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Tóxicos: quão perigosos realmente são?Despertai! — 1971 | 22 de outubro
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e abscessos do fígado, cérebro e pulmões. Certo viciado admitiu: “Nossa vida fica de tal modo que a cadeia é o lugar para se tornar sadio.”
Os que usam heroína vivem sob a constante ameaça de morte devida a uma dose excessiva ou ao uso regular. De fato, a cidade de Nova Iorque relata que o vício de heroína é agora em muito a causa principal de morte entre as idades de quatorze e trinta e cinco.
Certa moça bem-intencionada, mas ingênua, perguntou a um ex-viciado: “Mas, não expandiu a sua experiência com tóxicos algumas de suas percepções?” Respondeu ele: “Talvez pense que aprendi algo construtivo nestes anos — mas tudo em que posso pensar é em tragédia.”
Calcula-se que, no presente, cerca de 90 por cento dos que foram tratados quanto ao vício de tóxicos ‘fortes’ por fim voltarão aos tóxicos. Não, não há garantia de cura médica. A verdade é que a ruína física e mental, e até a morte, são garantias muitíssimo mais prováveis.
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Os “mais vendidos”Despertai! — 1971 | 22 de outubro
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Os “mais vendidos”
A EXPRESSÃO “o mais vendido” denota um livro que é comprado pelo público em números incomumente grandes. Falando-se estritamente, só há um mais vendido de todos os tempos. Esse é a Bíblia Sagrada, que tem sido vendida em bilhões de exemplares e traduzida, toda ela ou em parte, em mais de 1.400 idiomas. Qualquer outro livro é apenas um “bem vendido” em comparação.
As listas dos mais vendidos atualmente se dividem em geral em duas categorias: de ficção e não-ficcionistas. Como entram os livros em tais listas?
Relatam as livrarias o número exato de exemplares de um livro que vendem? Não, isso consumiria muito tempo. O vice-presidente de uma das maiores cadeias de livrarias dos EUA fala a respeito dos relatórios como sendo a transmissão de um ‘pressentimento’. Escreve:
“Os relatórios das livrarias sobre os mais vendidos são compostos de intuição, ‘pressentimento’, esperança, amor e, infelizmente, da necessidade ou do desejo de dar saída a um livro que ainda não teve saída, mas que se espera que tenha. . . . A lista está cheia de surpresas para os próprios vendedores de livros. Quão curioso é verificar nessa lista livros dos quais sua loja não vendeu um só exemplar a semana inteira ou que vendeu algum número insignificante. A lista nunca revela quantos exemplares dum livro foram vendidos — 18.000 em todo o país na semana passada, 23.000 em todo o país nesta semana. Os editores não fornecem esse tipo de informação. . . .
“O que é realmente interessante quanto à lista é o que não consta ali. . . . As lojas relatam automaticamente as novelas e os livros não-ficcionistas em geral. . . . Mas, há um mundaréu de livros de aprenda você mesmo ou ‘manuais’ que nunca fazem parte das listas dos mais vendidos e que deveriam.” (The Writer, janeiro de 1968) Assim, livros tais como os de culinária poderiam ter sido vendidos em grandes números e ainda assim não fazer parte de uma lista semanal dos livros não-ficcionados mais vendidos. Também omitem-se em geral destas listas Bíblias e compêndios. Contudo, quando se publica uma importante tradução nova da Bíblia, talvez se torne um dos mais vendidos e apareça nas listas.
A publicação de livros em brochuras, a preços mais baixos, aumentou grandemente a vendagem de muitos livros. Assim, no caso de um livro de
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