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Mantenha os sentidos em todas as coisasA Sentinela — 1975 | 15 de dezembro
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verdadeiramente arrependido, ao passo que a bondade talvez ajude no restabelecimento mesmo dos que são um pouco obstinados. Queira notar como Paulo aconselhou que se deve tratar os errantes: “Irmãos, mesmo que um homem dê um passo em falso antes de se aperceber disso, vós, os que tendes qualificações espirituais, tentai restabelecer [reajustar] tal homem num espírito de brandura.” (Gál. 6:1; ed. ingl. 1971) Portanto Paulo salienta que, se o ancião realmente quiser ajudar a tal pessoa, deverá adotar um “espírito de brandura”, ao passo que se esforça amorosamente a reajustar seu irmão e recuperar o coração dele. Aquele de que Paulo fala não merece uma censura severa tal como aqueles que ele chama de “indisciplinados, conversadores improfícuos e enganadores da mente” (Tito 1:10, 13) Aquele que está disposto a escutar não é praticante endurecido do pecado, mas, antes, é alguém que deu “um passo em falso antes de se aperceber disso”. Por isso não merece ser tratado como inimigo. Na verdade, tanto ele como o ancião tem um inimigo comum, Satanás; por isso seria errado se o ancião aumentasse o peso esmagador sobre aquele que já se mostra arrependido de seu pecado. O que se deve odiar não é o errante, mas o ato errado que cometeu. — Judas 22, 23.
11. Como ilustra Paulo a situação do errante e o que é necessário para lhe esclarecer seu proceder errado?
11 Ilustrando para nós a situação do errante, Paulo o compara a um animal desafortunado que foi apanhado na armadilha do caçador. Entretanto, não se trata dum caçador comum; tais pessoas são apanhadas no “laço do Diabo, visto que foram apanhados vivos por ele para a vontade deste”. (2 Tim. 2:24-26) É verdade que arrancar um animal preso na armadilha poderá livrá-lo, mas certamente lhe causaria ferimentos sérios. Não seria muito melhor usar de suavidade e brandura, para que, quando solto, possa mais facilmente sarar das feridas que se causou? Do mesmo modo, os errantes precisam ser tratados compassivamente; contudo, também com certa medida de firmeza, a fim de tornar claro o perigo de seu proceder errado. Eles precisam aprender a realmente odiar o erro que cometeram e ver quão detestável é. É vital que compreendam por que a maneira de Jeová encarar o assunto é correta e para o bem e a felicidade deles, e que se devem apegar a sua Palavra, assim como está escrito: “Pois o mandamento é uma lâmpada e a lei é uma luz, e as repreensões da disciplina são o caminho da vida.” — Pro. 6:23.
12. Como poderia a timidez em repreender ou reajustar transgressores resultar em culpa de sangue para os anciãos?
12 Os anciãos que têm genuíno amor aos errantes nunca se refrearão timidamente de dar a necessária repreensão ou de reajustar os errantes. Antes, agirão em harmonia com Provérbios 27:5, 6, que diz: “Melhor a repreensão revelada do que o amor escondido. Fiéis são os ferimentos inflingidos por alguém que ama, mas os beijos de quem odeia são coisas a serem suplicadas.” De fato, se os anciãos deixarem de dar o devido aviso ou correção, quando se torna evidente que se segue um proceder errado, isso poderá levar a terem culpa de sangue. Paulo certificou-se de que não tivesse mancha, e por isso desincumbiu-se fielmente de sua comissão, dizendo: “Eu vos chamo como testemunhas, no dia de hoje, de que estou limpo do sangue de todos os homens, pois não me refreei de falar a todos vós todo o conselho de Deus.” (Atos 20:26, 27) Se os anciãos, iguais a Paulo, mantiverem os sentidos e corajosamente assumirem suas responsabilidades, verão resultar disso um bem eterno para os a quem ajudaram restabelecer-se de seu proceder desencaminhado.
NÃO SE ESQUIVE DAS RESPONSABILIDADES EM FAZER DECISÕES
13. Qual é a fonte da responsabilidade imposta aos anciãos e por que estão habilitados a fazer as decisões certas?
13 Em vista do que acabamos de considerar, é evidente que os anciãos ocasionalmente poderão achar necessário fazer decisões sérias, algumas das quais talvez afetem até mesmo a vida de seus irmãos. Esta pesada responsabilidade de atuar como superintendentes e pastores não procede de fonte terrena, mas lhes é atribuída pelo espírito santo de Deus, constituindo-os representantes dele. Paulo explicou isso do seguinte modo aos anciãos da congregação de Éfeso: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus.” (Atos 20:28) Assim, iguais a Timóteo, deviam considerar-se responsáveis perante Deus e Cristo para executar a obra que se lhes designou fazer. (2 Tim. 4:1, 2) Na maioria das situações, os anciãos estão bem habilitados para fazer decisões certas, porque Jeová Deus lhes deu espírito de “poder, e de amor, e de bom juízo”. (2 Tim. 1:7) Recebem “poder”, ou capacidade, para poderem usar os dons espirituais que possuem. Têm o ‘espírito de amor’, a fim de ajudarem outros com a motivação correta, e são guiados na direção certa com “bom juízo”, ao se esforçarem a cumprir com suas responsabilidades.
14. (a) Explique por que muitos assuntos precisam ser devolvidos aos anciãos locais para fazerem decisões. (b) Como podem os anciãos preparar-se para tratar localmente dos assuntos, e a quem podem recorrer em busca de ajuda?
14 Apesar desta ajuda da parte de Deus e de sua Palavra escrita, há ocasionalmente anciãos que pedem que o escritório da Sociedade Torre de Vigia ou o corpo governante faça decisões por eles, tais como as relacionadas com a recomendação para designação de anciãos e assuntos similares. Apesar da boa vontade e do desejo sincero do escritório da Sociedade de ajudar, muitas vezes o assunto precisa ser devolvido aos anciãos que possuem os fatos, para eles mesmos fazerem a recomendação. Os anciãos podem fazer perguntas, obter respostas, e, se necessário, obter mais fatos relacionados com o assunto em questão, antes de fazer uma decisão final. Tampouco estão em desvantagem espiritualmente falando. Além disso, têm a responsabilidade perante Deus, de fazer tais decisões, não as lançando desnecessariamente sobre outros. De modo que devem preparar-se por estudo e oração a fazer as decisões certas, em harmonia com a vontade de Deus. Paulo salientou a Timóteo a necessidade de ele se estribar de todo o coração na Escritura, visto que é “inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça”. Se o ancião basear suas decisões nela, mostrar-se-á homem de Deus, “plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra”. (2 Tim. 3:16, 17) A ajuda de outros anciãos também se pode mostrar útil. A Bíblia declara que “há frustração de planos quando não há palestra confidencial, mas na multidão de conselheiros há consecução”. (Pro. 15:22) Se o superintendente de circuito ou de distrito visitar a congregação, este superintendente também poderá ser consultado.
15. Quando devem os assuntos ser apresentados ao escritório da Sociedade por parte dos anciãos?
15 No entanto, se depois dum estudo cabal e duma pesquisa cuidadosa das Escrituras não se achar uma resposta a determinado assunto ou problema, que proceder deverão adotar os anciãos? Certamente, seria muito imprudente da parte deles agir independentemente para decidir a questão, talvez adivinhando uma resposta ou apenas fazendo uma decisão arbitrária baseada no seu próprio critério. Antes, em tal caso, o melhor recurso que têm é comunicar-se com o escritório da Sociedade que cuida de seu país e pedir ajuda.
16. Que princípio deve ser seguido quando os anciãos precisam lidar com os que são populares, respeitados ou influentes?
16 Nunca devem os anciãos deixar de agir por temor do homem. Talvez possa acontecer que às vezes tenham de lidar com alguns que são populares, respeitados ou influentes. No entanto, isto não deve influenciar suas decisões a favor daquela pessoa. A norma da Palavra de Deus é bem explícita neste respeito. Ela declara: “Não deveis fazer injustiça no julgamento. Não deves tratar com parcialidade ao de condição humilde e não deves dar preferência à pessoa do grande. Com justiça deves julgar o teu colega.” (Lev. 19:15; Tia. 2:1-9) Em vista disso, é bem evidente que qualquer demonstração de favoritismo é injusta e viola a lei de Deus.
BASEIE SUAS DECISÕES NA BÍBLIA
17. Como podem os anciãos demonstrar profundo respeito pelas Escrituras?
17 Acima de tudo o mais, os anciãos devem demonstrar profundo respeito pela Palavra de Deus por basearem nela o seu conselho. (2 Tim. 2:15) Isto significa que evitarão cuidadosamente expressarem suas próprias idéias como autoridade sobre os assuntos envolvidos, mas, em vez disso, transmitirão fielmente o ensino que receberam das Escrituras e da classe serva de Jeová, o “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45; 1 Tim. 4:6, 16) Os irmãos cristãos deles devem também reconhecer que os anciãos não apenas falam sobre a Bíblia, mas que são exemplos vivos do poder da Palavra de Deus, conforme demonstrado pela aplicação de princípios piedosos na sua vida. Isso ajudará a associação inteira dos cristãos a reconhecer a orientação e direção dos anciãos e a imitar-lhes o exemplo de fé. — Heb. 13:7.
18. Quem mais, além dos anciãos, precisa manter os sentidos, e com que expectativa assegurada em vista?
18 Por fim, deve ser lembrado que todos os servos de Deus precisam ‘manter os sentidos’, não só os anciãos, porque cada um de nós tem de enfrentar os mesmos perigos da parte do mundo. As condições críticas da atualidade submetem cada cristão a verdadeiras provas de fé. Este certamente é o tempo de se pensar sobriamente, tempo de obter uma visão clara dos assuntos à luz da Palavra de Deus, para que cada um de nós possa fazer decisões sábias. Só assim poderemos todos ajudar-nos mutuamente a ‘ficar despertos e manter os sentidos’, para que o dia de Jeová para o julgamento não nos apanhe como a um ladrão. Assim, como “filhos da luz e filhos do dia”, seremos preservados através da vindoura destruição mundial e entraremos na nova ordem constituída por Deus, para o Seu eterno louvor e a nossa eterna salvação! — 1 Tes. 5:5, 6.
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Aguarde o futuro com confiançaA Sentinela — 1975 | 15 de dezembro
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Aguarde o futuro com confiança
“[Façamos] firme o nosso apego à confiança que tivemos no princípio, firme até o fim.” — Heb. 3:14.
1. Têm todos o mesmo conceito sobre o futuro? Explique isso.
A MAIORIA das pessoas rejeita sumariamente qualquer tentativa de descrever um futuro tornado brilhante por uma “nova ordem” justa, dizendo: “Isso nunca acontecerá!” Visto que lhes falta confiança no futuro, não é surpreendente que a maioria se torna egocêntrica e prefere viver apenas para “hoje”. As testemunhas cristãs de Jeová, porém, não compartilham tal conceito desanimador quanto ao futuro. Antes, seu coração transborda de confiança, ao
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