BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g79 8/4 pp. 16-19
  • O que há por trás de tais superstições

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • O que há por trás de tais superstições
  • Despertai! — 1979
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • Estatuetas, Água “Benta” e a “Figa”
  • Parto e Ciclo Menstrual
  • Papel da Religião nas Superstições
  • Por Que as Pessoas São Supersticiosas?
  • Antídoto Para a Superstição
  • Superstições: por que perduram tanto?
    Despertai! — 1999
  • As superstições controlam sua vida?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 2002
  • A superstição é compatível com o que a Bíblia ensina?
    Despertai! — 2008
  • É bom ou mau ser supersticioso?
    Despertai! — 1981
Veja mais
Despertai! — 1979
g79 8/4 pp. 16-19

O que há por trás de tais superstições

Do correspondente de “Despertai”! no Brasil.

PARECE estar-se formando uma tempestade. Diante do primeiro clarão dum relâmpago, uma senhora se levanta apressadamente e cobre todos os espelhos da casa. Uma senhora da alta sociedade, elegantemente trajada, usa uma corrente de ouro com uma pequena figa de madeira, ou amuleto, preso ao pescoço. Um estudante universitário sub-repticiamente enfia uma pata de coelho no bolso, durante a hora da prova. Ao passo que um hóspede de hotel, nos Estados Unidos, talvez recuse acomodações no 13.º andar, muita gente, no Brasil, considera o 13 como sendo um número de “sorte”. Por quê?

Todas essas pessoas têm uma coisa em comum — a superstição. Mas o que é realmente superstição? Tem sido definida como “desarrazoada crença ou prática religiosa”. Certo escritor denunciou a superstição como baseando-se em “tolice, futilidade” e disse que é “quase sempre ridícula”. [The Natural History of Nonsense (História Natural da Tolice), de Bergen Evans] Muitas superstições são bem difundidas, tais como associar a boa sorte com uma ferradura. Outras são peculiares a determinados países ou regiões.

Estatuetas, Água “Benta” e a “Figa”

A seguinte seleção, a esmo, fornece alguns exemplos de superstições atuais:

● Uma estatueta de elefante, com sua tromba virada para cima, e cauda apontando para a porta, trará dinheiro a uma casa.

● Espelhos provocam paralisia facial se alguém se mirar neles depois de comer. Caso um espelho se quebre, isso significa morte na família.

● Um copo de água “benta” colocado atrás da porta desvia quaisquer espíritos maus que talvez queiram entrar num aposento.

● Não se deve dormir sob o luar, visto que enfraquece a vista e provoca a demência.

Talvez a superstição mais comum, no Brasil, envolva o uso da figa, amuleto em forma de um punho cerrado, com o polegar entre o indicador e os dedos do meio. Segundo o Vocabulário de Crendices Amazônicas, de Osvaldo Orico, este amuleto representa as relações sexuais. Todavia, é usado para guardar-se do “mau-olhado”, da esterilidade e de outras formas de “azar”. Pode ser visto em colares e pulseiras, nos pára-choques dos carros, atrás das portas, ou usado como cinzeiros ou quebra-luzes, e como adorno de casas humildes, bem como ricas.

Conhece outras de tais práticas ou crenças? É provável que sim, pois as superstições são muito comuns em todas as partes da terra. Um diretor de um centro de estudos verificou mais de 400.000 exemplos e espera ainda apresentar, pelo menos, outros tantos.

Parto e Ciclo Menstrual

Alguns costumes e idéias do que “não é bom” foram expostos, pela ciência moderna, como sendo falsos. Exemplificando:

● A mulher que acaba de ser mãe não deve lavar os cabelos durante 30 dias, ou mais, depois de dar à luz; ela deve ficar sem tomar banho por 40 dias, caso o bebê seja menina; 41, se for menino.

● A nova mãe não deve comer ovos, pimenta, frutas ácidas, nem mesmo arroz.

● Ela deve evitar sair à noite, visto que o orvalho noturno pode provocar a demência.

Estes são apenas alguns dos tabus que amigas e parentes bem intencionados instam com as novas mamães a seguir.

Em algumas partes do Brasil, o parto é cercado de ritos e práticas supersticiosos conhecidos como simpatias. Alguns exemplos são:

● Caso uma mulher comece os trabalhos de parto, manda-se-lhe preparar um chá. Isto é feito por colocar, em água fervente, duas bandeirinhas de sinalização ferroviária, uma vermelha e outra verde, e então beber essa água. A bandeirinha vermelha, segundo se crê, é boa para fazer cessar a hemorragia, e a verde supostamente encurta os trabalhos do parto.

● Manter três raminhos de arruda sob o travesseirinho do bebê afastará os males do mau olhado, bem como da doença.

● Colocar lã vermelha na testa do bebê poderá curar seus soluços.

● Quando se dirigir ao local onde se dará o parto, não amarre fitinhas nas roupas do bebê, pois retardará o parto.

O ciclo menstrual é outra coisa que tem dado origem a inúmeras superstições. Alguns crêem que a mulher não deva lavar a cabeça durante a menstruação; e certas mulheres receiam tomar banho neste período. Mas tais medidas higiênicas normais não provocam nenhum efeito ruim sobre o ciclo menstrual. A respeito do temor de lavar a cabeça durante a menstruação, um médico do Rio de Janeiro declara: “Entre as mulheres mais esclarecidas este medo já está cedendo lugar à realidade de que a menstruação é um fato fisiológico, normal e não uma doença.” E Cláudia, popular revista feminina do Brasil, comentou em sua edição de Janeiro de 1976: A mulher menstruada “pode e deve comer de tudo: frutas ácidas, ovo cozido, peixe, carne de porco, verduras cozidas, queijo. Tudo isso faz parte de uma alimentação sadia e não tem nada a ver com suspensão [do] . . . fluxo menstrual”.

Alguns atribuem o controle do ciclo menstrual à lua, por causa de a média do ciclo ser de 28 dias. O falecido Bergen Evans, porém, autor do livro The Natural History of Nonsense, afirmava que esta era uma dedução injustificada, e citava médicos que tinham comentado que a menstruação ocorre em todas as épocas do mês, sem consideração pelo ciclo lunar, e que não existe nenhuma justificativa de associar-se a data da menstruação com os fenômenos lunares.

A superstição faz crer que a aproximação de uma mulher menstruada poderá fazer secar as plantas, embaçar espelhos, tornar as facas rombudas, matar abelhas e fazer solar os bolos. Isto é inteiramente ridículo. Todavia, como mostra Evans, as mulheres na época da menstruação ficam naturalmente nervosas, irritáveis e deprimidas. Por isso, podem facilmente causar tais coisas como quebrar louça, ralhar com as crianças e chorar diante da mínima provocação.

Papel da Religião nas Superstições

Por meio de seus líderes religiosos, as pessoas têm sido levadas a crer que Deus e o Diabo são divindades que podem ser lisonjeadas, aduladas e subornadas. Assim, as pessoas tentam descobrir quais são os planos de tais divindades, e então passam a fazer esforços de influenciá-las.

No Brasil, é comum verem-se “Lojas de Umbanda”. São lojas em que se pode comprar ervas mágicas, incenso, contas, amuletos, colares de dentes de porco, encantamentos, livros sobre macumba, e partes de corpos de bonecas para uso em feitiços e como meio de se determinar o futuro. Nestas lojas, a “Virgem Maria”, Jesus, e o “Diabo” chifrudo são colocados lado a lado com outras imagens.

Nas noites de sexta-feira, por volta das 23 horas, há pessoas que colocam, nas encruzilhadas, galinhas pretas, garrafas de cerveja e de cachaça, charutos, doces e frutas a fim de granjear o favor dos “espíritos”.

Uma lenda sobre a ferradura provém da Inglaterra. Segundo tal lenda, ao passo que “São” Dunstan trabalhava como ferreiro, foi procurado pelo Diabo para consertar uma de suas ferraduras. Dunstan, conforme diz tal estória, prendeu-o a uma parede e o tratou de forma tão violenta que Satanás suplicou misericórdia. Dunstan deixou que o Diabo se fosse, mas apenas depois de fazê-lo prometer jamais entrar de novo num lugar onde estivesse pendurada uma ferradura. Naturalmente, a estória é absurda. Assim, por que confiar numa ferradura?

Por Que as Pessoas São Supersticiosas?

Quando se faz tal pergunta, usualmente as pessoas dão de ombros e dizem: “Não sei.” Ou, talvez citem seus pais, ou avós, cuja palavra aceitam inquestionavelmente. No Brasil, uma mistura de culturas indígena, africana e européia produziu ampla gama de mitos e lendas.

Ha dois fatores, porém, que quase sempre estão por trás das superstições— o medo e a ignorância. O medo da ira de Deus, do Diabo, da doença, da morte e de outras de tais coisas, promove regularmente crenças e atos supersticiosos. As pessoas se agarrarão a qualquer tábua de salvação para evitar a calamidade. Brewton Berry escreve em Você e Suas Superstições: “A superstição não é mais que um capítulo na história de longos anos de pesquisas tendentes a conquistar a segurança. E, depois de terem fracassado miseravelmente, na luta contra a superstição, a educação, proibições, sermões, sátiras e a ciência, só a SEGURANÇA conseguirá destruí-la.” Intimamente ligada ao medo como causa da superstição acha-se a ignorância da verdadeira causa de muitas calamidades e, em especial, a ignorância do conceito bíblico sobre os muitos ais que afligem a humanidade.

Antídoto Para a Superstição

Ao passo que mostra que a maioria das crenças religiosas não podem ser diferençadas das superstições, com seus tabus, Brewton Berry escreve: “Mas existe outra espécie de religião que sustenta [a crença] que a Força Cósmica é constante e nada tem de caprichosa, não cede a lisonjas, não é enganada pelos charlatães, não liga a favoritos. Esta Força faz a chuva cair e o sol brilhar, indistintamente, sobre bons e maus. Ela não tem consideração por aqueles que recitam credos e acendem velas. O dever do homem não é espicaçar . . . esta Força para obter dela o que deseja, mas [o homem deve] tentar descobrir a verdade sobre o universo, aprendendo os caminhos por onde deverá seguir e preparar-se para eles. Esta crença nunca foi popular. Os seus adeptos foram esquecidos ou insultados e, pelo menos um, foi crucificado.”

O escritor refere-se aqui ao verdadeiro cristianismo, impopular. Como os fiéis israelitas do passado, Jesus e os que padronizaram sua vida segundo ele, jamais exerceram fé na “Boa Sorte”, em prognósticos ou em superstições. Ao invés, procuram orientação para sua vida na Palavra escrita do Criador do homem, Jeová Deus. — Deu. 18:10-12; 2 Reis 21:6; Isa. 8:19; 65:11; Atos 16:16-24.

O que pensa sobre as superstições? Poderá livrar-se delas. O melhor meio de fazê-lo é por estudar criteriosamente a Bíblia Sagrada e por moldar a vida segundo os seus princípios.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar