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DarioAjuda ao Entendimento da Bíblia
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2. Dario Histaspes, também chamado Dario, o Grande, ou Dario I (persa). É considerado um dos destacados governantes do Império Persa. Dario descreve a si mesmo como “filho de Histaspes, aquemênida, persa, filho dum persa, ariano, de descendência ariana”. Deste modo reivindica ter descendência real do mesmo ancestral que Ciro, o Grande, embora sendo dum ramo familiar diferente do de Ciro.
Depois da morte de Cambises II, que morreu ao retornar do Egito, cerca de 522 A.E.C., o trono persa foi ocupado durante curto período por Gaumata (ou Bardiia). Dario, auxiliado por seis outros nobres persas, matou Gaumata e ascendeu ao trono, sendo que o registro disso foi feito em três idiomas na imensa Inscrição de Behistun, que Dario mandou esculpir nos penhascos íngremes defronte duma planície através da qual passava a principal rota de caravanas de Bagdá a Teerã. Segundo a inscrição, Gaumata era um usurpador, fazendo-se passar pelo irmão de Cambises, que havia sido morto. A maioria dos peritos modernos aceita este relato (interligado com repetidas afirmações feitas por Dario de que “é verdadeiro e não mentiras”) como basicamente verdadeiro, ao passo que alguns crêem que Dario era um “monumental mentiroso” e que a evidência o aponta como o verdadeiro usurpador. Qualquer que seja o caso, Dario viu-se confrontado com um império em convulsão ao assumir o reinado, e pensa-se que tenha gasto os seguintes dois anos em subjugar os elementos insurretos em todo o reino. O Egito, que se libertara do jugo persa, foi reconquistado por Dario em cerca de 519-518 A.E.C. Depois disso ele estendeu os limites imperiais até a índia, a E, e até a Trâcia e a Macedônia, a O. É conhecido também por sua eficiente reorganização da estrutura administrativa em todo o império, a criação dum código de lei imperial, chamado “Estatuto dos Bons Regulamentos”, e por ter reaberto o canal ligando o rio Nilo do Egito ao mar Vermelho.
É especialmente com respeito à reconstrução do templo em Jerusalém que Dario Histaspes aparece no registro bíblico. O alicerce do templo foi lançado em 536 A.E.C., mas a obra de reconstrução foi proibida por volta de 522 e “continuou parada até o segundo ano do reinado de Dario” (520/519). (Esd. 4:4, 5, 24) Durante esse ano os profetas Ageu e Zacarias incitaram os judeus para recomeçarem a construção e a obra prosseguiu. (Esd. 5:1, 2; Ageu 1:1, 14, 15; Zac. 1:1) Isto resultou numa investigação e no envio duma carta de Tatenai, o governador que representava os interesses imperiais na região a O do Eufrátes, e de outros altos funcionários, ao rei persa Dario, informando-o sobre a obra de construção, expondo a reivindicação dos judeus quanto à legalidade do projeto e solicitando uma investigação nos arquivos reais para ver se existia evidência escrita para substanciar tal reivindicação. (Esd. 5:3-17) A declaração judaica, que contrastava as ações do caldeu Nabucodonosor, como o destruidor do templo, com as do persa Ciro, como aquele que autorizara sua reconstrução, deve ter exercido um efeito apropriado e oportuno sobre Dario, visto que nos primeiros anos do seu reinado teve que subjugar duas revoltas de rebeldes que assumiram o nome de Nabucodonosor (chamados de Nabucodonosor III e Nabucodonosor IV pelos historiadores), afirmando serem filhos de Nabonido e empenhando-se em tornar Babilônia independente do Império Persa.
A pesquisa oficial dos registros nos arquivos de Ecbátana, antiga capital meda, resultou na descoberta do documento de Ciro. Depois disso Dario mandou ordens ao governador Tatenai para que ele e os outros altos funcionários não apenas deixassem de interferir na obra do templo, mas também que provessem fundos, para tal construção, da “tesouraria real do imposto de além do Rio”, bem como animais e outras provisões necessárias para as ofertas sacrificiais. Quem desobedecesse à ordem do rei seria pendurado numa estaca e sua casa ‘transformada em latrina pública’. — Esd. 6:1-12.
Com esta cooperação oficial e contínuo encorajamento profético (Zac. 7:1; 8:1-9, 20-23), a obra do templo prosseguiu até terminar com bom êxito no “sexto ano do reinado de Dario” (Esd. 6:13-15; provavelmente por volta de 5/6 de março de 515 A.E.C.). Visto que as inscrições de Dario indicam ser ele um devoto adorador de Auramazda, é evidente que seu gesto, embora servindo ao propósito de Jeová Deus e tendo sem dúvida Sua direção, foi basicamente movido por respeito à natureza irrevogável das leis medo-persas e em harmonia com uma política de tolerância exercida pelo governo de Dario, evidência de tal tolerância sendo encontrada em algumas de suas inscrições.
CAMPANHAS POSTERIORES NA GRÉCIA
Perto da virada do século, várias cidades gregas da Jônia revoltaram-se contra a dominação persa e, embora seu levante fosse subjugado, Dario decidiu punir Atenas e Erétria por terem ajudado as cidades rebeldes. Isto levou a uma invasão persa da Grécia, resultando, contudo, na derrota das forças de Dario na batalha de Maratona, em 490 A.E.C. Embora Dario tivesse feito cuidadosa preparação para outra campanha contra a Grécia, foi incapaz de levá-la a efeito antes de sua morte, em 486 A.E.C. Foi sucedido por seu filho, Xerxes.
3. Neemias 12:22 menciona o registro dos cabeças de casas paternas levitas “nos dias de Eliasibe, Joiada e Joanã, e Jadua . . . até o reinado de Dario, o persa”. Visto que Eliasibe era sumo sacerdote na época do retorno de Neemias a Jerusalém (Nee. 3:1), e visto que, por ocasião da segunda visita de Neemias àquela cidade (durante ou após o 32.° ano de Artaxerxes [c. 443 A.E.C.]), Joiada tinha um filho casado (Nee. 13:28), é provável que o “Dario” mencionado fosse Dario II, Oco (também chamado Noto, “o filho ilegítimo” de Artaxerxes I), que governou de 423 a 404 A.E.C.
Uma carta encontrada entre os Papiros Elefantinos, reconhecida como datando dos últimos anos do quinto século A.E.C., refere-se a “Joanã” como sumo sacerdote em Jerusalém naquela época.
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Dar Meia-voltaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DAR MEIA-VOLTA
Veja ARREPENDIMENTO.
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DatãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DATÃ
Veja ABIRÃO.
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DaviAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DAVI
[“amado”, ou, talvez, uma forma abreviada de “amado de Jah”]. Este pastor, músico, poeta, soldado, estadista, profeta e rei, destaca-se nas Escrituras Hebraicas com muita proeminência. Tratava-se de um lutador impetuoso no campo de batalha, que demonstrou perseverança sob adversidades, um líder e comandante dotado de forte e inquebrantável coragem, não obstante, suficientemente humilde para reconhecer seus erros e arrepender-se de seus graves pecados, um homem capaz de mostrar terna compaixão e misericórdia, um amante da verdade e da justiça, e, acima de tudo, alguém com fé e confiança implícitas em seu Deus, Jeová.
Davi, descendente de Boaz e Rute, tinha uma ascendência que remontava a Judá, por intermédio de Peres. (Rute 4:18-22; Mat. 1:3-6) Este caçula dentre os oito filhos homens de Jessé também tinha duas irmãs ou meias-irmãs. (1 Sam. 16:10, 11; 17:12; 1 Crô. 2:16) Um dos irmãos de Davi evidentemente morreu sem ter filhos e foi assim excluído de registros genealógicos posteriores. (1 Crô. 2:13-16) O nome da mãe de Davi não é fornecido. Alguns têm sugerido que sua mãe foi Naás, mas é mais provável que Naás tenha sido o pai das meias-irmãs de Davi. — 2 Sam. 17:25.
Belém, localizada cerca de 8 km ao S de Jerusalém, era a cidade natal de Davi, a cidade onde haviam morado seus antepassados Jessé, Obede e Boaz e que, às vezes, era chamada de “cidade de Davi” (Luc. 2:4, 11; João 7:42), mas que não deve ser confundida com a “cidade de Davi”, isto é, Sião, em Jerusalém. (2 Sam. 5:7) Davi costumava almejar beber a boa água da cisterna junto à porta, da qual bebia na sua mocidade, ao entrar na cidade. — 2 Sam. 23:15; 1 Crô. 11:17.
QUAL JOVEM
Deparamo-nos com Davi pela primeira vez quando cuidava das ovelhas de seu pai, num campo perto de Belém. Samuel, enviado por Deus à casa de Jessé a fim de ungir um de seus filhos para ser o futuro rei, rejeitou os sete irmãos mais velhos de Davi, dizendo: “Jeová não escolheu a estes.” Por fim, foram buscar Davi, do campo. Paira uma atmosfera de suspense quando ele entra — “ruivo, rapaz de belos olhos e bem-parecido” — pois até então ninguém sabia porque Samuel tinha vindo. “Levanta-te”, é a ordem que Samuel recebe de Jeová, “unge-o, pois é este”! Davi é aquele de quem Jeová diz: “Achei Davi, filho de Jessé, homem agradável ao meu coração, que fará todas as coisas que desejo.” — 1 Sam. 16:1-13; 13:14; Atos 13:22.
Os anos que Davi gastou qual jovem pastor de ovelhas exerceram profunda influência no resto de sua vida. A vida ao ar livre preparou-o para viver qual fugitivo, quando, mais tarde na vida, fugia para escapar da ira de Saul. Também adquiriu perícia em atirar com fundas e desenvolveu perseverança, coragem e disposição para procurar e socorrer as ovelhas separadas do rebanho, não hesitando em matar um urso ou um leão, quando necessário. — 1 Sam. 17:34-36.
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