-
Força transmitida mediante encorajamentoA Sentinela — 1964 | 15 de janeiro
-
-
por causa da crença cristã deles. Como devem considerar a situação? “Se perseverais quando estais fazendo o bem e sofreis, isto é algo agradável a Deus”, escreveu Pedro. E ele passou a comparar a situação deles com a do próprio Cristo, dizendo: “De fato, fostes chamados para este proceder, porque até mesmo Cristo sofreu por vós, deixando-vos uma norma para seguirdes de perto os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca. Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.” Quão encorajador é ter um padrão como este para seguir! — 1 Ped. 2:18-23.
15. (a) A quem foi dirigida a atenção das esposas cristãs como fonte de encorajamento? (b) Que conselho foi dado para encorajar os maridos? (c) Em que devem tanto o marido como a mulher fixar a mente, desejando eles fortalecer e ajudar um ao outro?
15 Este excelente exemplo de submissão foi recomendado para as esposas cristãs, até mesmo para aquelas que estavam casadas com maridos descrentes, pois, ao começar os seus conselhos às esposas, Pedro usa a expressão “da mesma maneira”, dirigindo assim a atenção delas para as declarações precedentes referentes à sujeição. Elas também têm em Cristo o modelo, e ele é tanto modelo para elas agora quanto era no primeiro século. Encorajando-as referente aos resultados da perseverante paciência delas, Pedro aconselhou: “Estai sujeitas aos vossos próprios maridos, a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito.” Os maridos também têm seus problemas e se acham em necessidade de encorajamento. Por isso Pedro, sendo também homem casado e sendo movido pelo espírito de Jeová, discutiu o que lhes confrontava e instou para que os homens tentassem ser compreensivos nos tratos com suas esposas, reconhecendo-as como “um vaso mais fraco, o feminino”, e assim eles não deviam esperar que elas reagissem emocionalmente como homens nem que fizessem o seu trabalho como os homens o fariam. A coisa realmente importante que tanto o marido como a mulher precisavam ter em mente era a relação deles para com Deus, e jamais deviam permitir que problemas domésticos eclipsassem o seu ardente desejo de ajudar um ao outro a se apoderar do prêmio da vida eterna. Que encorajamento prático! Quão vantajoso foi que todos tivessem suas dificuldades e problemas assim analisados, que lhes fossem apontados os princípios cristãos que lhes deviam orientar e que vissem o bem que estava sendo realizado sob circunstâncias difíceis! Esta mesma carta inspirada é uma fonte de força para nós nestes dias difíceis. — 1 Ped. 3:1-9.
16. Em 1 Pedro, capítulo 5, que questões foram discutidas com os superintendentes e por quê?
16 Os superintendentes não foram desconsiderados na carta de Pedro, como se eles não necessitassem de encorajamento. Pelo contrário, Pedro discutiu com eles questões que apreciavam particularmente: o conceito correto sobre o ministério, a relação entre eles, Deus e os irmãos, o resolver problemas difíceis e as perseguições. “Pastoreai o rebanho de Deus que está aos vossos cuidados, . . . os que são a herança de Deus”, disse ele. Que superintendente até hoje não fica profundamente comovido quando para e pensa que os da congregação que ele superintende são pessoas que pertencem a Deus? Considerando a questão deste modo, o superintendente não ‘domina sobre o rebanho’ nem se torna orgulhoso, mas atende ao seguinte conselho: “Humilhai-vos, portanto, sob a mão poderosa de Deus, para que ele vos enalteça no tempo devido, ao passo que lançais sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” É realmente fonte de encorajamento o humilde superintendente compreender que ele não precisa levar sozinho toda a carga. Insta-se com ele que busque de Deus a orientação em resolver problemas difíceis, lançando-lhe todas as suas ansiedades, examinando a sua Palavra por orientação e buscando-o em oração. Tampouco ele está sozinho quando confrontado com perseguição do mundo de Satanás, segundo disse Pedro: “As mesmas coisas, em matéria de sofrimentos, estão sendo efetuadas na associação inteira dos vossos irmãos no mundo. Porém, depois de terdes sofrido por um pouco, o próprio Deus de toda a benignidade imerecida, que vos chamou à sua eterna glória em união com Cristo, completará o vosso treinamento; ele vos fará firmes, ele vos fará fortes.” (1 Ped. 5:1-10) Os superintendentes têm bom motivo para ter coragem.
17. Então, quem é realmente o grande dador de força e por quê?
17 Sem sombra de dúvida o próprio Jeová é quem dá forças ao seu povo. Foi ele quem inspirou a escrituração destas palavras de encorajamento que consideramos. As promessas contidas na sua Palavra, a Bíblia, são o que nos enche de esperança. Ele nos instrui de modo que possamos resolver com êxito os problemas da vida. Com ele a nos segurar, podemos ficar firmes mesmo em face de oposição do mundo. Assim dizemos como Davi: “Jeová é minha força e meu escudo. Nele tem confiado o meu coração, e eu tenho sido ajudado, de modo que meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei. Jeová é força para o seu povo.” — Sal. 28:7, 8.
-
-
Dando encorajamento a outrosA Sentinela — 1964 | 15 de janeiro
-
-
Dando encorajamento a outros
1. Por que é o dar encorajamento a outros uma obrigação cristã e que exemplos excelentes temos sobre isto?
TODOS nós temos oportunidades de dar encorajamento a outros, e quanto é apreciado quando nos aproveitamos da oportunidade com boa vantagem! Mais do que qualquer outro, Jeová é um dador de encorajamento; ele perdoa as nossas fraquezas, edifica a nossa esperança e fortalece-nos para a prova e para o trabalho que jaz à nossa frente. Semelhantemente, o seu Filho Jesus Cristo provou ser um encorajador dos que têm bom coração, mostrando-se compassivo para com os enfermos e aflitos, dando bom exemplo aos seus discípulos por trabalhar junto com eles na pregação das boas novas, sim, chegando até dar sua vida por eles. (João 15:13) Os apóstolos também apreciaram que para a execução da incumbência que tinham exigia não somente eficiência em fazer o trabalho de pregação, mas também exigia encorajamento amoroso aos seus co-trabalhadores, e isto proveram mediante cartas edificantes, visitas pessoais e discursos inspiradores às congregações. (1 Ped. 5:12; Heb. 13:22; Atos 11:23; 20:2) Que exemplos excelentes para seguirmos! E segui-los é nosso dever, pois as Escrituras instam a que sejamos imitadores de Deus, que sigamos as pisadas do Filho e que imitemos os apóstolos, assim como eles imitaram a Cristo. Portanto, segue-se que estamos sob a obrigação de encorajar uns aos outros. — Efé. 5:1; 1 Ped. 2:21; 1 Cor. 11:1.
2. Que práticas desanimadoras vemos no mundo ao nosso redor e por que elas prevalecem tanto?
2 Sim, no mundo ao redor de nós, os homens estão propensos a se despedaçarem uns aos outros, a condenar os planos e práticas dos outros simplesmente para conseguirem sobressair-se. Empurram seu semelhante para baixo para que não compita com eles. Geralmente não há palavras de encorajamento para os trabalhadores,
-