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  • Sumo Sacerdote
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • Assim como o sumo sacerdote em Israel não estava sempre ocupado em oferecer sacrifícios, mas também abençoava o povo e era o principal instrutor do povo quanto às leis justas de Deus, assim também se dá com Jesus Cristo. Ao comparecer diante de seu Pai nos céus, ele “ofereceu um só sacrifício pelos pecados, perpetuamente, e se assentou à direita de Deus, daí em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés”. (Heb. 10:12, 13; 8:1) Por conseguinte, “na segunda vez que ele aparecer, será à parte do pecado e para os que seriamente o procuram para a sua salvação” — Heb. 9:28. 

      A superioridade de Jesus Cristo como Sumo Sacerdote é vista também em outro sentido. Tornando-se um homem de sangue e carne como seus “irmãos” (Heb. 2:14-17), ele foi cabalmente provado; sofreu toda forma de oposição, de perseguição e, por fim, uma morte ignominiosa. (Heb. 2:18; 5:8, 9) Em resultado, “temos por sumo sacerdote, não alguém que não se possa compadecer das nossas fraquezas, mas alguém que foi provado em todos os sentidos como nós mesmos, porém, sem pecado”. — Heb. 4:15, 16. 

      SUBSACERDOTES CRISTÃOS 

      Jesus Cristo é o único sacerdote “à maneira de Melquisedeque” (Heb. 7:17), mas, semelhante a Arão, o sumo sacerdote de Israel, Jesus Cristo possui um grupo de subsacerdotes que lhe foi provido pelo seu Pai, Jeová. Promete-se-lhes a co-herança com ele nos céus, onde também compartilharão do reino dele como reis associados. (Rom. 8:17) São conhecidos como “sacerdócio real”. (1 Ped. 2:9) Mostra-se-lhes, na visão do livro bíblico de Revelação (Apocalipse), que entoam um novo cântico, que fala de Cristo os ter comprado com seu sangue, e fazer deles “um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre a terra”. (Rev. 5:9, 10) Mais tarde, nesta visão, vêem-se 144.000 pessoas, junto com o Cordeiro, cantando um novo cântico. Também são descritas como tendo sido ‘compradas da terra’, como seguidores do Cordeiro, “comprados dentre a humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro”. (Rev. 14:1-4; compare com Tiago 1:18.) Neste capítulo de Revelação (14), dá-se o aviso a respeito da marca da fera (o ‘sinal da besta’, Al), mostrando que evitar tal marca “significa perseverança para os santos”. (Vv. 9-12) Estes 144.000 comprados são os que perseveram fielmente e que passam a viver e a reinar como reis junto com Cristo, e que ‘serão sacerdotes de Deus e do Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos’. (Rev. 20:4, 6) Os ofícios de Jesus como sumo sacerdote os conduzem a esta gloriosa posição.

  • Suor
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SUOR

      A perspiração; a umidade ou líquido corpóreo excretado pelas glândulas sudoríparas e que flui através dos poros da pele. O esforço (como o feito num trabalho árduo), a emoção (tal como a ansiedade), o calor, etc., são em geral a causa do suor.

      Depois de pecar, Adão teve de ganhar sua subsistência do solo amaldiçoado, fora do jardim do Éden, fazendo-o através da labuta suarenta, no meio de espinhos e abrolhos. Jeová lhe disse, em parte: “No suor do teu rosto comerás pão, até que voltes ao solo, pois dele foste tomado.” — Gên. 3:17-19.

      Durante a visão do templo de Ezequiel, Jeová declarou que os sacerdotes que ali ministravam deviam usar roupas de linho e que ‘não devia haver sobre eles nenhuma lã’. Não deviam cobrir-se de lã, ou de qualquer coisa que ‘causasse suor’. Isto talvez fosse para evitar qualquer impureza produzida pelo suor, ou porque a perspiração tornaria desagradável o serviço deles, em vez de jubiloso, o suor sugerindo a labuta ou o enfado, como no caso de Adão. — Eze. 44:15-18.

      JESUS EM GETSÊMANI

      A respeito de Jesus Cristo, quando estava em Getsêmani, na noite final de sua vida terrestre, Lucas 22:44 declara: “Mas, ficando em agonia, continuava a orar mais seriamente; e seu suor tornou-se como gotas de sangue caindo ao chão.” O escritor não afirma que o suor de Jesus estava realmente misturado com o sangue dele. Talvez estivesse tecendo apenas uma comparação, possivelmente indicando que a perspiração de Jesus se formava como gotas de sangue, ou descrevendo como o gotejar do suor de Jesus se assemelhava ao fluxo de gota a gota de sangue dum ferimento. Por outro lado, o sangue de Jesus talvez tenha exsudado através da pele, misturando-se com seu suor. Em certos casos de extremo stress mental se tem relatado a ocorrência de suor sangrento. O sangue, ou os elementos constituintes dele, exsudam através das paredes intatas de vasos sanguíneos num quadro clínico chamado de diapedese, e na hematidrose há uma excreção de perspiração tingida de pigmentos sanguíneos ou de sangue, ou de fluido corpóreo misturado com sangue, assim resultando no ‘suar sangue’. Estas, por certo, são apenas sugestões quanto ao que possivelmente ocorreu no caso de Jesus.

      Os versículos 43 e 44 de Lucas, capítulo 22, acham-se omitidos no Ms. Vaticano N.° 1209, no Ms. Alexandrino, e no códice Sinaítico siríaco, bem como na leitura corrigida do Ms. Sinaítico. No entanto, tais versículos aparecem deveras no Ms. Sinaítico original, no Códice Bezae, na Vulgata latina, no Ms. Siríaco curetoniano, e na versão Pesito siríaca.

  • Superintendente
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    • SUPERINTENDENTE

      [Heb., paqídlh; g., epískopos].

      O termo hebraico provém da palavra paqádh, que significa “visitar, voltar a atenção para, inspecionar” (Gên. 21:1; Isa. 23:17), também “nomear ou comissionar”. (Gên. 39:5; Esd. 1:2) Similarmente, o termo grego se relaciona com episkopéo, que significa “averiguar ou velar por (ou vigiar)”. (Heb. 12:15) Assim, a Septuaginta grega por vezes traduz o termo hebraico paqídh como epískopos. (Nee. 11:9, 14, 22) Em ambas as línguas, então, o superintendente era alguém que dava atenção a certos assuntos ou pessoas, visitando-as, inspecionando-as e nomeando-as.

      SUPERINTENDENTE NAS ESCRITURAS HEBRAICAS

      José aconselhou o Faraó a nomear superintendentes naquele país a fim de acumular reservas durante os anos de abundância, precavendo-se para a vindoura fome. (Gên. 41:34-36) Sob seus respectivos maiorais, cada linhagem familiar dos levitas tinha as suas responsabilidades específicas relativas à supervisão dos deveres no tabernáculo. (Núm. 3:24-26, 30, 31, 35-37; compare com Ezequiel 44:10, 11.) Eleazar, filho do sumo sacerdote Arão, tornou-se o “maioral dos maiorais dos levitas”, e tinha a supervisão geral da estrutura do tabernáculo e de seus utensílios. (Núm. 3:32; 4:16; compare com Jeremias 29:26.) O sumo sacerdote também podia nomear superintendentes para certos serviços do santuário. (2 Reis 11:18b) Primeiro Crônicas, capítulos 23 a 27, mostra as numerosas e variadas posições e arranjos para a supervisão que vigoravam durante o reinado de Davi, respeitantes não só ao sacerdócio como também à corte real, incluindo questões econômicas e militares. (Compare com 2 Crônicas 17:12-19; 24:8-14; Neemias 11:9, 14, 22; 12:42.) Os termos sar, que significa “príncipe”, “chefe” ou “alguém que é o cabeça de outros”, e sarís, que significa “oficial da corte” (bem como “eunuco”), também são empregados para tais homens que exercem a supervisão. (1 Crô. 28:1, 2; 2 Reis 24:12, 15; veja CORTE, OFICIAL DA.) O rei e o sumo sacerdote eram, naturalmente, os principais superintendentes daquela nação.

      A profecia de Isaías (60:17) coloca os “superintendentes” em posição paralela aos “feitores”, ou distribuidores de tarefas, uma vez que os superintendentes podem designar algum trabalho a outros, bem como supervisionar e cuidar dos interesses de tais pessoas ou coisas confiadas a seus cuidados. Nessa profecia, Jeová prediz o tempo em que iria “designar a paz como teus superintendentes e a justiça como teus feitores”, profecia inicialmente cumprida na restauração de Israel do exílio, porém, concretizada de forma mais plena no Israel espiritual, a congregação cristã.

      SUPERINTENDENTE NA CONGREGAÇÃO CRISTÃ

      A obra A Greek-English Lexicon (Léxico Greco-Inglês; nona ed., 1968, p. 657), de Liddell e Scott, define epískopos como “alguém que vela por, superintendente, guardião . . . observador, vigia . . . supervisor, inspetor . . . superintendente eclesiástico”. O termo relacionado episkopé significa “inspeção” (Luc. 19:44; 1 Ped. 2:12) ou “superintendência”, como o apostólico “cargo de superintendência” que Judas perdeu. (Atos 1:20) Este último termo pode aplicar-se a qualquer exame, incluindo o dum médico. A idéia básica, inerente em epískopos, é de cuidado protetor.

      Assim, o Theological Dictionary of the New Testament (Dicionário Teológico do Novo Testamento), editado por G. Kittel, mostra que as formas verbais (episkopéo e episképtomai) eram empregadas no sentido secular básico de “encarar, considerar, mostrar consideração por algo, ou alguém”, “velar por”, “refletir sobre algo, examiná-lo, submetê-lo à investigação”, e “visitar”, sendo empregado neste último sentido especialmente ao se falar de visitas aos doentes, quer por parte de amigos, que lhes ministravam, quer por parte dum médico. O mesmo dicionário mostra que a Septuaginta emprega tais termos no sentido mais profundo de “preocupar-se com algo”, “cuidar de algo”, e o aplica desta forma a um pastor e suas ovelhas. Um sentido adicional da Septuaginta é o de “passar em revista”; e, ligado a tal emprego “há a idéia de detectar quem está ausente, e isto nos fornece o sentido . . . ‘sentir falta’”. Empregam-se termos relacionados no sentido de “julgar” ou examinar judicialmente. — Vol. II, pp. 600-602, 606.

      “Superintendentes” e “anciãos”

      Os “superintendentes” (episkopoi) cristãos correspondem aos reconhecidos como “anciãos” (presby’teroi) da congregação. Que ambos os termos são denominações da mesma posição na congregação pode ser aquilatado do caso de Paulo chamar os “anciãos da congregação” de Éfeso para Mileto, a fim de se encontrarem com ele ali. Ao exortar a tais “anciãos” ele declara: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes [forma de episkopoi] para pastorear a congregação de Deus.” (Atos 20:17-28) O apóstolo torna ainda mais clara esta identificação ao escrever a Tito. Aqui, ele fala a respeito de Tito fazer nomeações de “anciãos numa cidade após outra”, e, em evidente referência a tais, prossegue descrevendo as habilitações deles, mas, ao fazê-lo, utiliza o termo “superintendente” (epískopos), como também ao delinear similares requisitos ao escrever a Timóteo. (Tito 1:5-9; 1 Tim. 3:1-7; veja ANCIÃO.) O termo “ancião” (presby’teros) é a designação mais básica (e muito mais freqüente) dos nomeados para exercer a direção congregacional, ao passo que “superintendente” (epískopos) descreve uma responsabilidade fundamental que tal posição envolve.

      Seu número em cada congregação

      O número de superintendentes em qualquer congregação, por conseguinte, dependia do número dos que se habilitavam e que eram reconhecidos como “anciãos” naquela congregação. É evidente que havia vários de tais “superintendentes” na única congregação de Éfeso. Semelhantemente, Paulo, ao escrever aos Cristãos filipenses, refere-se aos “superintendentes” que ali havia (Fil. 1:1), indicando que eles serviam, não de per si, mas como um corpo, numa posição coletiva, superintendendo os assuntos daquela congregação.

      “Superintendentes“ e “servos ministeriais“

      Além dos superintendentes ou anciãos, um outro grupo é especialmente indicado na estrutura da congregação cristã, o dos diákonoi, ou servos ministeriais (“diáconos”, Al). Uma comparação das instruções apostólicas nos ajuda a entender um pouco da constituição dos dois grupos, o seguinte gráfico alistando certos requisitos correspondentes, e também alguns que são distintivos:

      Superintendentes ou anciãos

      (1 Tim. 3:1-7)

      irrepreensível

      marido de uma só esposa

      não um brigão bêbedo

      não um amante do dinheiro

      alguém que presida de maneira excelente, tendo filhos em sujeição

      não recém-convertido

      ajuizado

      hospitaleiro

      qualificado para ensinar

      não um espancador

      razoável

      não ser beligerante

      Superintendentes ou anciãos

      (Tito 1:5-9)

      livre de acusação

      marido de uma só

      não um brigão bêbedo

      não ávido de ganho desonesto

      ter filhos crentes, não acusados de devassidão, nem indisciplinados

      ajuizado

      hospitaleiro

      apegar-se à palavra na arte de ensino, ser capaz de exortar e repreender

      não um espancador

      não ser obstinado

      não ser irascível

      Servos Ministeriais

      (1 Tim. 3:8-10, 12, 13)

      livre de acusação

      marido de uma só esposa

      não dado a muito vinho

      não ávido de ganho desonesto

      presidir de maneira excelente os filhos e as suas próprias famílias

      examinado quanto à aptidão

      Os requisitos adicionais para os superintendentes incluem: ser moderado nos hábitos, ser ordeiro, ter excelente testemunho das pessoas de fora (1 Tim. 3:2, 7), ser amante da bondade, ser justo, ser leal, e ter autodomínio. (Tito 1:8) Outros requisitos fornecidos para os servos ministeriais são: ser sério, não ser de língua dobre, manter o segredo sagrado em consciência limpa. — 1 Tim. 3:8, 9.

      Uma notável diferença nos requisitos para superintendentes ou “anciãos”, em comparação com os para servos ministeriais ocorre nas habilitações de ensinar, a capacidade de exortar e de repreender, só exigidas dos superintendentes. Adicionalmente, outros requisitos distintivos sublinham a atitude e os modos corteses de lidar com outros, por parte dos superintendentes, bem como a perspectiva mental e o equilíbrio deles, qualidades que provam que são “anciãos” em sentido espiritual. Disso transpira que os que serviam como “anciãos”, exercendo a supervisão da congregação, eram aqueles que possuíam a responsabilidade e as habilitações de ensinar, e também de exercer a disciplina. Aqueles que serviam quais “servos ministeriais” cuidavam de outros assuntos e deveres congregacionais necessários, que não exigiam a mesma medida de conhecimento bíblico, de entendimento, de bom critério, e da capacidade de ensino, necessária à posição de superintendente ou de “ancião”. — Compare com 1 Coríntios 6:1-6; 1 Timóteo 5:17; Hebreus 13:17; veja MINISTRO (Os servos ministeriais na congregação).

      Autoridade relativa

      Serem tais superintendentes ou anciãos também descritos como ‘pastores do rebanho de Deus’ e ‘mordomos de Deus’ elimina qualquer idéia de governo ou de autoridade como a exercida pelos reis, senhores ou amos (donos ou patrões). (Atos 20:28; 1 Ped. 5:1-3) Os discípulos de Jesus talvez tivessem entretido a idéia de tal grau de autoridade, mas Jesus deixou claro para eles que não existiria entre seus seguidores nenhum arranjo ou relação assim, o princípio básico para eles sendo o de amoroso serviço prestado a outros. (Mat. 20:25-27; compare com 2 Coríntios 1:24.) Qualquer autoridade que os superintendentes congregacionais tivessem era para a edificação espiritual dos irmãos, e para a proteção da pureza da congregação. (Compare com 2 Coríntios 13:10.) A fonte de seu poder e o peso de sua palavra derivavam da utilização das Escrituras por parte deles — incluindo os ensinos do Filho de Deus — e do poder do espírito santo de Deus. (1 Cor. 2:1-10; 4:19-21; 14:37; 2 Cor. 3:1-6; 10:1-11) O exemplo de Cristo Jesus e o dos apóstolos dele, em mostrarem interesse e cuidados sinceros pelas ovelhas de Deus, estabelecem o padrão e o modelo para todos os superintendentes congregacionais. — João 10:10-15; 17:11-19; 2 Cor. 11:28, 29; Fil. 2:12-21.

      Um exame detido das Escrituras Gregas Cristãs indica que os superintendentes ou anciãos em qualquer congregação dispunham de igual autoridade. Pode-se observar que, em suas cartas congregacionais, Paulo não destaca nenhum indivíduo como sendo o superintendente, nem são tais cartas dirigidas a qualquer indivíduo como tal. Isto não elimina que tenham existido alguns de maior influência, que eram reconhecidos e respeitados pelos demais como mais destacados, talvez até mesmo sendo designados a presidir as palestras, e servindo, quer continua, quer periodicamente. Paulo relata que, quando foi a Jerusalém para apresentar a questão da circuncisão, primeiro ele apresentou um relato de seu ministério, em particular, aos “que eram homens de destaque”, embora — como ele mesmo diz — estes ‘não transmitissem nada de novo’ a ele. Paulo inclui evidentemente entre os homens de destaque, a Tiago, Pedro (Cefas) e João, “que pareciam ser colunas”. A palavra aqui traduzida “pareciam” tem o sentido de ser “reputado” ou “considerado” como algo. Assim, não parece estar subentendido qualquer sentido de categoria ou de posição oficial. (Gál. 2:1-9) Pode-se notar que Paulo mais tarde ‘resistiu face a face a Pedro’, devido a Pedro ‘não andar direito segundo a verdade das boas novas’ no assunto de associar-se com os não-judeus. — Gál. 2:11-14.

      Antes dos relatos da atividade missionária de Paulo, o livro de Atos menciona com destaque a Pedro e João (Atos 1:13-22; 3:1-11; 4:1, 13, 23), especialmente a Pedro, em alguns casos mostrando-o no papel de porta-voz dos apóstolos. (Atos 1:14-22; 2:14, 37, 38; 5:1-11, 15, 29; 9:32-43; 10:1-48; 11:1-3, 18; 12:5-16; 15:6-11) Também Tiago (irmão unilateral de Jesus, e não o apóstolo) é mencionado, e Pedro, ao ser miraculosamente solto da prisão, preocupou-se de transmitir a notícia a “Tiago e aos irmãos”. (Atos 12:17) Na assembléia realizada pelos “apóstolos e os anciãos” em Jerusalém, a fim de decidirem a questão da circuncisão, Tiago assumiu uma parte destacada, pois parece ter resumido o assunto, depois de considerável discussão e testemunho, incluindo o de Pedro. (Atos 15:7-21) No entanto, anunciar ele a sua “decisão” não significa que decidiu por si só a questão, ou que sua voz neste assunto sobrepujasse a dos demais presentes — certamente não a dos apóstolos de Jesus. Que Tiago simplesmente expressou seu critério pessoal, e, com efeito, apresentou uma resolução para ser adotada, é aquilatado de que Atos 16:4 se refere a Paulo e a seus companheiros como entregando, mais tarde, às congregações, “para a sua observância, os decretos decididos pelos apóstolos e anciãos, que estavam em Jerusalém”. (Atos 15:22-29) Pode-se notar que foi por ocasião dessa assembléia que Paulo menciona Tiago, Pedro (Ceias) e João como ‘parecendo ser colunas’ na congregação. — Gál. 2:1, 9.

      Assim, apesar do destaque de certos apóstolos ou discípulos, não há evidência de primado por parte de qualquer pessoa. Ao mesmo tempo, é evidente que a decisão da assembléia de Jerusalém foi reconhecida como tendo autoridade por toda a congregação cristã, em todas as regiões. Pode-se também depreender que certas pessoas exerciam a supervisão de determinadas áreas, como faziam os apóstolos Paulo e Pedro, e como Paulo, com autoridade apostólica, comissionou Timóteo e Tito a exercê-la. (Atos 14:21-23; Gál. 2:8, 9; 1 Cor. 4:17; Fil. 2:19-23; 1 Tes. 3:2; 1 Tim. 4:11-16; 5:17-22; Tito 1:1, 4-9) O registro, contudo, parece relacionar-se à supervisão ou atenção especiais para com determinada necessidade, e numa base temporária ou ocasional, em vez de ser qualquer arranjo permanente ou rotineiro. — Compare com 1 Timóteo 1:3-7; Tito 1:5; 3 João 9, 10.

      Semelhantemente, as várias referências aos que “presidem” abrangem a possibilidade de que um superintendente pudesse presidir, não só as reuniões duma congregação como um todo, mas também o corpo de “anciãos” duma congregação, embora não exista evidência quanto à duração ou à continuidade de tal presidência. — Rom. 12:8; 1 Tes. 5:12; 1 Tim. 3:4, 5; 5:17

      “INTROMETIDO”

      O aviso do apóstolo sobre alguém se tornar um “intrometido nos assuntos dos outros” emprega o termo grego allotriepískopos, literalmente, “um superintendente do que é de outrem”. (1 Ped. 4:15) Este termo é ímpar nos escritos gregos, só se encontrando nas Escrituras Gregas Cristãs.

      O SUPREMO SUPERINTENDENTE E SEU AUXILIAR

      Em 1 Pedro 2:25 evidentemente se cita Isaías 53:6 referente aos que ‘andaram errantes quais ovelhas’, e Pedro então afirma: “Mas agora voltastes para o pastor e superintendente das vossas almas.” A referência tem de ser a Jeová Deus, visto que aqueles a quem Pedro escreveu não se tinham desviado de Cristo Jesus, mas, ao invés, por meio dele, tinham sido reconduzidos a Deus. A Bíblia inteira é o relato do pastoreio e da supervisão de Jeová Deus sobre seus servos, bem como da sua inspeção pessoal da humanidade, como um todo, ou em determinadas áreas. (Compare com Gênesis 6:5, 13; 7:1; 11:5-8; 18:20, 21; Salmo 11:4.) Ao passo que suas ‘visitas’ produzem efeitos e benefícios favoráveis aos que andam em justiça, as referências a Ele ‘voltar sua atenção para’ ou ‘inspecionar’ algo são, freqüentemente, relacionadas com expressões de julgamento adverso da parte dele. — Gên. 21:1; Isa. 10:1-3; Jer. 8:12; 23:11-14; 1 Ped. 2:12; Rev. 18:4-8, 24; 21:3, 4.

      O Filho de Jeová, Cristo Jesus, atua como Superintendente Auxiliar de Deus, igualmente pastoreando, superintendendo, inspecionando, disciplinando e executando julgamento. (Compare com João 10:11-15; Hebreus 13:20; Revelação 1:1; capítulos 2, 3; 6:15-17; 7:15-17.) É verdade que o governo exercido por indivíduos existia no Israel carnal, com homens tais como Moisés, Josué, os posteriores reis daquela nação e o sumo sacerdote exercendo posições executivas singulares. No entanto, a evidência das Escrituras Gregas Cristãs é no sentido de que o cargo ocupado por tais homens prefigurava o do Filho de Deus, que é ‘o profeta semelhante a Moisés’, o ‘maior do que Salomão’ e o Sumo Sacerdote de Deus. A ausência dum primado no grupo dos apóstolos e “anciãos” em Jerusalém sublinha e exalta o papel singular do Filho de Deus como o Cabeça da congregação. — Efé. 1:22, 23; 2:20-22; Col. 1:18; 1 Ped. 2:4-6.

  • Surdez
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SURDEZ

      A impossibilidade parcial ou total de ouvir, amiúde causada por doença, acidente ou alto ruído, quer intenso e súbito, quer prolongado. Em alguns casos, as pessoas já nascem surdas. Outra causa da surdez mencionada na Bíblia é a possessão demoníaca. — Mar. 9:25-29.

      Jeová, o Criador do ouvido (Pro. 20:12), exigia que Seu povo mostrasse consideração para com os surdos. Os israelitas não deviam zombar dos surdos, nem invocar o mal sobre eles, pois os surdos não podiam defender-se contra declarações que não conseguiam ouvir. — Lev. 19:14; compare com Salmo 38:13, 14.

      Obviamente, então, as palavras de Jeová em Êxodo 4:11, onde ele se refere a si mesmo como ‘designando o surdo’, não significa que Ele seja responsável por todos os casos de surdez. Sem embargo, Jeová pode fazer com que uma pessoa se torne literalmente surda, muda ou cega, com determinado motivo ou propósito. O pai de João, o Batizador, ficou temporariamente mudo por não crer. (Luc. 1:18-22, 62-64) Também, por violar a lei de Deus, como no

      caso de relações sexuais, por exemplo, uma pessoa pode, por contrair uma doenga venérea, ficar surda. Assim, indiretamente, pode-se encarar a Jeová como a fonte da surdez. Deus pode também ’designar’ pessoas para serem

      espiritualmente surdas por permitir que permaneçam nessa condição, caso assim prefiram. — Compare com Isaías 6:9, 10.

      Jesus Cristo, durante seu ministério, demonstrou poderes curativos miraculosos por restaurar a audição de pessoas fisicamente surdas em diversas oportunidades. (Mat. 11:5; Mar.7:32-37; Luc.1:22) Isto torna seguro que, sob a governança dele sobre a terra, serão eliminadas todas as enfermidades, inclusive a surdez.

      A Bíblia também se refere a surdez figurada ou espiritual. O salmista comparou os iníquos — que se recusam a escutar a orientação — a uma cobra que se torna surda à voz dos encantadores. (Sal. 58:3-5) Similarmente, nos dias de Isaías, os israelitas, embora possuíssem ouvidos, eram como que surdos, por serem lentos em escutar e acatar a palavra de Jeová. (Isa. 42:18-20; 43:8) No entanto, depois da predita restauração do cativeiro, o povo de Deus deixaria de ser espiritualmente surdo. Eles escutariam a palavra de Jeová, isto é, prestariam atenção a ela. (Isa. 29:18; 35:5) Jesus Cristo, enquanto se achava na terra, abriu muitos ouvidos do entendimento, habilitando os curados a agir de acordo com aquilo que ouviam. — Mat. 13:16, 23.

  • Susã
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SUSÃ

      Cidade antiga, cujas ruínas se acham junto ao rio Carque, c. 362 km a E da cidade de Babilônia. Susã, ou uma parte fortificada da cidade, “Susã, o castelo”, foi cenário de uma das visões do profeta Daniel (8:2), palco dos eventos narrados no livro de Ester (1:2, 5, 6; 2:3, 5, 8, 21; 3:2, 15; 8:14; 9:12-15) e o local onde Neemias servia como copeiro, durante o reinado de Artaxerxes (Longímano, o filho de Xerxes I). — Nee. 1:1; 2:1; veja CASTELO; ELSO; PÉRSIA, PERSAS.

      Existe evidência de que Susã (também chamada de Susa [Esdras 4:9]) era a capital do antigo Elão.

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