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Consolo para os desanimadosA Sentinela — 1962 | 1.° de agosto
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Bíblia. O provérbio diz: “A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra.” (Pro. 12:25, ALA) Que a boa Palavra de Deus pode restaurar ao coração a alegria e luz aos olhos se acha atestado pelo Salmo 19:7, 8: “A lei de Jeová é perfeita, trazendo de volta a alma. O lembrete de Jeová é fidedigno, tornando sábio o inexperiente. As ordens de Jeová são retas, e fazem o coração regozijar-se; o mandamento de Jeová é puro, e ilumina os olhos.”
Se o seu estado de tristeza é devido à amarga desilusão com si mesmo ou com os outros, ou resulta de tribulação, lembre-se de que as tribulações produzem muita coisa boa, quando suportadas. Pedro declara que “a pessoa que padeceu na carne desistiu dos pecados, a fim de que viva, no tempo que ainda lhe resta na carne, não mais para os desejos dos homens, mas para a vontade de Deus”. (1 Ped. 4:1, 2) Realmente a tribulação faz-nos ver que a nossa esperança segura consiste em fazer a vontade de Deus; saímos da provação com maior reconhecimento dêste fato. Além de disciplina, o cristão espera receber várias provações de sua fé: “Neste fato vos regozijais grandemente, embora por um pouco de tempo, no presente, se há de ser assim, tenhais sido entristecidos por várias provações, a fim de que a qualidade provada de vossa fé, de muito mais valor do que o ouro que perece apesar de ter sido provado por fogo, seja causa para louvor, e glória, e honra, na revelação de Jesus Cristo.” (1 Ped. 1:6, 7) Naturalmente, Jeová não lhe está trazendo provações e desânimo. Ele é o Deus de todo consôlo e não deseja que “pereça um dêstes pequeninos”. — Mat. 18:14.
DÚVIDAS
Mas o que dizer se o desânimo e as dúvidas não permitem que seja confortado pelas Escrituras? Não pense que Jeová se tornou seu inimigo tendo-lhe enfraquecido a fé. As dúvidas não eram coisas desconhecidas entre os seus servos fiéis nos tempos bíblicos. Êle não abandonou os Israelitas porque êstes no início não creram, mas os libertou. (Êxo. 12:51) Ao invés de mandar desassociar o apóstolo Tomé que duvidava dos relatos de testemunhas oculares da ressurreição do Senhor, Jesus ajudou amorosamente Tomé a se recuperar de sua descrença. (João 20:24-29) Os irmãos carnais de Jesus, Tiago e Judas, não tiveram fé nêle até depois de sua morte e ressurreição, mas as suas dúvidas anteriores não os impediram de se tornar mais tarde servos devotos e úteis dêle. É com entendimento que Tiago podia comparar o homem que duvida “à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. (Tia. 1:6) É com condolência que Judas podia instruir os cristãos mediante a sua carta, inspirada a ‘continuarem, também, a mostrar misericórdia a alguns que têm dúvidas; salvando-os por arrebatá-los do fogo’. (Jud. 22, 23) Que a pessoa pode sobreviver a tal ordálio ardente foi indicado por Paulo, ao escrever em 1 Coríntios 3:10-15 (ALA): “Cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi pôsto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sôbre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá êle dano; mas êsse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo.”
No estado espiritualmente insalutar em que as suas próprias orações parecem ineficazes, obedeça à instrução de Tiago de ‘chamar os homens mais idosos da congregação, e deixar que êstes orem a seu favor, friccionando-o com óleo no nome de Jeová. E a oração da fé o sarará, e Jeová o levantará’. (Tia. 5:14, 15) Os superintendentes maduros de Jeová entendem o seu estado. Êles o friccionarão com o “óleo” suave de confôrto da Palavra de Jeová e lhe receitarão um horário de estudo bíblico e serviço além da associação com cristãos zelosos, isto tudo fazendo que com o tempo se recobra de suas dúvidas desanimadoras.
Visto que há sempre felicidade na pratica cristã de dar, um dos mais seguros antídotos para um estado mental desanimado e entristecido é procurar a companhia de outros que “suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se fazem” neste período antes do Armagedon. Confortando-os, confortará a si próprio. (Eze. 9:4, VB; 2 Cor. 1:3-7) Muitos cristãos maduros podem testificar a veracidade disto, lembrando o Salmo 126:5, 6, VB: “Aquelles que semeiam em lagrimas, com jubilo ceifarão. Embora alguem saia chorando, levando a semente para semear, tornará a vir com jubilo, trazendo os seus feixes.” Quer em época favorável quer em tribulação e desânimo, lance a semente do Reino e colha uma recompensa feliz! — Mar. 4:14, 20.
Vimos que os períodos de desânimo foram suportados pelos servos fiéis de Jeová nos tempos pré-cristãos, cristãos e modernos. Visto que se trata de um estado que reage com a ajuda de Jeová, da sua Palavra e da sua organização, bem como mediante o devido cuidado físico; as almas desanimadas têm todo motivo para ficar consoladas e animadas. Lembre-se, o fiel Jó não foi realmente abandonado por Jeová; a desilusão e a decepção de Ana desapareceram com o nascimento de Samuel e mais cinco filhos; Pedro negar o Senhor não era imperdoável; o sentimento de abatimento de Paulo deu lugar ao regozijo e as dúvidas de Tomé não o desqualificaram na corrida pela vida eterna. Ninguém deve deixar que o desânimo ou qualquer outra provação o desqualifiquem. Ao invés, conforme declarou Paulo, “nenhuma tentação sobreveio a vós exceto o que é comum aos homens. Mas Deus é fiel e ele não permitirá que sejais tentados além do que podeis suportar, mas, junto com a tentação, êle fornecerá também a saída, a fim de que possais suportá-la”. (1 Cor. 10:13) Isto não é menos verdade no que, diz respeito ao desânimo. Portanto, não desista de fazer o que é correto. E ‘o Deus que dá esperança o encha de todo o gôzo e paz pela sua crença, para que abunde na esperança pelo poder do espírito santo’. — Rom. 15:13.
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A qualidade duradoura da BíbliaA Sentinela — 1962 | 1.° de agosto
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A qualidade duradoura da Bíblia
● O Professor Oscar Paret, no seu livro The Bible, Its Preservation in Print and in Writing (A Bíblia, a Sua Preservação Impressa e na Escrita), atribui a preservação da Bíblia ao cumprimento da própria promessa de Deus: “A palavra falada por Jeová permanece para sempre.” — 1 Ped. 1:25.
“Em suma, os resultados de nossa consideração são êstes: A Bíblia é o mais bem preservado livro dos tempos antigos. É verdade que as Escrituras bíblicas foram escritas por homens e transmitidas por êles e, por conseguinte, foram afetadas pelos erros e pelas imperfeições humanas. Mas, como cristãos, percebemos a mão orientadora de Deus atrás dos destinos humanos da Bíblia, pois apesar de todos os ataques humanos, preservou a Bíblia por dois mil anos, através de um período da mais severa perseguição. Inúmeras criações de valor das mentes humanas foram perdidas e esquecidas. A Bíblia, porém, que ainda é coroada pela vitória na marcha mundial, ainda impressa e distribuída aos milhões de exemplares anualmente, traduzida quer totalmente quer em parte em mil e cem idiomas, não será nem perdida nem esquecida, visto que, como testemunho da revelação de Deus, permanece sob a promessa: A Palavra do Senhor permanece para
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