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A maneira de evitar o laço do homossexualismoA Sentinela — 1970 | 15 de novembro
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conduziu como escravo’, de modo que podia dizer: “Para todas as coisas tenho força em virtude daquele que me confere poder.” — 1 Cor. 9:27; Fil. 4:13; Rom. 7:13-25.
A oração a Jeová Deus é de grande ajuda nesta luta. Ore pelo perdão, também por ajuda e especialmente por mais do espírito santo de Deus. Sim, “persisti em oração”. — Rom. 12:12; Fil. 4:6, 7.
O homossexualismo se propaga apesar de ser um modo de vida errado, desnatural e frustrador. Os escravizados a ele podem libertar-se dele se realmente quiserem. A vida eterna está em jogo! Esforce-se, portanto, a todo custo evitar o laço do homossexualismo.
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A tagarelice pode ser mortíferaA Sentinela — 1970 | 15 de novembro
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A tagarelice pode ser mortífera
QUE idéia lhe dá a palavra “tagarelice”? Talvez a de uma palestra agradável sobre assuntos de família, com uma pessoa bem conhecida? Ou a de passar adiante alguma ‘novidade’ pessoal do momento, às custas de outra pessoa?
A tagarelice usualmente tem a sua base em nosso interesse nas pessoas e no que fazem. A tagarelice pode relacionar-se com algo de somenos importância ou corriqueiro sobre outros, de puro interesse humano. Pode até mesmo incluir observações de algo a respeito da pessoa. Amiúde assume a forma de conversa leve e humorística, sem haver más intenções. Por outro lado, o que se diz pode ter a tendência de colocar a pessoa de que se fala sob um aspecto desfavorável. Pode ser dito de brincadeira, talvez irrefletidamente.
Mesmo que a tagarelice não tenha más intenções, há ocasiões em que é melhor não se dizerem certas coisas. Podem ser verídicas, mas, por outro lado, pode tratar-se de assuntos que a terceira pessoa não deseja ter divulgados entre amigos e vizinhos, e se tais assuntos não envolverem o bem-estar deles, não há necessidade de saberem disso. Isto exige empatia. Gostaria de ver seus assuntos particulares ser tema de tal conversa?
TAGARELICE PREJUDICIAL
É tão fácil passar de uma conversa inocente sobre pessoas para uma conversa prejudicial e que cria dificuldades. É nisso que há perigo. Sabe quando parar? Sabe distinguir uma coisa da outra? É vital que o saiba, se quiser evitar que seus lábios causem dificuldades. — Pro. 24:2.
A pergunta que deve fazer a si mesmo é: Prejudica esta tagarelice a alguém? Esta pergunta é muito importante, porque a Bíblia aconselha claramente os cristãos: “Que não ultrajem a ninguém.” (Tito 3:2) Mesmo que a sua motivação seja inofensiva, se tal conversa resultar no prejuízo de alguém, poderá sofrer a repreensão de homens de responsabilidade na congregação cristã. Cabe-lhes manter a paz e as relações boas entre todos os membros do rebanho de Deus.
Que a tagarelice causava dificuldades nos dias dos apóstolos podemos observar nas seguintes palavras que o apóstolo Paulo escreveu a respeito das viúvas jovens: “Aprendem também a estar desocupadas, vadiando pelas casas; sim, e não somente desocupadas, mas também tagarelas e intrometidas nos assuntos dos outros, falando de coisas de que não deviam.” (1 Tim. 5:13) A tagarelice se relaciona com a preocupação injustificada com os assuntos particulares de outros. E muitas vezes assume a forma de crítica, de julgamento prematuro, por não se conhecerem todos os fatos do caso.
A conversa prejudicial atrás das costas de alguém pode produzir maus resultados. O tagarela pode estar falando a um amigo íntimo daquele sobre quem fala, e então pode acontecer uma de duas coisas. Ou aquela amizade se esfria, ou aquele a quem o tagarela falou vai à outra pessoa contar o que falaram. Isto pode criar o espírito de retaliação e de ressentimento na congregação. Conforme declara o provérbio: “Aquele que continua falando sobre um assunto separa os que estão familiarizados uns com os outros.” (Pro. 17:9) O cristão, certamente, não deseja fazer isso!
A CALÚNIA É MORTÍFERA
Embora a tagarelice possa em certas circunstâncias tornar-se mortífera, toda calúnia é mortífera. A calúnia é definida como “declaração de acusações falsas, ou de informação falsa, que difamam e prejudicam a reputação de outro”. A calúnia, não sendo mera tagarelice, é conversa intencionalmente prejudicial. Procura de propósito colocar alguém sob um aspecto desfavorável. Quão totalmente contrário é isso ao espírito de amor e de paz! Tal conversa destinada a prejudicar outro separa amigos, causa divisões, promove seitas e prejudica a utilidade da congregação de cristãos. Não é de se admirar que o apóstolo Paulo classificasse a todos estes perturbadores juntos, dizendo: Deus entregou-os a um estado mental reprovado, para fazerem as coisas que não são próprias, já que estavam cheios de toda a injustiça, iniqüidade, cobiça, maldade, cheios de inveja, assassínio, rixa, fraude, disposição maldosa, sendo conciliadores, maldizentes, odiados de Deus, insolentes, soberbos, pretensiosos, inventores de coisas prejudiciais.” (Rom. 1:28-30) O discípulo Tiago disse a respeito da língua que fala coisas prejudiciais sobre outros, que ela está “cheia de veneno mortífero”. — Tia. 3:8.
Na lei que Deus deu a Israel reconhecia-se o efeito mortífero da calúnia e advertia-se contra ela. “Não deves estar andando entre o teu povo com o objetivo de caluniar. Não te deves por de pé contra o sangue do teu próximo.” (Lev. 19:16) O caluniador fomenta ódio, e “todo aquele que odeia seu irmão é homicida”. — 1 João 3:15.
A conversa prejudicial e caluniosa é como uma espada de dois gumes. Corta dos dois lados. É bastante fácil perceber como estraga a vida daquele que tem por objetivo — criando ira, ressentimento, amargura, até mesmo desespero. Mas que dizer do próprio caluniador? Que ele não se engane, pois a sabedoria do céu adverte: “Os lábios do estúpido o engolem. O início das palavras da sua boca é estultícia, e o fim posterior da sua boca é doidice calamitosa. E o estulto fala muitas palavras.” (Ecl. 10:12-14) Seu proceder tolo fomenta inclinações más tais como a inveja, o orgulho e a malícia, e o levará à calamidade.
Os cristãos maduros evitam o caluniador como se fosse praga. Conforme o apóstolo Paulo recomenda aos co-adoradores: “Que fiqueis de olho nos que causam divisões e motivos para tropeço . . . e que os eviteis.” (Rom. 16:17) Os servos de Jeová precisam habitar juntos em paz e amor, se quiseram ter as bênçãos de seu Deus.
A palavra grega para “caluniador” é diábolos, significando também “acusador”. E ela se tornou um dos títulos do arquiinimigo de Deus, o Diabo. Os que caluniam outros assim como ele calunia o Deus justo constituem-se calmante em Diabos ou filhos do Diabo.
DESRESPEITO PELA AUTORIDADE
A tagarelice prejudicial sobre homens de responsabilidade na congregação cristã é igualmente séria, pois afeta logo a lealdade de todos os envolvidos. Pode tornar-se calúnia e‵ invocar o mal sobre os cujo dever é pastorear o rebanho de Deus. Esta espécie de conversa é às vezes descrita como “injúria”. O próprio Jeová considera de modo sério tal falta de respeito devido. “Não deves invocar o mal sobre Deus, nem amaldiçoar um maioral entre o teu povo”, ordenou Deus aos israelitas. (Êxo. 22:28) Caso pertinente foi o de Corá e de seus companheiros, cujo desrespeito por Moisés e Arão trouxe sobre eles a pronta execução do julgamento da parte de Jeová. — Núm. 16:1-3, 12-14, 31-35.
Judas, o escritor bíblico cristão, traz à atenção estes rebeldes e salienta o fim deles como advertência para todos os caluniadores e injuriadores. (Jud. 10, 11, 14-16) Tanto o apóstolo Pedro como o apóstolo Paulo tiveram oportunidade para condenar esta atitude má. (2 Ped. 2:10; Rom. 3:8) E o apóstolo João menciona especificamente Diótrefes como alguém que não respeitava os designados por Jeová, os apóstolos, pois continuava “parolando acerca de nós com palavras iníquas”. (3 João 9, 10) Desconsiderará Deus qualquer desrespeito similar hoje em dia para com os que ele decide honrar com responsabilidades especiais?
Judas, o servo de Deus, nos faz lembrar o belo exemplo dado por Miguel, o arcanjo, quando este “teve uma controvérsia com o Diabo e disputava o corpo de Moisés, não se atreveu a lançar um julgamento contra ele em termos ultrajantes, mas disse: ‘Jeová te censure.”‘ (Jud. 9) Foste glorioso arcanjo não se rebaixou a usar linguagem ultrajante, nem mesmo contra o Diabo, mas, tendo respeito pela autoridade, disse: “Jeová te censure.”
EVITAR OS PERIGOS DA TAGARELICE PREJUDICIAL
Destacar-se na congregação dos adoradores de Deus como palrador prejudicial, cochichador, maldizente, caluniador ou injuriador pode produzir maus resultados para o culpado. Os cristãos verdadeiros evitarão tal pessoa. A saúde espiritual da congregação pode estar em perigo. Houve pessoas que tiveram de ser expulsas da associação agradável para as trevas lá fora por terem deixado a língua tagarelar muito desenfreadamente, para o prejuízo dos outros. Certamente, ninguém desejaria encontrar-se em tal situação! Mas, como se pode evitar tal perigo?
A necessidade primária é que o espírito de Deus oriente nossa mente e nosso coração. Isto se consegue com o estudo dos princípios excelentes da Bíblia e com a oração a Deus, pedindo a sua ajuda para se porem em prática estes princípios em nossa vida. Também, é preciso desarraigar quaisquer pensamentos maus que se possam ter sobre um irmão ou uma irmã espiritual, quer por desprezo, inveja, hostilidade, rivalidade, quer por outro espírito similar. Lembrando-nos de que cada um dos servos de Deus só é responsável a Ele, é mais provável que nos refreemos de atacar a sua reputação, pois então nos uniríamos ao Diabo e seus demônios, que se agradam em caluniar todos os escravos de Deus, colocando-os num aspecto desfavorável. — Rev. 12:10.
Note o bom conselho dado pelo apóstolo Paulo sobre como podemos controlar nossos pensamentos e assim evitar os perigos que podem surgir da conversa prejudicial e da calúnia: “Todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.” (Fil. 4:8) Assim não haverá margem para pensamentos prejudiciais, que costumam manifestar-se na conversa, com conseqüências devastadoras e de longo alcance. — Tia. 3:5-10.
Os que amam a Deus e que desejam a vida segundo a provisão bondosa Dele, devem ter um temor salutar quanto a serem achados culpados do hábito de falar de modo prejudicial. Cristo Jesus advertiu: “De toda declaração sem proveito que os homens fizerem prestarão contas no Dia do Juízo; pois é pelas tuas palavras que serás declarado justo e é pelas tuas palavras que serás condenado.” (Mat. 12:36, 37) O caminho do tagarela prejudicial conduz a um beco sem saída. Pode levar à sua morte.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1970 | 15 de novembro
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Perguntas dos Leitores
● Como devemos compreender Isaías 7:14, que o apóstolo Mateus aplicou a Jesus? Jesus não foi chamado “Emanuel”, ou foi? — J. G., E. U. A.
Aplicando Isaías 7:14 a Jesus, o apóstolo Mateus escreveu: “Tudo isso aconteceu realmente para que se cumprisse o que fora falado por Jeová por intermédio do seu profeta, dizendo: ‘Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e dar-lhe-ão o nome de Emanuel’, que quer dizer, traduzido: ‘Conosco Está Deus.’” — Mat. 1:22, 23.
É verdade que Jesus não se chamava “Emanuel”. Mas isto não significa que ele não cumpriu este texto. Destinava-se a declarar um fato a respeito da missão dele, em vez de dar-lhe um nome literal. Isto pode ser ilustrado com outra profecia de Isaías, encontrada no capítulo nove, versículos seis e sete: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o domínio principesco virá a estar sobre o seu ombro. E será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer firmemente e para o amparar por meio do juízo e por meio da justiça.”
Não pode haver dúvida de que esta profecia se aplica a Jesus Cristo, o Filho de Deus, bem como a Davi. No entanto, em parte alguma lemos que algum dos apóstolos ou discípulos de Jesus o identificasse por estes nomes. Todavia, quando ele estava na terra, era o “Maravilhoso Conselheiro”, e o será ainda mais no vindouro sistema de coisas, ao passo que ele aconselhar toda a humanidade sobre como obter a vida eterna. Desde a sua criação era aplicável a ele a designação “Deus Poderoso”; e desde a sua ressurreição, quando recebeu toda a autoridade no céu e na terra, e especialmente desde a sua ascensão ao céu, quando se tornou o “reflexo da . . . glória” de Deus e “a representação exata do seu próprio ser”, foi bem apropriada esta designação dele. (Heb. 1:3; Mat. 28:18) Além disso, uma vez que ele proverá vida eterna à humanidade obediente, por meio de seu sacrifício de resgate, ele é bem apropriadamente chamado de “Pai Eterno”. E visto que por meio do reino trará paz eterna à humanidade, bem como a todo o universo, quão apropriado é que seja chamado de “Príncipe da Paz”.
Assim se dá também com Isaías 7:14, que diz que “a própria donzela ficará realmente grávida e dará à luz um filho, e ela há de chamá-lo pelo nome de Emanuel”. Que a ênfase recai sobre o papel desempenhado por Jesus é evidente de Mateus nos fornecer também o significado de Emanuel, a saber: “Conosco Está Deus.”
É bem apropriado que Jesus Cristo, como representante principal de Jeová Deus na terra, tenha o título “Conosco Está Deus”. E é assim especialmente quando nos lembramos da resposta de Jesus ao pedido de Filipe: “Tenho estado tanto tempo convosco e ainda não vieste a conhecer-me, Filipe? Quem me tem visto, tem visto também o Pai. Como é que dizes: ‘Mostra-nos o Pai? Não acreditas que
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