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É o modo industrial de vida um fracasso?Despertai! — 1975 | 22 de dezembro
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ordem completamente nova, não se permitirá que as máquinas determinem a qualidade da vida. Seja qual for o uso que se faça delas, será para o bem do homem. Também, visto que o homem foi originalmente colocado num parque semelhante a um jardim, um paraíso, ele deriva grande felicidade de ver-se cercado pela criação natural, e não o concreto, o aço, a poluição e o ruído. E Jesus Cristo prometeu a restauração do paraíso. — Luc. 23:43.
Por isso, os que realmente aceitam a Palavra de Deus aguardam o breve fim da civilização industrial gananciosa do homem, e sua substituição por um sistema piedoso que funcionará para a eterna felicidade do homem.
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Uma jovem duma sociedade matriarcal decide servir ao verdadeiro DeusDespertai! — 1975 | 22 de dezembro
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Uma jovem duma sociedade matriarcal decide servir ao verdadeiro Deus
CRESCI no último povoado ao longo do Rio Tapanahoni, bem no interior de Suriname. Chegar ao povoado envolve uma viagem de vários dias, e, às vezes, semanas, por um barco a motor, percorrendo perigosas corredeiras rochosas e passando por trovejantes quedas-d’água. Mais de vinte povoados pertencem à nossa tribo Mis Djan.
A nossa sociedade é matriarcal. Isto quer dizer que a linha de descendência é traçada pelo lado materno da família, ao invés de pelo paterno. Por isso, o lado materno tem muito mais autoridade do que o paterno. Em resultado, os irmãos de minha mãe tiveram mais o que dizer sobre minha criação do que meu próprio pai. Com efeito, sou tida como possessão ou um bem da família de minha mãe.
Adoração em Nossos Povoados
Todo povoado tem muitos deuses. Muitos deles, crê-se, são os ancestrais mortos. No povoado onde nasci, a adoração de ídolos exercia influência notadamente forte em todo aspecto da vida. O deus principal mora ali.
Os aldeões crêem que a doença, e até mesmo as mortes são causadas pelos deuses, e que tais deuses podem curar a doença e afastar a morte. Quando os deuses menos potentes não conseguem ajudar, os aldeões por fim se dirigem ao deus principal em busca de alívio. Foi isso que fez minha mãe, que estava doente, antes de eu nascer.
Depois de ficar curada, ela não podia voltar à sua própria aldeia; de outra forma, dizia-se, ela morreria. Este foi o forte aviso do deus principal, chamado Gran Gado, representado pelo sacerdote. Este deus realmente detém poderosa influência sobre o povo. É adorado toda manhã. Cresci no meio de tal adoração dos deuses-ídolos.
Adorar o Verdadeiro Deus
Quando tinha dez anos, ouvi pela primeira vez falar do verdadeiro Deus que fez os céus e a terra. Uma das testemunhas de Jeová veio à nossa aldeia falar-nos sobre o propósito de Deus de estabelecer um novo sistema de coisas para a bênção da humanidade. A Testemunha era um rapaz da tribo de minha família. Aprendera estas verdades bíblicas ao morar na cidade de Paramaribo.
A maioria zombava dele e o ridicularizava. No entanto, a mensagem me atraiu fortemente. Obtive alguns livros dele. Mas, visto não haver escolas, ninguém no povoado sabia ler. Todavia, as ilustrações no livro me ajudaram a lembrar das coisas que a Testemunha ensinara.
É triste dizê-lo, mas a Testemunha só pôde ficar uma semana. Mas, eu estava determinada a aplicar em minha vida as coisas que aprendera na Bíblia. Por exemplo, pude ver claramente que desagradava ao verdadeiro Deus que os humanos comessem sangue. (Gên. 9:4; Lev. 17:12; Atos 15:28, 29) Assim, recusei-me a comer animais selvagens que não eram devidamente sangrados. Minha mãe foi contra mim nisso.
Três anos mais tarde, em 1962, encontrei um casal de Testemunhas designados a pregar neste rio. Naquele tempo, eu morava com um dos meus tios num povoado rio abaixo. Obtive das Testemunhas o livro Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado. Quando meu tio descobriu que este casal estudava a Bíblia comigo, rapidamente me mandou de volta para minha mãe.
Continuei estudando sozinha as significativas ilustrações no livro Paraíso, e assim mantive viva a minha fé. Mamãe me levou ao chefe do povoado, para que me admoestasse sobre tal crença. Mas, isto não me impediu. Então ela me levou ao chefe principal de nossa tribo. No entanto, ele não me podia impedir de adorar nosso Criador, apesar de ameaças e maus tratos físicos. Por fim, levaram-me ao seu deus e me mandaram adorá-lo. Eu sabia que era um deus impotente, e assim não senti medo.
Depois disso, todo mundo no povoado começou a me pressionar. Eu orava de todo o meu coração para que Jeová me ajudasse a suportar isto, e ele o fez.
Casamento
Já então eu tinha quinze anos, mas não tinha suficiente idade, segundo os costumes de nossa tribo, para viver com um homem. No entanto, chegou um senhor e pediu o consentimento de minha mãe para que eu me casasse com seu filho. Minha mãe concordou.
Conheci meu futuro marido, que então trabalhava na cidade de Paramaribo, e lhe disse que eu estava aprendendo sobre o verdadeiro Deus, Jeová, e que não deixaria de servir a Ele, mesmo que eu me tornasse sua esposa. Quão feliz fiquei quando ele disse que ele também estudava a Bíblia com as testemunhas de Jeová na cidade, e até mesmo freqüentava as suas reuniões!
Depois de dois anos, fui dada em casamento a este rapaz. Meu marido e eu fomos levados perante os deuses e banhados com cerveja e uma variedade de folhas. Oraram em nosso favor, os que oraram pedindo a nossos antepassados a sua proteção e apoio, e para que tivéssemos uma vida feliz juntos. Não me senti bem em submeter-me a estas cerimônias religiosas. Mas, naquele tempo, achei que este era o único jeito de minha família me deixar partir para a cidade.
Obstáculos na Cidade
Que desapontamento me aguardava ali! Meu marido me enganara! Só dissera que estudava com as testemunhas de Jeová para que eu me tornasse esposa dele. Meu sogro, que vivia no mesmo quintal, veio até nossa casa avisar-me que não deveria permitir que nenhuma testemunha de Jeová entrasse em nossa
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