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Participe de jogos domésticosDespertai! — 1979 | 8 de julho
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Saul, e assim por diante. Poderá tornar as coisas mais desafiadoras por exigir que o mesmo nome não seja mencionado duas vezes. Num jogo similar, os participantes percorrem o alfabeto, cada pessoa dizendo o nome dum personagem bíblico cujo nome comece com as letras sucessivas do alfabeto, a-b-c, e assim por diante.
Se estiver pronto para distribuir papel e lápis, poderia participar num jogo popular na Suécia, chamado quadrado de palavras. Cada participante traça quatro linhas horizontais e quatro linhas verticais dentro de um quadrado, destarte dividindo tal espaço em 25 quadradinhos. Daí, cada jogador, por sua vez, menciona uma única letra do alfabeto, que todo jogador coloca em qualquer dos 25 quadradinhos do seu quadrado maior. As letras não podem ser mudadas para outros quadradinhos depois. O objetivo é formar tantas palavras, tanto em sentido horizontal como vertical, quantas for possível. Tais jogos de formação de palavras podem fazer maravilhas quanto à sua capacidade de soletração.
Um jogo ou dois talvez bastem para avivar uma noitinha, e fornecer matéria para outras palestras. Não canse demais seus convidados por se ficar jogando por muito tempo, ou por se jogar apenas um jogo longamente! Isto pode ser tão enfadonho e cansativo quanto deixar a noite ir-se arrastando por não fazer nada.
Há, deveras, várias formas de diversão a escolher. A espécie correta pode revigorar a mente e o coração, trazendo prazer e removendo o enfado. Assim, não ignore a necessidade de diversão. Todavia, ao mesmo tempo, não se torne um amante dos prazeres, ao invés de amigo de Deus. (2 Tim. 3:4) Mantenha a diversão em seu devido lugar.
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O Oriente encontra-se com o Ocidente no SurinameDespertai! — 1979 | 8 de julho
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O Oriente encontra-se com o Ocidente no Suriname
O QUE acontece quando pessoas de muitas partes do mundo vivem juntas em uma só localidade? Os moradores da maioria dos países com população mista provavelmente concordarão que não precisam surgir quaisquer problemas graves. Notável exemplo de tal “cadinho de mistura” populacional é o Suriname. Uma visita a este lugar revelará povos amplamente diversificados, de muitas nações, que vivem pacificamente juntos. Apreciaria dar uma espiada em nosso país e povo variegados?
O Suriname está situado na costa nordeste da América do Sul, aninhado entre a Guiana, a oeste, e a Guiana Francesa, a leste. Este país ocupa uma área de uns 163.000 quilômetros quadrados Um cálculo das Nações Unidas, para o ano de 1975, indicava uma população de cerca de 420.000 habitantes no Suriname. A maioria deles vivem na estreita faixa litorânea. A maior parte do Suriname acha-se coberta de densas selvas e é quase que desabitada.
A respeito da história primitiva desta área, The New Encyclopcedia Britânica (Edição de 1976) declara: “Até o século 15, os únicos habitantes do Suriname eram os índios caribes, arauaques, e warros. Outra tribo, os surinens, que habitavam o país num tempo anterior, e que foram expulsos pelos caribes, é considerada como a fonte do nome Suriname.”
Os espanhóis tinham descoberto o Suriname já pelo ano 1500; mas não estavam inclinados a fixar-se aqui, ou a aproveitar-se de tal descoberta. Foi em 1651 que um inglês, Francis Lord Willoughby, fundou a colônia do Suriname. Decidiu fazer bom uso das terras férteis por cultivar cana-de-açúcar. Logo várias plantações estavam operando. Estas contribuíram para uma população mista.
Surge Uma População Variada
O funcionamento das plantações exigia mão-de-obra barata, o que levou à importação de escravos africanos. Com freqüência, os senhores de escravos tratavam seus súditos de forma cruel. Como resultado, milhares de escravos escapavam por fugirem para a densa selva, onde se organizaram em várias tribos e reiniciaram seu modo de vida africano. Assim, um pedaço da África foi transplantado para o Suriname.
Os descendentes dos escravos africanos são conhecidos como “crioulos”. Os que vivem no interior são crioulos do “mato”. Os que preferiram viver nas cidades são chamados de crioulos “da cidade”. Milhares de membros da sociedade multi-racial do Suriname se reconhecem como aparentados a este transplante populacional da África.
Os holandeses chegaram em 1667. Mas isto não transformou a sociedade de plantações que florescia aqui. Em 1863, contudo, veio a abolição da escravatura. Isto criou grande escassez de mão-de-obra. Tornou-se aquda a necessidade de outros braços para manter em operação as plantações. Mas, de onde poderia vir tal ajuda?
Uma medida inicial de combate à escassez de mão-de-obra foi incentivar a fixação, no Suriname, de pequenos lavradores holandeses. Desta forma, a população local obteve um pedacinho dos Países-Baixos. No entanto, o problema de mão-de-obra continuou sendo agudo, e tornou-se mister procurar lavradores em outras áreas.
Em meados dos Oitocentos o Suriname já havia acolhido em suas fronteiras também centenas de trabalhadores contratados chineses. Embora muitos voltassem para casa no fim de seu contrato, um bom número permaneceu, fixando-se com êxito no campo comercial. Durante anos, a capital, Paramaribo, tinha sido caraterizada por um armazém, dirigido por um chinês, quase em cada esquina. Desta forma, a população assumiu um aspecto oriental.
Havia ainda mais necessidade de trabalhadores dispostos. Assim, de 1873 até 1916, a força trabalhadora agrícola do Suriname foi engrossada por muitos navios cheios de emigrantes indostanos da Índia. Como se deu com os chineses, muitos indostanos desejaram permanecer, depois de expirarem seus contratos de trabalho. Para tornar isto possível, o governo lhes proveu pequenos terrenos, de modo que se pudessem estabelecer como pequenos lavradores.
Ainda Outros Canalizados Para Lá
‘Bem, já encontramos com todos agora?’ talvez pergunte. De jeito nenhum. Permita-me, por gentileza, apresentar-lhes outro dos blocos construtores populacionais, este também do Oriente. Trata-se do Sr. Indonésio, que, desde 1890, abriu passagem até este país, onde o Oriente encontra-se com o Ocidente. Especialmente da ilha de Java, milhares aceitaram o convite de virem em direção ao oeste, onde podiam colocar em bom uso sua habilidade agrícola.
E esse não é o fim da mistura populacional do Suriname. As pessoas que visitam Paramaribo vêem libaneses, vários europeus e grande grupo de mulatos. Estes últimos resultam do casamento misto entre os supracitados segmentos oriental e ocidental.
O que é que atrai pessoas tão diversas ao Suriname? Muitos ainda acham convidativa a ampla variedade de produtos agrícolas aqui produzidos, tais como o arroz, a cana-de-açúcar, frutas cítricas e bananas. Outros são atraídos pelas muitas variedades de madeira no Suriname. Outro fator importante no passado foi a descoberta do ouro.
Mais recentemente, contudo, a atração provém do principal tesouro mineral desta terra, a bauxita. Trata-se de um material terroso, argiloso, que é a fonte principal do alumínio e de seus compostos. A indústria do alumínio tem tragado centenas de milhares de toneladas de bauxita do Suriname; e ainda sobram, para uso futuro, amplos depósitos.
Beneficiando-se da Mistura
Muitos são os benefícios da mistura populacional entre o leste e o oeste no Suriname. O crioulo do interior se provou bem útil quanto a viagens pelos rios ou pelo interior. As canoas escavadas que tais barqueiros peritos usam podem navegar pelas perigosas corredeiras e até mesmo por pequenas quedas-d’água. O crioulo do interior também se distingue pela engenhosa escultura em madeira.
Excelente exemplo da adaptabilidade é a população chinesa. Ao passo que retêm sua própria língua, em vários respeitos os chineses adotaram os padrões ocidentais. Isto se evidencia de forma social, educativa e religiosa. Quanto às ocupações escolhidas pelos chineses aqui, além de donos de lojas, alguns se tornaram médicos, professores e empreiteiros de obras. São uma vantagem para o Suriname.
Entre os indostanos, a geração mais jovem se tem provado bem progressiva. Seus antepassados eram quase que exclusivamente uma sociedade agrícola. Atualmente, contudo, não nos surpreendemos de encontrar indostanos em outros campos, tais como a medicina, a educação, a advocacia e o comércio. Têm sido elogiados por sua laboriosidade e parcimônia.
Acontece similarmente com os indonésios. Muitos deixaram o modo agrícola de vida e buscaram ocupações nos mesmos campos que seus concidadãos chineses e indostanos. O Sr. Indonésio também granjeou elogios como um trabalhador diligente e inteligente.
Em vista das muitas línguas faladas pelas pessoas, talvez fique imaginando como se comunicam. Ao passo que muitos dentre a geração mais jovem aprenderam holandês, grande porcentagem das pessoas só podem ser atingidas mediante uma língua que veio a ser conhecida como “sranan-tongo”. Muitos se referem a tal língua como inglês-negro, e é conhecida localmente também como “taki-taki”. Tendo o inglês por base, o sranan-tongo abrange elementos do holandês, francês, português e de várias línguas da África e da Índia. Embora, de início, soe engraçado para pessoas que falam estas outras línguas, o sranan-tongo se provou um meio adequado de comunicação entre o Oriente e o Ocidente neste território.
Evidência das Crenças Religiosas
Os costumes e as práticas religiosas aqui no Suriname são tão diversificados como sua população. Interessante exemplo é o que acontece por ocasião da morte dos crioulos do interior, também conhecidos como “marrons”.
A única morte que tais pessoas consideram natural é a por velhice. Quanto ás mortes prematuras, contudo, o autor holandês Willem van de Poll menciona “o levar o cadáver de um lado para o outro, durante dias depois da morte. Se possível, o espírito mau, culpado desta morte, tem de ser encontrado, antes de a pessoa morta ser devolvida à terra. O morto é considerado capaz de indicar aos portadores de seu cadáver onde habita o [espírito mau], culpado da calamidade”.
Isto acontece em nítido contraste com a religião da Bíblia. As Escrituras declaram que os mortos estão inteiramente inconscientes. (Ecl. 9:5; Sal. 146:4) Quanto à morte prematura, é amiúde resultado, não de espíritos maus, mas do “tempo e o imprevisto”. — Ecl. 9:11.
Os indostanos também preservam costumes da religião não bíblica. Em seus quintais, pode-se ver pequenas bandeirolas vermelhas tremulando na ponta de postes de bambu. Tais bandeirolas supostamente servem de encantamentos contra o mal. Outro costume indostano incomum diz respeito aos casamentos. Do lado de fora duma casa a pessoa ocasionalmente vê impressões brancas de mãos. São evidências de que a noiva mergulhou a mão numa pasta feita de arroz branco moído, e a comprimiu contra a parte externa da casa. Isto supostamente mostra que sua mão foi dada em casamento.
Recompensadoras têm sido as atividades das Testemunhas de Jeová no Suriname. Em 1946, só havia 20 Testemunhas nesta localidade. Já em fins de 1971, o número tinha aumentado para mais de 600, e, em 1978, alcançou-se um auge de 879. A maioria delas são crioulos da cidade e mulatos que se consideram ocidentais. No entanto, regularmente acolhem em suas fileiras os orientais (principalmente do setor indonésio), índios nativos e crioulos do mato.
Esta consideração do Suriname e de sua gente não ficaria completa sem se mencionar o nascimento da nova e independente República do Suriname, em 25 de novembro de 1975. As pessoas aguardavam esta transição com entusiasmo; e ocorreu de modo pacífico e ordeiro. Entre as liberdades garantidas pela constituição da nova República acham-se a liberdade de adoração, de palavra e de imprensa.
É deveras interessante a história e o desenvolvimento do Suriname e de sua população. É um exemplo digno de nota do que pode acontecer quando o Oriente encontra-se com o Ocidente.
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