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Resista à “tendência de invejar”A Sentinela — 1974 | 15 de fevereiro
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procure rebaixar o abjeto de sua inveja, depreciando as realizações de tal pessoa por meio de indevida crítica ou por questionar sua capacidade e sua motivação. A inveja dá assim à luz a rixa, a dissensão, as contendas, os ódios e até mesmo conflitos violentos, destruindo o que de outro modo poderiam ter sido boas relações com o próximo. É a isto que se refere Tiago 4:1, 2, onde lemos: “Donde procedem as guerras e donde vêm as lutas entre vós? Não vêm disso, a saber, dos vossos desejos ardentes de prazer sensual, que travam um combate nos vossos membros? Desejais, e ainda assim não tendes. Prosseguis assassinando e cobiçando, contudo, sois incapazes de obter.”
Naturalmente, a tendência de invejar não se limita aos que procuram obter destaque e prosperidade por métodos desonestos. Por exemplo, o trabalho árduo e a eficiência são elogiáveis. Mas, alguém talvez dê muita ênfase a estes, por causa duma tendência de invejar. Como? Porque talvez trabalhe arduamente não para realizar algo meritório, mas com o desejo de ultrapassar outros no trabalho, na perícia ou na produtividade. A inveja o impele a procurar alcançar o que os outros alcançaram, e, de fato, a superá-los. Este aspecto é reconhecido pelo escritor perspicaz de Eclesiastes: “Eu mesmo vi todo o trabalho árduo e toda a proficiência no trabalho, que significa rivalidade de um para com o outro; também isto é vaidade e um esforço para alcançar o vento.” — Ecl. 4:4.
Quando a motivação de alguém no trabalho é maculada pela autoglorificação, todo interesse e simpatia da sua parte para com os outros amiúde ficam eclipsados. As limitações físicas e mentais deles recebem pouca ou nenhuma consideração. A competição e a rivalidade substituem o espírito de cooperação amigável. Talvez se use uma norma injusta de critério, de modo que a mera quantidade se torna a norma de comparação, deixando fora a consideração da qualidade ou do empenho sincero e altruísta que houve no trabalho do outro. O valor da pessoa talvez seja julgado principalmente pelo que pode produzir, em vez de pelo que é.
Certos esforços de ultrapassar os outros são prejudiciais, e os que fazem tais empenhos se ‘esforçam para alcançar o vento’, o mero nada. Quem divulga as suas realizações e se compara com os outros cria competição e inveja. Por tentar impressionar os outros com a sua própria superioridade, recusa-se em inveja a reconhecer as boas qualidades que os outros talvez possuam. Ele protege ciumentamente sua posição, temendo que outros possam tornar-se iguais a ele, e, talvez, até mesmo ultrapassá-lo. Todas estas ações são contrárias à injunção bíblica dada aos cristãos: “Não fiquemos egotistas, atiçando competição entre uns e outros, invejando-nos uns aos outros.” — Gál. 5:26.
Nas congregações atuais do povo de Deus, especialmente os anciãos precisam ter cuidado para que não comecem a pensar demais de si mesmos e de suas consecuções. Isto poderia levá-los a impedir que outros compartilhem de certos privilégios, só porque eles mesmos querem permanecer muito em destaque. Devem sempre lembrar-se de que Jeová Deus é Aquele que dá o aumento. A congregação não pertence a um homem, mas a Deus. — Atos 20:28; 1 Cor. 3:7.
Relutar algum homem ou um grupo de homens que outros compartilhem das responsabilidades significaria agir contrário à orientação do espírito de Deus. O apóstolo Paulo instruiu Timóteo, como superintendente, a transmitir o que havia aprendido a “homens fiéis, os quais, por sua vez, estarão adequadamente habilitados para ensinar outros”. (2 Tim. 2:2) Portanto, o espírito correto é os anciãos se empenharem para ajudar outros homens na congregação a alcançar as qualificações necessárias para servir com eles em cuidar das responsabilidades quer subconscientemente, que sua importância diminua na congregação, agiriam não só contra os seus próprios interesses, mas também contra os interesses da congregação inteira. É evidente que muitos homens habilitados podem realizar muito mais trabalho do que apenas um ou uns poucos. Também, quanto mais anciãos habilitados a congregação tiver, tanto maior será a totalidade das boas qualidades que podem ser conjugadas para a promoção de seus interesses espirituais.
A atitude correta para com deixar outros compartilhar os privilégios foi expressa por Moisés, quando ele disse a Josué: “Tens ciúmes em meu lugar? Não; quisera eu que todo o povo de Jeová fosse profeta, porque Jeová poria seu espírito sobre eles!” — Núm. 11:29.
Deixar de mostrar esta atitude pode levar a sérias conseqüências. Durante o tempo de seu ministério terrestre, Jesus Cristo tornou isto muito claro aos seus apóstolos. Quando certo homem, evidentemente capacitado pelo espírito de Deus, expulsou demônios à base do nome de Jesus, o apóstolo João e outros tentaram impedi-lo, porque não os acompanhava. Parece que achavam que este homem não fazia parte de seu grupo exclusivo e que sua realização de obras poderosas, portanto, detraía da atividade deles. Quando Jesus soube disso, corrigiu-os. Depois acrescentou um forte aviso: “Quem fizer tropeçar a um destes pequenos que crêem, melhor lhe seria que se lhe pusesse em volta do pescoço uma mó daquelas que o burro faz girar e que fosse realmente lançado no mar.” (Mar. 9:38-42) Sim, tal atitude egocêntrica, conforme expressa pelos apóstolos, poderia ter levado os novos e humildes a tropeçar. Deus não faria pouco caso de tal proceder prejudicial.
Se desejarmos ter uma condição aprovada perante Jeová Deus, deveremos reconhecer a inveja pelo que é — um pecado contra Deus e o próximo, sim, a expressão dum espírito desamoroso. Em vista dos maus frutos que a inveja produz, temos bons motivos para odiá-la. Este ódio pode proteger-nos contra nos tornarmos invejosos e contra criarmos competição e inveja nos outros.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1974 | 15 de fevereiro
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Perguntas dos Leitores
● Fica a pessoa livre da responsabilidade pela violação da lei de Deus a respeito da santidade do sangue, se receber uma transfusão em resultado duma ordem judicial, que se sobreponha à sua decisão de não aceitar sangue?
Isto depende das circunstâncias. Nenhuma ordem Judicial, naturalmente, pode anular a lei de Jeová Deus, o Legislador Supremo. (Atos 5:29) É evidente que o cristão nunca poderia Justificar cometer assassinato, extorsão ou adultério, mesmo que um tribunal lhe ordenasse fazer isso.
Então, o que poderia trazer responsabilidade em tais casos de transfusões ordenadas judicialmente? O paciente deixar de falar com convicção quando tem a oportunidade e depois deixar de oferecer resistência, poderia contribuir para ele receber uma transfusão de sangue que não quer. Um fator que teve influência vital na decisão de alguns Juízes tem sido a convicção do paciente, seu sentimento de responsabilidade perante Deus. Portanto, em casos em que não houve indício de que o paciente resistiria a uma transfusão de sangue ordenada judicialmente, os juízes amiúde estiveram inclinados a ceder com mais prontidão aos apelos dos médicos e dos hospitais.
Em vários casos, as testemunhas cristãs de Jeová, quando confrontadas com a possibilidade de uma ordem judicial de uma transfusão, tomaram medidas para evitar a violação da lei de Deus. Algumas puderam transferir os membros de sua família ou parentes para outros hospitais, onde o tratamento não violava a lei de Deus. Se a condição do paciente for tão crítica, que torna a sobrevivência quase que uma impossibilidade se for removido do hospital, mesmo por um curto período, este meio evidentemente não é acessível.
É natural que em alguns casos alguém possa ter
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