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  • “Temos apreço pelos mais velhos!”
    A Sentinela — 1986 | 1.° de fevereiro
    • velhos. Cuide deles primeiro. São os seus preciosos discípulos.” “Quando este sistema o pressiona ou quando Satanás o está testando”, recomendou outro, “nunca desista da verdade. Continue a praticá-la, porque resultará na sua felicidade”. Um casal idoso, que serviu fielmente numa região da Nova Zelândia por uns 43 anos, oferece este conselho prático: “Quando puder, é melhor fixar-se num lugar, em vez de ficar mudando de um lugar para outro. A verdade tem maior impacto na comunidade, e isso faz com que você continue vivendo à altura dela, tornando-o assim mais forte.”

      É verdade que muitos de nossos irmãos e irmãs idosos não podem empenhar-se no serviço de casa em casa tanto quanto os mais jovens. Alguns estão acamados. Outros padecem de enfermidades dolorosas. Certa irmã idosa disse: “Não me incomodo a ficar velha. É do que a idade traz consigo que não gosto.” Apesar disso, ela ainda consegue demonstrar zelo cristão!

      Toma tempo para chegar a conhecer seus irmãos e irmãs mais velhos? Procura imitar as qualidades que manifestam, qualidades que foram refinadas como o ouro através do tempo e da experiência? Nossos irmãos e irmãs cristãos mais velhos certamente são um recurso valioso, se apenas tomarmos o tempo para observá-los e falar com eles. Um cristão mais jovem disse: “Os idosos fiéis têm sido para mim exemplo de compromisso com a verdade, de genuíno amor, de fé viva, de compaixão e de zelo pelo serviço de Deus. Para mim, sua beleza é como as árvores em plena flor, e eles são como um fogo aquecedor numa noite fria.” Deveras, temos motivos para ter apreço pelos mais velhos em nosso meio!

  • Bispos — senhores ou escravos?
    A Sentinela — 1986 | 1.° de fevereiro
    • Bispos — senhores ou escravos?

      TOMÁS WOLSEY nasceu em Ipswich, na Inglaterra, em 1475. Tornou-se sacerdote em 1498 e foi favorecido pelo Rei Henrique VIII. Sua ascensão foi rápida. Ele foi nomeado bispo de Lincoln em 1514, arcebispo de York alguns meses mais tarde, cardeal em 1515 e legado papal apenas três anos mais tarde. Além disso, o rei o constituiu presidente da Câmara dos Pares. De modo que ele virtualmente governou a Inglaterra de 1515 a 1529. O Cardeal Wolsey era típico de muitos clérigos que exerceram poder como “senhores” tanto seculares como espirituais.

      No primeiro século EC serviu um “bispo” de outra espécie. Chamado Timóteo, era filho dum homem grego, embora sua mãe Eunice e sua avó Lóide fossem judias. Elas o criaram amorosamente no modo do cristianismo. Por volta do ano 50 EC, enquanto ainda jovem, Timóteo aproveitou a oportunidade de se juntar ao apóstolo Paulo como missionário. Depois de anos de treinamento, tornou-se superintendente cristão, ou e·pí·sko·pos (termo do qual se deriva a palavra “bispo“), e era muito amado pela sua devoção altruísta. Paulo escreveu: “Ele trabalhou como escravo comigo na promoção das boas novas, como um filho junto ao pai.” — Filipenses 2:22.

      Tomás, o senhor, ou Timóteo, o escravo — qual deles deu o exemplo correto para os verdadeiros “bispos” ou superintendentes cristãos?

      O Modelo Para o Superintendente Cristão

      O Fundador e único Chefe do verdadeiro cristianismo, Jesus Cristo, proveu o modelo básico para os superintendentes, ao dizer: “Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade. Não seja assim entre vós. . . . O que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo. Assim como o Filho do homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão.” — Mateus 20:25-28, Centro Bíblico Católico; o grifo é nosso.

      Pedro, um dos primeiros superintendentes cristãos, confirmou o modelo acima por ordenar aos anciãos cristãos: “Pastoreai o rebanho de Deus, que está aos vossos cuidados, não sob compulsão, mas espontaneamente; nem por amor de ganho desonesto, mas com anelo; nem como que dominando sobre os que são a herança de Deus, mas tornando-vos exemplos para o rebanho.” (1 Pedro 5:2, 3) Pedro praticava o que pregava. Ao visitar Cornélio, o primeiro gentio a se tornar cristão, este “prostrou-se aos pés dele e prestou-lhe homenagem. Mas Pedro ergueu-o, dizendo: ‘Levanta-te; eu mesmo também sou homem.’ ” — Atos 10:25, 26.

      É interessante notar que Pedro escreveu suas palavras em 1 Pedro 5:1 aos “anciãos”. A palavra grega usada por Pedro para “anciãos” é pre·sby·té·rous, da qual se deriva a palavra “presbítero” (“sacerdote”). Na cristandade, os “bispos” são considerados agora superiores aos “presbíteros” ou “sacerdotes”. Mas, quando o apóstolo Paulo “enviou a Éfeso e chamou os anciãos [pre·sby·té·rous] da congregação”, ele lhes disse, entre outras coisas: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes [e·pi·skó·pous].” (Atos 20:17, 28) Portanto, anciãos (pre·sby·té·rous) e superintendentes (e·pi·skó·pous) eram da mesma categoria nos tempos bíblicos. O termo “ancião” destaca a experiência e a madureza espiritual necessitadas pelos que aceitam esta responsabilidade, ao passo que o termo “superintendente” descreve a espécie de serviço que estes prestam na supervisão e no cuidado dados aos membros da congregação.

      Mas, será que nos tempos bíblicos um só homem reinava como “superintendente” ou “ancião” sobre uma congregação? Não segundo o que a Bíblia diz em Tito 1:5, 7. Ali se disse a Tito que “fizesse designações de anciãos [pre·sby·té·rous] numa cidade após outra”. A Bíblia de Jerusalém, católica, verte este versículo: “para que constituas presbíteros em cada cidade”, com uma nota ao pé da página dizendo: “As primeiras comunidades cristãs . . . tinham à sua frente um corpo de ‘presbíteros’ (anciãos, segundo o sentido etimológico).” — O grifo é nosso.

      Também Timóteo foi comissionado a designar superintendentes em muitas congregações. Paulo escreveu-lhe, segundo O Novo Testamento, Tradução Interconfessional: “Se alguém estiver disposto a ser bispo [e·pi·skópos] aspira a uma importante missão.” (1 Timóteo 3:1) A Bíblia de Jerusalém, na edição em inglês, verte isso assim: “Desejar ser ancião presidente é desejar fazer uma nobre obra.” Acrescenta numa nota ao pé da página: “A palavra ‘episcopos’”, usada aqui por Paulo, “ainda não adquirira o mesmo sentido que ‘bispo’”. (O grifo é nosso.) Por isso, os eruditos católicos admitem que os bispos senhoriais da cristandade não são iguais aos humildes superintendentes dos primitivos cristãos. Conforme declara O Novo Dicionário da Bíblia. “No Novo Testamento não há qualquer traço de governo realizado por um único bispo.” Elmer T. Merrill, M.A., LL.D., declara similarmente no seu livro Ensaios Sobre a Primitiva História Cristã, em inglês: “Durante os primeiros cem anos . . . o bispo no máximo era apenas o presidente despretensioso dum colégio [agremiação] de co-presbíteros [anciãos].”

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