preocupar-nos de que ele não nos possa levar à perfeição durante seu reinado de mil anos, pois, “é também capaz de salvar completamente [até a perfeição] os que se aproximam de Deus por intermédio dele, porque está sempre vivo para interceder por eles.” — Heb. 7:25.

      Deseja a vida na terra em plena perfeição de saúde e com a vida eterna diante de si? Então desejará aprender mais sobre este sacerdócio e como nos podemos chegar a Deus por meio de seu Sumo Sacerdote. Isto será considerado em números seguintes da Sentinela.

  • Graduados de Gileade exortados a imitar os antigos gileaditas
    A Sentinela — 1974 | 1.° de setembro
    • Graduados de Gileade exortados a imitar os antigos gileaditas

      NÃO É FÁCIL sair para servir como missionário num país estrangeiro. Significa deixar para trás amigos, parentes e ambientes familiares. Exige ajuste a novas circunstâncias e possivelmente enfrentar problemas desconhecidos. Mas abundantes bênçãos aguardam os dispostos e capazes de fazer sacrifícios para ajudar os sinceros a se tornar servos devotos de Jeová Deus.

      Os cinqüenta jovens, homens e mulheres, que se formaram na Escola Bíblica de Gileade da Watchtower, em 4 de março de 1974, tinham motivos para aguardar tais bênçãos. Isto se dava porque a maioria deles receba designações para servir como missionários em campos estrangeiros.

      Os discursos proferidos durante a formatura, na tarde de segunda-feira, animaram-nos a permanecer nas suas designações, para não perderem as alegrias do serviço missionário. Um dos oradores admoestou os graduandos a ter por alvo a promoção da verdadeira adoração, sem se deixar desviar. Outro enfatizou a importância de terem coragem, imitando homens tais como Josué, da antiguidade. Ainda outro trouxe a atenção a necessidade de usarem de sabedoria em cada passo que dariam e de não permitirem que seus olhos mentais olhassem para trás.

      F. W. Franz, baseando suas observações em 1 Crônicas, capítulo 5, indicou os antigos Gileaditas como exemplos dignos de imitação.

      Nos dias do Rei Saul, os israelitas que moravam na terra de Gileade, ao leste do Jordão, usufruíam grande prosperidade. Seu gado havia-se tornado muito numeroso. De modo que prosseguiam vigorosamente a expandir seu território para além da

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