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SuperintendenteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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(Compare com João 10:11-15; Hebreus 13:20; Revelação 1:1; capítulos 2, 3; 6:15-17; 7:15-17.) É verdade que o governo exercido por indivíduos existia no Israel carnal, com homens tais como Moisés, Josué, os posteriores reis daquela nação e o sumo sacerdote exercendo posições executivas singulares. No entanto, a evidência das Escrituras Gregas Cristãs é no sentido de que o cargo ocupado por tais homens prefigurava o do Filho de Deus, que é ‘o profeta semelhante a Moisés’, o ‘maior do que Salomão’ e o Sumo Sacerdote de Deus. A ausência dum primado no grupo dos apóstolos e “anciãos” em Jerusalém sublinha e exalta o papel singular do Filho de Deus como o Cabeça da congregação. — Efé. 1:22, 23; 2:20-22; Col. 1:18; 1 Ped. 2:4-6.
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SurdezAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SURDEZ
A impossibilidade parcial ou total de ouvir, amiúde causada por doença, acidente ou alto ruído, quer intenso e súbito, quer prolongado. Em alguns casos, as pessoas já nascem surdas. Outra causa da surdez mencionada na Bíblia é a possessão demoníaca. — Mar. 9:25-29.
Jeová, o Criador do ouvido (Pro. 20:12), exigia que Seu povo mostrasse consideração para com os surdos. Os israelitas não deviam zombar dos surdos, nem invocar o mal sobre eles, pois os surdos não podiam defender-se contra declarações que não conseguiam ouvir. — Lev. 19:14; compare com Salmo 38:13, 14.
Obviamente, então, as palavras de Jeová em Êxodo 4:11, onde ele se refere a si mesmo como ‘designando o surdo’, não significa que Ele seja responsável por todos os casos de surdez. Sem embargo, Jeová pode fazer com que uma pessoa se torne literalmente surda, muda ou cega, com determinado motivo ou propósito. O pai de João, o Batizador, ficou temporariamente mudo por não crer. (Luc. 1:18-22, 62-64) Também, por violar a lei de Deus, como no
caso de relações sexuais, por exemplo, uma pessoa pode, por contrair uma doenga venérea, ficar surda. Assim, indiretamente, pode-se encarar a Jeová como a fonte da surdez. Deus pode também ’designar’ pessoas para serem
espiritualmente surdas por permitir que permaneçam nessa condição, caso assim prefiram. — Compare com Isaías 6:9, 10.
Jesus Cristo, durante seu ministério, demonstrou poderes curativos miraculosos por restaurar a audição de pessoas fisicamente surdas em diversas oportunidades. (Mat. 11:5; Mar.7:32-37; Luc.1:22) Isto torna seguro que, sob a governança dele sobre a terra, serão eliminadas todas as enfermidades, inclusive a surdez.
A Bíblia também se refere a surdez figurada ou espiritual. O salmista comparou os iníquos — que se recusam a escutar a orientação — a uma cobra que se torna surda à voz dos encantadores. (Sal. 58:3-5) Similarmente, nos dias de Isaías, os israelitas, embora possuíssem ouvidos, eram como que surdos, por serem lentos em escutar e acatar a palavra de Jeová. (Isa. 42:18-20; 43:8) No entanto, depois da predita restauração do cativeiro, o povo de Deus deixaria de ser espiritualmente surdo. Eles escutariam a palavra de Jeová, isto é, prestariam atenção a ela. (Isa. 29:18; 35:5) Jesus Cristo, enquanto se achava na terra, abriu muitos ouvidos do entendimento, habilitando os curados a agir de acordo com aquilo que ouviam. — Mat. 13:16, 23.
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SusãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SUSÃ
Cidade antiga, cujas ruínas se acham junto ao rio Carque, c. 362 km a E da cidade de Babilônia. Susã, ou uma parte fortificada da cidade, “Susã, o castelo”, foi cenário de uma das visões do profeta Daniel (8:2), palco dos eventos narrados no livro de Ester (1:2, 5, 6; 2:3, 5, 8, 21; 3:2, 15; 8:14; 9:12-15) e o local onde Neemias servia como copeiro, durante o reinado de Artaxerxes (Longímano, o filho de Xerxes I). — Nee. 1:1; 2:1; veja CASTELO; ELSO; PÉRSIA, PERSAS.
Existe evidência de que Susã (também chamada de Susa [Esdras 4:9]) era a capital do antigo Elão. No sétimo século AEC, o Rei Asenapar (Assurbanipal) da Assíria conquistou Susã e transportou os habitantes da cidade para Samaria. (Esd. 4:9, 10) Sob o domínio persa, Susã era uma cidade real. No século IV AEC, Susã caiu diante de Alexandre Magno e, por fim, presenciou seu declínio. Atualmente apenas um monte de ruínas ocupa tal sítio.
Os arqueólogos desenterraram as ruínas dum palácio, que se julga ter sido iniciado pelo rei persa, Dario I, e concluído por seu filho, Xerxes I (que se crê seja o Assuero, o marido de Ester). Os painéis de tijolos vitrificados coloridos e os capitéis de pedra fornecem alguns indícios de sua glória anterior. Uma inscrição de Dario I a respeito da ereção deste palácio reza: “Este é o palácio hadish que construí em Susa. Seus ornamentos foram trazidos de longe. As profundezas da terra foram escavadas, até que eu atingi o leito rochoso. Quando se fazia a escavação, amontoava-se cascalho, uma parte tendo dezoito metros, e a outra nove metros de profundidade. Sobre tal cascalho eu construí um palácio. E que a terra tenha sido escavada, e o cascalho atochado e formados tijolos de barro em moldes, isso os babilônios fizeram. O cedro foi trazido dum monte chamado Líbano; os assírios o levaram para Babilônia, e de Babilônia os cários e os jônios o trouxeram para Susa. Teca foi trazida de Gandara e da Carmânia. O ouro que foi aqui utilizado foi trazido de Sardes e da Bactriana. A pedra — lápis-lazúli e cornalina — foi trazida de Sogdiana. A turquesa foi trazida da Corásmia. A prata e o cobre foram trazidos do Egito. O ornamento com que as paredes foram adornadas foi trazido da Jônia. O marfim foi trazido da Etiópia, da Índia e da Aracósia. As colunas de pedra foram trazidas dum lugar chamado Abiraduxe, no Elão. Os artesãos que poliram as pedras eram jônios e sardianos. Os ourives que trabalharam o ouro eram medos e egípcios. Os que trabalharam as incrustações eram sardianos e egípcios. Os que trabalharam com tijolos cozidos (com gravuras) eram babilônios. Os homens que adornaram a muralha eram medos e egípcios. Aqui em Susa foi ordenado uma obra esplêndida; e resultou ser mui esplêndida mesmo.” — History of the Persian Empire (História do Império Persa), de A. T. Olmstead, p. 168.
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TaanaqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TAANAQUE
Cidade-enclave de Manassés, situada no território de Issacar (Jos. 17:11; 1 Crô. 7:29), que foi consignada aos levitas coatitas. (Jos. 21:20, 25) Sob as ordens de Josué, os israelitas derrotaram o rei de Taanaque. (Jos. 12:7, 21) Os manassitas, porém, deixaram de expulsar os cananeus desta e de outras cidades. Por fim, contudo, tais cananeus foram submetidos a trabalhos forçados. (Juí. 1:27, 28) No tempo do juiz Baraque, as forças de Jabim, rei de Hazor, conduzidas por Sísera, o chefe de seu exército, foram derrotadas em Taanaque. (Juí. 5:19) Durante o reinado de Salomão, esta cidade se achava no distrito atribuído a Baana, um dos doze prepostos encarregados de suprir alimentos para a mesa real. (1 Reis 4:7, 12) A evidência arqueológica obtida em Taanaque e o relevo num muro dum templo em Carnac indicam que a cidade foi tomada pelo faraó Sisaque quando este invadiu a Palestina, no quinto ano do reinado de Roboão, filho e sucessor de Salomão. — 2 Crô. 12:2-4.
Taanaque é identificada com Tel Ta‘annak, c. 8 km a SE de Megido e no extremo S da planície de Esdrelom. O sítio ocupava importante posição em duas rotas comerciais, uma que dava para a planície de Aco (Acre), e a outra para a planície de Sarom.
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TabernáculoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TABERNÁCULO
[Heb. , mishkán, habitação, r orada, uma tenda ou tabernáculo; ’óhel, tenda, tabernáculo; miqdásh, santuário; gr. , skené, tenda, barraca, tabernáculo].
QUANDO FOI INAUGURADO
O tabernáculo ou “tenda de reunião” (chamada de o “templo de Jeová” em 1 Samuel 1:9, e a “casa de Jeová” em 1 Samuel 1:24) foi construído no deserto, no monte Sinal, em 1512 AEC. Foi completamente erguido, junto com a instalação de sua mobília e de seus utensílios, no primeiro dia do primeiro mês, abibe ou nisã. (Êxo., cap. 40) Naquele dia o sacerdócio foi investido, sob a direção de Jeová, pelo mediador Moisés, e os serviços plenos de investidura levaram sete dias. No oitavo dia, os sacerdotes começaram a executar suas funções oficiais. — Lev., caps. 8, 9.
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