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  • g84 22/3 pp. 12-15
  • Casamento de adolescentes — prazer ou sofrimento?

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  • Casamento de adolescentes — prazer ou sofrimento?
  • Despertai! — 1984
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Despertai! — 1984
g84 22/3 pp. 12-15

Casamento de adolescentes — prazer ou sofrimento?

FOI um lindo casamento. O belo noivo parecia bem amadurecido para seus 19 anos e a noiva, de 18 anos, de longo vestido branco com enfeites rosados, estava simplesmente radiante. Ronaldo e Marina formavam um “par perfeito” — ele, capitão do time de futebol, e ela, líder da torcida organizada. Prestaram juramento numa pequena capela, cercados dos pais da moça e de muitos amigos íntimos.

Marina juntou-se assim às fileiras dos cerca de meio milhão por ano, só nos Estados Unidos, de noivas adolescentes que se casam. Como as demais, ela esperava encontrar a felicidade conjugal. “Mas, bem no fundo eu estava assustada”, disse Marina. “Embora esse fosse supostamente o dia mais feliz da minha vida, sentia-me apreensiva, perguntando-me se seria realmente feliz.” Por que tal apreensão?

Por Que Casar-se Tão Jovem?

Marina estava grávida. Ela namorava Ronaldo desde os 16 anos e gradativamente tornaram-se mais íntimos nas suas expressões de afeto. “Havíamos falado sobre nos casar, mas mais para frente. Eu queria continuar os estudos e ele estava começando a participar nos jogos universitários”, disse Marina. “Mas, morávamos numa cidade pequena e meus pais tinham muitos amigos, assim, por causa deles achamos melhor nos casar. E nós nos amávamos muito.”

Sim, uma gravidez ilegítima amiúde arrasta muitos adolescentes ao casamento. O medo de ter de criar um filho sem a ajuda de um marido pode ser aterrador para uma jovem gestante. Contudo, o dr. F. F. Furstenberg, após seu estudo de 1976 sobre mais de 400 mães adolescentes, concluiu: “Se a mãe se casa, ou não, dificilmente faz diferença. Com o tempo, a situação dela talvez fique quase igual à da mãe solteira, tendo de arcar com a responsabilidade principal, se não total, de criar a criança.” Portanto, casar-se só para legitimar uma gravidez pré-marital é uma base frágil para o casamento.

Embora que de um terço a metade de todos os casamentos de adolescentes envolvam gravidez pré-marital, esta certamente não é a única razão de casamentos de pessoas bem jovens. O desejo de se casar é natural. O casamento é uma dádiva de nosso Criador, que implantou em nós este desejo. Tampouco é necessariamente errado o casamento de pessoas bem jovens. Mesmo hoje, em certas regiões, o casamento de adolescentes é comum. Ali, porém, o apoio firme da família e um ambiente comunitário mais tranqüilo ou estável amiúde ajudam o casal a se ajustar.

Não obstante, muitos dos que se casam cedo o fazem para se livrar duma situação ruim em casa. Mas, é o casamento uma cura para todos os males? Virgínia, que se casou na adolescência, tinha uma vida familiar sofrida. Ela admitiu: “Meu problema em casa era a comunicação. Era também o problema de meu marido com a família dele. Agora que estamos casados, qual acha ser o nosso problema? A comunicação!” Contudo, este casal de adolescentes lutou para vencer este problema. A melhora era dolorosamente lenta. Mas, esforçaram-se em seguir as normas bíblicas e salvaram seu casamento.

Outros se casam cedo para escapar a uma situação infeliz na escola ou na comunidade. Muitos jovens sobem ao altar porque querem parecer adultos, ao passo que outros querem imitar seus amigos recém-casados. Imagens glamorizadas do casamento, bem como matéria sexualmente estimulante, inundam hoje as telas de TV e cinema e a página impressa. Para muitos, o casamento parece um meio para satisfazer essas fantasias românticas.

Além de todas essas razões, o dr. Lee Burchinal, ilustre autoridade no campo de casamento de adolescentes, apontou para o que é considerado uma causa principal. Referiu-se a um estudo que descobriu que as moças que se casaram na adolescência “haviam começado mais cedo a marcar encontros, . . . namorado firme mais freqüentemente, se ‘apaixonado’ mais vezes, tendo mais amiúde namorado quando eram bem jovens”.

Este foi o caso de Marina. “Comecei a sair com rapazes quando eu tinha 14 anos e tive um namorado firme aos 15”, disse ela. “Eu também tinha muitos problemas em casa. Eu e minha mãe não nos entendíamos de jeito nenhum. Eu não suportava que ela me desse ordens, assim, quando fiz 18 anos saí de casa e fui morar com mais duas moças. Finalmente, avisei à minha mãe que eu e Ronaldo iríamos nos casar. Mas, jamais esquecerei o que aconteceu depois de uma lua-de-mel de um dia.”

“Eu Era Infeliz”

“Parecia que eu mudara da noite para o dia”, disse Marina. “Sentia raiva de Ronaldo por estar grávida. Eu não queria ter um filho, e sentia-me num beco sem saída. Pensava constantemente: ‘Ele fez isso comigo! Ele me fez agir contrário à minha consciência. Eu sabia que isso era errado!’ Passei a perder o respeito e o amor por ele logo de início.” Embora Ronaldo tentasse ser bondoso e atencioso, não obstante sentiu-se sobrecarregado com a tarefa de tentar agradar uma esposa ressentida e irritadiça, ter um emprego e combater seu desejo ardente de participar nas competições esportivas. A pressão se fez sentir e ele a aliviava por beber e sair de casa por algumas horas — e finalmente por alguns dias cada vez.

“Eu o importunava e o feria constantemente, por vociferar e gritar”, admitiu Marina. “Mas eu era infeliz. Sentia-me muito culpada pelo que havíamos feito antes do casamento. Daí, quando a criança nasceu, as coisas pioraram. Tudo o que Ronaldo fazia me irritava — até o ruído que fazia com os lábios, ao comer. Finalmente, ambos não mais suportávamos a situação.” Marina e Ronaldo entraram numa dolorosa estatística — divorciados após um ano e nove meses de casamento. Embora extremo, o caso deles não é raro.

“Dado Informativo Incontestado”

Marcia Lasswell tem feito considerável pesquisa no campo do casamento. Em 1974, como professora de Ciência do Comportamento na Universidade Estadual da Califórnia, escreveu: “Se é que temos um dado informativo incontestado quanto a se certo casamento vai durar ou não, este é que os que se casam bem jovens têm uma enorme desvantagem.” Os gráficos à esquerda mostram os resultados de mais de 19.000.000 de primeiros casamentos realizados entre 1950 e 1970 nos Estados Unidos. Em 1975 muitos destes já se haviam rompido. Quais eram os mais instáveis? Veja a proporção de divórcios e separações com base na idade por ocasião do primeiro casamento. O homem que se casou na adolescência tinha mais de duas vezes mais probabilidade de se divorciar ou de se separar do que aquele que esperou até os 25 anos para se casar. A da mulher adolescente era três vezes maior!

[Tabelas]

(Para texto formatado, veja a publicação)

RESULTADOS DE TODOS OS PRIMEIROS CASAMENTOS NOS ESTADOS UNIDOS DE 1950-70

Conforme pesquisa de junho de 1975

MULHERES

Porcentagem de Idade no primeiro

Divorciadas ou casamento

Separadas

100

90

80

70 14-19

60

50

40

20-24

30

25-29

20 30+

10

0

RESULTADOS DE TODOS OS PRIMEIROS CASAMENTOS NOS ESTADOS UNIDOS DE 1950-70

Conforme pesquisa de junho de 1975

HOMENS

Porcentagem de Idade no primeiro

Divorciados ou casamento

Separados

100

90

80

70

60

50

14-19

40

30

20-24

20

25-29

30+

10

0

[Crédito]

Fonte: Pesquisa da População Atual, junho de 1975 (em inglês)

O divórcio e a separação não são os únicos indicativos de um casamento infeliz. Os gráficos na página ao lado representam os resultados de entrevistas com mais de 80 casais. Metade destes se casou quando um dos cônjuges tinha menos de 19 anos e ainda cursava o secundário, ao passo que os outros se casaram entre os 21 e 26 anos. Perguntou-se-lhes: ‘Se pudesse voltar atrás, adiaria o casamento?’ e ‘Sentiu-se não preparado para o que o casamento acarretou?’ Que grupo apresentou o maior número de indivíduos que gostariam que tivessem esperado? Outras investigações revelaram que de um terço a mais que metade dos jovens maridos e esposas informaram que se arrependeram de se terem casado naquela idade!

[Tabelas]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

TERIA ADIADO SEU CASAMENTO?

Porcentagem dos Casais de que Casais que se

que responderam um tinha menos casaram entre

“Sim” de 19 anos 21 e 26 anos

100

90

80

70

60

50

40

Esposa

Marido

30

20

Marido

10

Esposa

0

SENTIU-SE NÃO PREPARADO PARA O QUE O CASAMENTO ACARRETOU?

Porcentagem dos Casais de que Casais que se

que responderam um tinha menos casaram entre

“Sim” de 19 anos 21 e 26 anos

100

90

80

70

60

50

40

Esposa

30

Marido

20

10

Marido

Esposa

0

[Crédito]

Fonte: “Fatores Sociais e Psicológicos Ligados a Casamentos de Alunos do Curso Secundário”, de Richel M. Inselberg (em inglês).

Mas, e se você já é um adolescente casado? Significa isso que seu casamento está condenado ao fracasso? De modo algum! Na verdade, estar ciente dos perigos de casar-se cedo pode ter um efeito contrário. Muitos adolescentes se empenham tanto mais arduamente para tornar seu casamento bem-sucedido, encarando a desvantagem como um desafio. E, quando oram sinceramente ao Autor do casamento em busca de ajuda, podem ter certeza de receber “poder além do normal” para ajudá-los. Isto é o que Virgínia e Marcos encontraram. — 2 Coríntios 4:7.

Sim, nem todos os casamentos de adolescentes produzem sofrimento. Jaime e Ana, por exemplo, casaram-se na adolescência. Mas, após 11 anos de casamento bem-sucedido, ao serem perguntados se fariam de novo a mesma coisa, Jaime respondeu sem hesitação: “Certamente que sim! Não tenho ressalvas quanto ao nosso casamento.” Ana, que se tornou sua esposa aos 18 anos, acrescentou: “Embora tenhamos problemas como qualquer outro casal, sempre tem sido possível sentar e discutir os assuntos.”

O que fez a diferença entre o casamento de Jaime e Ana e o de Marina e Ronaldo? Por que pode o casamento de jovens produzir sofrimento para alguns e prazer para outros? O artigo seguinte proverá respostas.

[Destaque na página 13]

“Os que se casam bem jovens têm uma enorme desvantagem.” Será que a conselheira familiar que disse isto sabe de algo que você deve saber?

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