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TecoaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Era o lar de Iques, pai de Ira, um dos homens poderosos de Davi. (1 Crô. 11:26, 28) Dali proveio a mulher sábia que, sob a direção de Joabe, apelou ao Rei Davi em favor de Absalão. (2 Sam. 14:1-21) E ali, no século IX AEC, o profeta Amós criava ovelhas. — Amós 1:1.
O Tecoa mencionado nos registros genealógicos de Judá (1 Crô. 2:3, 24; 4:5) pode ter sido um filho de Assur. No entanto, Tecoa não se acha alistado em 1 Crônicas 4:5-7 entre os sete filhos das duas esposas de Assur, sugerindo-se que Assur, em vez de ser o pai dum filho chamado Tecoa, pode ter sido o fundador desse povoado ou de sua população.
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TemãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TEMÃ
[à direita, meridional]. Local vinculado por alguns peritos com Tawilan, alguns km a E de Petra. Tratava-se evidentemente duma cidade ou distrito edomita (a “terra dos temanitas”), onde residiam os descendentes de Temã. (Gên. 36:34; Jer. 49:7, 20; Eze. 25: 13; Amós 1:11, 12; Obd. 9) Este local se tornou famoso como centro de sabedoria. (Jer. 49:7) No livro de Habacuque, menciona-se Deus como provindo de “Temã, sim, um Santo desde o monte Parã”. Isto pode referir-se a Jeová brilhar em glória, o seu esplendor se refletindo nas montanhas, à medida que Ele conduzia sua nação recém-formada, via Edom, para a Terra Prometida. — Hab. 3:3, 4; compare com Deuteronômio 33:2.
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Temor (Medo; Receio)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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TEMOR (MEDO; RECEIO)
Conforme é empregada comumente, a palavra temor significa uma expectativa de dano ou de dor, em geral uma emoção dolorosa, caracterizada por sobressalto, apreensão e intranqüilidade. No entanto, o temor também pode significar um calmo reconhecimento ou consideração de qualquer coisa que possa prejudicar ou causar dano, este reconhecimento motivando a pessoa a exercer razoável cautela e previsão inteligente.
A Bíblia mostra que existe um temor apropriado e um temor incorreto. Assim, o temor pode ser saudável, fazendo com que o indivíduo aja com a devida cautela em face do perigo, dessa forma evitando o desastre, ou pode ser um temor mórbido, destruindo a esperança e minando a capacidade de resistência nervosa da pessoa, chegando ao ponto de causar-lhe a morte. O temor a Deus é saudável; trata-se dum temor respeitoso e duma profunda reverência pelo Criador, e de um receio saudável de desagradar-lhe, motivados pelo apreço por Sua benevolência e bondade, junto com a conscientização de que Ele é o Juiz Supremo e o Onipotente, tendo o poder de infligir punição ou morte àqueles que lhe desobedecem. O temor correto também inclui o devido respeito pelas autoridades seculares, sabendo o cristão que a justa punição, por parte duma autoridade, para um crime, seria uma expressão indireta da ira de Deus. — Rom. 13:3-7.
Adão e Eva deixaram de nutrir um temor correto e saudável a Deus, e, por conseguinte, desobedeceram a Ele. Isto produziu neles um doloroso temor ou terror, que fez que se ocultassem da presença de Deus. Adão disse: “Ouvi a tua voz no jardim, mas tive medo.” (Gên. 3:10) Caim, filho de Adão, sentiu similar temor depois de assassinar seu irmão, Abel, e este temor pode ter sido um fator preponderante para ele decidir construir uma cidade. — Gên. 4:13-17.
Em Gênesis 9:2, a palavra “medo” é empregada em relação com a criação animal. Deus disse a Noé e seus filhos: “O medo de vós e o terror de vós continuará sobre toda criatura vivente da terra.” Durante o ano em que Noé e sua família ficaram no interior da arca, os animais e as aves ali abrigados sentiam medo destes humanos e isto ajudou a restringi-los. Assim sendo, quando saíram da arca, depois do Dilúvio, Jeová forneceu a Noé a garantia de que tal medo continuaria. Isto é apoiado pela experiência humana. O dr. George Goodwin, curador-associado dos mamíferos do Museu Americano de História Natural, afirma: “Normalmente, um leopardo não ataca um homem. Caso seja provocado ou ferido, contudo, o animal se voltará contra os seres humanos e lutará.” Raymond L. Ditmars afirma na obra Snakes of the World (Cobras do Mundo) que, caso tenham oportunidade, as cobras venenosas, conhecidas por sua agressividade — tais como a mamba e a cobra-real ou hamadríade, preferem, por via de regra, cautelosamente se afastar de forma gradual da presença do homem, em vez de atacar. Embora o homem tenha maltratado e transformado alguns animais em criaturas terríveis, dá- se em geral que este temor restritivo ainda vigora. Isto se harmoniza com a declaração de Deus, em Gênesis 1:26-28, de que a criação animal devia ficar sujeita ao homem, desde o tempo da criação deste.
O temor correto a Jeová Deus é essencial para aqueles que desejam servi-lo. Este profundo temor reverente a Jeová é “o princípio da sabedoria” (Sal. 111:10), “o início da sabedoria”. (Pro. 9:10) Não é um temor mórbido, que derruba; “o temor de Jeová é puro”. (Sal. 19:9) Este temor é definido da seguinte forma em Provérbios 8:13: “O temor de Jeová significa odiar o mal.” Impedirá a pessoa de seguir um proceder errado, pois “no temor de Jeová a pessoa se desvia do mal”. — Pro. 16:6.
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TemploAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TEMPLO
[Heb., hehkhál, templo, palácio; gr., hierón, templo; ,naós, santuario, uma morada (especificamente, dum deus), templo]. As Escrifuras descrevem varios templos, literais, visionários e simbólicos, os principais sendo os templos construidos por (1) Salomão, 2) Zorobabel, (3)Herodes, o Grande, (4) o templo visionário de Ezequiel, e (5) o templo espiritual.
O TEMPLO DE SALOMÃO
O Rei Davi sentia forte desejo de construir uma casa para Jeová, a fim de abrigar a Arca do pacto, que estava “morando no meio de panos de tenda”. Jeová se agradou da proposta de Davi, mas lhe disse que, devido a que ele tinha derramado muito sangue na guerra, o filho dele (Salomão) seria o privilegiado a fazer tal construção. Isto não queria dizer que Deus não aprovava as guerras que Davi travara a favor do nome de Jeová e de Seu povo. Mas, o templo devia ser edificado em paz, por um homem de paz, prefigurando o grande Edificador do Templo e Príncipe da Paz, Jesus Cristo. — 2 Sam. 7:1-16; 1 Reis 5:3-5; 8: 17; 1 Crô. 17:1-14; 22:6-10.
Operários
O Rei Salomão começou a edificar o templo no quarto ano de seu reinado (1034 AEC), no segundo mês, zive, seguindo o plano arquitetônico que Davi recebera mediante inspiração. (1 Reis 6:1; 1 Crô. 28:11-19) Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Hirão, o rei de Tiro, forneceu a madeira do Líbano e operários especializados em madeira e em pedra, e um perito especial, também chamado Hirão, cujo pai era tírio e cuja mãe era uma israelita da tribo de Naftali. Este homem trabalhava otimamente com ouro, prata, cobre, ferro, madeira, pedras e tecidos. — 1 Reis 5: 8-11, 18; 7:13, 14, 40, 45; 2 Crô. 2:13-16.
Ao organizar tal trabalho, Salomão convocou 30.000 homens de Israel, enviando-os ao Líbano em turmas de 10.000 por mês, gozando duma permanência de dois meses em casa, entre as escalas de trabalho. (1 Reis 5:13, 14) Como carregadores, convocou 70.000 dentre os “residentes forasteiros” do pais, e, como cortadores, 80.000. (1 Reis 5:15; 9:20, 21; 2 Crô. 2:2) Como capatazes do trabalho, Salomão nomeou 550 homens e, pelo que parece, 3.300 como ajudantes. (1 Reis 5:16; 9:22, 23) Parece que, dentre estes, 250 eram israelitas, e 3.600 eram “residentes forasteiros” em Israel. — 2 Crô. 2:17, 18.
Dimensão do “côvado” empregado
Na consideração feita a seguir das medidas dos três templos construídos por Salomão, Zorobabel e Herodes, calcularemos as mesmas à base do côvado de c. 44, 5 cm. No entanto, é possível que utilizassem o côvado longo, de c. 52 cm (ou, mais precisamente, 51, 8 cm). — Compare com 2 Crônicas 3:3 (em que se menciona um “comprimento em côvados, segundo a medida anterior“, esta talvez sendo uma medida mais comprida do que o côvado que veio a ser comumente utilizado), e Ezequiel 40:5; veja CÔVADO.
O plano e os materiais
O templo, uma magnífica estrutura, seguia o plano geral do tabernáculo. O Santo e o Santíssimo tinham as mesmas proporções, mas suas dimensões internas eram o dobro das do tabernáculo. O Santo tinha 40 côvados (c. 17, 80 m) de comprimento e 20 côvados (c. 8, 90 m) de largura e de altura. O Santíssimo era um cubo de 20 côvados (c. 8, 90 m) de cada lado. (1 Reis 6: 20; 2 Crô. 3:8) Adicionalmente, havia câmaras no teto que tinham aproximadamente 10 côvados (c. 4, 45 m) de altura, uma vez que o prédio atingia uma altura de 30 côvados (e. 13, 35 m). (1 Reis 6:2; 1 Crô. 28:11) Havia também outros prédios ao redor, contendo câmaras de armazenagem, refeitórios, etc. — 1 Reis 6:4-6, 10.
Os materiais empregados eram, primariamente, a pedra e a madeira. Os pisos destes aposentos eram revestidos de junípero, e as paredes internas eram de cedro gravadas com entalhes de querubins, palmeiras e flores; as paredes e o teto eram inteiramente revestidos de ouro. (1 Reis 6:15, 18, 21, 22, 29) As portas do Lugar Santo (na entrada do templo) eram feitas de junípero, esculpido e recoberto de folha de ouro. (1 Reis 6:34, 35) Portas de madeira da árvore oleaginosa, igualmente esculpidas e revestidas de ouro, davam entrada para o Santo e o Santíssimo. Não importando qual fosse a posição exata delas, tais portas não substituíam plenamente o arranjo de cortinas que estava em uso no tabernáculo. (Compare com 2 Crônicas 3:14.) Dois gigantescos querubins de madeira da árvore oleaginosa, revestidos de ouro, ocupavam o Santíssimo.
Sob estes foi colocada a Arca do pacto. — 1 Reis 6:23-28, 31-33 ; 8:6; veja QUERUBIM.
Todos os utensílios do Lugar Santo eram de ouro: o altar do incenso e a mesa dos pães da proposição, e os dez candelabros, junto com seus complementos. Junto da entrada do Lugar Santo (o primeiro compartimento), erguiam-se duas colunas de cobre, chamadas “Jaquim” e “Boaz”. (1 Reis 7:15-22, 48-50; veja BOAZ, II.) O pátio era construído de pedra e cedro de excelente qualidade. (1 Reis 6:36) Os acessórios que havia no pátio, o altar do sacrifício, o grande “mar de fundição”, dez carrocins para bacias d’água, e outros utensílios, eram feitos de cobre. — 1 Reis 7:23-47.
Todos os utensilios do Lugar Santo eram de ouro: o altar do incenso e a mesa dos pães da proposição, e os dez candelabros, junto com seus complementos. Junto da entrada do Lugar Santo (o primeiro compartimento), erguiam-se duas colunas de cobre, chamadas“Jaquim“ e “Boaz“. (1 Reis 7:15-22, 48-50; veja BOAZ, II.) O pátio era construído de pedra e cedro de excelente qualidade. (1 Reis 6:36)
Os acessórios que havia no pátio, o altar do sacrifício, o grande “mar de fundição’, dez carrocins para bacias d’agua, e outros utensillos, eram feitos de cobre. — 1 Reis 7:28-47.
Notável caracteristica da construção deste templo era que toda a pedra havia sido cortada na pedreira, de modo a ajustar-se perfeitamente no local do templo.
“Quanto a martelos e machados, ou a quaisquer outros instrumentos de ferro, não eram ouvidos na casa, enquanto estava sendo construída.“ (1 Reis 6:7) O trabalho foi concluído em sete anos e meio (desde a primavera setentrional de 1034 AEC até o outono setentrional [bul, o oitavo mês] de 1O27 AEC). — 1 Reis 6:1, 38.
Inauguração
No sétimo mês, etanim, pelo visto do décimo segundo ano do reinado de Salomão (1026 AEC), Salomão congregou os homens de Israel em Jerusalém para a inauguração do templo e a Festividade das Barracas. O tabernáculo, com seu mobiliário sagrado, foi trazido, e a Arca do pacto foi colocada no Santíssimo. Nisto, a nuvem de Jeová encheu o templo. Salomão então abençoou a Jeová e a congregação de Israel, e, de pé numa tribuna especial diante do altar de cobre do sacrifício, ofereceu longa oração, louvando a Jeová e suplicando sua benevolência e misericórdia a favor daqueles que se voltassem para Ele, visando temê-lo e servi-lo, quer fossem israelitas, quer estrangeiros. Grandioso sacrificio de 22.000 bovinos e 120.000 ovinos foi oferecido. A inauguração demorou sete dias, e a Festividade das Barracas sete dias, após o que, no dia 23 daquele mês, Salomão mandou que o povo voltasse para casa, alegre e agradecido pela bondade e generosidade de Jeová. (1 Reis, cap.8; 2 Crô. 5:1 a 7:10) Este templo perdurou até ser destruído pelo exército babilônio, sob o Rei Nabucodonosor, em 607 AEC. — 2 Reis 25:9; 2 Crô. 36:19; Jer. 52:13.
O TEMPLO CONSTRUÍDO POR ZOROBABEL
No entanto, conforme predito por Isaías, profeta de Jeová, Deus suscitou a Ciro, rei da Pérsia, como libertador de Israel do poderio de Babilônia. (Isa. 45:1) Jeová também estimulou seu próprio povo, sob a liderança de Zorobabel, da tribo de Judá, a retornar a Jerusalém com o fito de reconstruir o templo, em 537 AEC, depois de setenta anos de desolação, conforme Jeremias predissera. (Esd. 1:1-6; 2:1, 2; Jer. 29:10) Esta estrutura, embora não fosse nem de longe tão gloriosa quanto o templo de Salomão, durou por mais tempo, permanecendo por quase 500 anos, de 515 AEC até bem em fins do primeiro século AEC. (O templo construído por Salomão servira por c. 420 anos, de 1027 até 607 AEC.)
No sétimo mês (etanim ou tisri) do ano de
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