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Cante e faça um alegre alarido!A Sentinela — 1964 | 1.° de setembro
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uma armação triangular aberta, e as cordas eram esticadas entre a armação e um cabeçote curvo e era tocada com os dedos. Havia duas espécies de harpa. A maior era quase da altura dum homem, esculpida primorosamente e de formato elegante, e se tocava nela com os dedos de ambas as mãos. A menor, ou portátil, era popular em Israel. Podia ser pendurada ao pescoço e carregada, ou colocada sôbre um escabêlo para que fôsse tocada. Era êste o instrumento que Jubal tocava. Davi tocava harpa com perícia para amainar Saul, durante seus acessos de fúria. Era o instrumento que os israelitas exilados, em suas lamentações, penduraram nos salgueiros de Babilônia.
“Um instrumento semelhante era o saltério. O saltério era afinado para o soprano, a harpa uma oitava mais baixa; de sorte que se harmonizavam de modo excelente numa orquestra. As cordas eram feitas de tripa e o número delas em certa variedade era de dez. Certa autoridade descreve o saltério como tendo a forma triangular; outra o descreve como tendo a caixa sonora acima das cordas.
“Davi era conhecido como o ‘mavioso salmista de Israel’. (2 Sam. 23:1, ALA) Fêz retornar a Arca do Pacto à cidade de Davi com acompanhamento de cânticos, liras, harpas, tamborins, castanholas e címbalos. Compôs muitos cânticos de louvor e de petições. Acham-se registrados para nós nos Salmos; eram cantados com acompanhamento de harpa e saltério. Por certo, nenhuma outra coleção de cânticos se tornou tão conhecida e lida. Traduzida em centenas de idiomas, são cantados seus cânticos por um período de mais de 3.000 anos. Revelam, como nenhum dos outros fazem, as profundas emoções do coração: a fé e a confiança, a tristeza e o desespêro, a esperança e a confiança, a exultação e a contrição. Em nenhuma outra parte é Jeová tão reverenciado e abençoado, se lhe dirigem tantas súplicas e pedidos, é tão louvado e adorado.
“Davi, em sua obra, teve a ajuda de Asafe, de Hemã e de Jedutum, três mestres da música. No reinado de Davi, o côro de cantores e músicos atingiu 4.000 membros. (1 Crô. 23:5) Dêstes, 288 eram músicos treinados, acompanhados de um grupo de auxiliares menos peritos. Achavam-se divididos em vinte e quatro turmas, cada uma contendo doze músicos treinados. A orquestra era composta de instrumentos de corda e de címbalos. Pouco se sabe do tipo de música. Os hebreus tinham uma escala de oito tons. Seus corais sagrados provàvelmente cantavam a mesma melodia simples, dividida em duas partes, uma sendo uma oitava acima da outra, representando as vozes masculinas e femininas. Vários dos Salmos foram feitos para se cantarem como que dando respostas.”
“Deveria ter sido interessante presenciar um dos festivais de Israel, não é, vovó?”
“Sim, deve ter sido uma experiência que animava. Imagine a inauguração, do templo de Salomão, conforme registrada em 2 Crônicas, capítulo cinco. Sabe, todo o Israel estava lá! A maioria dos adoradores visitantes descansava à noite ao ar livre, no Monte das Oliveiras e por volta da cidade. Surge o amanhecer; soam as trombetas de prata, ecoando nas montanhas. A emoção do que se espera e a alegria surge através do acampamento que desperta, ao se levantarem as pessoas e se prepararem para êste dia memorável. A Arca do Pacto será levada para o Santíssimo e o nôvo templo será dedicado. De todos os lados, grande multidão se dirige ao local do templo, provàvelmente cantando a uma só voz ao subirem, as mulheres e as môças com tamborins, muitos homens com harpas e alaúdes, com flautas e pífaros.
“A orquestra e o côro já tomaram posição do lado oriental do altar, vestidos de linho fino, com címbalos e instrumentos de corda, cítaras, saltérios, liras e graciosas harpas. Apoiando-os acham-se 120 sacerdotes, impecàvelmente trajados em suas ótimas vestimentas, cada um dêles segurando uma brilhante trombeta de prata, de prontidão. Psiu! Soam as trombetas de prata, a multidão silencia, os címbalos se batem, ao passo que o músico principal dá o sinal de início. A poderosa orquestra toca o refrão principal. Centenas de cantores levitas erguem a voz em uníssono e glorioso cântico de louvor, ‘e assim que elevaram o som com as trombetas, e com os címbalos, e com os instrumentos de canto, e com louvor a Jeová, . . . a própria casa encheu-se . . . [da] glória de Jeová’. — 2 Crô. 5:13, 14.
GLORIFICANDO A JEOVÁ HOJE EM DIA
“As testemunhas de Jeová glorificam a Jeová, hoje em dia, por cantarem ‘o nôvo cântico’, proclamando de casa em casa a mensagem do reino estabelecido de Deus. Portanto, as testemunhas de Jeová reconhecem que executarem a adoração pura é a coisa tôda-essencial e que precede côros treinados e música. Evitam a santimônia e o sectarismo no seu louvor, apegando-se à linguagem pura da Bíblia. Nas suas reuniões congregacionais e nas assembléias maiores, cantam alegres cânticos de louvor a Jeová, com entusiasmo e naturalidade. Na Assembléia Internacional da Vontade Divina das Testemunhas de Jeová, realizada em Nova Iorque, no Estádio Ianque e no Campo de Pólo, em 1958, foram usadas duas orquestras, cada uma delas composta de mais de cem músicos profissionais. Cada uma era completa, com instrumentos de cordas, de metais, de sôpro e de percussão, incluindo-se o tímpano e a harpa.
“Em breve, Jeová, através de seu Rei, Cristo Jesus, realizará seu ato de libertação a favor de seu povo, assim como fêz nos dias antigos, no Mar Vermelho. Emergindo da batalha demonstrativa e climática do Armagedom, os sobreviventes cantarão cânticos de louvor triunfante e de gratidão ao seu Libertador todo-poderoso.”
“Esta visão, vovó, mostra que vale a pena todo esfôrço do cristão, hoje em dia!”
“Não é mesmo! E, ao vermos vindicado o nome de nosso grande Deus, gritaremos de alegria e cantaremos junto com o salmista: ‘Louvai-o com o soar da trompa. Louvai-o com o instrumento de corda e com a harpa. Louvai-o com o tamborim e com a dança circular. Louvai-o com cordas e com a flauta. Louvai-o com os címbalos de som melodioso. Louvai-o com os címbalos que se chocam. Tudo o que respira — louve a Já. Louvai a Já, ó povo!’” — Sal. 150:3-6.
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Amigo do imperadorA Sentinela — 1964 | 1.° de setembro
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Amigo do Imperador
◆ Atos 18:12-16 relata como o apóstolo Paulo, quando estava em Corinto, foi levado perante Gálio, o “procônsul de Acaia”. A cadeira de juiz, perante a qual Paulo sem dúvida compareceu, foi encontrada por arqueólogos, bem como uma carta do Imperador Cláudio, que diz: “Como Lúcio Juno Gálio, meu amigo, e procônsul de Acaia, escreveu.” A carta indica que Gálio chegou a Corinto em 51 E. C., o que se harmoniza com o tempo da visita de Paulo, indicada na Bíblia.
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