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  • Quem está qualificado para ser ancião?

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  • Quem está qualificado para ser ancião?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1976
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1976
w76 1/2 pp. 84-89

Quem está qualificado para ser ancião?

“Apascentai o rebanho de Deus, que está convosco, superintendente, não por constrangimento, mas voluntariamente; nem por lucro vil, mas espontaneamente.” — 1 Ped. 5:2. “Emphatic Diaglott”.

1. Que importância dá Deus ao seu rabanho?

SERÁ que Deus considera Seu rebanho como importante, merecendo a consideração especial dos designados por ele para serem subpastores? Quão importante considera Deus as suas “ovelhas”? Seu Filho declarou: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) Seu interesse era o suficiente para permitir que seu Filho deixasse o céu, por um período de trinta e quatro anos e um quarto, a fim de vir à terra como homem e abrir o caminho para suas “ovelhas” desgarradas voltarem ao rebanho.

2. Podemos ter confiança em Jeová e Jesus como pastores? Explique isso.

2 Nós fazemos parte deste “mundo” que Deus amou tanto e que necessita da reconciliação com Deus. Seu apelo aos israelitas que voltaram da escravidão estrangeira aplica-se com força igual a nós hoje: “Retornai a mim . . . e eu retornarei a vós.” (Zac. 1:3) O apóstolo Pedro escreveu à primitiva congregação cristã: “Vós éreis como ovelhas, perdendo-vos; mas agora voltastes para o pastor e superintendente das vossas almas.” (1 Ped. 2:25) Aos que retornam a ele, Deus provê proteção: “Qual pastor ele pastoreará a sua própria grei. Com o seu braço reunirá os cordeiros; e os carregará ao colo. Conduzirá com cuidado as que amamentam.” (Isa. 40:11) Ele nomeou também como seu ajudante o Pastor Excelente, Jesus Cristo, que entregou “a sua alma em benefício das ovelhas”. — João 10:7-15.

3. Como mostrou Paulo que era pastor responsável?

3 Jeová providenciou também subpastores interessados em cuidar das “ovelhas”. O apóstolo Paulo era um deles, e ele disse: “Tornamo-nos meigos entre vós, como a mãe lactante que acalenta os seus próprios filhos. Tendo assim terna afeição por vós, de bom grado não só vos conferimos as boas novas de Deus, mas também as nossas próprias almas, porque viestes a ser amados por nós.” Até que ponto estava disposto a conferir a sua alma é mostrado pelo que escreveu à congregação coríntia: “Pois eu, da minha parte, de muito bom grado gastarei e serei completamente gasto em prol das vossas almas.” — 1 Tes. 2:7, 8; 2 Cor. 12:15; 11:28.

4. Por causa de nosso conceito sobre esses pastores, qual deve ser o objetivo e a obrigação dos cristãos hoje em dia?

4 Podemos modelar nossa vida segundo estes pastores, a saber, o Grande Pastor, o Pastor Excelente e o apóstolo Paulo. O apóstolo João disse que ‘nós temos a obrigação de entregar as nossas almas pelos nossos irmãos”. (1 João 3:16) Ele conhecia as palavras de Jesus: “Pois estabeleci o modelo para vós, a fim de que, assim como eu vos fiz, vós também façais. Digo-vos em toda a verdade: O escravo não é maior do que o seu amo, nem é o enviado maior do que aquele que o enviou.” — João 13:15, 16; veja João 15:12, 13.

5. Por que é que alguns ainda não encontraram o caminho de retorno a Jeová?

5 Visto que a Bíblia diz sobre Jeová que “ele é nosso Deus, e nós somos o povo do seu pasto e as ovelhas da sua mão”, o que é que refreia as pessoas de servirem a Jeová? Simplesmente não conhecem o caminho de retorno a ele; não têm ninguém para guiá-las, ou, antes, seus líderes humanos, supostamente pastores, desencaminharam-nas. Jesus identificou como falsos pastores aqueles dos seus dias que ‘se chegavam em pele de ovelha, mas por dentro eram lobos vorazes’. Por outro lado, as pessoas “andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor”. Precisavam ser pastoreadas corretamente, e Jesus aceitou esta tarefa. — Sal. 95:6, 7; Mat. 7:15; 9:36.

INCUMBÊNCIA ESPECIAL DADA AOS PASTORES

6, 7. (a) Quem constitui o rebanho que precisa ser pastoreado? (b) Que prestação de contas se exige dos pastores?

6 Quando Jesus voltou para seu lar celestial, providenciou que subpastores cuidassem de suas “ovelhas”. Atualmente, a obrigação especial de apascentar as “ovelhas” de Jesus recai sobre os designados pelo Pastor Excelente. Pedro, a quem Jesus comissionou especialmente a fazer isso (veja João 21:15-17) transmite a mesma ordem aos atuais superintendentes cristãos, dizendo: “Portanto, dou esta exortação aos [anciãos, superintendentes espirituais na congregação] entre vós, [a congregação,] . . . Pastoreai o rebanho de Deus que está aos vossos cuidados, . . . espontaneamente . . . com anelo.” — 1 Ped. 5:1, 2.

7 Embora se requeira de todos os que estão dedicados que ‘façam discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as e ensinando-as a observar todas as coisas que se lhes ordenou’, a incumbência especial dos pastores é cuidar do “rebanho de Deus”, dos que já são membros da congregação. Quanto a estes, terão de prestar contas a Jeová. — Mat. 28:19, 20; Heb. 13:17; 4:13.

8. Quem é e quem não é escolhido como pastores do rebanho de Deus?

8 “Uma grande multidão de sacerdotes” tornou-se “obediente à fé” por aceitar a Jesus como Messias. Mas nenhuns dos escribas ou fariseus foram designados para serem pastores na congregação cristã, porque eles se haviam ‘sentado no assento de Moisés’. Os “sábios em sentido carnal”, que se gloriavam em ser cumprimentados nas praças públicas e em ser chamados de “Rabi” não foram chamados. Esse tipo de “líder” não é encontrado na congregação cristã das testemunhas de Jeová. As testemunhas de Jeová reconhecem apenas um líder, Cristo. Evitam qualquer espécie de título que possa provocar a adulação. Jesus disse: “Todos vós sois irmãos.” — Atos 6:7; Mat., cap. 23; 1 Cor. 1:20-29.

9. Quantos anciãos deve haver numa congregação, e dentre quem são escolhidos?

9 A fim de cuidar corretamente dos interesses da congregação cristã das testemunhas de Jeová, “Deus tem colocado os respectivos na congregação”, inclusive instrutores, superintendentes e pastores. Na primitiva congregação, todos os biblicamente qualificados serviam assim. Não se designava nenhum número específico de pessoas; havia vários em Éfeso, conforme se evidencia por Paulo mandar chamar os “anciãos” para se encontrarem com ele em Mileto, a fim de receberem instruções quanto aos seus deveres. Do mesmo modo, na hodierna congregação cristã tampouco se designa um número específico. Não precisam ser formados num seminário constituído por homens, como nas igrejas da cristandade. Mas devem estar diligentemente empenhados na obra de pregação, ser estudantes regulares e ativos da Palavra de Deus, e exercer o que se diz nos dois grandes mandamentos, a saber, o amor a Deus e ao próximo. — 1 Cor. 12:28; Mat. 22:36-39.

10, 11. Como é possível que alguém seja “irrepreensível”, e por que se fixa uma norma tão elevada?

10 No terceiro capítulo de 1 Timóteo, Paulo apresenta as qualificações bíblicas para quem procura alcançar o cargo de superintendente. Ele precisa ser irrepreensível. É isso possível da parte duma criatura humana imperfeita? Não exige isso a perfeição? Então, é Paulo desarrazoado, exigente demais? Não podemos concluir isso porque Paulo, sem dúvida, conhecia a declaração de Jesus em Mateus 5:48: “Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito.” Paulo sabia também que o Rei Davi não foi capaz de ser inteiramente irrepreensível, mas Paulo reconhecia a súplica de Davi a Jeová, como parte das Escrituras inspiradas: “Julga-me, ó Jeová, porque eu mesmo tenho andado na minha própria integridade.” — Sal. 26:1; veja 2 Reis 20:3.

11 É evidente ser impossível que um homem seja igual a Deus em sentido absoluto, num grau infinito e sem limitações. Se não fosse assim, o cargo de superintendente na congregação cristã permaneceria vago. Portanto, serem elevados os requisitos bíblicos significa que cada um dos que aspiram ou ocupam tal cargo devem esforçar-se seriamente a satisfazê-los. Na questão de ser irrepreensível, por exemplo, o ancião certamente não estaria em condições de cuidar dos ao seu cargo, se fosse lamentavelmente faltoso neste respeito. O superintendente precisa ser apto para “exortar os homens mais jovens a serem ajuizados, mostrando[-se] em todas as coisas exemplo de obras excelentes; mostrando no [seu] ensino incorrução”. — Tito 2:6-8.

12. É preciso estar casado, a fim de estar qualificado para ser superintendente? Explique isso.

12 O superintendente deve ser “marido de uma só esposa”. Isto não significa que o viúvo ou o solteiro estejam desqualificados. Significa agora, assim como nos dias de Paulo, que alguém que pratica poligamia ou vive com uma mulher sem o benefício do casamento não pode servir como superintendente na congregação cristã. De fato, não se lhe pode estender a mão direita em sinal de união. Conjugado com o requisito adicional mencionado no 1 Ti 3 versículo 4 (1 Timóteo 3), indica que, para ser superintendente, não se deve mais ser adolescente, mas ter bastante idade para ter família.

13. Por que precisam os anciãos evitar os hábitos extremos da atualidade?

13 Os jovens atuais e até mesmo os mais velhos amiúde ficam contagiados pelos hábitos exóticos do atual sistema de coisas. A associação, na escola ou no serviço, com os que têm tais inclinações tende a tentar os cristãos a fazer o mesmo. Os cristãos, do primeiro século, devem ter tido a mesma coisa a enfrentar, porque o conselho adicional de Paulo (1 Tim. 3:2), de ser “moderado nos hábitos”, devia ser considerado ao se fazerem designações de anciãos. Ajustar-se aos hábitos do velho mundo impediria que alguém tivesse a aprovação de Deus e fosse considerado apto para uma designação que exige exortar homens mais jovens. O apóstolo Pedro diz que pode ter havido um tempo em que nós, em ignorância, acompanhávamos tais costumes, mas que agora temos de viver para a vontade de Deus. Isto pode intrigar nossos anteriores companheiros e fazer com que falem mal de nós, mas Jesus disse que isto não nos devia perturbar. — João 15:19; 1 Tim. 4:11, 12; 1 Ped. 4:3, 4; Rom. 12:2.

EXIGE RACIOCÍNIO AJUIZADO

14. Como deve o ancião encarar sua posição?

14 O ancião, na congregação, não ocupa uma posição elevada. Ser ancião não deve induzi-lo a ‘pensar mais de si mesmo do que é necessário pensar; mas que pense de modo a ter bom juízo’. A Nova Bíblia Inglesa verte esta declaração no sentido de não se ser “presunçoso”, mas de fazer uma “estimativa sóbria” de si mesmo. Isto impediria de se esperar ser tratado como são os “pastores” da cristandade, que gostam e esperam que as pessoas os bajulem. — Rom. 12:3.

15. O que está envolvido em ser “ordeiro”?

15 Os superintendentes precisam ser “ordeiros, hospitaleiros”. (1 Tim. 3:2) Os falsos pastores não eram ordeiros, em nenhum sentido da palavra. Jeová os condenou, dizendo: “Ai dos pastores [em Israel] que destroem e espalham as ovelhas do meu pasto!” (Jer. 23:1, 2) Afirmarem ser pastores não os salvou do julgamento de Jeová. Jesus também condenou os falsos pastores dos seus dias. Portanto, os pastores cristãos precisam ser ordeiros, trabalhando pela paz da congregação. Ocasionalmente, pode-se exigir deles que ‘admoestem os desordeiros’, os que não estão “trabalhando nada, mas intrometendo-se no que não lhes diz respeito”. (1 Tes. 5:14; 2 Tes. 3:11) Para sua admoestação ser aceitável, precisam eles mesmos estabelecer o modelo por aderirem estritamente às leis e aos princípios da Bíblia, nunca propagando idéias que não estejam em harmonia com a verdade. — 1 Cor. 4:6; 14:33; Tito 2:6-8.

16. Limita-se ser hospitaleiro a apenas dar boas vindas aos novatos no Salão do Reino?

16 Quando o Rei Salomão, na ocasião da dedicação do templo em Jerusalém, orou pela prosperidade, mencionou os ‘estrangeiros’, os não-israelitas que vinham adorar ali. Sem dúvida, fez provisões para eles. Hoje em dia, Jeová nos abençoa com um grande aumento de ‘estrangeiros’, quer dizer, dos que não eram até agora adoradores de Jeová. É preciso fazer provisões adequadas para acolhê-los. Isto lança um fardo sobre os superintendentes, não apenas para cumprimentá-los no Salão do Reino, mas para ajudá-los a progredir no caminho cristão. Esta é a verdadeira hospitalidade, um requisito para alguém ser superintendente. — 1 Reis 8:41-43; Miq. 4:1, 2; Mat. 9:37; Heb. 13:1, 2; 3 João 5.

17, 18. (a) Restringe-se o ensino a tribuna? (b) Qual é o objetivo do superintendente como instrutor?

17 “Está escrito nos Profetas”, disse Jesus: “E todos eles serão ensinados por Jeová.” (João 6:45; Isa. 54:13) Isto se torna cada vez mais importante, ao nos aproximarmos do fim do velho sistema de coisas e da introdução do novo, sob a direção do Sacerdote e Rei ungido, Jesus Cristo. Jeová Deus é o Principal Instrutor, mas Jesus disse que seus discípulos também o chamavam corretamente de Instrutor. Além disso, o glorificado Jesus Cristo “deu alguns como apóstolos, alguns como profetas, alguns como evangelizadores, alguns como pastores e instrutores, [por quê?] visando o reajustamento dos santos para a obra ministerial”. — Efé. 4:11, 12, ed. ingl. de 1971.

18 Portanto, os anciãos precisam ser instrutores da Palavra de Deus. Não devem só ‘fazer cócegas nos ouvidos’ da congregação, mas precisam atingir a mente e o coração de sua congregação semelhante a ovelhas. Isto não os coloca num pedestal quais “professores” ou “doutores de divindade”. O ensino do ancião cristão não necessariamente é dado da tribuna, porém, mais corretamente, em base pessoal. É ensino bíblico.

19. Que “obras da carne” impediriam que alguém fosse designado para ser superintendente?

19 O ancião não pode ser “brigão bêbedo”. O uso excessivo de bebidas alcoólicas amortece os sentidos, de modo a prejudicar o critério da pessoa, e perde-se o domínio sobre a mente. O ancião não pode ser “espancador”, quer física quer verbalmente. Não deve ser beligerante, nem amante do dinheiro, nem desarrazoado. Isso o desqualificaria de ser alguém que toma a dianteira na congregação dos cristãos. Embora isso talvez não lhe impeça servir numa igreja de Babilônia, a Grande, tais “obras da carne” o excluiriam de servir numa congregação das testemunhas de Jeová. — 1 Tim. 3:3; 6:10.

20. (a) Por que deve o presidir à própria família entrar na consideração de alguém ser recomendado como ancião? (b) O que pode ser tomado em conta?

20 Paulo fez uma pergunta, depois de dizer que o ancião precisa ser homem que preside de modo excelente à sua própria família, tendo os filhos em sujeição, a saber: “Deveras, se um homem não souber presidir à sua própria família, como tomará conta da congregação de Deus?” (1 Tim. 3:5) Paulo reconheceu que na família de Deus há mais vidas em jogo do que na família dum homem. Por isso é necessário que ele esteja bem qualificado na sua capacidade de tratar dos assuntos de sua própria família no interesse geral de todos. Mas, significa isso que sua família necessariamente terá de ser um modelo ideal em todos os sentidos? Possivelmente não. Ele talvez faça tudo o que razoavelmente possa, contudo, alguém na sua família talvez não corresponda assim como gostaria. Sua esposa talvez seja muito rebelde, até mesmo opondo-se a Jeová e à sua Palavra. (Mat. 10:36) Mas, as questões importantes são: Até que ponto é o homem da casa responsável pela rebelião dela, e deve-se a desunião na família a qualquer negligência da sua parte? Também se precisa tomar em consideração o conceito que a congregação forma sobre a situação.

21. Por que é sábio não designar um “homem recém-convertido” para ser superintendente?

21 Os superintendentes precisam fazer decisões ponderosas. Tais decisões podem envolver vidas ou o prosseguimento da obra todo-importante da pregação das boas novas. Poderá haver a imposição de proscrições. Por isso, é preciso ter um critério bom e maduro. Por conseguinte, o superintendente não deve ser “homem recém-convertido”. (1 Tim. 3:6) Este talvez possua todo o entusiasmo e zelo dos que já estão há muito tempo na fé, mas poderão faltar-lhe as “faculdades perceptivas treinadas para distinguir tanto o certo como o errado”. (Heb. 5:13, 14) Os recém-associados precisam ficar “sazonados”. No ínterim, observe os “que tomam a dianteira entre vós, os que vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta a sua conduta, imitai a sua fé”. — Heb. 13:7.

CUIDADO COM AS “OUTRAS OVELHAS”

22. Como devem ser encaradas as modas passageiras, e, neste respeito, o exemplo de quem devemos seguir?

22 ‘Não fazendo parte do mundo’, as testemunhas de Jeová não imitam as modas passageiras prevalecentes, que as identifiquem com os considerados como rebeldes contra a sociedade. Portanto, os irmãos jovens na congregação devem lembrar-se da exortação de Pedro, de que os pastores do rebanho de Deus precisam dar o exemplo correto. Paulo era tal exemplo bom. Ele disse: “Tornai-vos meus imitadores, assim como eu sou de Cristo.” As pessoas notam que as testemunhas de Jeová são diferentes; o comportamento cristão, especialmente da parte dos superintendentes, deve prover a base para o necessário “testemunho excelente de pessoas de fora” da congregação. — 1 Cor. 11:1; 1 Tim. 3:7; João 17:16; 1 Ped. 5:2, 3.

23. Que outras coisas devem ser procuradas nos superintendentes?

23 No primeiro capítulo do livro de Tito, Paulo deu conselho sobre o que se deve procurar nos anciãos. É preciso estar “livre de acusação”, de qualidades incontestáveis. Ninguém deve poder apontar o dedo para ele, como alguém de tendências pessoais questionáveis. Não deve ser “obstinado” ou arrogante; nem deve ser “irascível”, irritadiço; “não ávido de ganho desonesto”, mas, antes, notavelmente honesto nos seus tratos dentro e fora da congregação. — Tito 1:6, 7; veja também 1 Pedro 5:2, 3.

24. Como se demonstra a lealdade do superintendente?

24 Ser “leal” é algo especialmente importante para o superintendente, em imitação de Jesus Cristo. Sua lealdade aos princípios corretos pode exigir dele dar repreensão aos “que contradizem”. (Tito 1:9) Esta talvez não seja uma tarefa agradável, mas reter a repreensão, quando necessária, pode indicar que ele toma o partido daquele que peca, tornando-se assim parceiro dele. (Pro. 29:24) A repreensão dada é benignidade para aquele que talvez dê um passo em falso sem se aperceber disso. (Gál. 6:1) Algumas ações impróprias podem facilmente ser esquecidas, despercebidas ou desconsideradas; isso não se dá com as que entristecem o espírito santo, por causarem divisões e seitas na congregação. Portanto, em alguns casos, a lealdade exige que se dê repreensão. — Luc. 17:3, 4; Efé. 4:30.

25, 26. (a) Por que é especialmente necessário que os pastores prestem atenção a si mesmos e à congregação de Deus? (b) Podem os novos hoje esperar bom pastoreio na congregação de Deus?

25 Quando Paulo se despediu dos anciãos de Éfeso, suplicou-lhes a prestarem atenção a si mesmos e “a todo o rebanho . . . para pastorear a congregação de Deus . . . [porque haviam de entrar então] no meio de vós lobos opressivos e eles não tratarão o rebanho com ternura”. (Atos 20:28, 29) De fato, estes “lobos” esfolariam o rebanho arrancando-lhes as vestes de identificação cristã. Neste tempo decisivo, a admoestação é ainda mais oportuna. Nenhum superintendente deseja ser responsável, por negligência sua, pela perda de qualquer das “ovelhas” de Jeová.

26 O Anuário mostra até que ponto muitas das “outras ovelhas” de Jesus se associaram com as testemunhas cristãs de Jeová. Ainda restam outras que Jesus ‘terá de trazer’, porque “escutarão” a sua voz. Nesta “parte final dos dias” do velho sistema de coisas, os que afluem ao único rebanho do único pastor recebem instrução nos caminhos de Jeová. Podem ter a certeza de receber cuidado amoroso e terno da parte daqueles que Jeová acha aptos para lhes confiar a obra de pastoreio. — João 10:16; Luc. 12:32; Miq. 4:1-4; Isa. 32:1, 2.

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