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para suprir a cidadela e o palácio de Herodes, e os canais dos jardins do palácio. (Guerras Judaicas, de Josefo, em inglês, Livro V, cap. IV, par. 4) Este aqueduto atravessava um túnel e passava sobre o vale em que estavam situados os “Reservatórios de Salomão”. Em certo ponto se aplicava, pelo que parece, o princípio do sifão.
EGITO
O Egito, onde virtualmente não chovia, dependia das enchentes do rio Nilo para ter água. Todo ano, o Nilo se espalhava pela baixada e depositava sedimentos provenientes da bacia do Alto Nilo, fornecendo à terra uma nova camada de solo aluvial. As safras eram abundantes. Para controlar a água e conservá-la entre os períodos de inundação do Nilo, foi construído, sob controle do governo, um sistema irrigatório composto de diques, canais, tanques (açudes) e valas. Um método de elevar a água a um nível mais alto, usado ainda hoje, era o shaduf. Um recipiente, suspenso em uma das extremidades duma vara com contrapeso, era baixado no rio ou canal, sendo erguido pelo operador, esvaziando a água numa bacia ou canal na elevação seguinte. A Bíblia menciona os israelitas no Egito como irrigando a terra com o pé, o que pode referir-se ao uso duma roda d’água operada com o pé, ou ao costume de mover a água para diferentes canais por empurrar a terra com o pé, ou abrir a comporta dum canal para desviar o fluxo d’água. — Deut. 11:10, NM, em inglês, nota da ed. de 1953.
MESOPOTÂMIA
A terra entre os rios Eufrates e Tigre recebe muito pouca chuva, mas, durante a estação chuvosa, esses rios sobem ameaçadoramente e inundam a terra, tornando a parte sul da Mesopotâmia um “mar” desértico. Para evitar enchentes catastróficas e reter um pouco de água para uso posterior, construiu-se elaborado sistema de diques, comportas, canais e bacias de captação. Ao escavar um canal, a terra proveniente dele era lançada em cada um dos lados como barragem. Grandes comportas regulavam o fluxo d’água. Os canais abertos nas barragens podiam ser facilmente bloqueados ou abertos, a fim de se controlar o fluxo d’água para pequenas valas que regavam as hortas. O shaduf e outros meios eram empregados para erguer a água até áreas mais elevadas do que o canal. Ao passo que, sem água, a terra entre tais rios fica desolada, é extremamente fértil quando irrigada.
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CANDACE
[talvez, rainha]. Uma rainha da Etiópia cujo tesoureiro se tornou cristão. (Atos 8:27) Ao invés de ser um nome pessoal específico, “Candace”, como “Faraó” e “César”, é considerado um título. Escritores antigos, inclusive Estrabão, Plínio, o Velho, e Eusébio, usaram tal designação para se referir às rainhas da Etiópia. Plínio, o Velho (c. 23-79 E.C.), em sua História Natural, escreve: “Os edifícios da cidade [Méroe, a capital da antiga Etiópia] eram poucos; reinava ali uma mulher chamada Candace, nome que havia sido transmitido por muitos anos a estas rainhas.”
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CANDELABRO
[Heb., menohráh; gr., lykhnía]. Base ou suporte para uma lâmpada ou várias lâmpadas que queimavam azeite. Embora mencione candelabros nas casas e em outros edifícios (2 Reis 4:10; Dan. 5:5; Luc. 8:16; 11:33), a ênfase da Bíblia é primariamente aos candelabros relacionados com a adoração verdadeira.
NO TABERNÁCULO
Jeová orientou Moisés, em visão, a utilizar no tabernáculo um candelabro ‘de ouro puro, obra batida ao martelo’. Junto com suas lâmpadas e utensílios, devia pesar um talento. (Êxo. 25:31, 39, 40; 37:17, 24; Núm. 8:4) Isto equivaleria a cerca de 34 quilos.
Formato
Esta luminária para o “Lugar Santo”, o compartimento anterior do tabernáculo (Heb. 9:2), compunha-se duma haste central, com seis braços ou hastes. Estes braços se curvavam em direção ao alto, de cada lado da haste principal. A haste principal ou base era decorada com quatro cálices esculpidos, em forma de flores de amendoeira, tendo alternadamente botões [protuberâncias redondas] e flores. Não se tem certeza quanto à espécie de flor representada em tais florações; a palavra hebraica usada pode significar qualquer flor. Cada braço tinha três cálices, alternando-se os botões e as flores. A descrição pode indicar que os botões na haste central ocorriam num ponto em que os braços se fixavam na haste. As lâmpadas que queimavam excelente azeite batido estavam colocadas no topo da haste principal e na extremidade de cada braço. Os acessórios consistiam em espevitadeiras, porta-lumes (incensários) e vasos de azeite. — Êxo. 25:31-38; 37:18-23; Lev. 24:2; Núm. 4:9.
A construção em si do candelabro foi feita sob a supervisão de Bezalel, da tribo de Judá, e de Ooliabe, da tribo de Dã. (Êxo. 31:1-11; 35:30-35) Estes homens eram, sem dúvida, bons artífices, tendo provavelmente aprendido tal profissão quando eram escravos no Egito. Mas Jeová pôs então seu espírito sobre eles, de modo que o trabalho pudesse ser feito com perfeição, exatamente como o padrão revelado e transmitido a Moisés. — Êxo. 25:9, 40; 39:43; 40:16.
Uso
Moisés “colocou o candelabro na tenda de reunião, defronte da mesa, do lado meridional do tabernáculo”. É evidente que ficava paralelo ao lado sul da tenda (do lado esquerdo de quem entrava), em frente da mesa dos pães da apresentação. A luz brilhava sobre a “área na frente do candelabro”, iluminando assim o Lugar Santo, que continha também o altar de ouro para incenso. — Êxo. 40:22-26; Núm. 8:2, 3.
Na ocasião em que Moisés terminou a montagem do tabernáculo, em 1.° de nisã de 1512 A.E.C., ele seguiu as instruções de Jeová quanto a acender as lâmpadas. (Êxo. 40:1, 2, 4, 25) Mais tarde, Arão fez assim (Núm. 8:3), e, depois disso, ele (e os sumos sacerdotes futuros) colocavam o candelabro em ordem ‘continuamente perante Jeová desde a noitinha até à manhã’. (Lev. 24:3, 4) Quando Arão aprontava as lâmpadas para serem usadas, “manhã após manhã”, e quando as acendia, “entre as duas noitinhas”, também oferecia incenso no altar de ouro. — Êxo. 30:1, 7, 8.
NOS TEMPLOS
Davi forneceu a Salomão os planos arquitetônicos para o templo, planos estes que recebera por inspiração. Estes incluíam orientações quanto a candelabros de ouro e candelabros de prata. (1 Crô. 28:11, 12, 15, 19) Havia dez candelabros de ouro, e foram colocados ‘cinco à direita e cinco à esquerda’, ou cinco do lado sul e cinco do lado norte, assim considerados quando se deparava o leste, no Lugar Santo do templo. (1 Reis 7:48, 49; 2 Crô. 4:20) Todos os dez deles eram do “mesmo plano” ou padrão. (2 Crô. 4:7) Talvez fossem muito maiores do que o existente no tabernáculo, consoante as maiores dimensões do templo e suas outras mobílias, tais como o “mar de fundição”. (2 Crô. 3:3, 4; 1 Reis 7:23-26) Os candelabros de prata eram, sem dúvida, usados nos pátios ou em compartimentos, exceto no Lugar Santo e no Santíssimo, pois a mobília destes dois aposentos era de ouro. Como no tabernáculo, as lâmpadas dos candelabros de ouro eram acesas “noitinha após noitinha”, constantemente. — 2 Crô. 13:11.
Quando o templo foi destruído pelos babilônios, em 607 A.E.C., os candelabros se achavam entre os itens de ouro e de prata levados da casa de Jeová. — Jer. 52:19.
Templo reconstruído por Herodes
A magnificência do templo reconstruído por Herodes forneceria base para se imaginar que tal templo também deve ter contido candelabros de igual beleza e custo que os candelabros do templo de Salomão. Contudo, as Escrituras não fazem menção deles. Evidência de tal candelabro é encontrada em sua menção por Josefo e na representação deles que consta dum baixo-relevo existente numa abóbada interior do arco triunfal de Tito em Roma. Neste arco acham-se representados certos itens tomados de Jerusalém quando ela foi destruída pelos romanos em 70 E.C. Josefo afirmava ter sido testemunha ocular desta procissão triunfal do imperador Vespasiano e de seu filho Tito. Josefo fala de a procissão conduzir “também o candelabro, que era feito de ouro, embora sua construção fosse então mudada daquela de que nós fazíamos uso: pois sua haste do meio estava fixada numa base, e os pequenos braços procediam dela com grande comprimento, parecendo um tridente em sua posição, e cada um deles possuía um soquete de bronze para uma lâmpada no topo dele. O número de tais lâmpadas era sete”. — Guerras Judaicas, em inglês, traduzida por William Whiston, Livro VII, cap. V, par. 5.
A tradução de Whiston, numa nota sobre a descrição de Josefo, diz: “Mas, as coisas principais a observar são as seguintes: (1.) Que Josefo diz que o candelabro aqui transportado neste triunfo não era inteiramente igual ao usado no templo, o que se evidencia no número de pequenas protuberâncias redondas e flores naquele do arco triunfal, não concordando bem com a descrição de Moisés, Êxod. xxv. 31-36. (2.) A pequenez dos braços, descritos por Josefo, em comparação com a grossura daqueles que constam do arco.”
Assim, bem poderá acontecer que o candelabro representado no arco de Tito seja, no máximo, a concepção dum ilustrador, e só possa dar uma idéia vaga da aparência do verdadeiro candelabro. A grossura dos braços, a base pesada, os adornos da base, os adornos da haste principal e dos braços, tudo poderá diferir consideravelmente do objeto real.
USO FIGURADO
O profeta Zacarias viu, em visão, um candelabro
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