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Anciãos que presidem de modo excelenteA Sentinela — 1976 | 1.° de fevereiro
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12. O que devem os anciãos, com sabedoria, reconhecer quanto à consciência individual?
12 Nas suas reuniões em que tratam do bem-estar da congregação, os anciãos pedem que Jeová guie seu coração e sua mente para chegarem a conclusões que estejam em harmonia com a vontade de Jeová, e que prevaleça a sabedoria de cima. Tal sabedoria, diz Tiago, é casta, pacífica, razoável, pronta para obedecer, cheia de misericórdia e sem hipocrisia. (Tia. 3:17) Se os anciãos se lembrarem disso, bem como de que Jesus está no meio deles (Mat. 18:20), resultará na bênção de Jeová sobre suas deliberações. Reconhecerão que há questões na vida, que, segundo mostra a Bíblia, deixamos entregues à consciência de cada um. Se a Bíblia e as publicações do “escravo fiel e discreto” não delinearem claramente certo proceder, os anciãos não devem impor suas simpatias e antipatias pessoais, como se estas fossem regras a serem seguidas pelos outros. Formar um conceito demasiado elevado de sua própria opinião pode levar a pessoa a expressar suas próprias idéias e consecuções, além daquilo que as Escrituras permitem. — 2 Cor. 10:12, 18.
CORPO GOVERNANTE
13. Para que fim importante serve o uso das Escrituras como guia?
13 O corpo governante dos cristãos do primeiro século exercia cuidado em não impor nenhum fardo ou regra desnecessária às congregações. Faremos bem em seguir este exemplo. As Escrituras precisam ser o guia dos anciãos, a fim de que haja uma base bíblica para conselho e decisões. Isto resultará no proveito de se fornecer ensino unificado, bem como ensino correto. Assim, um ancião não dirá uma coisa enquanto outro ancião diz outra, em contradição, causando confusão. Precisa haver união entre os anciãos, e eles devem ver as coisas “sob o mesmo prisma”, se seu serviço há de ser eficiente. Isto não significa que cada ancião na reunião precisa comentar cada ponto. Salomão aconselhou sabiamente que há tempo para se ficar calado. (Ecl. 3:7) Se alguém puder acrescentar algo de construtivo, isto é muito bom; do contrário, poderá apenas escutar e aprender, e ver como possa melhorar suas próprias contribuições para a reunião.
14. (a) O que devem os anciãos compreensivelmente evitar? (b) Quando somente seria correto considerarem juntos os pontos bons e maus dum irmão ou duma irmã?
14 Todos os anciãos devem reconhecer sua posição em relação com os outros irmãos e irmãs na congregação. Não são chefões espirituais ou policiais espirituais. Não precisam meter-se na vida dos outros membros da congregação ou preocupar-se com os problemas pessoais de cada irmão e irmã. Os irmãos e as irmãs são dedicados a Jeová Deus e usualmente podem produzir sua própria salvação em integridade. Os anciãos estão disponíveis para ajudar quando pedidos, mas não devem ir além dos limites corretos. (Fil. 2:12, 13) Os outros irmãos e irmãs têm direitos e privilégios, e, por isso, os anciãos têm de respeitar seu livre-arbítrio. Não cabe aos anciãos recapitular nas suas reuniões todos os pontos bons e todos os pontos maus de cada publicador. Possivelmente a única vez em que isto seja apropriado é quando se consideram as qualificações dos irmãos para servirem quais anciãos ou servos ministeriais ou quando há um sério problema que envolve alguém da congregação, exigindo um escrutínio cuidadoso desta pessoa específica.
15. Por que não são tornadas públicas as considerações feitas na reunião de anciãos?
15 As reuniões dos anciãos não são reuniões secretas. Mas, não há necessidade de contar a todos ou a alguém não envolvido o que se considerou nas reuniões, que é de natureza confidencial. Por que sobrecarregar ou perturbar os outros com assuntos em que não estão pessoalmente envolvidos? Há assuntos confidenciais revelados aos anciãos, que não devem ser divulgados. Outros, especialmente a esposa ou os outros membros da família do ancião, podem ajudar por não tentarem saber dos anciãos a informação sobre tais assuntos. Questões que não são de natureza confidencial, especialmente as que tratam do progresso da obra do Reino, consideradas ali, serão prontamente divulgadas à congregação pelos anciãos.
16. Em vez de sempre aconselharem ou repreenderem pessoas, como podem os anciãos usar seu tempo para o bem da congregação?
16 Os anciãos não devem pensar que precisam sempre dar logo conselhos ou repreensões aos outros, especialmente quando estes se saem razoavelmente bem. No entanto, podem conseguir muita coisa boa por serem amigáveis, bondosos, animadores, dando elogios e associando-se com todos na congregação. Um modo especialmente excelente de fazer isso é por meio de visitas amigáveis a publicadores, não apenas os recém-interessados ou os que consideram ser espiritualmente fracos, mas a todas as “ovelhas” do rebanho, inclusive os que se empenham na pregação por tempo integral. Estes também precisam do pastoreio, e poderiam desgarrar-se do rebanho se forem negligenciados. Portanto, os anciãos reconhecem a necessidade de aceitar suas responsabilidades quais pastores, conforme especificadas na Bíblia, e se desincumbirem delas.
17. (a) Que qualidade é exigida nos tratos com outros? (b) Como podem os anciãos imitar o apóstolo Paulo conforme mostram a 2 Coríntios 12:15 e; 1 Tessalonicenses 2:8?
17 Os anciãos ‘tornam-se pais por intermédio das boas novas’ por fazerem discípulos. Portanto, embora não se deixem apelidar de “Pai”, precisam ter a mesma paciência, perseverança e consideração como o chefe duma família. O pai duma família mostra amor aos sob os seus cuidados; não os exaspera, mas edifica. (1 Cor. 4:15; Mat. 23:9) Paulo era notável neste respeito, conforme mostram 2 Coríntios 12:15 e; 1 Tessalonicenses 2:8. Portanto, os anciãos não se importam de ser “incomodados”, importunados ou aproveitados. Como pastores, reconhecem que tudo isso faz parte de sua comissão. — João 21:15-17; 1 Ped. 5:2, 3.
18. Devem os anciãos satisfazer-se com seu serviço atual, e o que constitui incentivo para eles?
18 Será que não se precisa mais progredir ou melhorar depois de chegar ao cargo de ancião? Somos aconselhados a não pensar de nós mais do que o necessário, “de modo a ter bom juízo”. (Rom. 12:3) Portanto, todos os anciãos podem continuar a melhorar nesta qualidade primária, a saber, a capacidade de ensino acompanhada pela humildade. Crê o ancião que ele é eficiente e realizador? Então deverá esforçar-se a ter ainda maior eficiência no ensino. Sempre poderá também melhorar em mostrar humildade. Pela melhora da parte dos anciãos (e dos servos ministeriais, que procuram alcançar o cargo de superintendente), continuarão a progredir na sua capacidade de servir os interesses de seus irmãos, em harmonia com os requisitos de Jeová. Serão também uma bênção maior para os que agora se associam com a organização de Jeová e os que começam a entrar nela. A todos os que irrestritamente servem quais superintendentes do rebanho de Deus, dizemos: “Tornai-vos constantes, inabaláveis, tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o vosso labor não é em vão em conexão com o Senhor.” — 1 Cor. 15:58.
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Por que não são perdoáveis certos pecados?A Sentinela — 1976 | 1.° de fevereiro
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Por que não são perdoáveis certos pecados?
QUANDO o poeta alemão Heinrich Heine jazia no leito de morte e refletia na vida libertina que levara, consolou-se com a idéia: “Deus me perdoará. Este é o negócio dele.” Ao dizer isso, Heine apenas ecoava o que o
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