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  • Susã
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    • No sétimo século AEC, o Rei Asenapar (Assurbanipal) da Assíria conquistou Susã e transportou os habitantes da cidade para Samaria. (Esd. 4:9, 10) Sob o domínio persa, Susã era uma cidade real. No século IV AEC, Susã caiu diante de Alexandre Magno e, por fim, presenciou seu declínio. Atualmente apenas um monte de ruínas ocupa tal sítio.

      Os arqueólogos desenterraram as ruínas dum palácio, que se julga ter sido iniciado pelo rei persa, Dario I, e concluído por seu filho, Xerxes I (que se crê seja o Assuero, o marido de Ester). Os painéis de tijolos vitrificados coloridos e os capitéis de pedra fornecem alguns indícios de sua glória anterior. Uma inscrição de Dario I a respeito da ereção deste palácio reza: “Este é o palácio hadish que construí em Susa. Seus ornamentos foram trazidos de longe. As profundezas da terra foram escavadas, até que eu atingi o leito rochoso. Quando se fazia a escavação, amontoava-se cascalho, uma parte tendo dezoito metros, e a outra nove metros de profundidade. Sobre tal cascalho eu construí um palácio. E que a terra tenha sido escavada, e o cascalho atochado e formados tijolos de barro em moldes, isso os babilônios fizeram. O cedro foi trazido dum monte chamado Líbano; os assírios o levaram para Babilônia, e de Babilônia os cários e os jônios o trouxeram para Susa. Teca foi trazida de Gandara e da Carmânia. O ouro que foi aqui utilizado foi trazido de Sardes e da Bactriana. A pedra — lápis-lazúli e cornalina — foi trazida de Sogdiana. A turquesa foi trazida da Corásmia. A prata e o cobre foram trazidos do Egito. O ornamento com que as paredes foram adornadas foi trazido da Jônia. O marfim foi trazido da Etiópia, da Índia e da Aracósia. As colunas de pedra foram trazidas dum lugar chamado Abiraduxe, no Elão. Os artesãos que poliram as pedras eram jônios e sardianos. Os ourives que trabalharam o ouro eram medos e egípcios. Os que trabalharam as incrustações eram sardianos e egípcios. Os que trabalharam com tijolos cozidos (com gravuras) eram babilônios. Os homens que adornaram a muralha eram medos e egípcios. Aqui em Susa foi ordenado uma obra esplêndida; e resultou ser mui esplêndida mesmo.” — History of the Persian Empire (História do Império Persa), de A. T. Olmstead, p. 168.

  • Taanaque
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    • TAANAQUE

      Cidade-enclave de Manassés, situada no território de Issacar (Jos. 17:11; 1 Crô. 7:29), que foi consignada aos levitas coatitas. (Jos. 21:20, 25) Sob as ordens de Josué, os israelitas derrotaram o rei de Taanaque. (Jos. 12:7, 21) Os manassitas, porém, deixaram de expulsar os cananeus desta e de outras cidades. Por fim, contudo, tais cananeus foram submetidos a trabalhos forçados. (Juí. 1:27, 28) No tempo do juiz Baraque, as forças de Jabim, rei de Hazor, conduzidas por Sísera, o chefe de seu exército, foram derrotadas em Taanaque. (Juí. 5:19) Durante o reinado de Salomão, esta cidade se achava no distrito atribuído a Baana, um dos doze prepostos encarregados de suprir alimentos para a mesa real. (1 Reis 4:7, 12) A evidência arqueológica obtida em Taanaque e o relevo num muro dum templo em Carnac indicam que a cidade foi tomada pelo faraó Sisaque quando este invadiu a Palestina, no quinto ano do reinado de Roboão, filho e sucessor de Salomão. — 2 Crô. 12:2-4.

      Taanaque é identificada com Tel Ta‘annak, c. 8 km a SE de Megido e no extremo S da planície de Esdrelom. O sítio ocupava importante posição em duas rotas comerciais, uma que dava para a planície de Aco (Acre), e a outra para a planície de Sarom.

  • Tabernáculo
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    • TABERNÁCULO

      [Heb. , mishkán, habitação, r orada, uma tenda ou tabernáculo; ’óhel, tenda, tabernáculo; miqdásh, santuário; gr. , skené, tenda, barraca, tabernáculo].

      QUANDO FOI INAUGURADO

      O tabernáculo ou “tenda de reunião” (chamada de o “templo de Jeová” em 1 Samuel 1:9, e a “casa de Jeová” em 1 Samuel 1:24) foi construído no deserto, no monte Sinal, em 1512 AEC. Foi completamente erguido, junto com a instalação de sua mobília e de seus utensílios, no primeiro dia do primeiro mês, abibe ou nisã. (Êxo., cap. 40) Naquele dia o sacerdócio foi investido, sob a direção de Jeová, pelo mediador Moisés, e os serviços plenos de investidura levaram sete dias. No oitavo dia, os sacerdotes começaram a executar suas funções oficiais. — Lev., caps. 8, 9.

      FORMATO ARQUITETÔNICO

      Jeová falara a Moisés no monte, fornecendo-lhe o modelo completo do tabernáculo, ordenando-lhe: “Cuida de que faças todas as coisas segundo o seu modelo que te foi mostrado no monte.” Servia para prover uma “sombra das coisas celestiais”, e, por conseguinte, tinha de ser preciso em seus mínimos pormenores. (Heb. 8:5) Jeová inspirou Bezalel e Ooliabe, de modo que o trabalho deles, partilhado também por outros, tanto homens como mulheres, pudesse ser feito com perfeição, conforme Moisés dava as instruções. O resultado foi: “Segundo tudo o que Jeová mandara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel todo o serviço.” (Êxo. 39:42; 35:25, 26; 36:1, 4) Os materiais foram providos por meio de contribuições voluntárias do povo. (Êxo. 36:3, 6, 7) Sem dúvida o ouro, a prata e o cobre, os fios, os tecidos e as peles provinham de contribuições mormente dentre aquilo que os israelitas tinham trazido do Egito. (Êxo. 12:34-36) No deserto havia disponibilidade de madeira de acácia. — Veja ACÁCIA; PELE DE FOCA.

      Coberturas e reposteiros (cortinas)

      O inteiro esqueleto da estrutura era coberto, primeiro com uma cobertura de linho, bordada de coloridas gravuras de querubins. A cobertura se dividia em duas grandes seções de cinco panos cada uma, tais seções sendo unidas por presilhas de linha azul que eram seguras por colchetes de ouro. Os panos de tal cortina tinham apenas 28 côvados (12, 40 m) de comprimento, o que seria pelo menos um côvado (c. 44, 5 cm) mais curto do que o piso em cada lado da estrutura. — Êxo. 26:1-6.

      Por cima da cobertura de linho era colocada uma outra cobertura de pêlo de cabra, feita de onze panos de 30 côvados (c. 13, 30 m) de comprimento, também dividida em duas seções, uma de seis panos e a outra de cinco. Sobre esta era colocada a cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho, e, por último, uma de peles de foca que, pelo visto, chegava até o chão, e que, evidentemente, possuía cordas de modo que a cobertura pudesse ser presa ao chão por meio de estacas de tendas. — Êxo. 26:7-14.

      Outra cortina colocada na parte de dentro, entre o Santo e o Santíssimo, era bordada com querubins (Êxo. 36:35), e o reposteiro para a entrada a E era de lã colorida e de linho. — Êxo. 36:37.

      Dimensões

      A Bíblia descreve o tabernáculo (evidentemente as medidas internas) como tendo 30 côvados (c. 13, 30 m) de comprimento, e 10 côvados (c. 4, 40 m) de altura, e também tinha, evidentemente, 10 côvados de largura. Os cálculos neste verbete se baseiam num côvado de c. 44, 5 cm. No entanto, o côvado longo, de c. 51, 8 cm pode ter sido utilizado. (Compare com 2 Crônicas 3:3; Ezequiel 40:5.) (Quanto à altura do tabernáculo, compare com Êxodo 26:16; quanto a seu comprimento, Êxodo 26:16-18; quanto à sua largura, Êxodo 26:22-24.) O compartimento Santíssimo era, pelo visto, de formato cúbico. O conceito de que o Santíssimo era um cubo com 10 côvados de cada lado é apoiado pelo fato de que o Santíssimo do templo de Salomão era cúbico, cada dimensão tendo 20 côvados (8, 90 m). (1 Reis 6:20) O comprimento do Santo tinha o dobro de sua largura. Quanto ao comprimento do Santo, os seguintes pontos são significativos: A largura de cinco das seções da cobertura de linho era de 20 côvados. (Êxo. 26:1-5) Estas, costuradas como se fossem uma só peça, estendiam-se desde a entrada até o lugar em que as presilhas a uniam à outra metade da cobertura (cinco seções). A junção aparentemente se dava acima das colunas que sustentavam a cortina do Santíssimo. Daí, a outra metade da cobertura (20 côvados) servia para cobrir o Santíssimo (10 côvados), e também os fundos ou lado O do tabernáculo (10 côvados).

      Armações de painel

      As paredes eram de acácia, recobertas de ouro, evidentemente em forma de armações de painel (similares às armações das janelas), em vez de pranchas maciças. (Êxo. 26:15-18) Este conceito parece lógico, por dois motivos: (1) Pranchas maciças de acácia do tamanho descrito seriam desnecessariamente pesadas, e (2) os querubins bordados na cortina que recobria os blocos ficariam ocultos, exceto os vistos no teto da estrutura, em sua parte interna. (Êxo. 26:1) Assim, parece que cada armação de painel foi construída de tal modo que os sacerdotes no tabernáculo pudessem ver os querubins bordados na cobertura de linho. Caso a abertura da armação de painel fosse dividida por uma travessa horizontal, talvez onde estivesse a barra central, os sacerdotes que oficiavam no tabernáculo podiam ter visto duas fileiras de querubins, uma colocada acima da outra, emolduradas pelos painéis. (Se este era o caso, cada querubim teria 1, 80 m de altura, uma altura razoável, comparável à dum homem. [Os anjos às vezes se materializaram em forma de homens. (Jos. 5:13-15)] Alguns peritos modernos também expendem o conceito de que o formato de armações de painel, em vez de o de uma prancha maciça, foi utilizado. Assim, embora o vocábulo hebraico qéresh seja traduzido “tábuas” nas versões mais antigas (Al; So), várias traduções modernas traduzem esta palavra por “pranchas” (LEB; MC) ou “armação” (An American Translation; A New Translation of the Bible, de Moffatt; Revised Standard Version), e “armação de painel” (NM). — Êxo. 26:15-29.

      Havia vinte armações de painel dum lado, seis nos fundos ou extremo O, e, nos cantos de trás, duas armações, que as especificações chamavam de “escoras de esquina” que “devem ser duplicadas na parte de baixo e ambas devem ser duplicadas até o topo de cada uma na primeira argola”. (Êxo. 26:23, 24) Isto talvez signifique que cada escora ou armação de esquina, em vez de ser um retângulo, como eram as demais, tinha o formato dum triângulo retângulo, com o ângulo agudo no topo, assim servindo para dar maior estabilidade ao canto ou esquina. A argola mencionada era, sem dúvida, presa ao topo da armação, para receber uma das trancas, três fileiras das quais eram traspassadas pelas argolas nas armações de painel, para segurar a estrutura. Tais trancas eram de madeira recoberta de ouro. — Êxo. 26:26-29.

      Cada armação de painel tinha 10 côvados (c. 4, 40 m) de altura e 1, 5 côvado (c. 70 cm) de largura, e, pelo visto, 0, 5 côvado (c. 23 cm) de espessura. A espessura talvez possa ser calculada à base das seguintes considerações: As seis armações de painel transversais nos fundos teriam 9 (6 x 1, 5) côvados de largo, um côvado menos do que se entende que era a largura do tabernáculo. A largura das escoras de esquina (a fim de atingir a largura da estrutura), por conseguinte, seria de meio côvado cada uma. As armações das paredes laterais teriam, logicamente, a espessura das escoras de esquina. Quanto à espessura da madeira empregada: se todas as armações de painel, ajustando-se como o faziam, apresentavam o efeito de escoras quadradas entre os querubins emoldurados, a madeira teria 1/4 de côvado (c. 12 cm) de espessura. Em outras palavras, os lados de cada armação teriam duas pranchas com dimensões de 10 x 1/2 x 1/4 côvados.

      Colunas e alicerce

      Cinco colunas recobertas de ouro eram postas na frente ou entrada, e quatro de tais colunas sustentavam a cortina que dividia o Santo do Santíssimo. (Êxo. 26:32, 37) O alicerce de toda a estrutura consistia em 100 pedestais que possuíam encaixes para receber espigas na base de 48 armações de painel (dois pedestais para cada armação de painel; quatro pedestais serviam para as quatro colunas que dividiam o Santo e o Santíssimo). Estes pedestais eram todos de prata (Êxo. 26:19-25, 32), cada pedestal pesando um talento (c. 34 kg). (Êxo. 38:27) Adicionalmente, havia cinco pedestais de cobre para as colunas da entrada. (Êxo. 26:37) Segundo os cálculos delineados nesta consideração, os pedestais teriam cerca de 3/4 de côvado (c. 33 cm) de comprimento e 1/2 côvado (c. 22 cm) de largura. Considerando o peso da prata, tais pedestais não seriam muito grossos, mas seriam mais como que placas pesadas.

      O pátio

      O pátio que cercava o tabernáculo tinha 100 por 50 côvados (c. 44, 5 x 22, 25 m). A cortina à guisa de cerca em sua volta tinha 5 côvados (c. 2, 20 m) de altura. Os suportes de cada lado eram 20 colunas de cobre, e 10 para cada extremo da área. O reposteiro da entrada a E era feito de linho e tecido colorido, e tinha 20 côvados (c. 8, 90 m) de lado a lado. — Êxo. 38:9-20.

      Possíveis anexos

      Parece que, com o tempo, foram construídas câmaras, para serem usadas pelos sacerdotes, no pátio do tabernáculo, provavelmente nas laterais da estrutura. (1 Sam. 3:3) Também, talvez se tenham erguido barracas no pátio, onde alguns daqueles que ofereciam sacrifícios de participação em comum podiam comer os sacrifícios, junto com suas famílias.

      SUA LOCALIZAÇÃO NO ACAMPAMENTO DE ISRAEL

      O tabernáculo era o centro do acampamento de Israel. Os que acampavam mais próximos a ele, mas a uma respeitosa distância, possivelmente a 2.000 côvados (c. 890 m), eram as famílias da tribo de Levi, os zeladores da estrutura. (Compare com Josué 3:4.) A E ficava a família sacerdotal de Arão, ao S os coatitas (dos quais fora escolhida para o sacerdócio a família de Arão [Êxo. 6:18-20]), a O os gersonitas, e, ao N os meraritas. (Núm. 3:23, 29, 35, 38) Mais distante ficavam as outras doze tribos: Judá, Issacar e Zebulão a E; Rubem, Simeão e Gade ao S; Efraim, Manassés e Benjamim a O; e Dã, Aser e Naftali ao N. (Núm. 2:1-31) De qualquer parte do acampamento sempre se podia localizar facilmente o tabernáculo por causa da nuvem de dia e do fogo à noite, que pairavam sobre o Santíssimo, onde se localizava a Arca do pacto. — Êxo. 40:36-38.

      COMO ERA TRANSPORTADO

      Ao transportarem o tabernáculo, sua mobília e seus utensílios, os sacerdotes levavam a Arca do pacto, e os coatitas o mobiliário sagrado. Transportavam estas coisas em seus ombros, andando. (Jos. 3:8, 14; 4:10, 16-18; Núm. 4:4-15; 7:9) Os gersonitas, tendo duas carroças, transportavam os panos da tenda (exceto a cortina do Santíssimo, que era colocada sobre a Arca [Núm. 4:5]), as coberturas do tabernáculo, o reposteiro, as cordas relacionadas com a tenda e certos utensílios de serviço. (Núm. 4:24-26; 7:7) Os meraritas, com quatro carroças, cuidavam dos itens pesadíssimos, as armações de painel e as colunas, os pedestais de encaixe e as relacionadas estacas e cordas de tenda, tanto do tabernáculo como do pátio. — Núm. 4:29-32; 7:8.

      HISTÓRIA

      Depois de Israel atravessar o rio Jordão e entrar na Terra Prometida, o tabernáculo foi erguido em Gilgal. (Jos. 4:19) Foi relocado para Silo, durante a época da divisão da terra (Jos. 18:1), onde permaneceu durante anos (1 Sam. 1:3, 24) antes de ser levado para Nobe. (1 Sam. 21:1-6) Mais tarde, ficou em Gibeão. (1 Crô. 21:29) Quando Davi levou a Arca do pacto para Sião, ela não tinha estado no tabernáculo já por muitos anos. Mas, até que o templo foi construído por Salomão, os sacrifícios ainda eram oferecidos no tabernáculo em Gibeão, sendo chamado de “o grande alto”. (1 Reis 3:4) Após a construção do templo, Salomão fez com que o tabernáculo fosse trazido e, pelo visto, ali guardado. — 1 Reis 8:4; 2 Crô. 5:5; veja ARCA DO PACTO; LUGAR SANTO; SANTÍSSIMO; TEMPLO.

      EMPREGO FIGURADO

      O apóstolo Paulo elucida o significado pictórico do tabernáculo. Num contexto que considera o modelo representado pelo tabernáculo e os ofícios ali executados, fala de Jesus Cristo como “servidor público do lugar santo e da verdadeira tenda, que Jeová erigiu, e não algum homem”. (Heb. 8:2) Ademais, ele afirma: “Cristo veio como sumo sacerdote das boas coisas que se realizaram por intermédio da tenda maior e mais perfeita, não feita por mãos, isto é, não desta criação.” (Heb. 9:11) A tenda no deserto era um arranjo estabelecido por ordem de Deus para se ter acesso a Ele em verdadeira adoração — um arranjo para a remoção típica de pecados. Sendo uma ilustração (Heb. 9:9), podia prefigurar o arranjo que Deus estabeleceu, em que podia servir o grande Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, comparecendo no céu perante seu Pai com o valor do seu sacrifício, o qual pode realmente remover os pecados. (Heb. 9:24-26) Por meio deste arranjo, homens fiéis podem gozar de verdadeira aproximação a Deus. (Heb. 4:16) A celeste “tenda do testemunho”, ou tabernáculo, foi observada em visão pelo apóstolo João. — Rev. 15:5.

      O apóstolo Pedro, sendo filho de Deus, gerado pelo espírito, e tendo a esperança de vida celeste em associação com Cristo Jesus, falou do seu corpo carnal como sendo um “tabernáculo”. Era uma ’habitação’, mas era apenas temporária, uma vez que Pedro sabia que sua morte estava próxima e a sua ressurreição não seria na carne, e sim no espírito. — 2 Ped. 1:13-15; 1 João 3:2; 1 Cor. 15:35-38, 42-44.

      [Foto na página 1591]

      O TABERNÁCULO

      Aparência provável, com o interior exposto.

  • Tabor
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    • TABOR

      [possivelmente elevação, lugar alto]. Notável monte do território de Issacar, em sua fronteira N. (Jos. 19:17, 22) Em árabe, é chamado de Jebel et-Tor. Acha-se situado a c. 19 km a O da ponta S do mar da Galiléia, e c. 8 km E-SE da cidade de Nazaré.

      Isolado de outros montes, o Tabor ascende abruptamente do vale de Jezreel a uma altitude de 562 m acima do nível do mar. Visto do O-NO, parece-se a um cone truncado, e, do SO, como o segmento duma esfera. De seu cume se tem magnífica vista em todas as direções. O impressionante destaque deste monte provavelmente explica por que o salmista menciona o Tabor e o monte Hermom juntos como notáveis exemplos da arte majestosa do Criador. (Sal. 89:12) Jeová também empregou a notável qualidade maciça do Tabor — que se ergue sozinho no vale de Jezreel — para ilustrar a qualidade impressionante da força que Nabucodonosor trazia contra o Egito. — Jer. 46:13, 18.

      O Tabor tornou-se especialmente famoso quando Baraque, sob a orientação de Deus, congregou 10.000 homens das tribos de Naftali e Zebulão contra Sísera e seu exército, que incluía 900 carros com “foices de ferro”. A um dado sinal, Baraque e suas forças se lançaram do Tabor encosta abaixo, e, depois que Jeová pôs os cananeus em confusão, os israelitas obtiveram decisiva vitória sobre as forças fugitivas de Sísera. — Juí. 4:4-16.

      Alguns anos depois, o Tabor testemunhou a matança dos irmãos de Gideão por Zeba e Zalmuna, reis de Midiã. (Juí. 8:18, 19) Em meados do século VIII AEC, as infiéis casas sacerdotal e régia de Israel eram “como uma rede estendida sobre Tabor”, utilizando possivelmente esse monte a O do Jordão como centro de idolatria, a fim de engodar os israelitas; Mispá pode ter sido assim utilizada a E do Jordão. — Osé. 5:1.

      O cume do Tabor, uma área plana um tanto elíptica com c. 400 m de largura de N a S, e o dobro do comprimento de E a O, fornecia uma posição de controle e um local muitíssimo apropriado para uma cidade fortificada. As ruínas mostram que tal cidade floresceu ali antes e depois do primeiro século EC. Isto fornece motivo para se questionar a tradição de que Tabor foi o local da transfiguração de Jesus, pois os relatos afirmam que Jesus e seus três companheiros achavam-se no monte “à parte”, “a sós”. O monte Hermom é, mais provavelmente, aquele “alto monte”, e acha- se próximo de Cesaréia de Filipe, nas cabeceiras do Jordão, onde Jesus se encontrava pouco antes da transfiguração. — Mat. 17:1, 2; Mar. 8:27; 9:2.

  • Tadmor
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • TADMOR

      [pelo visto, de tamár, palmeira]

      Uma localidade do deserto, onde Salomão realizou construção algum tempo depois de 1017 AEC. (2 Crô. 8:1,  4) Tadmor é identificada comumente com a cidade conhecida pelos gregos e romanos como Palmira. Suas ruínas se situam num oásis na beirada N do deserto da Síria, a c. 209 km a NE de Damasco. Um povoado próximo ainda é chamado de Tudmur pelos árabes. Se for corretamente identificada como Palmira, Tadmor pode ter servido como cidade-guarnição para defender a distante fronteira N do reino de Salomão, e também como importante parada de caravanas.

      A Tamar (“Tadmor”, leitura marginal do Texto Massorético; ALA; IBB, nota), mencionada em 1 Reis 9:18 como estando “no país”, talvez seja a mesma que Tadmor. Estar ela situada “no país” pode simplesmente significar que Tamar era parte do domínio de Salomão

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