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Genuíno arrependimento — como é discernido?A Sentinela — 1978 | 15 de junho
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desregramento do impenitente trouxe à congregação, ou considerando-os de pouca importância. Se fizessem isso, causaria um efeito prejudicial na congregação como um todo. Alguns membros da congregação talvez ficassem assim animados a tomar liberdades e a desconsiderar o conselho inspirado: “Sede como livres, contudo, mantende a vossa liberdade, não como disfarce para a maldade moral, mas como escravos de Deus.” (1 Ped. 2:16) Outrossim, o próprio transgressor talvez passasse a encarar o pecado levianamente, usando no futuro ainda menos restrição e envolvendo outros no desregramento. O sábio Rei Salomão observou: “Por não se ter executado prontamente a sentença contra um trabalho mau é que o coração dos filhos dos homens ficou neles plenamente determinado a fazer o mal.” (Ecl. 8:11) Portanto, quando a genuinidade do arrependimento do transgressor está seriamente em dúvida e quando há evidência clara de que é provável resultar corrução, os anciãos não devem hesitar em acatar a admoestação: “Removei o homem iníquo de entre vós.” — 1 Cor. 5:13.
TRANSGRESSÕES DE ANCIÃOS E SERVOS MINISTERIAIS
16. Quando um ancião se torna culpado de séria transgressão, o que deve fazer, e por quê?
16 Visto que os anciãos têm uma responsabilidade tão pesada na congregação cristã, sua conduta certamente deve ser exemplar. Portanto, quando um ancião comete um grave erro, ele tem a obrigação moral de informar o corpo de anciãos a respeito disso, embora possa ter-se arrependido de seu erro. Por quê? Porque, tendo deixado de ser irrepreensível, ele está agora desqualificado de continuar a servir como superintendente. (1 Tim. 3:2) Não se harmoniza com a norma de santidade de Deus que homens com sérias falhas espirituais sirvam como anciãos. — 1 Ped. 1:15, 16; compare com isso a lei em Levítico 21:17-23, que proibia os homens da casa de Arão executarem deveres sacerdotais, se fossem possuidores de defeito físico.
17. O que deve ser feito quando um ancião acha que não é mais irrepreensível?
17 Naturalmente, os anciãos, assim como todos os outros membros da congregação, de vez em quando deixam de refletir perfeitamente a imagem de Jeová. Por causa desta falha repetida, o ancião talvez passe a achar que não mais está à altura dos requisitos bíblicos e traga isso à atenção dos outros anciãos. Depois de examinarem o assunto e também tomarem em consideração os sentimentos de consciência da congregação como um todo, os outros anciãos, porém, talvez cheguem à conclusão que a espécie de falha envolvida não põe em dúvida as qualificações do homem, para servir como superintendente. (Veja Gálatas 2:11-14, que nos informa sobre Pedro ser repreendido; este erro não o desqualificou de continuar a servir como ancião.) Não obstante, se tal ancião ainda achar, de consciência, que não é mais irrepreensível, os outros anciãos devem respeitar seus sentimentos e aliviá-lo de suas responsabilidades.
18. Que responsabilidade têm os anciãos para com alguém do seu meio que se torne culpado de grave pecado?
18 Por outro lado, se houver uma acusação válida contra um ancião, ou se ele confessar um grave pecado, os outros anciãos devem assumir a plena responsabilidade por cancelarem a posição dele como ancião, e devem repreendê-lo conforme necessário, impondo-lhe as restrições que forem aconselháveis. Ou, caso a atitude impenitente dele o torne necessário, devem tomar ação desassociadora.
19. O que deve fazer o servo ministerial que cai em sério pecado, e por quê?
19 Como no caso dos anciãos, os servos ministeriais que se tornam culpados de graves erros têm a responsabilidade moral de deixar os anciãos saber disso. Apenas homens ‘livres de acusação’ estão qualificados para servir em tal cargo. (1 Tim. 3:10) Portanto, os casos de transgressão de servos ministeriais são tratados do mesmo modo que os dos anciãos.
20. O que pode resultar de bom dum exemplo de genuíno arrependimento?
20 Já que Deus exige que cada membro da congregação cristã esteja cônscio de agradá-lo e de se manter puro para o serviço dele, os que são anciãos e servos ministeriais certamente não devem ser menos sensíveis à sua própria conduta. Em geral, eles têm mais experiência quanto ao modo cristão de vida, e são considerados mais responsáveis por Deus, porque são exemplos. (Veja Lucas 12:48; 1 Pedro 5:2, 3) Mesmo que cometam um grave erro, seu arrependimento sincero, manifestado por se desviarem de seu erro e o trazerem à atenção do corpo de anciãos, é um exemplo. Pode servir para ajudar outros que caem em sério pecado a adotarem um similar proceder arrependido. O zelo quanto a se limparem perante Deus, a seriedade, a indignação para com os seus próprios erros, o esforço de endireitar o mal, tudo contribuirá para a salvação de todos. Além disso, manterá a paz na congregação — a paz com Deus e uns com os outros. — 2 Cor. 7:11.
21. Que efeito salutar pode o arrependimento ter sobre nós?
21 Como é vital o genuíno arrependimento! Na realidade, por sermos imperfeitos, cada dia, de certo modo deixamos de refletir perfeitamente a imagem de Jeová Deus Isto é algo que devemos corretamente lamentar. Mas, não deve fazer com que nos atormentemos por causa de cada falta ou lapso menor. Não obstante, reconhecermos que muitas vezes erramos em palavra e em ato deve manter-nos humilde e ajudar-nos a ser misericordiosos quando os outros pecam contra nós. Daí, quando oramos a Deus, pedindo perdão de nossas faltas, podemos confiar em que ele terá prazer com as nossas orações. (Mat. 6:12, 14, 15) Assim teremos uma consciência limpa, ao passo que continuarmos a procurar fazer a sua vontade. Sim, seremos verdadeiramente felizes, sabendo que Jeová nos perdoou os nossos pecados e que ele nos encara como seus servos puros, que têm diante de si a perspectiva da vida eterna. — Sal. 32:1, 2; 103:10-13.
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O que o sábio queria dizer?A Sentinela — 1978 | 15 de junho
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O que o sábio queria dizer?
Os Apuros Lamentáveis do Tolo
Contrastando o efeito das palavras do sábio com as do tolo, Salomão escreveu: “As palavras da boca do sábio significam favor, mas os lábios do estúpido o engolem.” (Ecl. 10:12) Da boca dos sábios procedem palavras que transmitem o que é bom e favorável para o ouvinte. (Veja Efésios 4:29.) É também mais provável que suas declarações recebam resposta favorável Mas a fala do estúpido o expõe a vitupério e assim o estraga ou ‘o engole’.
O “estúpido” profere tolice, do começo ao fim, muitas vezes argumentando à base de premissas erradas e acabando por tirar conclusões errôneas. Salomão descreve isso como segue: “O início das palavras da sua boca é estultícia, e o fim posterior da sua boca é doidice calamitosa. E o estulto fala muitas palavras. O homem não sabe o que virá a ser; e daquilo que virá a ser após ele, quem o pode informar?” (Ecl. 10:13, 14) O tolo acha que pode fazer isso.
Tal pessoa dificulta a sua vida também em outros sentidos. Salomão prossegue: “O trabalho árduo dos estúpidos os fatiga, porque ninguém ficou sabendo como ir a
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