BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Sumo Sacerdote
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • limites das cidades de refúgio, sendo culpados de homicídio acidental. — Núm. 35:25-29. 

      A LINHAGEM SUMO SACERDOTAL

      Examine o gráfico acompanhante, por favor, para ver a linhagem do sumo sacerdote, e os nomes dos que realmente serviram neste cargo. A Bíblia cita especificamente os nomes de apenas alguns dos que serviram nesse cargo, mas nos fornece registros genealógicos da linhagem de Arão. Sem dúvida, um bom número dos alistados nas tabelas genealógicas serviram como sumos sacerdotes, muito embora a Bíblia não tenha oportunidade de fazer um relato das ações deles, nem de citá-los nominalmente de forma definida como tendo ocupado tal cargo. Os poucos que ela deveras menciona nominalmente como tais dificilmente seriam suficientes para preencher o espaço de tempo, especialmente entre o início do sacerdócio, em 1512 AEC, e a destruição de Jerusalém, em 607 AEC. Também, há nomes não raro relegados nas tabelas genealógicas, de modo que tais pessoas anônimas talvez também tenham servido nesse cargo. O gráfico, por conseguinte, não tenciona fornecer uma lista inteiramente completa e exata, mas pode ser de ajuda para que o leitor tenha uma visão melhor da linhagem sumo sacerdotal. 

      O SACERDÓCIO DE MELQUISEDEQUE 

      O primeiro sacerdote mencionado na Bíblia é Melquisedeque, que era “sacerdote do Deus Altíssimo”, bem como rei de Salém (Jerusalém). Abraão encontrou-se com este rei-sacerdote quando voltava depois de derrotar os reis mesopotâmios que se coligaram a Quedorlaomer. Abraão reconheceu a fonte divina da autoridade de Melquisedeque por lhe dar um décimo dos frutos de sua vitória, e receber a bênção de Melquisedeque. A Bíblia não supre o registro dos ancestrais de Melquisedeque, nem do seu nascimento ou da sua morte. Ele não teve predecessores nem sucessores. — Gên. 14:17-24; veja MELQUISEDEQUE. 

      O SUMO SACERDÓCIO DE JESUS CRISTO 

      O livro bíblico de Hebreus, cuja escrita é geralmente creditada ao apóstolo Paulo, indica que Jesus Cristo, desde a sua ressurreição e entrada no céu, é um “sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque”. (Heb. 6:20; 7:17, 21) Para descrever a grandeza do sacerdócio de Cristo e sua superioridade em relação ao sacerdócio arônico, o escritor mostra que Melquisedeque era tanto rei como sacerdote por designação do Deus Altíssimo, e não por herança. Cristo Jesus, que não era da tribo de Levi e sim da de Judá, sendo da linhagem de Davi, não herda seu cargo por descender de Arão, mas por designação direta de Deus, como se deu com Melquisedeque. (Heb. 5:10) Em aditamento à promessa registrada no Salmo 110:4: “Jeová jurou (e não o deplorará): ‘Tu és sacerdote por tempo indefinido à maneira de Melquisedeque!’” — nomeação esta que o torna um Rei-Sacerdote celeste — Cristo também possui a autoridade do reino por motivo de descender de Davi. Nesse último caso, ele se torna o herdeiro do reino prometido no pacto davídico. (2 Sam. 7:11-16) Por conseguinte, ele detém, combinados, os cargos da realeza e do sacerdócio, assim como Melquisedeque. 

      De outra forma ainda, mostra-se a inigualável excelência do sumo sacerdócio de Cristo, a saber, no sentido que Levi, o progenitor do sacerdócio judaico, com efeito, pagou dízimos a Melquisedeque, pois Levi ainda se achava nos lombos de Abraão quando o patriarca deu um décimo de tudo ao sacerdote-rei de Salém. Ademais, neste sentido Levi também foi abençoado por Melquisedeque, e a regra é que o menor é abençoado pelo maior. (Heb. 7:4-10) O apóstolo também traz à atenção que Melquisedeque era “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo nem princípio de dias nem fim de vida”, como representando o sacerdócio sempiterno de Jesus Cristo, que foi ressuscitado para uma “vida indestrutível”. — Heb. 7:3, 15-17. 

      Sem embargo, embora Cristo não receba seu sacerdócio por ser descendente carnal de Arão, nem tenha predecessor ou sucessor no cargo, ele cumpre as coisas tipificadas pelo sumo sacerdote arônico. O apóstolo deixa isso perfeitamente claro ao mostrar que o tabernáculo semelhante a uma tenda, construído no deserto, era um modelo da “verdadeira tenda, que Jeová erigiu, e não algum homem”, e que os sacerdotes levíticos prestavam “serviço sagrado numa representação típica e como sombra das coisas celestiais”. (Heb. 8:1-6; 9:11) Ele relata que Jesus Cristo, que não dispunha de sacrifícios animais, e sim de seu próprio corpo perfeito para oferecer, eliminou a validez ou a necessidade dos sacrifícios animais; Jesus então “passou pelos céus”, “ele entrou no lugar santo, não, não com o sangue de bodes e de novilhos, mas com o seu próprio sangue, de uma vez para sempre, e obteve para nós um livramento eterno”. (Heb. 4:14; 9:12; 10:5, 6, 9) Ele entrou no lugar santo tipificado pelo Santíssimo em que Arão entrava, a saber, o “próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. — Heb. 9:24. 

      O sacrifício de Jesus como o sumo sacerdote antitípico não precisava ser repetido como precisavam os dos sacerdotes arônicos, porque o seu sacrifício realmente removia o pecado. (Heb. 9:13, 14, 25,  26) Ademais, no tipo ou sombra, nenhum sacerdote pertencente ao sacerdócio arônico podia viver por suficiente tempo para salvar completamente, ou levar à completa perfeição e salvação, todos aqueles a quem ministrava, porém Cristo “é também capaz de salvar completamente os que se aproximam de Deus por intermédio dele, porque está sempre vivo para interceder por eles“. — Heb. 7:23-25. 

      Assim como o sumo sacerdote em Israel não estava sempre ocupado em oferecer sacrifícios, mas também abençoava o povo e era o principal instrutor do povo quanto às leis justas de Deus, assim também se dá com Jesus Cristo. Ao comparecer diante de seu Pai nos céus, ele “ofereceu um só sacrifício pelos pecados, perpetuamente, e se assentou à direita de Deus, daí em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés”. (Heb. 10:12, 13; 8:1) Por conseguinte, “na segunda vez que ele aparecer, será à parte do pecado e para os que seriamente o procuram para a sua salvação” — Heb. 9:28. 

      A superioridade de Jesus Cristo como Sumo Sacerdote é vista também em outro sentido. Tornando-se um homem de sangue e carne como seus “irmãos” (Heb. 2:14-17), ele foi cabalmente provado; sofreu toda forma de oposição, de perseguição e, por fim, uma morte ignominiosa. (Heb. 2:18; 5:8, 9) Em resultado, “temos por sumo sacerdote, não alguém que não se possa compadecer das nossas fraquezas, mas alguém que foi provado em todos os sentidos como nós mesmos, porém, sem pecado”. — Heb. 4:15, 16. 

      SUBSACERDOTES CRISTÃOS 

      Jesus Cristo é o único sacerdote “à maneira de Melquisedeque” (Heb. 7:17), mas, semelhante a Arão, o sumo sacerdote de Israel, Jesus Cristo possui um grupo de subsacerdotes que lhe foi provido pelo seu Pai, Jeová. Promete-se-lhes a co-herança com ele nos céus, onde também compartilharão do reino dele como reis associados. (Rom. 8:17) São conhecidos como “sacerdócio real”. (1 Ped. 2:9) Mostra-se-lhes, na visão do livro bíblico de Revelação (Apocalipse), que entoam um novo cântico, que fala de Cristo os ter comprado com seu sangue, e fazer deles “um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre a terra”. (Rev. 5:9, 10) Mais tarde, nesta visão, vêem-se 144.000 pessoas, junto com o Cordeiro, cantando um novo cântico. Também são descritas como tendo sido ‘compradas da terra’, como seguidores do Cordeiro, “comprados dentre a humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro”. (Rev. 14:1-4; compare com Tiago 1:18.) Neste capítulo de Revelação (14), dá-se o aviso a respeito da marca da fera (o ‘sinal da besta’, Al), mostrando que evitar tal marca “significa perseverança para os santos”. (Vv. 9-12) Estes 144.000 comprados são os que perseveram fielmente e que passam a viver e a reinar como reis junto com Cristo, e que ‘serão sacerdotes de Deus e do Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos’. (Rev. 20:4, 6) Os ofícios de Jesus como sumo sacerdote os conduzem a esta gloriosa posição.

  • Suor
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SUOR

      A perspiração; a umidade ou líquido corpóreo excretado pelas glândulas sudoríparas e que flui através dos poros da pele. O esforço (como o feito num trabalho árduo), a emoção (tal como a ansiedade), o calor, etc., são em geral a causa do suor.

      Depois de pecar, Adão teve de ganhar sua subsistência do solo amaldiçoado, fora do jardim do Éden, fazendo-o através da labuta suarenta, no meio de espinhos e abrolhos. Jeová lhe disse, em parte: “No suor do teu rosto comerás pão, até que voltes ao solo, pois dele foste tomado.” — Gên. 3:17-19.

      Durante a visão do templo de Ezequiel, Jeová declarou que os sacerdotes que ali ministravam deviam usar roupas de linho e que ‘não devia haver sobre eles nenhuma lã’. Não deviam cobrir-se de lã, ou de qualquer coisa que ‘causasse suor’. Isto talvez fosse para evitar qualquer impureza produzida pelo suor, ou porque a perspiração tornaria desagradável o serviço deles, em vez de jubiloso, o suor sugerindo a labuta ou o enfado, como no caso de Adão. — Eze. 44:15-18.

      JESUS EM GETSÊMANI

      A respeito de Jesus Cristo, quando estava em Getsêmani, na noite final de sua vida terrestre, Lucas 22:44 declara: “Mas, ficando em agonia, continuava a orar mais seriamente; e seu suor tornou-se como gotas de sangue caindo ao chão.” O escritor não afirma que o suor de Jesus estava realmente misturado com o sangue dele. Talvez estivesse tecendo apenas uma comparação, possivelmente indicando que a perspiração de Jesus se formava como gotas de sangue, ou descrevendo como o gotejar do suor de Jesus se assemelhava ao fluxo de gota a gota de sangue dum ferimento. Por outro lado, o sangue de Jesus talvez tenha exsudado através da pele, misturando-se com seu suor. Em certos casos de extremo stress mental se tem relatado a ocorrência de suor sangrento. O sangue, ou os elementos constituintes dele, exsudam através das paredes intatas de vasos sanguíneos num quadro clínico chamado de diapedese, e na hematidrose há uma excreção de perspiração tingida de pigmentos sanguíneos ou de sangue, ou de fluido corpóreo misturado com sangue, assim resultando no ‘suar sangue’. Estas, por certo, são apenas sugestões quanto ao que possivelmente ocorreu no caso de Jesus.

      Os versículos 43 e 44 de Lucas, capítulo 22, acham-se omitidos no Ms. Vaticano N.° 1209, no Ms. Alexandrino, e no códice Sinaítico siríaco, bem como na leitura corrigida do Ms. Sinaítico. No entanto, tais versículos aparecem deveras no Ms. Sinaítico original, no Códice Bezae, na Vulgata latina, no Ms. Siríaco curetoniano, e na versão Pesito siríaca.

  • Superintendente
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SUPERINTENDENTE

      [Heb., paqídlh; g., epískopos].

      O termo hebraico provém da palavra paqádh, que significa “visitar, voltar a atenção para, inspecionar” (Gên. 21:1; Isa. 23:17), também “nomear ou comissionar”. (Gên. 39:5; Esd. 1:2) Similarmente, o termo grego se relaciona com episkopéo, que significa “averiguar ou velar por (ou vigiar)”.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar