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A proclamação das boas novas produz frutos no mundo inteiroA Sentinela — 1974 | 15 de junho
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27. Quanto às Testemunhas que desejam viver na terra paradisíaca, qual é a sua esperança a respeito duma regência, e como virão a estar entre os que Deus preserva para a sua nova ordem?
27 Quanto às testemunhas cristãs de Jeová que desejam viver numa terra paradísica, pacífica e sem poluição, não têm a esperança de viver para sempre debaixo da bandeira estrelada dos Estados Unidos, nem sob a Foice e o Martelo, para todo o tempo futuro, nem sob o emblema de qualquer outra nação deste atual sistema de coisas. Sua esperança viver para sempre na terra, sob o reino celestial de Jeová Deus, o Soberano de todo o universo. Neste governo teocrático, Jesus Cristo e sua congregação glorificada regerão como reis e sacerdotes para o infindável bem-estar de toda a humanidade, viva e morta. Os que esperam um paraíso terrestre olham apenas para este Governo para livrá-los de todo o desgoverno da humanidade por Satanás, o Diabo, e todos os seus agentes, demoníacos e humanos. Por causa desta grandiosa esperança sobrepujante não têm nenhum desejo, nem ambição, de qualquer cargo político das nações terrenas. Não querem compartilhar na responsabilidade comunal pelos pecados e a corrução da política. Sabem que os que se mantêm limpos de tal aviltamento mundano serão os que Deus preservará para a sua Nova Ordem.
28. A quem se dá graças por tais “boas novas”, e que qualidades cristãs produziram para motivar os pregadores a prosseguir até o fim?
28 Graças a Jeová Deus, por meio de Jesus Cristo, por tais incomparáveis “boas novas”! Estas são as boas novas pregadas hoje a toda a criação debaixo do céu. A proclamação destas boas novas produz frutos e aumenta, por meio do poder vitorioso do Deus Todo-poderoso. Os que aceitam a semente destas boas novas, em conseqüência, cultivam no seu íntimo fé, esperança e amor, apesar de estarem num mundo afligido pela guerra. Apenas as verdadeiras “boas novas” podem produzir tais qualidades cristãs. Motivadas por estas qualidades, as testemunhas cristãs de Jeová continuarão a pregar as boas novas do reino messiânico de Deus em toda a criação debaixo do céu, até o fim desta sementeira frutífera.
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Curandeirismo — devem os cristãos procurar tais “curas”?A Sentinela — 1974 | 15 de junho
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Curandeirismo — devem os cristãos procurar tais “curas”?
EM GERAL, as pessoas da América do Norte e da Europa acham absurdas as superstições prevalecentes entre parte da população. Riem-se das crenças de que tocar em sapos produza verrugas, que dormir com a lua brilhando sobre o rosto possa tornar a pessoa lunática, e outras idéias similares. No entanto, muitas delas são igualmente supersticiosas em sentidos diferentes. Por exemplo, o medo do número “azarento” de treze impede que os hotéis tenham um décimo terceiro andar ou tal número de quarto. Além disso, muitas pessoas de destaque, até mesmo líderes políticos, consultam astrólogos e adivinhos.
Na América Central e do Sul, na África, na Ásia e nas ilhas dos mares, o “curandeirismo’’ e a macumba ou vodu são amiúde tomados muito a sério por grande parte da população.
Os praticantes do curandeirismo e da macumba atribuem todas ou a maioria das doenças a poderes sobrenaturais maus, a “bruxos” e a espíritos maus. Portanto, recorrem ao sobrenatural no seu tratamento de doenças. Às vezes parecem mesmo conseguir uma cura pelas suas fórmulas mágicas, ritos e sacrifícios de galinhas, porcos e cabritos.
Por isso se levanta a pergunta: Podem os que se tornam cristãos recorrer corretamente ao curandeirismo ou à macumba para se curar de seus padecimentos?
A resposta a esta pergunta depende da fonte de tais “curas” e do que a Bíblia diz sobre elas. Tudo revolve em torno da questão de se a pessoa dá devoção exclusiva ao verdadeiro Deus ou não — se divide esta devoção com outros “deuses” ou não. Pois, o Deus da Bíblia diz: “Eu, Jeová, teu Deus, sou um Deus que exige devoção exclusiva.” — Deu. 5:9.
A vida atual da pessoa não é tão importante que deva violar os princípios da justiça e recorrer a outros deuses em busca de ajuda. (Mat. 16:25) Por exemplo, o verdadeiro cristão não cometeria um homicídio ou adultério para salvar a própria vida. Mas, exigem o curandeirismo e a macumba que o cristão se desvie de sua lealdade a Deus para dá-la a outros deuses? — Veja Isaías 42:8.
CURANDEIRISMO E RITOS DE MACUMBA
É verdade que no curandeirismo se usam muitas ervas de que se sabe que têm efeito curativo. E por causa da influência ocidental, alguns “curandeiros” tornaram-se até certo ponto especialistas em medicina herbática para certas doenças. Mas os macumbeiros e os “curandeiros” afirmam que as ervas e as poções que usam não têm poderes em si mesmas. Tais homens acreditam que tais remédios são eficientes apenas em conexão com o poder de nomma, quer dizer, a força de vida procedente através do poder da palavra do curandeiro, quer o “remédio” seja engolido, esfregado ou levado pendurado num barbante em volta do pescoço. Portanto, todas as curas praticadas por meio de tais “curandeiros” estão relacionadas com a magia, com a adoração dos deuses do feiticeiro, embora alguns possam ter também um efeito específico, natural, sobre a doença.
Os bosquímanos !Kung da África (o ponto de exclamação representa um som de “clique”) dizem que o “remédio” foi dado por Deus aos bosquímanos, no início, mas que os homens podem transferir o “remédio” de um corpo para outro. Quando o “remédio”, por meio de danças, é levado ao ‘ponto de ebulição’, os vapores sobem através da coluna vertebral, e quando os vapores atingem o cérebro, o dançarino entra em transe. Alguém expressou o efeito do seguinte modo:
“Remédio bosquímano é posto no corpo através da espinha dorsal. Ferve no meu ventre e me sobe à cabeça igual à cerveja. Quando as mulheres começam a cantar e eu começo a dançar, no início me sinto bastante bem. Daí, no meio, o remédio começa a subir do meu estômago. Depois disso vejo todas as pessoas como passarinhos muito pequenos, todo o lugar passa a girar e é por isso que corremos em volta. . . . Sente-se o sangue esquentar muito, assim como sangue fervendo sobre um fogo, e depois se começa a curar . . . daí, quando ponho as mãos num doente, o remédio em mim passa para ele e o cura.” — A revista Natural History, de novembro de 1967.
Uma variação deste rito é o dos “sionistas” da África do Sul, um grupo religioso que se originou do trabalho dos missionários duma seita de Sião, Ilinóis, E. U. A. Durante a dança de roda, os dançarinos seguram as partes
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