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  • O impacto da tv
    Despertai! — 1975 | 8 de março
    • assistências ilhadas, recém-separadas umas das outras”.

      Pode a mesma coisa acontecer no círculo familiar? Bem, será que os membros da família tiram usualmente proveito da associação uns com os outros enquanto vêem televisão? Será que o simples fato de que se sentam perto uns dos outros cria uma sensação de apego? Um artigo intitulado “Vida Familiar nos Estados Unidos” observa:

      “Os membros da família não entretêm uns aos outros quando a família vê televisão: bem amiúde, com efeito, qualquer pessoa que vê um programa de TV ignora todos os membros da família que estão presentes. A diversão da TV é uma estrada de mão única, não envolvendo esforço algum da parte da família.”

      Mas, quando a família vê televisão junta, isso não precisa acontecer. Podem-se dar os passos para garantir que a televisão não abra uma brecha entre os membros da família. Às refeições, para exemplificar, é insensato que as famílias deixem que a TV lhes prive da oportunidade de usufruírem a palestra uns com os outros. Afirma o produtor-escritor de televisão, Norman S. Morris:

      “Quer os adultos prefiram comer separados da criança quer não, o televisor não deve ser ligado. As refeições devem ser uma ocasião agradável; fornecem a perfeita oportunidade para que os membros da família se comuniquem uns com os outros. O apego provido pelas refeições é importantíssimo para a saúde mental da unidade familiar.”

      Ser seletivo quanto ao que vê ajudará ainda mais a manter abertas as linhas de comunicação. Se as famílias incluírem programas de interesse educativo, a televisão pode servir como alpondra para maior comunicação. Os programas que demonstram como preparar refeições saborosas ou como consertar coisas podem levar a palestras animadas e à saudável atividade familiar. Escreve Norman Morris: “O maior poder da televisão às vezes é liberado depois que o televisor é desligado.”

      O Problema da Violência na TV

      O que alguns consideram ser o efeito mais prejudicial de grande parte da programação de televisão é a ênfase à violência. Alguns programas apresentam atos violentos de poucos em poucos minutos; e isto talvez prossiga hora após hora durante o dia todo. Num período de dez anos, um telespectador regular poderá ver umas 10.000 vidas serem eliminadas. Isto tem de produzir efeitos adversos.

      Em 1973, por exemplo, surgiu um filme na TV em que se mostrava adolescentes ateando fogo em alguns pobres coitados para obter “emoções”. Pouco depois disso, um grupo de jovens obrigou uma senhora de Boston a encharcar-se de gasolina e então a queimaram viva. Durante o mesmo mês, três garotos de Miami foram pronunciados por assassinato de primeiro grau, pelo mesmo crime cometido contra um pobre coitado ali.

      Antes, no mesmo ano, um filme de televisão iniciou com duas mulheres jovens sendo esfaqueadas. “Duas semanas depois”, afirma um artigo publicado em TV Guide, de 2 de fevereiro de 1974, “um rapaz de 17 anos de Atlanta admitiu ter morto uma mulher jovem, numa reencenação planejada”. Um caso similar aconteceu na primavera setentrional de 1974, quando um rapaz inglês de 16 anos chutou um senhor idoso até matá-lo, imitando um filme na televisão. O autor do artigo acima-mencionado, Jean Davison, explica:

      “Ao confessar o assassinato, estes dois assassinos mostraram pouca emoção. A maioria dos cientistas estudiosos do comportamento crêem que observar a violência não só torna mais agressivas tanto as pessoas normais como as anormais, mas, a pesquisa indica que isto também tende a tornar as pessoas insensíveis à violência cometida por outros.”

      A Televisão e as Crianças

      Os jovens, muito embora talvez tirem proveito de alguns programas, são uma presa especial de maus espetáculos de TV. Uma razão disto é a quantidade de tempo que gastam em frente do televisor. Dos seis aos dezesseis anos, algumas crianças chegam a devotar 12.000 ou mais horas à televisão (cerca de três horas diárias). Isso é tanto tempo quanto muitos jovens gastam na escola. Alguns chegam a dobrar essa quantidade de tempo vendo televisão.

      Outro problema é que as crianças pequeninas crêem no que vêem na TV; não diferenciam a realidade e um mundo de fantasia. Os jovens também sentem dificuldades em relacionar os eventos ao contexto. Como são influenciados, por exemplo, quando vêem um “bom sujeito” fazendo algo mau? Um código adotado na Grã-Bretanha para limitar a quantidade de violência especificava: “Homens bons que fazem coisas más para atingir bom objetivo transmitem uma mensagem ruim às crianças pequenas.”

      A criança que vê televisão por várias horas diárias vê considerável dose de violência. Como as crianças são imitadoras naturais, isto pode eqüivaler a alto incentivo para que até mesmo as crianças “normais” imitem o que vêem. O Dr. Robert M. Liebert, psicólogo infantil, apontou: “Até mesmo crianças perfeitamente normais imitarão o comportamento anti-social que vêem na televisão, não por malícia, mas sim por curiosidade.”

      Certas pessoas objetam que apenas pequena porcentagem das crianças reagirão à violência na TV desta forma. Devia isso fazer alguma diferença? Em 1972, o então chefe do Departamento de Saúde Pública dos EUA, Dr. Jesse L. Steinfeld, declarou:

      “O que mais importa, aqui, é que se mostrou haver uma relação causativa entre ver a violência na TV e o comportamento subseqüente. E acho que não é importante argumentar se o total é de 10 por cento, ou 20 por cento, ou 30 por cento. Temos uma grande população, e, se 10 por cento de 20 milhões de crianças se tornam agressivas e empenham-se em atos anti-sociais, esse é um número muito grande.”

      É verdade que a violência tem sido parte da experiência humana através dos milênios da existência do homem; isto não pode ser oculto das crianças. Mas, os pais alertas compreendem que não se realiza nenhum propósito bom por permitir que os jovens absorvam horas de selvageria cada dia. Os crentes na Bíblia podem explicar a seus filhos que a beligerância e a violência se relacionam de perto com os desejos ardentes, sensuais e egoístas, quando se permite que não sejam controlados. (Tia. 4:1-3) Podem indicar, também, que o homem jamais solucionará seus problemas por meios violentos, pois o furor do homem não produz a justiça de Deus”. (Tia. 1:20) O próprio Deus agirá de modo a livrar a terra da violência e dos que a provocam. — Dan. 2:44; 2 Tes. 1:6-8.

      Outras Armadilhas

      É claro que a televisão, embora tenha grande potencial para fazer o bem, pode constituir uma ameaça quando há falta de auto-restrição. Uma das maiores armadilhas é que se acha prontamente disponível, ao ligar de um botão, podendo fazer com que muitos desperdicem enorme quantidade de tempo em frente do aparelho de TV. Ao passo que um pouco de diversão ou entretenimento é proveitoso, quando em demasia produz, freqüentemente, um efeito prejudicial.

      Num artigo especial que analisava o impacto da televisão, a revista Life, de 10 de setembro de 1971, declarava: “Um de cada quatro telespectadores ‘sente-se culpado’ quanto ao tempo em que ele gasta vendo TV.” Sem dúvida, o que contribui para esta sensação de culpa é que muitos surrupiam, para ver televisão, o tempo que devia ser gasto nos deveres domésticos, em trabalhos de casa, ou em outras atividades necessárias.

      Alguns, quando privados da TV, experimentaram “sintomas psicológicos de privação”. O psicólogo Henner Ertel declarou: “Quanto às pessoas que vêem TV regularmente, muitos padrões de comportamento se tornam tão de perto relacionados com a TV que elas ficam negativamente influenciadas se alguém retira o televisor. O problema é o de vício.” Por certo, não deseja que esta seja sua experiência com a TV.

      A televisão, como meio de informação, educação e entretenimento, pode trazer benefícios ao leitor e sua família. Seja cuidadoso, contudo, para não permitir que o domine. Seja seletivo naquilo que observa; certifique-se de que contribua, e não impeça, o apego familiar. E regule criteriosamente a quantidade de tempo devotado à TV. Desta forma, o impacto da TV em sua vida pode trazer-lhe benefícios.

  • Resolvendo o problema da armazenagem doméstica
    Despertai! — 1975 | 8 de março
    • Resolvendo o problema da armazenagem doméstica

      TEM dificuldades em encontrar um lugar para todos os itens que deseja ter em sua casa ou apartamento? Não é a única pessoa. A armazenagem doméstica é crescente problema. Por que isto se dá?

      Uma razão é que, em muitos países, as famílias agora possuem mais roupas e mobília. Também, cada vez mais famílias vivem em cidades ou comunidades ao invés de em fazendas espaçosas. E muitos de tais citadinos moram em pequenos apartamentos em que o espaço é extremamente limitado.

      Naturalmente, as vantagens da armazenagem correta são óbvias. Permite o melhor uso do espaço e também faz com que um lar tenha melhor aparência — menos apertado, menos apinhado. O ideal, como declara certa autoridade em economia doméstica, é “estocar tudo de modo que seja fácil de ver, fácil de alcançar, e fácil de pegar”.

      Mas, como pode uma pessoa empenhar-se em busca deste ideal? Como pode economizar espaço e, ao mesmo tempo, estocar coisas, de modo que permaneçam em boa condição?

      “Fazer” Espaço

      Primeiro, é provável que tenha de “fazer” espaço. Isto é, não utilize apenas o atual espaço vazio em sua casa, mas pergunte-se: ‘Que itens posso dispensar que me dêem mais espaço?’ Certo perito insta com aqueles que tiveram uma casa ou apartamento por muitos anos: ‘Comece por examinar todas as suas gavetas, prateleiras e armários e jogue fora todas as coisas que não usa mais.’

      ‘Não posso me dar ao luxo de jogar fora todas essas coisas!’: — alguns talvez objetem. Mas, realmente, talvez haja coisas que não se pode dar ao luxo de guardar. Por quê? Simplesmente porque, mesmo que a casa seja sua, o espaço nela não é grátis. Se aquecer tal espaço, iluminá-lo, segurá-lo, ou simplesmente pagar impostos para ele, custa-lhe dinheiro. Se itens pouco usados enchem tal espaço, outras coisas que poderiam ser mais proveitosas não podem ser ali colocadas.

      Exemplificando: em sua garagem, um senhor talvez tenha um cortador de grama e uma canoa. É verdade que ele talvez só use seu cortador de grama no verão, mas usa-o bastante então. No entanto, o que dizer daquela canoa? Talvez não tenha sido usada já por anos. Se realmente

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