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É a verdadeira felicidade um sonho impossível?Despertai! — 1978 | 8 de janeiro
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mesmo sua aparência física, isolando-se por muitos anos de todos, exceto de alguns empregados.
Outro bilionário teve uma série de casamentos infelizes em sua vida. Quando lhe perguntaram o que lhe dava maior felicidade, em vista de sua grande opulência, ele pensou um pouco e então respondeu: “Uma caminhada pela praia, e então nadar um pouco.” Trata-se de algo que a pessoa mais pobre pode amiúde fazer, gratuitamente!
Uma atriz e escritora de êxito disse: “Quanto ao êxito, em muitos casos simplesmente não vale a pena pagar o preço do ingresso.” Havia demasiadas aflições envolvidas em alcançar e manter este suposto “êxito”.
Isto obteve eco com o suicídio dum comediante de televisão que, com apenas 22 anos, gozava de fama e fortuna. O produtor de seu programa de televisão declarou que o jovem ator “investira tudo em sua busca da felicidade”. Mas, não a encontrou. Antes, tornou-se cada vez mais triste. Esta tristeza girava em torno de sua pergunta: “Onde é que me enquadro? Onde está minha felicidade?” Quando o produtor disse ao ator: “Sua felicidade está aqui mesmo; você é um grande astro”, o ator redargüiu: “Não, isso não mais constitui felicidade para mim.” Mais tarde, acabou com sua própria vida.
Os problemas ligados ao acúmulo de riquezas mostram a veracidade da declaração bíblica: “Os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína. Porque o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais.” Essa busca de riquezas, diz a Palavra de Deus, resulta em a pessoa amiúde ‘se traspassar toda com muitas dores’. — 1 Tim. 6:9, 10.
Afluência não É Solução
Imaginava-se, certa vez, que o povo ficaria muito mais feliz com a elevação do padrão de vida de seu país. Todavia, hoje em dia, é nos países mais abastados que existe o maior número de pessoas com problemas mentais.
Exemplificando, uma manchete de U. S. News & World Report observava: “A Busca da Felicidade — Algo Ilusório da América Abastada.” Dizia o artigo acompanhante, em parte: “Numa era de crescente afluência e tempo de lazer, os estadunidenses acham a felicidade mais ilusória do que nunca. . . . para muitos estadunidenses, os melhores tempos começam a parecer os piores tempos.”
Calculadamente dez milhões de pessoas, nos Estados Unidos, precisam de tratamento para depressão mental. E o número de crianças sob cuidados psiquiátricos subiu assustadoramente nos anos recentes.
Assim, a busca frenética de “felicidade” através da riqueza material e da fama, ou por excessos de recreação, bebidas alcoólicas, tóxicos ou práticas imorais, por certo não produziu felicidade. Antes, causou cada vez maior infelicidade.
Mesmo muitos dos inventos desta centúria, outrora amplamente aplaudidos, vieram a provocar a infelicidade de muitos. Por exemplo, os automóveis trouxeram certa medida de alegria, mas, também resultaram nos gigantescos congestionamentos de trânsito, em frustração e poluição. Também, em todo o mundo, os carros matam dezenas de milhões de pessoas e ferem outros milhões cada ano, causando indizível tristeza.
A televisão, que poderia ter sido importante meio de educação e esclarecimento, não resultou edificante. Recente estudo mostra que, na casa do estadunidense mediano, vê-se televisão durante seis horas e dezoito minutos cada dia! O estudo verificou que os programas que destacavam o ódio, a brutalidade, a violência e a imoralidade enchiam a maior parte do tempo em que se via televisão.
Há profunda preocupação com o efeito ruim que tudo isso exerce sobre as pessoas, em especial os jovens. Um psicólogo infantil da Universidade de Washington, EUA, calcula que a criança estadunidense mediana já viu 18.000 homicídios na televisão quando chega a formar-se do segundo ciclo! Isso certamente não ajudará a criar o espírito de felicidade nas mentes juvenis.
Bem, então, pode-se esperar que haja verdadeira felicidade num mundo em que milhões são mortos, em cada geração, pelas guerras, assassínios e acidentes, em que o crime aumenta vertiginosamente, em que os ódios raciais e nacionais persistem, e em que a doença, a velhice e a morte sobrevêm a todos? É a felicidade uma possibilidade realística agora, ou poderá alguma vez vir a sê-la no futuro?
Embora pareça estranho no hodierno mundo atribulado, a resposta a tais indagações é Sim. Certa medida de genuína felicidade é possível até mesmo agora, e a felicidade total pode ser uma realidade no futuro. Mas, como? Onde? Sob que condições?
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Como se pode obter genuína felicidade?Despertai! — 1978 | 8 de janeiro
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Como se pode obter genuína felicidade?
Quais São os Ingredientes Básicos Para a Felicidade Agora?
É POSSÍVEL obter-se boa medida de genuína felicidade agora, e, com certeza, muito maior felicidade no futuro próximo.
Não se trata de algum devaneio. Baseia-se naquilo que já é uma realidade, hoje, na vida de muitas centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, e também naquilo que o futuro definitivamente reserva para a humanidade.
Quais são os ingredientes básicos para a felicidade agora? As respostas podem variar muito, dependendo de quem tece a observação. Por exemplo, alguns acham que não existe nenhum mal, e, assim, imaginam poder achar alegria em quase tudo. Mas, trata-se de uma autodelusão, visto que há muitas coisas neste mundo que são péssimas.
Alguns vão ao outro extremo. Dificilmente acham algo bom em qualquer coisa ou alguém; por isso, não há razão para felicidade. Têm quase a mesma perspectiva que o antigo poeta grego, Sófocles, que disse: “Não considere nenhum homem feliz, exceto o que está morto.”
Mas tais conceitos são extremados. Em algum lugar do meio há um conceito equilibrado do que conduz à felicidade. E, em geral, a maioria das autoridades no assunto concordam quanto a diversos ingredientes básicos que são grandemente necessários.
Todavia, ao mesmo tempo, quase todos esses observadores ignoram o ingrediente mais importante para a felicidade! E, quando este é ignorado, as outras partes começam a falhar com o tempo.
Primeiro, observemos alguns fatores básicos que podem contribuir para uma vida mais feliz até mesmo agora, neste mundo atribulado. Daí, identifiquemos o ingrediente mais importante do que qualquer outro, e vejamos como se relaciona a uma felicidade muito maior no futuro.
Ter Apreço Pelo Que Temos
Por certo, em nossa vida diária, confronta-nos
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