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Religião e superstição — amigas ou inimigas?A Sentinela — 1987 | 1.° de novembro
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as superstições. Mas, depois da morte dos apóstolos de Cristo, os falsos ensinos religiosos, incluindo as superstições, passaram a infiltrar-se na congregação. (1 Timóteo 4:1, 7; Atos 20:30) Começou a surgir uma classe clerical que, segundo o livro História da Igreja Cristã (em inglês), aceitava o uso de horóscopos e a observância de outras superstições. Com o tempo, tais práticas populares foram rotuladas de “cristãs”.
E atualmente? A religião ainda tolera costumes supersticiosos. Considere o Surinã, por exemplo, onde é comum ver-se os chamados cristãos, de ascendência africana, usarem amuletos para suposta proteção contra espíritos iníquos. Disse certo observador: “Tais pessoas vivem, comem, trabalham e dormem diariamente com medo.” Milhões em todo o mundo têm similar medo dos “espíritos” dos mortos. Ironicamente, a religião, em muitos casos, tem promovido tais crenças supersticiosas.
Tome como exemplo o que aconteceu na ilha africana de Madagáscar. Quando os missionários da cristandade começaram a difundir as suas crenças, os madagascarenses se mostraram receptivos, mas, não se dispunham a largar as suas crenças tradicionais. Como reagiram as igrejas? Diz o Daily Nation, jornal do Quênia: “Os primitivos missionários eram tolerantes e flexíveis e passaram a aceitar esta situação.” O resultado? Hoje, metade da população de Madagáscar é alistada como cristã. Todavia, eles também temem os “espíritos” de antepassados mortos! Assim, é comum convidarem um sacerdote ou um pastor para abençoar os ossos de um antepassado antes de serem recolocados na sepultura da família. Sim, líderes religiosos têm perpetuado a mentira de que Deus, o Diabo e os antepassados mortos podem ser adulados, lisonjeados e subornados por se observar costumes supersticiosos.
O mesmo acontece na África do Sul, onde 77 por cento da população diz ser cristã e o índice de freqüência às igrejas é elevado. Todavia, a religião africana tradicional, com seu supersticioso medo dos antepassados mortos, imprime a sua marca sobre milhões desses freqüentadores de igreja. Assim, em muitos chamados países cristãos, a religião é mero verniz. Arranhando-se a superfície, vê-se que as velhas superstições sobreviveram e prosperaram.
A verdadeira religião, porém, dissipa o medo supersticioso. Como? A chave é o conhecimento. Conhecimento de quê? E como pode obtê-lo?
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A verdadeira religião dissipa o medo — como?A Sentinela — 1987 | 1.° de novembro
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A verdadeira religião dissipa o medo — como?
OS AUTORES britânicos Edwin e Mona Radford estavam perplexos. Após coletarem mais de dois mil exemplos de superstições, eles constataram a existência dos mesmos temores supersticiosos na Escócia, na Índia, em Uganda, bem como na América Central. Eles se perguntavam: ‘A que se poderia atribuir isso?’ O escritor Robertson Davies disse, acertadamente: “A superstição parece ter ligação com algum conjunto de crenças que precede em muito as religiões que conhecemos.” Mas, que “conjunto de crenças” pré-cristão é a raiz da superstição?
A Raiz e os Ramos da Superstição
A Bíblia indica a terra de Sinear (a região entre os rios Tigre e Eufrates, posteriormente chamada de Babilônia) como sendo o berço dos falsos conceitos religiosos, incluindo as
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